quinta-feira, 11 de julho de 2013

Manifestantes abrem cancelas do pedágio

Manifestantes abrem cancelas do pedágio
Correia Pinto, 12/07/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia



Ação faz parte dos protestos em alusão ao Dia em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores.



Para marcar o Dia Nacional em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras, sindicalistas de toda a região e membros do Movimento dos Sem Terra (MST) saíram às ruas de Correia Pinto e Lages nesta quinta-feira (11).


O auge da manifestação aconteceu no pedágio da BR-116, no Km 233, e reuniu cerca de 1.500 pessoas. Durante o protesto, que foi contra o alto valor cobrado no pedágio para quem transita entre os dois municípios, as cancelas foram abertas e os veículos não precisaram pagar.



As manifestações tiveram início às seis horas da manhã, em frente à empresa Klabin de Correia Pinto, onde cerca de 800 pessoas participaram da paralisação, que durou duas horas e foi seguida de uma caminhada pelo Centro da cidade.



“Reivindicamos especialmente pelos trabalhadores que estão sendo massacrados dentro do grupo, principalmente os terceiros”, afirma o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Papeleira (Sintipel),  Pedro Paulo de Oliveira.



Após a caminhada pelo centro, os manifestantes seguiram para a praça de pedágio na BR-116. As cancelas foram liberadas e a passagem de todos os automóveis não foi cobrada. Eles permaneceram no local das 10 horas às 14 horas.



De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a manifestação foi pacífica e reuniu cerca de 1.500 pessoas. A rodovia não foi interditada e não houve formação de fila durante o ato.



“No pedágio é fundamental que o povo de Lages e Correia Pinto tenham passe livre. Hoje, ida e volta a gente paga R$ 7,20. Não queremos deixar passe livre, mas que haja uma redução especialmente para o povo que mora nas duas cidades”, afirma o coordenador do Sintipel, Pedro Paulo, citando o grande número de pessoas que necessitam transitar diariamente entre estes dois municípios. 




Protestos terminaram no Calçadão Túlio Fiúza e ruas centrais


Após deixarem o pedágio em Correia Pinto, os manifestantes se deslocaram para o Centro de Lages, onde protestaram em frente à agência do Banco do Brasil, no calçadão da praça Túlio Fiúza de Carvalho. De acordo com Vilson Santin, membro da coordenação nacional do MST e assentado em Ponte Alta, encerrar o dia de protestos em frente a um órgão público fazia parte da programação.



Integrantes do MST e cerca de 30 sindicatos e centrais sindicais participaram do movimento. “Tem muitas coisas em jogo, estamos construindo junto ao Governo Federal uma nova forma de concessão de crédito para os assentamentos da reforma agrária em todo o país e também estamos em processo de negociação sobre as dívidas dos pequenos agricultores assentados. Isso envolve diretamente o Banco do Brasil”, explica.



O movimento adere ao dia nacional de mobilização de centrais sindicais e tem Lages como uma das cidades estratégicas em Santa Catarina. Segundo os organizadores foram escolhidas cidades polo que poderiam agregar municípios próximos. Na lista também estão Itajaí, Criciúma, Joinville e Florianópolis.



Trinta sindicatos e seis centrais sindicais, além de integrantes do MST protestaram em Lages.




Protestos por todo o Brasil


Intensas manifestações no Brasil marcaram a quinta-feira (11). Os protagonistas são os trabalhadores, que fizeram marchas, protestos e fecharam rodovias em todo o país.



Em São Paulo, cerca de 4 mil pessoas, segundo cálculo da PM, bloqueiam os dois sentidos da Avenida Paulista, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde centrais sindicais realizaram ato unificado.



A vice-presidente da Força Sindical, Eunice Cabral, destacou que o cenário político é favorável para atender à pauta. “São questões que estavam colocadas e nunca foram atendidas, mas com essa onda de mobilizações, a população expressou seu descontentamento com vários temas”, declarou a dirigente.




Reivindicações dos grevistas


• Fim do Fator Previdenciário
• Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (sem redução salarial)
• Aumento geral de salários
• Mobilização contra o Projeto de Lei 4.330, que permite a contratação de funcionários terceirizados em atividades-fins de empresas
• Devolução de perdas do FGTS;
• Saúde, educação, transporte e segurança pública de qualidade
• Direito de greve e valorização dos servidores públicos;
• Reforma Agrária e apoio ao pequeno agricultor
• Fim da dispensa imotivada do trabalhador
• Auditoria em todas as obras públicas
• Corte imediato de 50% dos ministérios e cargos comissionados;
• Gratuidade nos cursos do “Sistema S”
• Igualdade no reajuste das aposentadorias 



Fotos: Núbia Garcia

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