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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Rebelião no novo presídio envolve presos e familiares

Rebelião no novo presídio envolve presos e familiares
Lages, 04/07/2012, CLMais, com informações de testemunhas




Uma rebelião no novo presídio de Lages deixou os moradores do bairro Santa Clara apreensivos. A confusão começou na manhã desta quarta-feira (4), após o Departamento de Administração Prisional (Deap) de São Pedro de Alcântara encontrar drogas e celular com os presos.


As informações são de testemunhas. Segundo elas, o Deap fez uma visita surpresa ao novo presídio e revistou todos os presos. Após encontrar o entorpecente e o aparelho telefônico com um dos revistados, os outros presos iniciaram a rebelião. Prisioneiros e agentes entraram em luta corporal.


Como esta quarta-feira é dia de visita, os familiares dos prisioneiros também se envolveram no motim. Para acabar com o tumulto, os agentes do Deap dispararam balas de borracha contra os envolvidos na confusão.


Aproximadamente 15 pessoas foram feridas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enviou duas ambulâncias básicas. Segundo um dos socorristas, dependendo da distância do disparo, as balas de borracha podem perfurar a pele.


Quatro pessoas foram encaminhadas para a emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, pois estavam em estado mais grave. As outras vítimas apresentavam ferimentos leves e estão sendo atendidas pela equipe de atendimento médico do presídio.


O acesso principal foi fechado. Familiares do presos invadiram a avenida Santa Catarina e bloquearam o trânsito. A Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos de pelo menos 150 pessoas que estavam na via.


Leia mais informações aqui no CLMais e no Correio Lageano.



Fotos: Divulgação

sábado, 30 de junho de 2012

Adolescentes causam início de rebelião no Case de Lages

Adolescente causam início de rebelião no Case de Lages
Lages, 30/06 e 01/07/2012, Correio Lageano



A preocupação dos responsáveis pelo local é com os internos que vêm do litoral. São sempre eles que começam a confusão



No início da noite de sexta-feira (29), seis adolescentes do Centro de Atendimento Socioeducativo - Case (antigo CER), no bairro Penha, em Lages, provocaram um princípio de rebelião. A ação dos funcionários do centro e também da Polícia Militar foi rápida, evitando maiores consequências. Todos os envolvidos são provenientes do Litoral.


De acordo com o gerente do Case, Altair Ramos de Ávila, um interno, de 16 anos, que está na unidade de Lages desde março do ano passado, começou a reclamar e se mostrou revoltado pelo fato de sua família não procurá-lo. O gerente tentou conversar e chamou um assistente social. “Não adiantou. Ele começou a gritar, quebrar tudo e provocar outros internos”, contou Ávila.



Um segundo interno, que de acordo com Ávila, também é do Litoral e já esteve em outros três Cases do Estado, tendo provocado quebra-quebra por onde passou, ajudou o colega a dar início à confusão. “Todos começaram a gritar, bater nas coisas e fazer barulho. Eles quebraram os vidros da porta da frente e quatro portas, mas ninguém se feriu”, informou Ávila.



Ao todo, seis adolescentes (o de 16 e os demais de 17 anos) foram recolhidos, passaram por revista e encaminhados para a Central de Polícia. O fato ocorreu às 18h40min e, na hora, havia dois monitores em cada uma das alas do centro.  Os responsáveis pelo Case devem elaborar um relatório para ser encaminhado à Justiça e ao Ministério Público.


“Eles começam a formar uma gang”


A preocupação do gerente do Centro de Atendimento Socioeducativo – Case -, Altair Ramos de Ávila é, justamente com os adolescentes que vêm do litoral. Segundo ele, são meninos que cometeram crimes mais graves como assaltos, roubos, homicídios, tráfico. “Nossos funcionários são altamente qualificados, mas estão tendo dificuldades com esses adolescentes que vêm do litoral. São sempre eles que causam problemas. Como a unidade São Judas, em Florianópolis, fechou, acabou concentrando esses adolescentes aqui e eles começam a formar uma gang”, relatou Ávila. “Vamos manter a ordem de qualquer maneira”, concluiu. Atualmente o Case de Lages abriga 43 adolescentes, sendo 12 da Serra e do Oeste do Estado, e os demais do Litoral.


Esta não é a primeira vez


Várias foram as oportunidades em que os adolescentes do Case promoveram rebeliões. A última ocorreu em 12 de junho. Cinco jovens, todos maiores de 18 anos e seis adolescentes que cumpriam medida socioeducativa na ala semiaberta, iniciaram um movimento de revolta. Naquela ocasião, os jovens foram encaminhados para o Presídio Regional de Lages e deverão responder por crimes como depredação de patrimônio público, ameaça a funcionários e promoção de motim.




Foto: Divulgação