Urubici, 12/09/2012,Correio Lageano
Exposição em Urubici mostra quem são as figuras que estamparam as moedas do país
43 personagens já estamparam o dinheiro brasileiro. Getúlio Vargas,
Santos Dumont, Dom Pedro II e outros tantos já foram representados nas
notas das diferentes moedas que o país já teve. A exposição Nomes que
Valem uma Nota, do banco Sicoob, começa em Urubici, no dia 17 e vai
passar por quatro municípios catarinenses, mostrando a história e a
cultura por trás das pessoas estampadas no dinheiro.
A ideia de se colocar a efígie (representação) de uma pessoa no
dinheiro começa na Roma Antiga. O ditador, imperador e senador Júlio
César mandou colocar seu rosto em todas as moedas do império. Tal feito,
fez com que todas as pessoas conhecem seu rosto (em uma época, sem
imprensa, em que somente privilegiados viam pessoalmente o mandatário).
Outro simbolismo que isso carregava é que, até então, somente divindades
eram cunhadas nas moedas. Para quem vivia naquele tempo, o imperador
era um deus.
A ideia provavelmente veio de Alexandre, o Grande, que foi o primeiro
imperador a ter essa ideia, mas Júlio César a popularizou. No Brasil, se
utilizou a moeda de Portugal (real, ou réis) até a década de 40. Depois
da independência, figuras como os presidentes e imperadores já se
faziam presentes nas notas e moedas de então.
Até então, o dinheiro brasileiro era fabricado no exterior, e somente
em 1961, a nota de 5 cruzeiros foi a primeira feita em território
nacional. A estampa de índio, jangada e vitória-régia, reforçavam a
identidade brasileira.
Apesar de algumas personalidades de fora da política já estarem
representadas nas notas de réis, a partir da década de 70 virou quase
uma regra se destacarem brasileiros de diversas áreas. Oswaldo Cruz,
Câmara Cascudo, Heitor Villa-Lobos e outras pessoas que contribuíram
para o desenvolvimento da ciência, cultura e educação no Brasil agora
faziam parte das notas.
Com a chegada do real, em 1 julho de 1994, animais da fauna brasileira é
que faziam parte do verso da nota. Na frente das notas e no verso das
moedas, o rosto de uma figura sem rosto. O que muitos acham ser a
princesa Isabel, na verdade é a efígie da República. A personificação de
um ente que não existe, mas que representa os valores da organização do
estado brasileiro.
Foto: Divulgação