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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Novas tarifas de pedágio na BR-116

Reajuste definido pela ANTT será aplicado nas praças de pedágio de Correia Pinto/SC, Santa Cecília/SC, Monte Castelo/SC, Rio Negro/PR e Fazenda Rio Grande/PR.








Correia Pinto, 16/12/2016 Nossa Terra



A Autopista Planalto Sul, empresa do Grupo Arteris comunica que passará a vigorar a partir da meia-noite da próxima segunda-feira (19/12) a nova tarifa de pedágio na BR-116 de Curitiba até Capão Alto, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul.

As novas tarifas foram reajustadas em 16,68% (veja tabela abaixo). Ao definir o novo valor, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) considerou, além da reposição acionária (IPCA), o impacto da nova Lei dos Caminhoneiros (Lei nº 13103/2015), que prevê a não-cobrança dos eixos suspensos para caminhões vazios e o aumento da tolerância dos limites de peso, passando de 5% para 10%. A mudança causa o incremento do sobrepeso no pavimento e consequentemente o seu desgaste prematuro, acarretando no aumento do programa de manutenção do pavimento. Além disso, foram contemplados nos cálculos os gastos com desapropriação, remoção de interferências e a manutenção, conservação e monitoração das novas obras.

"A Autopista Planalto Sul utiliza os recursos arrecadados por meio das tarifas de pedágio para modernizar a BR-116, sempre mediante o controle e fiscalização da ANTT", afirma Cesar Sass. "A rodovia é muito importante para a população do Paraná e Santa Catarina, além dos transportadores que operam na conexão dos países do Mercosul, e precisa receber investimentos para permitir aos seus usuários as melhores condições de tráfego e segurança."

Descrição: https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gifAs tarifas de pedágio também são responsáveis por financiar os serviços de socorro de saúde e mecânico, assim como a estrutura de monitoramento da BR-116.

 Tipo de veículo
Nova tarifa (R$)
Automóvel, caminhonete e furgão
5,60
Caminhão leve, ônibus, caminhão-trator e furgão
11,20
Automóvel, caminhonete e triciclo com semirreboque
8,40
Caminhão com reboque, ônibus e caminhão-trator com semirreboque
16,80
Automóvel, caminhonete ou triciclo com reboque
11,20
Caminhão com reboque, caminhão-trator com semirreboque ou ônibus
22,40
Caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque
28,00
Caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque
33,60
Motocicleta, motocicleta com sidecar, bicicletas a motor e triciclo
2,80
 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Carreta bate na cabine de pedágio e cobradora morre no hospital

acidente pedagio2Correia Pinto, 13/01/2015 Portal do Barão


Uma carreta carregada de madeira colidiu contra a cabine de cobrança da praça de pedágio da BR 116, em Correia Pinto/SC, no sentido sul ferindo gravemente uma funcionária. O acidente foi na manhã desta terça-feira (13), por volta de 8h.

Zigue-zague

Alguns minutos antes do acidente, a PRF recebeu denúncia de que um carreteiro estava indo de Lages a São Paulo dirigindo de forma anormal, fazendo zigue-zague na pista. Os policiais aguardaram na frente da Unidade para abordar o motorista. Passados alguns minutos os policiais foram chamados para atender o acidente na praça de pedágio.
acidente pedagio1

Mal súbito

Chegando ao local, os policiais constataram que se tratava da carreta denunciada. O motorista informou que estava indo de Lages para São Paulo, no sentido norte, começou a se sentir mal, passou pelo pedágio, mas retornou logo à frente. Ele disse que sentiu que não tinha condições de prosseguir até São Paulo.
acidente pedagio3

Cabine

Na volta, ao passar novamente pelo pedágio, agora no sentido sul, perdeu o controle do veículo e colidiu contra a cabine, lesionando a funcionária da Concessionária.
acidente pedagio4

Morte no hospital

Ana Márcia da Luz Bastos, de 34 anos, a atendente que estava na cabine da praça de pedágio, morreu por volta 13h10min, no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. Ela chegou a ser submetida a cirurgia, mas não resistiu ao politraumatismo sofrido quando a cabine onde trabalhava foi arrancada pelo choque da carreta, e arrastada com ela dentro.
O motorista da Scania placas GMC­6605, de Lages, Sebastião Alves de Jesus, de 74 anos, sofreu apenas escoriação leve em um dos braços. Foi atendido no hospital e liberado. O teste de bafômetro deu negativo.

Com informações: PRF-SC

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Se obras não saírem, pedágio é reduzido

Se obras não saírem, pedágio é reduzido
Lages, 17/02/2014, Correio Lageano, por Adecir Morais



O preço do pedágio nas cinco praças da BR-116 (três em Santa Catarina e duas no Paraná) é de R$ 3,80 para veículos de passeio. Uma viagem de ida e volta entre Lages e Curitiba (PR) custa R$ 38,00. Para o caminhoneiro João Gilmar Corona, de 51 anos, o valor da tarifa é 11,40. “Pelo preço, a rodovia poderia ter pista dupla”, sugere.




Natural de Lages, mas residente em Itapema, no Litoral Catarinense, Corona é um dos usuários da rodovia. Apesar de conhecê-la de ponta a ponta, não sabe que o preço do pedágio pode ser reduzido, caso a Autopista Planalto Sul descumpra o que prevê o contrato de concessão.




Nesta segunda parte da reportagem sobre a BR-116, o Correio Lageano aborda o acordo feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária, firmado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo obriga a Autopista Planalto Sul a realizar integralmente as obras previstas.




Termo
Pelo TAC, a ANTT faz o acompanhamento mensal da execução das obras, com consolidação trimestral. Se a concessionária deixar de cumprir os prazos será punida com a redução do pedágio. Não serão considerados os atrasos por imprevistos, como chuvas.




A Planalto Sul pertence ao mesmo grupo da Autopista Litoral Sul, concessionária que administra o trecho Norte da BR-101, no Litoral do Estado, que em 2013 foi alvo de investigação da ANTT devido à irregularidades no trecho do Litoral.





Estudo enumera obras importantes que são adiadas

Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que elaborou um estudo sobre as obras atrasadas no trecho com pedágio da BR-116, a construção das vias laterais em Mafra é uma das obras que tiveram o cronograma alterado. O levantamento ainda aborda a desproporção de investimentos em comparação com a arrecadação no Estado.




Os serviços iniciaram no fim do ano passado. Com 7,38 quilômetros, a construção é tida como essencial para desafogar o trânsito no município. Além disso, dentre as obras não feitas em Santa Catarina, está a construção das terceiras faixas na Serra do Espigão, na região de Monte Castelo, e na Serra do Pelotas, na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A obra foi adiada para 2020, quando a previsão inicial de termino era 2018. Ao todo, a Planalto Sul é obrigada a construir 48 quilômetros de terceiras faixas em Santa Catarina.




Também entra na lista das obras não realizadas, a remodelação do trecho no cruzamento com a BR-280, em Mafra. O local é tido como um dos mais perigosos da 116, e já foi palco de inúmeros acidentes. Os trabalhos estão previstos para iniciar este ano.




Nos quilômetros 107, 108,7 e 123, na Serra do Espigão, obras para corrigir deslizamentos de terrenos em inclinação também foram postergadas, segundo a Fiesc. Os problemas põem em risco os motoristas que trafegam pelo local.




Algumas obras pendentes em SC

Construção de ruas laterais:
7,38 km em Mafra (SC).
Construção de trevo em desnível no entroncamento com a BR-280, em Mafra.

Execução de terceiras faixas:
48,3 quilômetros, sendo 6,6 (14%) no PR e 41,7% (86%) em SC (a maior parte na Serra do Espigão, entre Santa Cecília e Monte Castelo).




Ele perdeu o pai, e ela foi atropelada

De todos os moradores que residem às margens da BR-116, talvez ninguém esteja tão próximo como a terapeuta Neuza Tatara, de 57 anos. Ela reside em Mafra, no Norte Catarinense, no entroncamento com BR-280, e tem a casa praticamente colada à rodovia.




“Moro aqui desde que nasci. Às vezes, a gente nem dorme por causa do barulho, mas fazer o quê? O movimento de carros aumentou nos últimos anos”, diz a moradora, destacando que já perdeu a conta de quantos acidentes presenciou no trevo.




Ela própria foi atropelada no trevo. Isso ocorreu  há 15 anos, numa véspera de Natal, quando passeava com o marido e uma irmã. “Fomos atropelados por um automóvel, eu quebrei uma perna e o marido quebrou a clavícula. Por sorte, minha irmã sofreu apenas uns arranhões”, lembra.





Morte

Outra vítima da rodovia é o motorista de transporte escolar, Ataídes Colete Padilha, de 45 anos. Morador em Lebon Regis, no Meio-Oeste Catarinense. Ele conta que perdeu o pai no trevo com a SC-302, que dá acesso ao município, há quatro anos.
“Ele estava transitando de carro, nisso veio um caminhão e bateu nele. Morreu no hospital. Não é fácil. Foi uma perda incalculável. Meu pai tinha 85 anos, mas ainda cuidava dos negócios da família”, lamenta Padilha.




Dados mostram que na BR-116, entre Curitiba e a divisa com o Rio Grande do Sul foram 1.860 acidentes, em 2009, e 2.863, em 2012, um aumento de 53,9%.




Ruas laterais são uma das principais obras em SC

Uma das principais obras estruturais da BR-116 em solo catarinense é a construção das ruas laterais de Mafra, no Norte do Estado. A obra é esperada há anos pela população, pois além de agilizar o fluxo de automóveis no local, vai acabar com a poeira e o barro da rua.




O torneiro mecânico Emredi Schunemann, de 56 anos, lembra que a execução da obra era esperada havia mais de 20 anos pela população. Ele tem uma tornearia ao lado da rodovia e, da porta do estabelecimento, vê os operários executando as obras, que se iniciaram em dezembro do ano passado.




Apesar de considerar a obra essencial para o município, Schunemann, porém, incomoda-se devido à possibilidade de ter que deixar o local, pois a tornearia onde trabalha está instalada no limite da área de domínio.




“Já faz 20 anos que a gente trabalha aqui. Os comerciantes vizinhos também estão preocupados. Talvez a gente tenha que sair daqui. Mas a obra é preciso. Vai melhora bastante porque aqui tem muita poeira”, comenta.




A série

fim de semana
Catarinenses pagam mais e têm menos obras


segunda-feira
Autopista descumpre contrato e ANTT ameaça reduzir pedágio


terça-feira
Plano da concessionária


quarta-feira
Entidades cobram cumprimento de contrato




Fotos:Adecir Morais

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sicoob organiza pedágio Solidário em São Joaquim e Bom Jardim para arrecadar fundos para a APAE

Pedágio Solidário Sicob (3)Uma parceria entre Sicoob e Porto Seguro seguradora Pedágio Solidário Sicob (5) 
As ações do pedágio Solidário foram realizadas na Capital das Águas ( Bom Jardim da Serra) e Capital do Frio ( São Joaquim) nos dias 12 e 13 de Novembro.
Durante os trabalhos no pedágio solidário foram feitas regulagem de faróis, trocas de lâmpadas cristalização de para-brisas.
Toda a renda adquirida no pedágio foi revertida e depositada a quantia na conta das APAES de cada cidade, só em São Joaquim foram arrecadados R$ 1.882,20 , já na cidade de Bom Jardim da Serra não foi informado a quantia arrecadada.


Equipe Trabalhando em Bom Jardim da Serra
Equipe Trabalhando em Bom Jardim da Serra

Equipe Trabalhando em  São Joaquim
Equipe Trabalhando em São Joaquim

Redação São Joaquim Online

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Manifestantes abrem cancelas do pedágio

Manifestantes abrem cancelas do pedágio
Correia Pinto, 12/07/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia



Ação faz parte dos protestos em alusão ao Dia em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores.



Para marcar o Dia Nacional em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras, sindicalistas de toda a região e membros do Movimento dos Sem Terra (MST) saíram às ruas de Correia Pinto e Lages nesta quinta-feira (11).


O auge da manifestação aconteceu no pedágio da BR-116, no Km 233, e reuniu cerca de 1.500 pessoas. Durante o protesto, que foi contra o alto valor cobrado no pedágio para quem transita entre os dois municípios, as cancelas foram abertas e os veículos não precisaram pagar.



As manifestações tiveram início às seis horas da manhã, em frente à empresa Klabin de Correia Pinto, onde cerca de 800 pessoas participaram da paralisação, que durou duas horas e foi seguida de uma caminhada pelo Centro da cidade.



“Reivindicamos especialmente pelos trabalhadores que estão sendo massacrados dentro do grupo, principalmente os terceiros”, afirma o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Papeleira (Sintipel),  Pedro Paulo de Oliveira.



Após a caminhada pelo centro, os manifestantes seguiram para a praça de pedágio na BR-116. As cancelas foram liberadas e a passagem de todos os automóveis não foi cobrada. Eles permaneceram no local das 10 horas às 14 horas.



De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a manifestação foi pacífica e reuniu cerca de 1.500 pessoas. A rodovia não foi interditada e não houve formação de fila durante o ato.



“No pedágio é fundamental que o povo de Lages e Correia Pinto tenham passe livre. Hoje, ida e volta a gente paga R$ 7,20. Não queremos deixar passe livre, mas que haja uma redução especialmente para o povo que mora nas duas cidades”, afirma o coordenador do Sintipel, Pedro Paulo, citando o grande número de pessoas que necessitam transitar diariamente entre estes dois municípios. 




Protestos terminaram no Calçadão Túlio Fiúza e ruas centrais


Após deixarem o pedágio em Correia Pinto, os manifestantes se deslocaram para o Centro de Lages, onde protestaram em frente à agência do Banco do Brasil, no calçadão da praça Túlio Fiúza de Carvalho. De acordo com Vilson Santin, membro da coordenação nacional do MST e assentado em Ponte Alta, encerrar o dia de protestos em frente a um órgão público fazia parte da programação.



Integrantes do MST e cerca de 30 sindicatos e centrais sindicais participaram do movimento. “Tem muitas coisas em jogo, estamos construindo junto ao Governo Federal uma nova forma de concessão de crédito para os assentamentos da reforma agrária em todo o país e também estamos em processo de negociação sobre as dívidas dos pequenos agricultores assentados. Isso envolve diretamente o Banco do Brasil”, explica.



O movimento adere ao dia nacional de mobilização de centrais sindicais e tem Lages como uma das cidades estratégicas em Santa Catarina. Segundo os organizadores foram escolhidas cidades polo que poderiam agregar municípios próximos. Na lista também estão Itajaí, Criciúma, Joinville e Florianópolis.



Trinta sindicatos e seis centrais sindicais, além de integrantes do MST protestaram em Lages.




Protestos por todo o Brasil


Intensas manifestações no Brasil marcaram a quinta-feira (11). Os protagonistas são os trabalhadores, que fizeram marchas, protestos e fecharam rodovias em todo o país.



Em São Paulo, cerca de 4 mil pessoas, segundo cálculo da PM, bloqueiam os dois sentidos da Avenida Paulista, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde centrais sindicais realizaram ato unificado.



A vice-presidente da Força Sindical, Eunice Cabral, destacou que o cenário político é favorável para atender à pauta. “São questões que estavam colocadas e nunca foram atendidas, mas com essa onda de mobilizações, a população expressou seu descontentamento com vários temas”, declarou a dirigente.




Reivindicações dos grevistas


• Fim do Fator Previdenciário
• Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (sem redução salarial)
• Aumento geral de salários
• Mobilização contra o Projeto de Lei 4.330, que permite a contratação de funcionários terceirizados em atividades-fins de empresas
• Devolução de perdas do FGTS;
• Saúde, educação, transporte e segurança pública de qualidade
• Direito de greve e valorização dos servidores públicos;
• Reforma Agrária e apoio ao pequeno agricultor
• Fim da dispensa imotivada do trabalhador
• Auditoria em todas as obras públicas
• Corte imediato de 50% dos ministérios e cargos comissionados;
• Gratuidade nos cursos do “Sistema S”
• Igualdade no reajuste das aposentadorias 



Fotos: Núbia Garcia

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Casa do Trabalhador comanda greve geral

Casa do Trabalhador comanda greve geral
Lages, 11/07/2013, Correio Lageano, por Afonso Rodrigues



A previsão é de que 11 sindicatos estejam envolvidos na mobilização. Uma das ações será a abertura do pedágio na BR-116



Programado para ocorrer nesta quinta-feira (11) em várias cidades do Brasil, a greve geral que deve ter poucos reflexos para os lageanos. A única mobilização prevista ocorrerá por volta das 15 horas, próximo ao Banco do Brasil, e reunirá representantes dos onze sindicados abrigados pela Casa do Trabalhador, filiados da CUT, além de representantes de movimentos sociais.



Além disso, o pedágio em Correia Pinto deverá ter as cancelas levantadas a partir das 9 horas, quando representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra fazem manifestação no local.



Segundo o diretor do Sindicato dos Eletricitários e presidente da Casa dos Trabalhadores de Lages, Amilca Colombo, a mobilização terá como enfoque a redução no custos dos transportes, principalmente referente à elevada carga tributária que o trabalhador enfrenta.



“Vamos estar juntos, liberando as cancelas. A ideia é chamar a atenção sobre a questão de impostos que existem sobre os veículos, como IPVA, além de outros que incidem nos transportes públicos. Os combustíveis, em especial a gasolina e o álcool, estão extremamente caros. Queremos chamar a atenção sobre isso, também. São várias as bandeiras que estamos levantando”, comentou Colombo.



Fator previdenciário



Os sindicatos também chamam atenção para o fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (sem redução salarial); aumento geral dos salários e devolução das perdas acumuladas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entre outras demandas.



A ideia de liberar a passagem de carros no pedágio é para chamar atenção das autoridades sobre as demandas sugeridas. “A ideia de fechar o pedágio é interessante porque, sendo uma rodovia federal, dá visibilidade às nossas propostas. Vamos ficar um tempo lá e depois vamos para Lages, à tarde. Já mandei ofício para a polícia com nossas intenções”, afirma.



Segundo a diretoria da Casa do Trabalhador, a expectativa é que cerca de duas mil pessoas participem da mobilização. A ideia é que os sindicatos que são favoráveis às demandas cheguem por volta das 14 horas ao pedágio na BR-116, onde devem permanecer até próximo de 15h30min.



Concentração em Lages



Na sequência, a mobilização segue até Lages, onde deve se concentrar no Centro da cidade, próximo ao Banco do Brasil, nas ruas Coronel Córdova e Marechal Floriano. O trânsito no local deverá sofrer desvios.



Segundo os representantes dos manifestantes, em nenhum momento haverá retenção no trânsito da  rodovia. “Vamos abrir para deixar o passe livre, sem pagar. Não queremos causar tumulto e nem podemos dar prejuízo para os caminhoneiros, que ficariam sem poder andar. No período que estivermos lá estará liberado”, comentou Pedro Paulo de Oliveira, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Papeleira (Sintipel).



Demandas são de todos, diz entidade


De acordo com o presidente da Casa dos Trabalhadores, no total 11 sindicatos estarão envolvidos na paralisação, entre eles o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários (Sincavir), Sintipel e Sindicato dos Trabalhadores em Transporte (Sintratur), entre outros. A proposta é mobilizar a maior quantidade de pessoas possível para as causas, que, ao seu ver, são demandas de todos.



“Vai ser uma mobilização nacional e Lages não poderá ficar de fora. Todas as categorias estão, de alguma forma ou outra, ligadas a essas demandas. Quem que não briga por uma melhora na educação? Quem não briga por mais saúde? Todo dia as pessoas estão falando isso. Quanto mais adesão se tiver, quanto mais o pessoal vier, no meio da rua, naquele momento, será melhor”, enaltece  Colombo.



 
Serviços públicos serão mantidos



Procurados, alguns sindicatos se manifestaram sobre a possibilidade de haver interrupção em serviços públicos. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de Santa Catarina em Lages, hoje não devem acontecer mobilizações da categoria. Mas semana que vem, no dia 16, os servidores deverão se mobilizar a partir das 16 horas, em frente à prefeitura.



O Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Lages (Simproel) afirma que as aulas da rede não serão afetadas, já que ninguém procurou o sindicato para paralisar as atividades. O Sinte não foi encontrado para comentar possíveis paralisações.



O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Lages afirma que está junto com a Casa do Trabalhador na mobilização, mas segundo informações, o serviço bancário não será afetado. O Sintrol, que representa os motoristas de ônibus, afirma que não haverá paralisação da categoria.



Reivindicações dos grevistas



• Fim do Fator Previdenciário
• Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (sem redução salarial)
• Aumento geral de salários
• Mobilização contra o Projeto de Lei 4.330, que permite a contratação de funcionários terceirizados em atividades-fins de empresas
• Devolução de perdas do FGTS;
• Saúde, educação, transporte e segurança pública de qualidade
• Direito de greve e valorização dos servidores públicos;
• Reforma Agrária e apoio ao pequeno agricultor
• Fim da dispensa imotivada do trabalhador
• Auditoria em todas as obras públicas
• Corte imediato de 50% dos ministérios e cargos comissionados;
• Gratuidade nos cursos do “Sistema S”
• Igualdade no reajuste das aposentadorias



Foto:Afonso Rodrigues

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Autopista apresenta projeto dos acessos e prevê novo pedágio

Autopista apresenta projeto dos acessos e prevê novo pedágio
Lages, 02/07/2013, Correio Lageano, por  Silviane Mannrich


Empresa busca alternativas para facilitar o acesso em pontos considerados irregulares fechados na BR-116




Desde o final do ano passado, a Autopista Planalto Sul, concessionária responsável pela manutenção da BR-116, vem fechando acessos considerados irregulares. O ato gerou revolta entre os usuários, pois muitos empresários não foram notificados sobre as mudanças.



Na segunda-feira (1), a Auto Pista apresentou aos prefeitos dos municípios afetados pelos bloqueios de acessos e ao Ministério Público Federal um novo projeto para melhorar os pontos críticos.



Depois das solicitações, a concessionária analisou os pedidos e realizou um projeto que considerou mais viável. Serão cerca de 7km de marginal e a alteração de dois trevos. O próximo passo será encaminhar o projeto para a  Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).




“Em 15 dias deveremos entregar o projeto à Agência, que irá encaminhar para Brasília. A obra no trecho de Lages é prioridade. As obras, porém, não devem iniciar em menos de um ano”, ressalta o gerente de engenharia da Autopista Planalto Sul, Marcos Fabricio Dutra.



Se aprovado o projeto, as melhorias deverão impactar diretamente no preço do pedágio. A previsão é de um aumento de R$ 0,05 a R$ 0,10, sem contar com o reajuste anual da tarifa. “Depois da aprovação da ANTT, será feito o projeto de engenharia executivo e, eventualmente, a modificação do contrato para incluir essas alterações”, explica o procurador geral da república em Lages, Narazero Jorgealém Wolff.




Os quatro municípios da Serra Catarinense (Capão Alto, Correia Pinto, Ponte Alta e Lages) elaboraram um programa de necessidades e entregaram para a Autopista. “A Auto pista recebeu os prefeitos e fez uma compatibilização das informações, e ela vai se encarregar de entrar com um pedido de autorização para as obras. Foi preciso instaurar um inquérito civil público para apurar a situação”, completa o procurador.



O que está previsto


Lages

  • Ruas laterias do km 245 ao km 248 nos dois lados da rodovia. É considerado prioridade entre todos os municípios da Serra.

Correia Pinto

  • 2.200 metros de marginal  dos dois lados da rodovia e mudança no trevo que dá acesso ao Corpo de Bombeiros.


Ponte Alta

  • Ruas laterais de 500 metros de cada lado, mais sinalização.


Capão Alto

  • Trevo do km 284 ao km 660 que dá acesso à região da Coxilha Rica.



Foto: Silviane Mannrich

sábado, 29 de junho de 2013

Manifestação em Correia Pinto

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Correia Pinto, 29/06/2013 Nossa Terra

O movimento, que como em todo país, teve início nas redes sociais na internet reuniu aproximadamente 150 pessoas em uma manifestação pacífica na tarde deste sábado (29) em Correia Pinto.
O objetivo da manifestação de agora, são esses cinco pontos:
- Isenção do pedágio pros moradores de Correia Pinto, e para as pessoas de Lages que provem que trabalham na cidade.
- Melhorias no hospital e melhor qualidade no atendimento médico
- A volta da Festa do Peão Laçador, que era uma festa tradicional do município que não acontece mais.
- Empregos para Correiapintenses
- E um Juiz fixo, que resida em Correia Pinto.
“São os cinco pontos que estamos buscando resolver primeiramente. Tendo isso,
poderemos resolver outros problemas. Quanto à chuva, melhorou um pouco e espero que venham mais gente. Mas vamos seguir com a passeata, nem que seja apenas simbólico." - Explica José Moraes, um dos organizadores.
"Hoje além dos pontos principais estamos pedindo também transparência ao poder público. Queremos saber onde está sendo investido o nosso dinheiro, principalmente na parte de educação e saúde. E sobre saúde, estamos cobrado o SAMU, que foi doado pra outra cidade. Ficamos "na mão", ficamos com o atendimento mais precário e dependemos muito de uma cidade maior que no nosso caso é Lages." - Diz Fernando Beppler.

Os manifestantes reuniram-se no calçadão em frente ao Baíto, logo seguiram em caminhada por três quadras na Avenida Tancredo Neves, depois seguiram em direção sul pela Rua Duque de Caxias, onde na altura da ilha de travessia de pedestres na BR 116, próximo ao Sandri Materiais, foi bloqueado o fluxo nos dois sentidos da rodovia por 15 minutos. Depois os manifestantes dirigiram-se até o fórum, prefeitura e câmara de vereadores, onde um envelope contendo as principais reinvindicações foi deixado em cada uma das casas.  A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar que teve sua equipe reforçada acompanharam toda a manifestação e nenhum incidente foi registrado.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Mobilização irá bloquear a BR-116

Correia Pinto, 29 e 30/06/2013, Correio Lageano



Neste sábado, a partir das 13h30min, moradores de Correia Pinto realizam manifestação e pretendem fechar a BR-116 por 15 minutos. Entre as reivindicações está a isenção do pagamento de pedágios para os correapintenses e para as pessoas que trabalham no município e moram em outra cidade.



A iniciativa surgiu por meio de conversas nas redes sociais em que os moradores decidiram sair para à rua e reivindicar. Os organizadores esperam que mais de 500 pessoas participem da passeata, que começa no calçadão do Centro, descendo pela Avenida Tancredo Neves e seguindo para a BR-116.



Depois da parada de 15 minutos, os manifestantes seguem até o Fórum e depois à prefeitura, onde deixam ofícios com as reivindicações.



“Precisamos de mudanças no município. Por falta de oportunidades de trabalho, o jovem sai no município. Também falta responsabilidade dos médicos que atendem no município, muitos chegam atrasados e os pacientes precisam ficar esperando. Além disso, há processos parados porque não há um promotor do Ministério Público fixo aqui na nossa cidade”, explica um dos organizadores do movimento, José Antonio Moraes.



 Ele comenta, ainda, que a Festa do Peão Laçador, que era tradicional no município, há anos não acontece.

terça-feira, 26 de março de 2013

Caminhão carregado de móveis tomba



Caminhão carregado de móveis tomba
Lages, 27/03/2012, Correio Lageano




O caminhão MercedesBenz, placas MKT-7330, de Flores da Cunha (RS), carregado de móveis, tombou na madrugada de terça-feira (26) na BR-116, em Lages. O acidente ocorreu em uma curva, perto do posto de pedágio da concessionária da rodovia, por volta da 1hora.



O veículo seguia para São Paulo. Segundo informações, o motorista, Ari Lemes de Camargo, de 31 anos, perdeu o controle da direção enquanto trafegava pela terceira pista, saiu da pista e tombou, sofrendo ferimentos leves.   



Os responsáveis pelo caminhão tiveram muito trabalho para remover a carga. Os trabalhos se estenderam durante  todo o dia de ontem. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e funcionários da concessionária monitoraram o local. Há cerca de duas semanas, outro caminhão, carregado de maçã, tombou no mesmo local.





Foto: Divulgação

domingo, 16 de dezembro de 2012

Valor do pedágio aumenta, motoristas reclamam

Valor do pedágio aumenta, motoristas reclamam
Lages, 17/12/2012, Correio Lageano, com informações da AutoPista Planalto Sul



O anúncio de que o preço do pedágio para quem trafega pela BR-116 vai subir, desagradou muitos motoristas, especialmente os que usam com frequência a rodovia. Os novos valores passam a valer a partir da próxima quarta-feira (19). A tarifa básica, por exemplo, que era de R$ 3,30 passa a ser de R$ 3,60.



O farmacêutico Carlos Munhoz de Paula mora em Lages, mas trabalha em Correia Pinto. A passagem pelo pedágio da BR-116, alguns quilômetros antes de chegar a Correia Pinto, é obrigatória para ele, que percorre o trajeto em média cinco dias por semana, duas vezes ao dia.



Com o reajuste, Karlos vai desembolsar, no mínimo, R$ 36,00 por semana somente com pedágio. “Percorro somente 15 quilômetros de asfalto e vou gastar R$ 7,20 por dia. E o pior é que sou obrigado a fazer este trajeto porque a outra via de acesso a Correia Pinto, sequer é pavimentada”, comenta.



O consultor Telmo Matos viaja seguidamente por todo o estado e paga diversos pedágios nas BRs 101 e 116. Para ele, os preços praticados na Serra são abusivos. “Quando viajo pela BR-101, por exemplo, pago R$ 1,50 no pedágio e transito em uma rodovia impecável, lisa e duplicada, o que não acontece com a BR-116, que ainda tem trechos onde os problemas são os mesmos de quando não era privatizada”, diz.



Telmo acredita que a situação pode melhorar com o aumento da representatividade política da Serra Catarinense perante o estado. “Enquanto não tivermos representatividade política de verdade aqui, os preços continuarão abusivos. No litoral as rodovias são melhores e os preços muito mais baixos”, analisa.



De acordo com a Autopista Planalto Sul, concessionária que administra a BR-116, o reajuste será praticado nas cinco praças de atuação da concessionária e a base de cálculos é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).



A Autopista é a responsável, desde 2008, pelos 412,7 quilômetros da rodovia, fazendo a ligação da capital paranaense à divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária, a concessão para administrar e conservar o trecho por 25 anos foi obtida através de leilão, realizado em outubro de 2007. O contrato foi assinado em 14 de fevereiro de 2008 e prevê investimentos de R$ 1,9 bilhão durante sua vigência, que é de 25 anos, incluindo a operação da rodovia.



Melhorias previstas em contrato:


• Implantação de 48,3 km de faixas adicionais
• Implantação de 10,2 km de vias laterais
• Implantação de seis trevos em desnível
• Implantação de três passagens em desnível
• Implantação de sete passarelas
• Implantação de nove Bases de Serviços Operacionais
• Reforma de quatro postos da Polícia Rodoviária Federal
• Reforma de dois postos fixos de pesagem
• Implantação de três estações meteorológicas
• Duplicação de 25,4 km no trecho urbano da rodovia, entre Curitiba e Mandirituba
Fonte: Autopista Planalto Sul




Valores do pedágio*


2009    R$ 2,70
2010    R$ 2,90
2011    R$ 3,10
2012    R$ 3,30
2013    R$ 3,60

*Reajustes feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e são corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).



Atuação da Autopista



Além de melhorias na rodovia e conservação da mesma durante o período de vigência do contrato, a Autopista Planalto Sul também oferece serviços de atendimento de urgência (em casos de acidentes), socorro mecânico, resgate de animais na pista, viaturas para combate a incêndio, inspeção de tráfego constante e telefone 0800 para solicitar atendimento e informações.



A operação começou a funcionar em agosto de 2009, mas o pedágio só passou a ser cobrado em dezembro do mesmo ano, quando ficaram prontas as praças.



Entre janeiro e setembro de 2012, de acordo com a assessoria, a Autopista repassou aproximadamente R$ 3 milhões a seis cidades do Paraná e 11 de Santa Catarina, dentre elas Lages e Correia Pinto. A verba amplia a receita municipal e possibilita investimentos em áreas sociais e de infraestrutura.



O repasse é proveniente do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) e é calculado sobre a tarifa de pedágio, obras e outros serviços, de acordo com a extensão da rodovia nas cidades. Desde o início da concessão, a Autiopista já repassou R$ 26 milhões para os municípios que cortam o trecho administrado da BR-116 no Paraná e em Santa Catarina.



Dentre as principais obras executadas pela concessionária desde o início de suas atividades, estão o reforço e alargamento em todas as pontes do trecho administrado, como as pontes sobre o Rio Vacas Gordas e sobre o Rio Caveiras, além de obras no trevo de Correia Pinto.



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Foto: Núbia Garcia