segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Lotéricas de Lages não aderem à paralisação nacional

Lotéricas de Lages não aderem à paralisação nacional
Lages, 06/08/2012, Correio Lageano


Nos dois últimos sábados ocorreram paralisações nas lotéricas do país. A decisão foi definida pelo Sindicato dos Lotéricos, como forma de pressionar a Caixa Econômica Federal (CEF), a melhorar o sistema usado pelas lotéricas. Porém, em Lages, nenhuma lotérica aderiu à paralisação deste sábado (4).


De acordo com o empresário Jorge Barbosa, os lotéricos não aderiram com medo de algum tipo de represália da Caixa. “Eu iria aderir à paralisação, mas vi que todos abriram, aí decidir abrir também”, contou.


Ele informou que no último sábado, não conseguiu contato com alguém do sindicato para saber o resultado da reunião de sexta-feira (3) com a CEF. Mesmo assim, ele decidiu funcionar normalmente. “O pessoal aqui é muito desunido, em outros lugares do país, está tudo parado. Mas eu não vou aderir sozinho e levar prejuízo”, lamentou.


Em outras lotéricas, ninguém soube informar o resultado da reunião entre CEF e sindicato. Mesmo assim, ninguém no município, aderiu à paralisação.


O tesoureiro do Sindicato Estadual dos Lotéricos (Sindel-SC), Gilmar Cechet, não foi localizado para falar sobre o assunto.


Na primeira paralisação que ocorreu no dia 28 de julho, algumas lotéricas de Lages aderiram o movimento. Elas não fizeram serviços como pagamento de benefícios sociais ou movimentações de contas da CEF, ficando abertas apenas para a realização de apostas.


Em matéria divulgada na edição deste final de semana do CL (4 e 5/08), ele afirmou que a iniciativa da paralisação é uma forma de pressionar a CEF por soluções sobre as constantes quedas no sistema de transmissão de dados entre as agências e o banco, e também, pela correção dos valores pagos pelo banco aos lotéricos, pela prestação desses serviços.


Ele explicou que na última década, os ganhos repassados pela Caixa aos lotéricos, não sofreu reajuste. “Desde 2002, o salário mínimo, que influi no pagamento dos funcionários, subiu 200% e os ganhos repassados apenas 59%”, disse.



Foto: Susana Küster

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