terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vazamento de gás preocupa moradores

Vazamento de gás preocupa moradores
Lages, 11/09/2012,Correio Lageano, por Susana Küster




Moradores dos condomínios Argemiro Wilson Madruga e Aristorides Machado de Melo, no bairro Várzea, estão preocupados com os vazamentos de gás que estão ocorrendo no local. A construtora Kaufmann, responsável pelo empreendimento, alega que quer resolver a situação, mas diz que os bombeiros não deixam uma solução paliativa ser feita, até tudo ser resolvido. O Corpo de Bombeiros, afirma que a obra foi mal executada e que a legislação não permite a colocação de gás em apartamentos.



De acordo com os moradores, os vazamentos ocorrem desde a entrega dos apartamentos, em dezembro do ano passado. “Aqui tem sempre cheiro de gás. Moro no quarto andar e o cheiro é insuportável. Meus filhos estão com a bronquite atacada, nem podem ir para a escola”, conta a moradora Tatiane Brum.



Ela diz que os vazamentos são frequentes e os moradores estão cansados da situação. “Quando o cheiro piora, chamamos os bombeiros, está bem complicado morar aqui”, lamenta.
A moradora Elisandra Walmelingue, foi quem chamou os bombeiros por causa do vazamento ocorrido no domingo (09).



O filho dela tem rinite alérgica e com o cheiro do gás, os sintomas pioraram. “Minha vizinha está com muita tosse. Também não podemos cozinhar. Recebemos como almoço, da empresa que construiu os prédios, um pedaço de pizza e um refrigerante”, diz



Porém, ontem pela manhã, não foi recebido alimento. “Meu filho foi sem comer para a escola. Disseram que à noite vem janta. Esse vazamento ocorre em outros blocos também”, reclama.
A secretária de Habitação, Anarita Locatelli, afirma que quando os 408 apartamentos dos condomínios foram entregues, tudo estava certo. “Segundo equipe técnica que vistoriou a obra, o material usado foi de qualidade”, alega.



Ela diz que a construtora terá que fazer a manutenção sem nenhum custo adicional, nem que toda a tubulação de gás tenha que ser trocada.


Defesa civil aguarda laudo

O coordenador da Defesa Civil em Lages, Aníbal Antunes Ramos, afirma que uma análise será feita hoje pelo Corpo de Bombeiros de Florianópolis, no Condomínio Residencial Argemiro Wilson Madruga e no Aristorides Machado de Melo, no bairro Várzea. “Estamos aguardando um parecer técnico para solucionar este problema o mais rápido possível”, salienta Ramos.



Construtora alega falha na mão de obra e no material usado
A sócia-diretora da empresa que fez os condomínios, Mara Kaufman, alega que precisa ter condições de trabalho para resolver a situação. “Já está sendo feito tudo o que é possível, mas o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil não deixam a gente colocar botijões de gás em alguns apartamentos enquanto resolvemos o problema do vazamento”, afirma.



Ela alega que se não forem colocados botijões nos apartamentos, não tem como resolver o problema, pois é preciso uma intervenção profunda. “Isso é um estado de necessidade putativo, ou seja, é uma necessidade temporária que a empresa precisa sanar para resolver o problema do vazamento”, diz.



De acordo com ela, desde o primeiro vazamento, esta medida está sendo requerida aos bombeiros. “Eles dizem que a legislação não permite, mas é preciso uma flexibilização. Em 30 dias, resolvemos o problema. Não temos como colocar todas as famílias em outro lugar”, enfatiza.



Ela explica que o vazamento ocorreu, porque houve um deslocamento de solda no material usado na tubulação de gás. Além disso, fala que os canos estão com problemas, uma válvula está com falha e comenta que a mão de obra que executou a construção também falhou. “Eles não estavam treinados suficientemente para construir”, reconhece.Mara diz que os moradores estão recebendo refeições, até que a situação seja resolvida.



Bombeiros dizem que obra foi mal executada
O aspirante Borges, do Corpo de Bombeiros de Lages, afirma que a obra dos condomínios foi mal executada. “A legislação estadual não permite o uso de botijão de gás em apartamentos. Noticiamos o Ministério Público para averiguar a situação, se for necessário, eles mesmos podem entrar com uma ação judicial”, explica. Borges afirma que o vazamento ocorre há um mês nos dois condomínios do residencial.




Foto:Susana Küster

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