sexta-feira, 11 de abril de 2014

As descontinuidades que o povo não entende...

Lages, 11/04/2014 Visão

A atual administração de Lages, na próxima terça-feira (15/04), pela manhã, realiza às 9 horas na CDL reunião com empresários para apresentar um novo modelo de abrigos de ônibus para a cidade. São estruturas em alumínio, vidro e policarbonato, inclusive com aproveitamento do calor do sol para iluminação com lâmpadas de LED. Estas modernas estruturas deverão ser  implantadas em Lages numa espécie de parceria público-privado,  já que  nestes locais as empresas poderão explorar publicidade e divulgar suas marcas e produtos. 
Até aí tudo bem. É ótimo que queiram implantar abrigos de ônibus mais decentes para a população se proteger  enquanto espera o transporte coletivo. Até porque Lages é uma cidade com inverno rigoroso e não é nada bom tomar vento gelado e garoa enquanto se está na rua.
O que me apavora são as descontinuidades nos projetos públicos em Lages com relação a este e a outros assuntos. Senão, vejamos: 

ABRIGOS COM MADEIRA TRATADA E DE METAL 

Vocês lembram do modelo de abrigos de ônibus com madeira tratada, lançados com estardalhaço no começo da segunda administração do hoje governador Raimundo Colombo?  A meta era implantar esse tipo de abrigos em toda a cidade (fizeram 20 e o projeto morreu na casca) já que Lages queria valorizar seu maior produto, a madeira dos reflorestamentos. 
Tem alguns desses modelos no Coral e em alguns poucos pontos da cidade. E tratava-se de belos abrigos. Morreu. 
Depois, já na administração do Renatinho, implantaram aqueles modernos abrigos de ferro e vidro (na Av. Luiz de Camões e  Dom Pedro II). Estas estruturas, sem manutenção alguma, enferrujaram e estão totalmente estragadas em vários locais, sem manutenção alguma. 
Agora estão querendo implantar outro modelo. 

CALÇADAS PADRONIZADAS 

Outro caso aconteceu com as famosas calçadas padronizadas (aquelas lajotas de concreto com imagem do pinhão). O projeto também teve origem na então administração de Raimundo Colombo. Teve continuidade com Renatinho. E agora Elizeu Mattos diz que esse tipo de calçada é muito cara, não presta e tem de arrumar outro material (provavelmente paver, que fica totalmente irregular e que também não presta, na minha modesta avaliação).  

ACADEMIAS DA TERCEIRA IDADE 

Outro caso foram as Academias da Terceira Idade (ATIs). A administração Renatinho implantou uma delas (trazendo o projeto de Maringá). O povo adorou. Aí, na busca de votos de forma barata e fácil, e com os presidentes de associações de moradores querendo fazer  média com suas comunidades, encheram a cidade com essas estruturas, sem critério algum, muitas delas implantadas próximas umas das outras e em locais com pouca frequencia de público. 
Da mesma forma, a atual administração não vê nas ATIs muita coisa boa. Meio que abandonou essas estruturas ao não contratar monitores para orientar os exercícios físicos. 

Perguntamos (sem querer ofender nenhuma administração): Por que tantos projetos sem continuidade em Lages ? O que há por trás desse tipo de iniciativa? Será que não se poderia tocar adiante projetos bons só porque são  de  outra administração, corrigindo erros e melhorando alguns aspectos se  fosse necessário?

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