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domingo, 24 de novembro de 2013

O caminho que deu origem ao bairro Penha

CL Comunidade: O caminho que deu origem ao bairro Penha
Lages, 25/11/2013, Correio Lageano, por Joana Costa





O bairro Penha é a entrada de Lages para quem chega de Painel e São Joaquim pela avenida Manoel Antunes Pessoa. A sua localização, uma faixa de terra cortada por dois acessos às cidades vizinhas, é o fator principal para o povoamento do bairro.




Até a década de 1950, o terreno servia para a criação de gado, mas com a fundação da capela de Nossa Senhora da Penha, que deu nome ao bairro, a região passou a receber moradores das comunidades do interior.




Hoje, o Penha se caracteriza por ser um bairro residencial, onde grande parte dos seus 4,8 mil habitantes encontram trabalho nas regiões próximas e no Centro cidade.






O presidente da associação de moradores do Penha, Volni Meros dos Santos, explica que o movimento de ida e volta de pessoas para o local de trabalho pode ser observado pela lotação das linhas de ônibus.





Comércio

Percebendo oportunidades no local, Márcia Lima dos Santos decidiu abrir a primeira farmácia no Penha. Seu pai, Álvaro Gonzago, a ajudou no empreendimento há seis anos. Além do Penha, o negócio tem clientes dos bairros São Miguel, Vila Mariza, Itapuã e loteamento Nadir.





“Há gente via que havia necessidade e não tinha nada aqui, então decidimos abrir”, afirma Márcia. Hoje a farmácia não é a única. “Temos uma clientela fiel e buscamos fazer atendimento diferenciado”, afirma. O foco é a comunidade.




Números

  População
Total: 4.842
Homens: 2.411 (49,79%)
Mulheres: 2.431 (50,21%)


 Faixa Etária
zero a 19 anos: 1.712
20 a 49 anos: 2.161
50  a 69 anos: 779
70 ou mais: 190




Trabalho voluntário reúne moradoras


Todas as quartas-feiras, as mulheres do grupo Mães do Sopão se reúnem na sede da Associação de Moradores do bairro para preparar a sopa servida à famílias da região.
O grupo conta com seis a oito mulheres por semana para preparar e servir a sopa. Os ingredientes são fornecidos pelo projeto Lar Sem Fome e a aposentada Luíza Salomom, de 61 anos, é voluntária no projeto. “Às 16 horas, o pessoal vem, traz os baldinhos e leva a sopa para casa”, explica a cozinheira.




Ana Branco Mendes, 58 anos, é voluntária há cinco anos e se sente gratificada ao ver que ajuda a aplacar a fome de alguém. “É bom vir aqui. A gente se sente bem em ajudar os outros, se sente importante, é gratificante”, diz.





Dona de casa, viúva e mãe de quatro filhos, Lúcia Melo de Liz, de 36 anos, vai buscar a sopa toda a quarta-feira. “As crianças adoram. O tempero é muito bom, esquenta”, afirma.





Idosos

A aposentada Reinalda Melo Pereira, 57 anos, além de ser voluntária na sopa, também preside o Clube da Terceira Idade, onde são fabricadas fraldas geriátricas, entregues gratuitamente a 60 famílias de baixa renda. “Você cansa com o trabalho, mas é bom você saber que ajudou a diminuir o sofrimento de alguém”, declara.





Cras

Centro de Referência da Assistência Social (Cras) III possui 2,3 mil famílias do Penha, loteamento Nadir, bairros São Miguel, Coral, Vila Marisa, Chapada e Jardim Panorâmico cadastradas.





A coordenadora Ana Paula Tein afirma que a região vem se desenvolvendo nos últimos anos e o trabalho voluntário e social ajuda nesse processo. “Estou aqui há seis anos. Antes, o pessoal não tinha emprego. Hoje, durante o dia, não fica ninguém em casa. Está todo mundo na rua, trabalhando. As pessoas batalham por  uma vida melhor”.





Entidade convive bem com moradores

O Penha é o endereço do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), de Lages, que tem capacidade para receber 45 adolescentes, recolhidos por determinação judicial.




A instituição foi inaugurada em 1985, de acordo com o seu diretor, Altair Ramos Ávila, mantém bom convívio com a comunidade. “A comunidade está sempre atenta ao que possa acontecer. O bairro é tranquilo, silencioso e isso é bom para os internos. Tanto é que a nossa unidade tem um índice baixo de evasão”, afirma Altair Ávila.





No entanto, essa convivência pode acabar em breve. Isso porque, segundo a legislação que proíbe a existência de instituições do gênero dentro de área urbana, projeto orçado em R$ 8 milhões prevê que uma nova sede para a instituição será construída fora da cidade.




Fotos:Joana Costa

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Caminhão carregado de cerveja tomba

Caminhão carregado de cerveja tomba
Lages, 02/08/2012,Correio Lageano




Por volta das 7 horas da manhã desta quarta-feira (01), um caminhão carregando mais de 24 mil latas de cerveja subia pela avenida Manoel Antunes Pessoa, no bairro Penha, quando o motorista perdeu o controle da direção e tombou.



O caminhoneiro, Adilson Carlos Almeida, conta que perdeu o controle porque três carros que estavam lhe ultrapassando na faixa amarela se encontraram de frente com outros dois carros no outro lado da via.



Para não bater nos veículos, decidiu jogar o caminhão para o acostamento. Como era uma subida a carreta foi para um lado e o cavalinho para o outro. “Fez um L na pista, tive R$ 20 mil de prejuízo e os motoristas dos carros todos fugiram”, lamenta. A carga do caminhão tinha seguro.




Foto: Thomas Michel