domingo, 16 de dezembro de 2012

Valor do pedágio aumenta, motoristas reclamam

Valor do pedágio aumenta, motoristas reclamam
Lages, 17/12/2012, Correio Lageano, com informações da AutoPista Planalto Sul



O anúncio de que o preço do pedágio para quem trafega pela BR-116 vai subir, desagradou muitos motoristas, especialmente os que usam com frequência a rodovia. Os novos valores passam a valer a partir da próxima quarta-feira (19). A tarifa básica, por exemplo, que era de R$ 3,30 passa a ser de R$ 3,60.



O farmacêutico Carlos Munhoz de Paula mora em Lages, mas trabalha em Correia Pinto. A passagem pelo pedágio da BR-116, alguns quilômetros antes de chegar a Correia Pinto, é obrigatória para ele, que percorre o trajeto em média cinco dias por semana, duas vezes ao dia.



Com o reajuste, Karlos vai desembolsar, no mínimo, R$ 36,00 por semana somente com pedágio. “Percorro somente 15 quilômetros de asfalto e vou gastar R$ 7,20 por dia. E o pior é que sou obrigado a fazer este trajeto porque a outra via de acesso a Correia Pinto, sequer é pavimentada”, comenta.



O consultor Telmo Matos viaja seguidamente por todo o estado e paga diversos pedágios nas BRs 101 e 116. Para ele, os preços praticados na Serra são abusivos. “Quando viajo pela BR-101, por exemplo, pago R$ 1,50 no pedágio e transito em uma rodovia impecável, lisa e duplicada, o que não acontece com a BR-116, que ainda tem trechos onde os problemas são os mesmos de quando não era privatizada”, diz.



Telmo acredita que a situação pode melhorar com o aumento da representatividade política da Serra Catarinense perante o estado. “Enquanto não tivermos representatividade política de verdade aqui, os preços continuarão abusivos. No litoral as rodovias são melhores e os preços muito mais baixos”, analisa.



De acordo com a Autopista Planalto Sul, concessionária que administra a BR-116, o reajuste será praticado nas cinco praças de atuação da concessionária e a base de cálculos é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).



A Autopista é a responsável, desde 2008, pelos 412,7 quilômetros da rodovia, fazendo a ligação da capital paranaense à divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária, a concessão para administrar e conservar o trecho por 25 anos foi obtida através de leilão, realizado em outubro de 2007. O contrato foi assinado em 14 de fevereiro de 2008 e prevê investimentos de R$ 1,9 bilhão durante sua vigência, que é de 25 anos, incluindo a operação da rodovia.



Melhorias previstas em contrato:


• Implantação de 48,3 km de faixas adicionais
• Implantação de 10,2 km de vias laterais
• Implantação de seis trevos em desnível
• Implantação de três passagens em desnível
• Implantação de sete passarelas
• Implantação de nove Bases de Serviços Operacionais
• Reforma de quatro postos da Polícia Rodoviária Federal
• Reforma de dois postos fixos de pesagem
• Implantação de três estações meteorológicas
• Duplicação de 25,4 km no trecho urbano da rodovia, entre Curitiba e Mandirituba
Fonte: Autopista Planalto Sul




Valores do pedágio*


2009    R$ 2,70
2010    R$ 2,90
2011    R$ 3,10
2012    R$ 3,30
2013    R$ 3,60

*Reajustes feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e são corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).



Atuação da Autopista



Além de melhorias na rodovia e conservação da mesma durante o período de vigência do contrato, a Autopista Planalto Sul também oferece serviços de atendimento de urgência (em casos de acidentes), socorro mecânico, resgate de animais na pista, viaturas para combate a incêndio, inspeção de tráfego constante e telefone 0800 para solicitar atendimento e informações.



A operação começou a funcionar em agosto de 2009, mas o pedágio só passou a ser cobrado em dezembro do mesmo ano, quando ficaram prontas as praças.



Entre janeiro e setembro de 2012, de acordo com a assessoria, a Autopista repassou aproximadamente R$ 3 milhões a seis cidades do Paraná e 11 de Santa Catarina, dentre elas Lages e Correia Pinto. A verba amplia a receita municipal e possibilita investimentos em áreas sociais e de infraestrutura.



O repasse é proveniente do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) e é calculado sobre a tarifa de pedágio, obras e outros serviços, de acordo com a extensão da rodovia nas cidades. Desde o início da concessão, a Autiopista já repassou R$ 26 milhões para os municípios que cortam o trecho administrado da BR-116 no Paraná e em Santa Catarina.



Dentre as principais obras executadas pela concessionária desde o início de suas atividades, estão o reforço e alargamento em todas as pontes do trecho administrado, como as pontes sobre o Rio Vacas Gordas e sobre o Rio Caveiras, além de obras no trevo de Correia Pinto.



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Foto: Núbia Garcia

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