Mais de 20 mil pessoas assistiram ao desfile cívico que aconteceu na manhã de sexta-feira (07), segundo estimativa da Polícia Militar
O Dia da Independência do Brasil foi lembrado em Lages com o desfile cívico. O evento teve início às 9 horas com a abertura realizada pelo desfile dos policiais militares. Durante a apresentação eles fizeram uma simulação de tiros e lançamentos de bombas.
Este desfile foi seguido pelo do Distrito de Escoteiros do Planalto, Apae, Adevips, Asdf, escolas municipais e estaduais, entre outras entidades. O encerramento ficou por conta dos integrantes do 10° BEC, motociclistas e os cavaleiros dos CTGs. No total, foram 17 instituições que contaram em média com 150 integrantes cada.
Este ano o desfile aconteceu na rua São Joaquim, ao contrário de anos anteriores, onde o desfile acontecia na Avenida Duque de Caxias. A mudança foi necessária porque a avenida passa por obras. No entanto, a mudança do local não impendiu que os lageanos acordassem cedo e prestigiassem o desfile. “Eu vim com toda a minha família. Eu sempre gosto de assistir, gostei muito das escolas e das bandas. O tempo também colaborou e as pessoas compareceram, gostei bastante”, afirma o mecânico Valdir Rogério.
O prefeito Renato Nunes de Oliveira, estava no palanque das autoridades e agradeceu a presença dos lageanos. “Estou muito feliz com a organização do desfile e com a participação dos lageanos. Incentivar as crianças a exercer o civismo e o amor à Pátria também é muito importante, pois eles são, de fato, o nosso futuro”, comenta Renatinho.
Para o Secretário da Educação de Lages, Amilton Werlich, o desfile é um momento de reflexão quanto aos valores, princípios e cidadania. “Hoje nós demonstramos todo nosso amor à Pátria e à cidade de Lages. Lutamos pela cidadania, pela boa formação dos nossos alunos e incentivo ao patriotismo”, disse o secretário.
Manifestação chamou a atenção durante desfile
Cerca de 30 jovens vestidos de preto tentaram participar do desfile, mas foram contidos pela Polícia Militar. Eles não estavam na lista de instituições e protestavam contra o machismo. Eles destribuíram panfletos com os direzes “Nossa querida Lages ocupa a 1ª posição em Santa Catarina e a 17ª no Brasil em índices de violência contra a mulher”. E ainda: “O desrespeito contra a mulher começa em casa, o machismo acontece nas pequenas coisas, a violência não é somente física”.
Para a microempresária, Renata Azevedo, as manifestações deveriam ser liberadas no desfile. “Achei que eles deveriam deixar o pessoal se manifestar. Todos somos livres para expor as nossas ideias e ainda mais quando se trata de um tema tão polêmico como a violência contra a mulher” destaca Ranata.
Fotos:Silviane Mannrich
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