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sábado, 29 de junho de 2013

Manifestação em Correia Pinto

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Correia Pinto, 29/06/2013 Nossa Terra

O movimento, que como em todo país, teve início nas redes sociais na internet reuniu aproximadamente 150 pessoas em uma manifestação pacífica na tarde deste sábado (29) em Correia Pinto.
O objetivo da manifestação de agora, são esses cinco pontos:
- Isenção do pedágio pros moradores de Correia Pinto, e para as pessoas de Lages que provem que trabalham na cidade.
- Melhorias no hospital e melhor qualidade no atendimento médico
- A volta da Festa do Peão Laçador, que era uma festa tradicional do município que não acontece mais.
- Empregos para Correiapintenses
- E um Juiz fixo, que resida em Correia Pinto.
“São os cinco pontos que estamos buscando resolver primeiramente. Tendo isso,
poderemos resolver outros problemas. Quanto à chuva, melhorou um pouco e espero que venham mais gente. Mas vamos seguir com a passeata, nem que seja apenas simbólico." - Explica José Moraes, um dos organizadores.
"Hoje além dos pontos principais estamos pedindo também transparência ao poder público. Queremos saber onde está sendo investido o nosso dinheiro, principalmente na parte de educação e saúde. E sobre saúde, estamos cobrado o SAMU, que foi doado pra outra cidade. Ficamos "na mão", ficamos com o atendimento mais precário e dependemos muito de uma cidade maior que no nosso caso é Lages." - Diz Fernando Beppler.

Os manifestantes reuniram-se no calçadão em frente ao Baíto, logo seguiram em caminhada por três quadras na Avenida Tancredo Neves, depois seguiram em direção sul pela Rua Duque de Caxias, onde na altura da ilha de travessia de pedestres na BR 116, próximo ao Sandri Materiais, foi bloqueado o fluxo nos dois sentidos da rodovia por 15 minutos. Depois os manifestantes dirigiram-se até o fórum, prefeitura e câmara de vereadores, onde um envelope contendo as principais reinvindicações foi deixado em cada uma das casas.  A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar que teve sua equipe reforçada acompanharam toda a manifestação e nenhum incidente foi registrado.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Juiz mantém vereadores de Ponte Alta na prisão


Juiz mantém vereadores de Ponte Alta na prisão
Ponte Alta, 03/05/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




O juiz Geraldo Corrêa Bastos, que responde pela Comarca de Correia Pinto,  indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva dos vereadores de Ponte Alta, na Serra, Júnior Cesar da Silva e Edison Portela Alves, presos na última segunda-feira sob a acusação de corrupção. A decisão saiu no final da tarde de quinta-feira (02)



Eles são acusados de participarem de um esquema de fraude no recebimento de diárias, entre 2011 e 2012, que teria causado um prejuízo de mais de R$ 100 mil aos cofres do município.



As investigações também apontam o envolvimento de outros quatro vereadores no esquema: Daniel Ângelo Santos de Souza (PP), Amauri Fracaro (PT), Horácio Moraes (PMDB) e Claudemir Pereira dos Santos (PMDB). Todos estão foragidos e não haviam sido localizados até o final da tarde ontem.



A advogada de defesa de Júnior e Edison, Janaina dos Passos, diz que ainda hoje vai entrar com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), por entender que há não motivos de seus clientes permanecerem presos. Ela nega as acusações e afirma que os vereadores vão provar que “são inocentes”.


“Eles colaboraram com as investigações, prestaram todos os esclarecimentos necessários e, agora, no decorrer do processo, vamos provar sua inocência”, destaca, dizendo que ainda está estudando o processo.



O delegado de Correia Pinto, Fabiano Schmitt, que presidiu o inquérito que desvendou o suposto esquema de corrupção em Ponte Alta, afirma que todas as polícias (Civil, Militar e Rodoviária) estão empenhadas para prender os vereadores foragidos.



Cassação dos acusados



O juiz Geraldo Bastos diz que, no campo administrativo, cabe à Câmara de Vereadores decidir o futuro dos parlamentares denunciados. Ele explica que, ao decretar a prisão preventiva, determinou ao Legislativo a abertura de um processo disciplinar para apurar a conduta deles, que pode culminar com a cassação dos mandatos por quebra de decoro.




Correio Lageano tentou fazer contato com o assessor jurídico da Câmara, mas ele não atendeu às ligações e não retornou. O que se sabe é que uma sessão legislativa está marcada para a próxima terça-feira, quando deverão ser convocados os vereadores suplentes para assumirem as vagas deixadas pelos vereadores envolvidos na denúncia.
Com a nova composição formada na casa, deverá ser instaurada uma Comissão Processante para investigar e julgar os acusados.



Suplentes que devem ser convocados

• Marilda de Oliveira Pires (PT)
• Alice Cristina Hartmann (PP)
• Dario Alves de Liz (PMDB)
• Fabiano Farias Henkemaier (PP)
• Moacir Lourenço dos Santos (PDT)



Foto:Arquivo/CL

sábado, 8 de dezembro de 2012

Juiz explica por que processo da empresa Binotto está parado

Juiz explica por que processo da empresa Binotto está parado
Lages, 08 e09/12/2012,Correio Lageano, por Silviane Mannrich


Edital de recuperação não pôde ser publicado porque a empresa recorreu no processo.



O Juiz de Direito da 2ªVara Cível, responsável pelo Processo de Recuperação Judicial da empresa Binotto, Antônio Carlos Junckes dos Santos, explica que o processo de recuperação é complexo e demorado e que atualmente está parado por uma decisão do Tribunal de Justiça.



“As pessoas não entendem o processo de recuperação. Os credores e os trabalhadores, querem receber, mas é um processo complexo, demora.No processo da Binotto são credores no país inteiro, não posso permitir que os de Lages recebam e os de São Paulo não recebam nada”, lembra o juiz.



Para ele, o ideal é pagar todos na sua integralidade e ele garante que todos irão receber. “E os funcionários serão os primeiros. Se não tiver dinheiro para todos, nós vamos estabelecer, 90% para cada um ou 80% para cada um. Mas não posso pagar 100% para uns e, lá na frente, o pessoal que trabalhava em São Paulo ou Minas Gerais receber somente 60%, por exemplo, não é justo”, afirma o juiz.



Junckes explica, também, que deu um despacho determinando que a empresa publicasse edital em jornal de circulação nacional, a fim de fazer um levantamento geral dos credores e levar ao conhecimento de todos os funcionários e credores (que estão em vários estados do país) a tramitação do processo de recuperação judicial, quais são os créditos declarados e quais são os credores.


“Eles [Binotto] fizeram um levantamento de custos para publicação do edital e acharam muito caro. Pediram para publicar na internet e eu não aceitei, pois é necessário que seja publicado também em um jornal”, explica o juiz.



A Binotto recorreu e um desembargador do Tribunal de Justiça suspendeu o processo. “Porque se eles não publicassem o edital iriam decretar falência. Então, o processo parou. Por isso, não posso dar andamento”, salienta.



O juiz afirma, ainda, que está recebendo quase que diariamente a comunicação de juízes das Varas de Trabalho do Brasil inteiro pedindo para que sejam reservados valores para credores de seus estados. “Esses valores serão reservados, mas vou precisar ter praticamente todos para dizer quanto cada um tem direito a receber.  A quantidade de relações comerciais da empresa era muito grande, as ações bancárias são imensas, somente caminhões financiados são mais de 200”, concluiu o juiz, lamentando a paralização do processo e o fato de não poder dar continuidade ao trabalho.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Juiz de Otacílio é afastado

Juiz de Otacílio é afastado
Otacílio Costa, 06/12/2012, Correio Lageano



Nesta quarta-feira (05) o Juiz de Direito da Comarca de Otacílio Costa, Fernando Cordioli Garcia, que há algumas semanas recebeu Título de Cidadão Otaciliense, foi afastado através de medida cautelar pelo Tribunal de Justiça.



Entramos em contato com o gabinete e com o próprio juiz para maiores informações, mas o mesmo não pode nos atender por estar em reunião com seu advogado para analisar o que será feito.



No gabinete, fomos informados de que a ação cabe recurso e que o juiz poderá voltar para o cargo a qualquer momento, mas o afastamento é sem data prevista e caso permaneça afastado por maior período, deverá vir para a comarca um novo profissional para o cargo.



Foto:Reprodução