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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Ex-prefeito de Lages não resiste ao câncer

Ex-prefeito de Lages não resiste ao câncer
Lages, 20/06/2014, Correio Lageano, Susana küster



Ex-prefeito de Lages e fundador da Associação de Municípios da Região Serrana (Amures) Nilton Rogério Neves faleceu na última quinta-feira (19), vítima de câncer. Ele foi o prefeito que mais construiu praças na cidade, o que lhe rendeu o apelido de prefeito “Beija-Flor”. Sua história de vida é marcante na política e educação.



Nilton Neves tinha 76 anos e lutava contra um câncer de próstata. Ele residia em Florianópolis e morreu em sua casa, em Balneário Camboriú. Vários políticos, amigos e admiradores de seu trabalho acompanharam a despedida que ocorreu na sexta-feira, na Capela São Pedro com seu velório, e, no Cemitério Cruz das Almas, onde aconteceu seu enterro.




Amures


Além de ser um dos fundadores da Amures em 10 de agosto de 1968, com o propósito de ser alicerce de um Plano Regional de Desenvolvimento Sustentável, plano este, também rascunhado pelo ex-prefeito. Ele desempenhou gestão na associação desde a fundação até o dia 30 de janeiro de 1969. Foi sucedido pelo então prefeito de São Joaquim, Egídio Martorano Neto.


Neves defendia o fortalecimento das administrações públicas, os interesses regionais e a promoção do cooperativismo intermunicipal. E, foi graças a essa visão que a Amures contribuiu significativamente para a fundação da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), que congrega hoje, 21 associações de municípios.




Prefeitura


Neves foi prefeito entre dezembro de 1966 e janeiro de 1969. Na época, ele era presidente da Câmara de Vereadores e, como o prefeito Valdo da Costa Ávila foi empossado em janeiro de 1966 e faleceu em dezembro do mesmo ano, Neves assumiu a administração municipal, já que naquela época não existia o cargo de vice-prefeito.




Foi ele quem sancionou leis como a que tornou o dia 15 de agosto feriado municipal, o dia consagrado a Nossa Senhora dos Prazeres que é padroeira de Lages.Suas iniciativas na educação fizeram com que a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), fosse criada. Ele ajudou a implantar a Lactoplasa, que objetivava o estímulo à produção leiteira.





Foto: Arquivo Amures/Divulgação

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Radiologia no HTR, serviço de primeiro mundo

Lages, 12/07/2013 Milton Barão DNA Lageano
Pacientes com câncer não precisam mais se deslocar até Florianópolis para sessões de radioterapia. Foi inaugurado na manhã desta sexta-feira o serviço em Lages, junto ao Hospital Tereza Ramos.
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O atendimento é de primeiro mundo, pois ao lado da Radiologia tem a Ressonância, e muito em breve o HTR espera credenciar a Oncologia como alta complexidade.  Com os serviços de radioterapia, cerca de 800 mil pessoas de 66 municípios, desde Alfredo Wagner até Joaçaba.
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O serviço é executado através de PPP, com a Clínica São Sebastião, que já presta o mesmo serviço na Capital do Estado. É totalmente gratuito, tudo através do SUS, através do serviço de autoregulação, ou seja, sem privilégios, assim como funciona a fila de transplantes.

Piauí


Em seu discurso a deputada Carmem Zanoto lembrou das dificuldades que era fazer radiologia, pois chegou a ter de mandar pacientes de Lages para Terezina, no Piauí.

Equipe

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O médico Ernani Lange de São Thiago é o diretor da Clinica São Sebastiao, que opera a radiologia. Ele comentou que através dessa parceria com o Estado foi possível trazer a equipe completa. Inclusive foram alugados quatro apartamentos na Rua São Joaquim.

Fotos: Revista Expressiva

terça-feira, 5 de março de 2013

Morre nesta terça-feira o presidente venezuelano Hugo Chávez



Morre nesta terça-feira o presidente venezuelano Hugo Chávez
Brasília, 05/03/2013,BBC  Brasil




O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de 58 anos, morreu nesta terça-feira (05) em Caracas, após sofrer "complicações" devido ao agravamento de uma infecção respiratória adquirida durante seu tratamento contra o câncer.



O líder da "revolução bolivariana" comandava a Venezuela há 13 anos e havia sido reeleito em 2012 para ocupar o cargo até 2019. Em julho de 2011, autoridades do país anunciaram que ele começava a ser tratado de um câncer na região pélvica. Detalhes da doença, porém, nunca foram esclarecidos pelo governo venezuelano.



O mandatário vinha fazendo viagens regulares a Havana para receber tratamento. Na última delas, em dezembro de 2012, já temendo o pior, reconheceu a precariedade de seu estado de saúde e apontou seu vice, Nicolás Maduro, como principal sucessor político.




Ele foi submetido à quarta cirurgia relacionada ao câncer no dia 11 de dezembro. Poucas informações foram divulgadas sobre o procedimento, exceto que durou seis horas e o presidente perdeu muito sangue. A operação foi considera "exitosa", mas desde então Chávez não foi mais visto publicamente.



Porém, o quadro de saúde do presidente se agravou, evoluindo para uma insuficiência respiratória. Autoridades do país abandonaram o tom otimista que vinham usando nos comunicados anteriores sobre a saúde de Chávez e pediram orações da população.



Uma crise política tomou forma em Caracas com a aproximação do dia 10 de janeiro - a data marcada para que Chávez tomasse posse de seu próximo mandato. A oposição fez pressão para que a Presidência fosse cedida ao presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello - que deveria organizar um novo pleito, segundo a Constituição.



A maioria chavista venceu o embate e a posse fosse adiada indefinidamente. Nesta terça-feira(05), o governo convocou os venezuelanos para rezarem por Chávez em frente ao hospital onde o mandatário estava internado. No início da noite, o vice-presidente Nicolas Maduro discursou confirmando a morte de Chávez.



Sucessor



Uma vez que a Justiça autorizou a continuidade do governo chavista mesmo sem a posse oficial do presidente, ainda não está claro como ocorrerá a sucessão na Venezuela.



Diferentemente de Chávez, Maduro não foi eleito, logo oposicionistas podem exigir a realização de novas eleições. Maduro foi chanceler da Venezuela por pouco mais de seis anos, até ser escolhido por Chávez para vice-presidente – substituindo Elisas Jaua, que deixou o governo para concorrer nas eleições regionais.



Segundo analistas, o processo de sucessão pode sofrer influência do setor militar do país. "Aqui há uma revolução militar que deve ser permanente e não pode ser detida", disse Maduro no último dia 28.



A oposição no país permanece fragmentada. O candidato mais provável para enfrentar o chavismo em um novo pleito é Henrique Capriles, reeleito no ano passado governador do Estado de Miranda.



Porém, parte da oposição o critica, dizendo que não teve força para assumir a liderança e não possui carisma suficiente para enfrentar os partidários de Chávez. Essa fragmentação abre a possibilidade para que outros oposicionistas disputem com Capriles uma eventual candidatura presidencial.



Mas isso também é sintomático de outro grande problema que impediu a oposição de levantar a cabeça: há partidos sem postulantes, e postulantes sem partidos.Ou seja, a oposição venezuelana segue sendo uma grande massa disforme de agremiações e pessoas disputando cotas de poder ou mera influência.




Foto: Divulgação