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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Diretor de depósito de lixo diz que incêndio foi criminoso

Diretor de depósito de lixo diz que incêndio foi criminoso
Lages, 27/12/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




O incêndio no depósito da cooperativa de reciclagem de lixo (Coopercicla), no Bairro São Miguel, em Lages, na Serra, na noite de quarta-feira (25), foi criminoso, afirmou nesta quinta-feira (26) o diretor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Hamilton Matos.




O fogo começou por volta das 21 horas. Atingiu o lixo recolhido pela prefeitura no mutirão de limpeza realizado recentemente na cidade. Parte do material estava em um barracão e outra parte fora dele. No local havia cerca de 2 mil toneladas de lixo.




De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram utilizados mais de 200 mil litros de água para o controle das chamas. O trabalho durou mais de seis horas e movimentou um expressivo contingente dos bombeiros.



Matos defende que o incêndio foi criminoso porque não havia instalações elétricas no barracão que pudesse provocar um curto circuito. Segundo ele, quando os bombeiros chegaram, havia focos de incêndio em vários pontos do lixo.



Rescaldo: Ele lembra que os materiais seriam reciclados nos próximos dias. “O que fizeram foi sacanagem”, definiu Matos, que ontem à tarde acompanhava o trabalho do Corpo dos Bombeiros que fazia o rescaldo, porque ainda havia focos de incêndio no local.




O barracão onde estava parte do material é aberto e apenas os pilares foram erguidos. Com 1.620 metros quadrados, está com obras paralisadas há cerca de um ano. Segundo Matos,  os serviços pararam porque houve problemas no repasse de recursos. A obra estava sendo feita com recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).



Matos informa que há um vigia que cuida da Coopercicla durante à noite, mas justamente no dia do incêndio, ele estava de folga. “Vamos reforçar a segurança do local construindo um portão para evitar que pessoas estranhas entrem na cooperativa”, disse.


Fotos: Adecir Morais

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sem contrato, reciclagem de lixo em Lages corre risco de diminuir

Sem contrato, reciclagem de lixo em Lages corre risco de diminuir
Lages, 19/02/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris


Repasse de R$ 3 mil à cooperativa de reciclagem não foi renovado, e a entidade busca negociação



A Cooperativa de Reciclagem de Lages (Coopercicla) voltou a ter os mesmos problemas de falta de repasse. O contrato com a prefeitura se encerrou em dezembro de 2012 e até agora não foi renovado. Se o problema persistir, em breve, a reciclagem em Lages, que não é significativa, pode ser reduzida consideravelmente.



O contrato entre a Coopercicla e a prefeitura tinha o prazo de abril a dezembro do ano passado. O auxílio financeiro era de R$ 3 mil. Esse valor era utilizado na parte administrativa, refeições, telefone, vigilância e Equipamentos de Proteção Individual (EPI), além da coleta.



Conforme a presidente da Cooperativa, Luciana Capistrano, sem esse repasse a cooperativa não sobrevive, pois o valor dos materiais recicláveis são muito baratos e esse valor, inclusive, está previsto pela lei 12.305 de agosto de 2010.




Luciana afirma que, por diversas vezes tentou negociar com a Secretaria do Meio Ambiente, mas não obteve nenhuma resposta. “Procurei o secretário por mais de 10 vezes, mas nunca consegui marcar um horário para uma reunião. A Coopercicla é fundamental para o município de Lages, além disso, diversas famílias dependem da renda produzida pela venda desse material”, salienta.



Além desse valor, a Coopercicla pretende negociar a coleta do lixo. Quem faz esse serviço é a prefeitura. Dois veículos seguem os roteiros e os horários determinados pelo poder público e no final do dia o material é entregue à Coopercicla, mas a intenção da entidade é também fazer a coleta para não depender dos horários da prefeitura.



“Tivemos um sério problema nesse Carnaval. Ficamos sem trabalhar com os materiais por quase cinco dias. O período foi de ponto facultativo e não houve a coleta dos materiais recicláveis.  Enquanto isso, o lixo foi levado para o aterro e se perdeu. Os servidores públicos não trabalharam no Carnaval, mas vão receber seu salário no final do mês. Os cooperados não. Eles dependem do material para gerar suas rendas”, afirma.



Cerca de 40 toneladas de lixo reciclável por mês são triados pela Coopercicla. são 23 pessoas cooperadas, mas o galpão tem capacidade para 60 pessoas. A renda mensal dessas pessoas gira em torno de R$ 500,00 a R$ 600,00. Foi tentado contato com a prefeitura, mas até o fechamento da edição, a ligação não havia sido retornada.



Financiamentos ambientais vetados pela Justiça



Agosto de 2012 era o último mês para o município apresentar à Promotoria do Meio Ambiente um conjunto de instrumentos para reduzir os principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Sete meses após o prazo de apresentação e Lages ainda não concluiu o Plano de Resíduos Sólidos.



O promotor Renee Cardoso Braga diz que falta concluir a licitação da empresa que irá gerir todas as ações ligadas ao setor ambiental para que o plano seja apresentado. As três empresas concorrentes são DRZ Geotecnologia e Consultoria, Ambiplan Engenharia e Soluções Ambientais e Ampla. O promotor adianta que em função deste atraso, já está vetado qualquer tipo de financiamento para a área ambiental.





Foto:Suzani Rovaris