Serra Catarinense, 27/06/2014, Correio Lageano, por Núbia Garcia
Com a expressão aflita, o caseiro Norival Amaral de Oliveira, de 52 anos, passou a tarde desta quinta-feira (26) monitorando o nível do rio Carahá. Ele mora no bairro Vila Nova, a poucos metros do rio, e precisa ficar atendo, pois caso a água comece a subir, deve tirar os pertences da família de casa e sair com a esposa e os dois filhos o mais rápido possível.
Ele mora na rua Américo Sabatini há cinco anos e já conhece os sinais da natureza de que precisa sair de casa. “Na última vez que deu cheia, no ano passado, deu tempo de tirar a geladeira, a televisão e levar pra um barracão aqui no bairro. Eu e minha família acabamos indo para a casa de outro filho, lá no Morro do Posto. Quando a água vem, fica só o telhado da casa de fora”, relata.
Maicon Santos de Lima, de 24 anos, mora com a mãe às margens do Carahá, no bairro Habitação. Para ele, o termômetro sobre o período que ainda pode permanecer dentro de casa até que a água suba é um banhado nos fundos de casa. “Quando o banhado enche a gente sabe que precisa sair. Por enquanto ainda está normal, mas a mãe já foi procurar uma casa com os vizinhos para deixar a geladeira, o fogão e a TV, caso a água suba”, conta.
Alerta
Diante da previsão para que chova 300 milímetros até sábado (28), a Defesa Civil de Lages monitora as áreas de risco desde a noite de terça-feira. O coordenador do órgão, Adilson Panek, informou que até a tarde desta quinta-feira (26) nenhuma ocorrência havia acontecido nem havia famílias desabrigadas. “Os rios estão dentro do limite e vamos manter o estado de alerta até o final das chuvas”, diz.
No final da manhã de quinta, o Corpo de Bombeiros realizou vistorias nos rios de Lages para verificar o nível da água e constatou que a situação ainda estava sob controle. “Nosso parâmetro de comparativo é a região do Fórum, o primeiro lugar em que o rio transborda. Estava tudo dentro dos conformes. Se a chuva continuar na intensidade que está, provavelmente não haverá ocorrências”, destaca o chefe de socorro dos Bombeiros, César Baumgart.
Otacílio Costa em alerta por rio Desquite
Em Otacílio Costa, o Corpo de Bombeiros está em estado de alerta porque o rio Desquite, que corta o perímetro urbano da cidade (Centro e bairros Santa Catarina e Pinheiros), está com alto volume de água e pode provocar cheias.Apesar da preocupação dos bombeiros, a Defesa Civil garante que a situação está sob controle.
O coordenador do órgão, Edson Pasold, explica que o município mantém a preocupação por causa do alerta emitido pela Defesa Civil estadual, mas ainda não registrou nenhuma situação anormal. “Nosso agravante é o período pós-chuvas, pois os rios ficam aumentando o nível por até uma semana depois das chuvas. Para se ter uma ideia, só agora estava reduzindo o volume de água depois da último alerta, emitido há cerca de 15 dias”.
Pasold destaca que há apenas um ponto crítico no município, localizado no bairro Pinheiros. O local já está sendo monitorado e, por enquanto, não oferece riscos à população.
Sem registros em Correia Pinto
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Correia Pinto, na manhã de ontem foram realizadas vistorias nos rios Tributo e Canoas e também no bairro Nossa Senhora Aparecida, que geralmente é o primeiro a ser atingido por cheias. Embora não tenha sido registrada nenhuma situação anormal, a Defesa Civil do município está em estado de alerta. Em caso de emergência, as pessoas podem ligar para o telefone (49) 3243-3095.
Áreas de risco em monitoramento
Fotos: Núbia Garcia
Com a expressão aflita, o caseiro Norival Amaral de Oliveira, de 52 anos, passou a tarde desta quinta-feira (26) monitorando o nível do rio Carahá. Ele mora no bairro Vila Nova, a poucos metros do rio, e precisa ficar atendo, pois caso a água comece a subir, deve tirar os pertences da família de casa e sair com a esposa e os dois filhos o mais rápido possível.
Ele mora na rua Américo Sabatini há cinco anos e já conhece os sinais da natureza de que precisa sair de casa. “Na última vez que deu cheia, no ano passado, deu tempo de tirar a geladeira, a televisão e levar pra um barracão aqui no bairro. Eu e minha família acabamos indo para a casa de outro filho, lá no Morro do Posto. Quando a água vem, fica só o telhado da casa de fora”, relata.
Maicon Santos de Lima, de 24 anos, mora com a mãe às margens do Carahá, no bairro Habitação. Para ele, o termômetro sobre o período que ainda pode permanecer dentro de casa até que a água suba é um banhado nos fundos de casa. “Quando o banhado enche a gente sabe que precisa sair. Por enquanto ainda está normal, mas a mãe já foi procurar uma casa com os vizinhos para deixar a geladeira, o fogão e a TV, caso a água suba”, conta.
Alerta
Diante da previsão para que chova 300 milímetros até sábado (28), a Defesa Civil de Lages monitora as áreas de risco desde a noite de terça-feira. O coordenador do órgão, Adilson Panek, informou que até a tarde desta quinta-feira (26) nenhuma ocorrência havia acontecido nem havia famílias desabrigadas. “Os rios estão dentro do limite e vamos manter o estado de alerta até o final das chuvas”, diz.
No final da manhã de quinta, o Corpo de Bombeiros realizou vistorias nos rios de Lages para verificar o nível da água e constatou que a situação ainda estava sob controle. “Nosso parâmetro de comparativo é a região do Fórum, o primeiro lugar em que o rio transborda. Estava tudo dentro dos conformes. Se a chuva continuar na intensidade que está, provavelmente não haverá ocorrências”, destaca o chefe de socorro dos Bombeiros, César Baumgart.
Otacílio Costa em alerta por rio Desquite
Em Otacílio Costa, o Corpo de Bombeiros está em estado de alerta porque o rio Desquite, que corta o perímetro urbano da cidade (Centro e bairros Santa Catarina e Pinheiros), está com alto volume de água e pode provocar cheias.Apesar da preocupação dos bombeiros, a Defesa Civil garante que a situação está sob controle.
O coordenador do órgão, Edson Pasold, explica que o município mantém a preocupação por causa do alerta emitido pela Defesa Civil estadual, mas ainda não registrou nenhuma situação anormal. “Nosso agravante é o período pós-chuvas, pois os rios ficam aumentando o nível por até uma semana depois das chuvas. Para se ter uma ideia, só agora estava reduzindo o volume de água depois da último alerta, emitido há cerca de 15 dias”.
Pasold destaca que há apenas um ponto crítico no município, localizado no bairro Pinheiros. O local já está sendo monitorado e, por enquanto, não oferece riscos à população.
Sem registros em Correia Pinto
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Correia Pinto, na manhã de ontem foram realizadas vistorias nos rios Tributo e Canoas e também no bairro Nossa Senhora Aparecida, que geralmente é o primeiro a ser atingido por cheias. Embora não tenha sido registrada nenhuma situação anormal, a Defesa Civil do município está em estado de alerta. Em caso de emergência, as pessoas podem ligar para o telefone (49) 3243-3095.
Áreas de risco em monitoramento
- Bom Jesus: avenidas Paulo Heiden, Álvaro Neri dos Santos e Belisário Ramos, ruas Henrique Waltrick, Antonio Caon, Terezinha A. Michelon, Maria M. Zanoni, José Mezzalira, Amilcar Frazen, Raimundo Brito;
- Boqueirão: rua Nossa Senhora dos Campos;
- Caça e Tiro e Habitação: ruas Cirilo Vieira Ramos, Santa Zita, Lord Baden Powel, Almirante Alvim, Marechal Francisco Luz, Hélio B. Castro, Luiz C. Marin, Cláudio Manoel da Costa, Darcílio do Amaral, Erva Mate, Bracatingas, Acacia Mimosa, e avenidas Álvaro Neri dos Santos e Belisário Ramos;
- Caravágio: ruas Julio Malinverni, Alcides Rebelo, Joaquim Borges de Melo, Germiniano Cordeiro, Alexandre Gonzato, Setembrino Oliveira, Joaquim Melo, Hilda Picinini, Alvaro Vieira, Euclides da Cunha, Joaquim Nabuco;
- Centro: avenida Belisário Ramos, ruas Baependi, Nepomuceno Costa, Honorina da Costa Ribeiro, Soroptimista, Carolina Batalha Ribeiro, Caetano da Costa Júnior, Lídio Reis, Manoel Neves;
- Cruz de Malta: R. Hiperides Ferreira, Antonio Carvalho;
- Guadalupe: R. Ant. Martins;
- Ipiranga: R. Delvir Zabchet, Fortaleza, Porto Alegre;
- Jardim Cepar: av. Ponte Grande, ruas Rui Zapelini, Álvaro Silva, Abílio Nunes, Jacob Sperzel, Glauco Correa Ribeiro, Padre Odilo Hachenhar, Marechal Floriano Flores, Maria Koerich Bunn, Terezinha Candido do Amarante, Senador Salgado Filho, Elpídio Meneguel;
- Ferrovia: ruas Major Bibiano Lima, Francisco Hilário, Café Filho, Joaquim Nabuco, Alexandre Gonzato, Gomes Carneiro, Erico Verissimo, avenida Ponte Grande;
- Morro Grande: ruas Frei Silva Neiva, Ari Furtado Wolff;
- Popular: ruas Café Filho, Douglas Zapelini, Lauro Liz Costa, Mauro Rodolfo, João Cavalheiro, Ozório do Vale, José Passos Varela, avenida Ponte Grande;
- Várzea: ruas Cirilo Vieira Ramos, Marechal Olimpio Cunha, Saldanha da Gama, Inácio Alvarenga Peixoto, Faria de Brito, Rafael Aguiar, José Passos Varela, Pompeu Sabatine, Pedro Lessa, Leonicio Branco;
- São Miguel: Catulo da Paixão Cearense, Roberto Carbonera;
- São Sebastião: ruas Pedro Souza Lopes, Ouro Preto, Saturnino M. Oliveira, José Santos, Herculano Xavier Neves, Aristeu Matos Faust, Alberto Paes;
- Sagrado Coração de Jesus: ruas Casemiro de Abreu e Humberto de Campos;
- Santa Maria e Coral: avenida Ponte Grande, ruas Generoso A. Madruga, José Linhares da Costa, Professor Emilio Schenk, Inês Corso Zunianello;
- Santo Antônio: rua Maria Otília do Amaral;
- Universitário: avenida Belisário Ramos, ruas Marechal Gama Deça, Basílio da Gama, Lima Barreto, João Macedo, Cristiano Brascher, José Berlim, Duarte Coelho, Lauro Ribeiro de Lima, Germano Magaldi.
- Vila Nova: ruas Inácio Goss, João José Rath, Cândido Portinari, Américo Sbatini, Estevam de Almeida, Paul Harris, Robert F. Kennedy, Janjão Nerbas, avenida Belisário Ramos.
Fotos: Núbia Garcia
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