Exposição em Urubici mostra quem são as figuras que estamparam as moedas do país
43 personagens já estamparam o dinheiro brasileiro. Getúlio Vargas, Santos Dumont, Dom Pedro II e outros tantos já foram representados nas notas das diferentes moedas que o país já teve. A exposição Nomes que Valem uma Nota, do banco Sicoob, começa em Urubici, no dia 17 e vai passar por quatro municípios catarinenses, mostrando a história e a cultura por trás das pessoas estampadas no dinheiro.
A ideia de se colocar a efígie (representação) de uma pessoa no dinheiro começa na Roma Antiga. O ditador, imperador e senador Júlio César mandou colocar seu rosto em todas as moedas do império. Tal feito, fez com que todas as pessoas conhecem seu rosto (em uma época, sem imprensa, em que somente privilegiados viam pessoalmente o mandatário). Outro simbolismo que isso carregava é que, até então, somente divindades eram cunhadas nas moedas. Para quem vivia naquele tempo, o imperador era um deus.
A ideia provavelmente veio de Alexandre, o Grande, que foi o primeiro imperador a ter essa ideia, mas Júlio César a popularizou. No Brasil, se utilizou a moeda de Portugal (real, ou réis) até a década de 40. Depois da independência, figuras como os presidentes e imperadores já se faziam presentes nas notas e moedas de então.
Até então, o dinheiro brasileiro era fabricado no exterior, e somente em 1961, a nota de 5 cruzeiros foi a primeira feita em território nacional. A estampa de índio, jangada e vitória-régia, reforçavam a identidade brasileira.
Apesar de algumas personalidades de fora da política já estarem representadas nas notas de réis, a partir da década de 70 virou quase uma regra se destacarem brasileiros de diversas áreas. Oswaldo Cruz, Câmara Cascudo, Heitor Villa-Lobos e outras pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da ciência, cultura e educação no Brasil agora faziam parte das notas.
Com a chegada do real, em 1 julho de 1994, animais da fauna brasileira é que faziam parte do verso da nota. Na frente das notas e no verso das moedas, o rosto de uma figura sem rosto. O que muitos acham ser a princesa Isabel, na verdade é a efígie da República. A personificação de um ente que não existe, mas que representa os valores da organização do estado brasileiro.
Foto: Divulgação
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