Lages, 21/02/2014, Correio Lageano, por Joana Costa
Quem precisa fazer uma cirurgia tem uma preocupação a mais: encontrar um anestesiologista. Em Lages, esse tipo de especialista está em falta. Isso é atribuído pela categoria ao número limitado de cursos de especialização e baixa remuneração. Está havendo atrasos e adiamentos de cirurgias eletivas.
A movimentação constante de cirurgias em um hospital que recebe emergências da região, como o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres é um problema. O diretor Canísio Winkelmann sente a falta de médicos na área, mas o problema é generalizado. “Não só em Lages, mas no Brasil”, salienta.
Um das consequências disso foi o fechamento, no início do mês, da sala destinada aos atendimentos pelo SUS, que ficava aberta das 8 às 13horas. A prioridade é o atendimento das urgências e emergências. “Temos um profissional 24 horas de plantão, independentemente de convênio”, informa Winkelmann.
O hospital conta com sala de atendimento pelo SUS, onde os anestesiologistas atuam nos procedimentos eletivos das 8 às 19horas. “Contamos, também, com anestesiologistas, conforme a demanda, para outros convênios o dia inteiro no hospital”, acrescenta.
Solução: Para Winkelmann, a solução para a falta do especialista seria a ampliação do número de residências médicas na área, aliando-se o aumento da remuneração.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Lages, Ricardo Gargioni, confirma que este é um problema nacional. “É pequena a quantidade de pessoas que fazem esse trabalho e você não consegue profissionais para trabalhar nos hospitais”, disse.
Necessidade: Gargioni ressalta que, independentemente do tipo de procedimento cirúrgico, é imprescindível a presença de um anestesiologista, mas existem poucos cursos de formação nessa área no Brasil. “A quantidade de formados não supre a demanda. Na área pública, a baixa remuneração faz com que quando há concursos os profissionais não se cadastrem”, acrescenta.
Isso, aliado à estrutura dos hospitais, incompatível com a demanda, ocasiona atrasos. “Não basta só ter o profissional, tem que ter uma estrutura que comporte a demanda. Caso contrário, não adianta contratar”, declara.
O mesmo problema ocorre no Hospital Tereza Ramos. A diretora, Beatriz Montemezzo, diz que a direção está em reuniões constantes para resolver o problema e que a expectativa é de que as cirurgias eletivas sejam retomadas na próxima semana.
Foto: Susana Küster
Quem precisa fazer uma cirurgia tem uma preocupação a mais: encontrar um anestesiologista. Em Lages, esse tipo de especialista está em falta. Isso é atribuído pela categoria ao número limitado de cursos de especialização e baixa remuneração. Está havendo atrasos e adiamentos de cirurgias eletivas.
A movimentação constante de cirurgias em um hospital que recebe emergências da região, como o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres é um problema. O diretor Canísio Winkelmann sente a falta de médicos na área, mas o problema é generalizado. “Não só em Lages, mas no Brasil”, salienta.
Um das consequências disso foi o fechamento, no início do mês, da sala destinada aos atendimentos pelo SUS, que ficava aberta das 8 às 13horas. A prioridade é o atendimento das urgências e emergências. “Temos um profissional 24 horas de plantão, independentemente de convênio”, informa Winkelmann.
O hospital conta com sala de atendimento pelo SUS, onde os anestesiologistas atuam nos procedimentos eletivos das 8 às 19horas. “Contamos, também, com anestesiologistas, conforme a demanda, para outros convênios o dia inteiro no hospital”, acrescenta.
Solução: Para Winkelmann, a solução para a falta do especialista seria a ampliação do número de residências médicas na área, aliando-se o aumento da remuneração.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Lages, Ricardo Gargioni, confirma que este é um problema nacional. “É pequena a quantidade de pessoas que fazem esse trabalho e você não consegue profissionais para trabalhar nos hospitais”, disse.
Necessidade: Gargioni ressalta que, independentemente do tipo de procedimento cirúrgico, é imprescindível a presença de um anestesiologista, mas existem poucos cursos de formação nessa área no Brasil. “A quantidade de formados não supre a demanda. Na área pública, a baixa remuneração faz com que quando há concursos os profissionais não se cadastrem”, acrescenta.
Isso, aliado à estrutura dos hospitais, incompatível com a demanda, ocasiona atrasos. “Não basta só ter o profissional, tem que ter uma estrutura que comporte a demanda. Caso contrário, não adianta contratar”, declara.
O mesmo problema ocorre no Hospital Tereza Ramos. A diretora, Beatriz Montemezzo, diz que a direção está em reuniões constantes para resolver o problema e que a expectativa é de que as cirurgias eletivas sejam retomadas na próxima semana.
Foto: Susana Küster

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