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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Negociação para instalação da Novaer será concluída em abril

Negociação para instalação da Novaer será concluída em abril
Lages,25/02/2014, Correio Lageano, por Joana Costa




No próximo trimestre deve ser concluída a negociação para instalação da empresa Novaer em Lages. As tratativas acontecem através da SCPar e a expectativa é que em meados de abril aconteça o voo inaugural do protótipo T-Xc, modelo do avião que será fabricado em Lages.



A negociação aponta positivamente para a instalação da fábrica de aviões. O contrato social da empresa já prevê a sua sede em Lages, mas a finalização do contrato depende da liberação de financiamento para iniciar a implantação, é o que informa o presidente da SCPar, Paulo Cesar da Costa, o Costinha.



Segundo ele, além do financiamento, a negociação com a Novaer incluiu a busca de participações e investimento de capital próprio da empresa, que deixa São José dos Campos para se instalar em Lages. “A gente busca ainda uma subvenção que diminuiu o investimento do total dos gastos para implantação e certificação da aeronave”, acrescenta.



Terreno: Um dos pontos da negociação, que acontece há dois anos, é a aquisição do terreno, com cerca de 100 mil metros quadrados, ao lado do Aeroporto de Lages, para construção da fábrica. A Novaer estima que o espaço será suficiente para abrigar suas instalações. “Elas incluem a fábrica de estruturas em fibra de carbono, hangar de montagem final, hangar de pintura, hangar de preparação para voo, pátio de manobras e estacionamentos”, informa o vice-presidente da Novaer, Flávio Armani.



A construção da planta da fábrica tem previsão para iniciar até o final do primeiro semestre deste ano e começa a operar em 2015, apenas para testes e treinamento de empregados. O valor total do projeto é de R$ 85 milhões. “Mas os investimentos da Novaer serão maiores, pois incluem a contratação, nas empresas da região de produtos e serviços necessários ao processo produtivo e ainda a contratação e treinamento de pessoal próprio”, afirma.



Certificações podem atrapalhar o processo



Certificação da aeronave, suas 2 mil peças, da fábrica e do processo de fabricação são algumas das complicações que levam á demora na implantação empresa. “É um desafio que estamos buscando e vamos enfrentar”, analisa o presidente da SCPar, Paulo Cesar da Costa.




A produção deve iniciar em 2016 e atingir a capacidade de produção, com 120 aeronaves por ano, em 2019. A fábrica irá atender aos mercados civil de transporte de pessoas e encomendas; e escolas de aviação; além do mercado militar de treinadores das categorias elementar e básico. A Novaer terá cerca de 300 funcionários, todos de nível médio e superior.



Para Flávio Armani, Lages é uma escolha importante, pois dispõe de aeroporto próximo ao centro da cidade e pouco utilizado, tem escolas que formam profissionais de qualidade. “Soma-se a isso a vantagem de uma localização que nos permitirá acessar a região sul do continente, nas ações comerciais e de pós-venda, inclusive para atendimento da Força Aérea Brasileira”, completa.




Foto: Joana Costa

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Empresa do setor privado pode gerir aeroporto de Correia Pinto


Empresa do setor privado pode gerir aeroporto de Correia Pinto
Correia Pinto, 10/05/2013, Correio Lageano


Administração poderá ser por uma parceria público privada, mas é preciso de autorização da Anac



Ainda não se sabe quem vai administrar o Aeroporto Regional de Correia Pinto depois que as obras forem concluídas. A expectativa é que através de uma Parceria Público Privada (PPP), uma empresa terceirizada fique responsável pela administração do terminal. Para funcionar, é necessário que o aeroporto seja homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).



As obras do terminal de passageiros e de combate a incêndios estão terminadas. Segundo o prefeito de Correia Pinto, Vânio Forster, para administrar o aeroporto, a ideia é que uma empresa terceirizada seja contratada, por meio de licitação. “Tem empresas interessadas em operar o aeroporto, porque a prefeitura não tem condições de tocar e o Estado não tem interesse”, explica Forster.



A administração terceirizada ficará responsável pela manutenção, limpeza, segurança e locação de espaços comerciais dentro do terminal. “A obra de acesso está em todo vapor e em poucos dias está pronta para receber a camada asfáltica”, informa Forster.



Depois que esta etapa da obra for concluída, ainda resta realizar a construção do trevo de acesso ao aeroporto e a instalação da esteira de bagagens. Após a conclusão de todas as obras, para entrar em funcionamento, o aeroporto precisará ainda ser homologado pela Anac.




O presidente da SCParcerias, Paulo César da Costa, o Costinha, afirma que as obras estão dentro do cronograma. Ele confirma que há a possibilidade de o aeroporto ser administrado por uma empresa privada. “A ideia é fazer como está sendo feito em outros aeroportos do estado, com uma licitação para que uma empresa preste o serviço”, acrescenta.



Caberá ao poder público a busca por empresas que farão as linhas aéreas. No entanto, a empresa administradora será uma incentivadora neste trabalho.  “Ela vai ajudar a buscar passageiros e novas linhas, porque ela terá que fazer daquilo um negócio, então quanto mais passageiros melhor”, analisa Costinha.



Empresários de Lages ainda aguardam pelos voos


O presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil), Luiz José Spuldaro, aguarda o término das obras. Para ele, o aeroporto vai permitir ligar Lages com outros grandes centros do país, no transporte de passageiros e cargas. “Tem que ter carga e passageiros para encontrar ponto de equilibro, é urgente, importante e necessário”, declara.



Uma das empresas que será beneficiada pelo aeroporto de Correia Pinto é a Klabin. Para o seu diretor industrial, Sadi Carlos de Oliveira, o terminal será importante para diminuir o tempo de deslocamento de seus colaboradores. “Nós perdemos muito tempo de deslocamento até Florianópolis, para chegar a São Paulo, perdemos meio dia a mais para ir e meio dia para voltar”, declara.


O secretário municipal de desenvolvimento econômico, Luiz Carlos Pinheiro Filho, lembra que Correia Pinto terá condições de receber aviões de grande porte e isso pode consolidar Lages e região como um centro logístico de transporte. “Para quem pensa Lages daqui a 10 ou 20 anos, o desenvolvimento passa pelo aeroporto de Correia Pinto”, completa.



Sem data definida para entrar em operação


Com relação à data para que o aeroporto entre em operação, o presidente da SCParcerias, Paulo César da Costa, não arrisca a se pronunciar. “Vamos trabalhar para que isso seja no menor espaço possível”.


Para o secretário regional, Gabriel Ribeiro, as obras do aeroporto avançaram bastante nos últimos tempos. “Vencemos vários obstáculos para concluir o quanto antes”, ressalta. As discussões sobre a quem caberá administrar o terminal vão se intensificar quando as obras forem finalizadas. “Nós entendemos que a gestão seja feita por pessoas capacitadas que façam o aeroporto funcionar de forma eficiente”, diz.



Foto: Arquivo CL