Abdon Batista, 19/03/2014, Correio Lageano, por Joana Costa
Grupo de manifestantes do Movimento Atingidos por Barragens (MAB) invadiu a casa de força da Usina Garibaldi, em Abdon Batista, na madrugada de segunda-feira, dia 16. O grupo permaneceu lá até o final da manhã desta terça-feira(18). Policiais Militares de Lages foram enviados ao local para fazer a retirada dos manifestantes, que saíram pacificamente do local.
A vice-presidente da Empresa Rio Canoas Energia, responsável pelo empreendimento, Sueli Biedacha, informou que enquanto os manifestantes estiveram no local a geração de energia foi interrompida, pois os integrantes do MAB retiraram os funcionários que ficam na casa de força. “A usina tem pessoas 24 horas por dia trabalhando. Eles chegaram e mandaram o pessoal sair. A gente ainda não tem informações se houve danos”, informa.
Na tarde de ontem, através de nota, a empresa se manifestou dizendo que foi surpreendida com o ato, classificado como vandalismo, e disse estar aberta às negociações. “Ciente de sua responsabilidade social, a companhia reitera o seu compromisso com a comunidade e se coloca à disposição das famílias mais uma vez. Entendemos que o diálogo deve se sobrepor à ameaça e violência de episódios como esse grupo promoveu”, informa o documento.
Solicitação: O vereador e um dos atingidos pela usina, Natalino Ramos Correia, explicou que a decisão de invadir o local foi tomada para chamar a atenção, depois que a Rio Canos Energia abandonou as negociações de indenização. “Na última semana a empresa negou o que estava sendo encaminhado e saiu da negociação”, disse.
Os integrantes do MAB pediram R$ 15 milhões de indenização. Depois reduziram o valor para R$ 11 milhões e por fim pediram R$ 9 milhões. Porém os valores foram recusados pela empresa, que passou a procurar as famílias individualmente. Segundo ele, 250 participaram da invasão.
Após intervenção do Ministério Público, os manifestantes decidiram desocupar a usina na noite desta segunda-feira. “O pessoal só não saiu na terça por causa no mau tempo”, explica. Na manhã de hoje os manifestantes iniciaram a desocupação pacificamente.
Justiça: O Procurador da República Nazareno Jorgealém Wolff explicou que na noite de segunda-feira foi negociada a saída dos manifestantes e nos próximos dias a reunião para discutir as indenizações será marcada, mas ainda não há uma data definida. “Foi expedida uma ordem de desocupação e a Polícia Militar mobilizou a Tropa de Choque, que foi fazer a desocupação”, disse.
Ele destaca que a empresa tem o direito de procurar as famílias individualmente. Cerca de 30 homens da cavalaria da Polícia Militar de Lages foram enviados até a usina, atendendo solicitação do Ministério Público para retirar os manifestantes do local.
Governo Federal atento ao problema
De acordo com Natalino Ramos, a Secretaria dos Direitos Humanos visitou o acampamento onde as 159 famílias atingidas pela usina estão acampadas desde agosto de 2013, a fim de avaliar as condições em que as pessoas estão vivendo no local. “Tem crianças, pessoas mais velhas que estão vivendo ali porque perderam a casa, não conseguiram fazer a colheita e estão sem meios para viver. Por isso nós solicitamos um pagamento justo”, diz.
Apoio do MST:
Ele destaca que os integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens estão recebendo o apoio do Movimento dos Sem Terra (MST). Estes, levaram até Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e ao Ministério de Minas e Energia, os fatos que tem ocorrido na Usina Garibaldi.
Foto: Rio Canoas Energia/Divulgação
Grupo de manifestantes do Movimento Atingidos por Barragens (MAB) invadiu a casa de força da Usina Garibaldi, em Abdon Batista, na madrugada de segunda-feira, dia 16. O grupo permaneceu lá até o final da manhã desta terça-feira(18). Policiais Militares de Lages foram enviados ao local para fazer a retirada dos manifestantes, que saíram pacificamente do local.
A vice-presidente da Empresa Rio Canoas Energia, responsável pelo empreendimento, Sueli Biedacha, informou que enquanto os manifestantes estiveram no local a geração de energia foi interrompida, pois os integrantes do MAB retiraram os funcionários que ficam na casa de força. “A usina tem pessoas 24 horas por dia trabalhando. Eles chegaram e mandaram o pessoal sair. A gente ainda não tem informações se houve danos”, informa.
Na tarde de ontem, através de nota, a empresa se manifestou dizendo que foi surpreendida com o ato, classificado como vandalismo, e disse estar aberta às negociações. “Ciente de sua responsabilidade social, a companhia reitera o seu compromisso com a comunidade e se coloca à disposição das famílias mais uma vez. Entendemos que o diálogo deve se sobrepor à ameaça e violência de episódios como esse grupo promoveu”, informa o documento.
Solicitação: O vereador e um dos atingidos pela usina, Natalino Ramos Correia, explicou que a decisão de invadir o local foi tomada para chamar a atenção, depois que a Rio Canos Energia abandonou as negociações de indenização. “Na última semana a empresa negou o que estava sendo encaminhado e saiu da negociação”, disse.
Os integrantes do MAB pediram R$ 15 milhões de indenização. Depois reduziram o valor para R$ 11 milhões e por fim pediram R$ 9 milhões. Porém os valores foram recusados pela empresa, que passou a procurar as famílias individualmente. Segundo ele, 250 participaram da invasão.
Após intervenção do Ministério Público, os manifestantes decidiram desocupar a usina na noite desta segunda-feira. “O pessoal só não saiu na terça por causa no mau tempo”, explica. Na manhã de hoje os manifestantes iniciaram a desocupação pacificamente.
Justiça: O Procurador da República Nazareno Jorgealém Wolff explicou que na noite de segunda-feira foi negociada a saída dos manifestantes e nos próximos dias a reunião para discutir as indenizações será marcada, mas ainda não há uma data definida. “Foi expedida uma ordem de desocupação e a Polícia Militar mobilizou a Tropa de Choque, que foi fazer a desocupação”, disse.
Ele destaca que a empresa tem o direito de procurar as famílias individualmente. Cerca de 30 homens da cavalaria da Polícia Militar de Lages foram enviados até a usina, atendendo solicitação do Ministério Público para retirar os manifestantes do local.
Governo Federal atento ao problema
De acordo com Natalino Ramos, a Secretaria dos Direitos Humanos visitou o acampamento onde as 159 famílias atingidas pela usina estão acampadas desde agosto de 2013, a fim de avaliar as condições em que as pessoas estão vivendo no local. “Tem crianças, pessoas mais velhas que estão vivendo ali porque perderam a casa, não conseguiram fazer a colheita e estão sem meios para viver. Por isso nós solicitamos um pagamento justo”, diz.
Apoio do MST:
Ele destaca que os integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens estão recebendo o apoio do Movimento dos Sem Terra (MST). Estes, levaram até Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e ao Ministério de Minas e Energia, os fatos que tem ocorrido na Usina Garibaldi.
Foto: Rio Canoas Energia/Divulgação
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