domingo, 16 de dezembro de 2012

Presença de ambulantes, no Centro de Lages, gera polêmica

Presença de ambulantes, no Centro de Lages, gera polêmica
Lages, 17/12/2012, Correio Lageano



Com o horário de Natal do comércio lageano, as ruas do Centro ficam abarrotadas de pessoas todos os dias, até o fechamento das lojas. A presença dos vendedores ambulantes, que deixam suas mercadorias espalhadas pelo chão nas praças João Costa e Túlio Fiúza de Carvalho, prejudica o tráfego de pedestres e desagrada os comerciantes, que cobram uma solução para esta situação.



Para algumas pessoas, os vendedores ambulantes não são vistos com maus olhos. “Eles podem até atrapalhar um pouco, mas só estão trabalhando, é melhor que estarem roubando”, comenta a dona de casa Alessandra dos Santos.



O funcionário Correia Edilson Correia, tem o pensamento parecido com o de Alessandra. “Muita gente gosta das mercadorias deles e, vender assim, é só o jeito que eles têm pra ganhar dinheiro”, afirma.



Entretanto, nem todos os consumidores concordam com a forma como os ambulantes atuam. O eletricista Kelvin Reis afirma ser contra a presença deles. “Os lojistas pagam altos impostos para trabalhar enquanto a maioria dos ambulantes trabalha sem pagar impostos e em qualquer lugar. Existem leis e elas devem ser respeitadas por todos”, analisa.



O presidente da Associação Serrana dos Vendedores Ambulantes de Lages, Gersi Lima, destaca que a categoria busca legalização para que possa atuar adequadamente e é a favor da cobrança de impostos. “Nós fazemos questão de pagar um alvará, anual ou até mensal. A gente quer pagar até para que a prefeitura depois possa fiscalizar aqueles que não estiverem dentro da lei”, afirma.



Gersi destaca que a Associação desaprova a atitude de alguns ambulantes, que espalham suas mercadorias pelo chão. “Calçada é para os pedestres andarem. Por enquanto não temos leis, mas a associação criou determinações próprias que devem ser respeitadas pelos nossos associados”.



Para a vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Rosani Rodrigues Pocai, a situação precisa ser debatida com a nova administração municipal, uma vez que até o momento, não existe uma lei que regulamente a atuação destes trabalhadores.



“Deveríamos sentar todos os interessados e tentar reorganizar nossa cidade. Acho que o Centro precisa de uma reorganização. Hoje qualquer pessoa que chega pode colocar a sua banca e comercializar”, diz.



Adiada licitação para rede subterrânea



A a vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Rosani Rodrigues Pocai, acredita que uma forma de reorganizar a área central é o projeto Centro Lages, que prevê a revitalização desta parte da cidade, inclusive com a adequação de um espaço para atuação dos ambulantes. “Temos uma ideia de como seria o Centro Lages, mas é preciso elaborar um projeto definitivo, para determinarmos o que precisa ser melhorado no Centro”, conta.



A primeira etapa para a execução do projeto, é a implantação da rede subterrânea de energia elétrica. Com isto, os postes de luz e a fiação deixariam de ficar visíveis, o que contribui para o embelezamento do Centro.



De acordo com o gerente regional da Celesc em Lages, Etamar Eger, a obra tem orçamento estimado em R$ 5,9 milhões. Segundo ele, a licitação da obra deveria ser aberta na última sexta-feira (14), entretanto, uma das empresas concorrentes impugnou a licitação, que foi remarcada para o dia 9 de janeiro, a partir das 14 horas. Após concluída a licitação, a Celesc tem o prazo de 30 dias para autorizar o início das obras.



Foto: Divulgação

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