Lages, 08 e09/12/2012,Correio Lageano, por Silviane Mannrich
Edital de recuperação não pôde ser publicado porque a empresa recorreu no processo.
O Juiz de Direito da 2ªVara Cível, responsável pelo Processo de Recuperação Judicial da empresa Binotto, Antônio Carlos Junckes dos Santos, explica que o processo de recuperação é complexo e demorado e que atualmente está parado por uma decisão do Tribunal de Justiça.
“As pessoas não entendem o processo de recuperação. Os credores e os trabalhadores, querem receber, mas é um processo complexo, demora.No processo da Binotto são credores no país inteiro, não posso permitir que os de Lages recebam e os de São Paulo não recebam nada”, lembra o juiz.
Para ele, o ideal é pagar todos na sua integralidade e ele garante que todos irão receber. “E os funcionários serão os primeiros. Se não tiver dinheiro para todos, nós vamos estabelecer, 90% para cada um ou 80% para cada um. Mas não posso pagar 100% para uns e, lá na frente, o pessoal que trabalhava em São Paulo ou Minas Gerais receber somente 60%, por exemplo, não é justo”, afirma o juiz.
Junckes explica, também, que deu um despacho determinando que a empresa publicasse edital em jornal de circulação nacional, a fim de fazer um levantamento geral dos credores e levar ao conhecimento de todos os funcionários e credores (que estão em vários estados do país) a tramitação do processo de recuperação judicial, quais são os créditos declarados e quais são os credores.
“Eles [Binotto] fizeram um levantamento de custos para publicação do edital e acharam muito caro. Pediram para publicar na internet e eu não aceitei, pois é necessário que seja publicado também em um jornal”, explica o juiz.
A Binotto recorreu e um desembargador do Tribunal de Justiça suspendeu o processo. “Porque se eles não publicassem o edital iriam decretar falência. Então, o processo parou. Por isso, não posso dar andamento”, salienta.
O juiz afirma, ainda, que está recebendo quase que diariamente a comunicação de juízes das Varas de Trabalho do Brasil inteiro pedindo para que sejam reservados valores para credores de seus estados. “Esses valores serão reservados, mas vou precisar ter praticamente todos para dizer quanto cada um tem direito a receber. A quantidade de relações comerciais da empresa era muito grande, as ações bancárias são imensas, somente caminhões financiados são mais de 200”, concluiu o juiz, lamentando a paralização do processo e o fato de não poder dar continuidade ao trabalho.
Edital de recuperação não pôde ser publicado porque a empresa recorreu no processo.
O Juiz de Direito da 2ªVara Cível, responsável pelo Processo de Recuperação Judicial da empresa Binotto, Antônio Carlos Junckes dos Santos, explica que o processo de recuperação é complexo e demorado e que atualmente está parado por uma decisão do Tribunal de Justiça.
“As pessoas não entendem o processo de recuperação. Os credores e os trabalhadores, querem receber, mas é um processo complexo, demora.No processo da Binotto são credores no país inteiro, não posso permitir que os de Lages recebam e os de São Paulo não recebam nada”, lembra o juiz.
Para ele, o ideal é pagar todos na sua integralidade e ele garante que todos irão receber. “E os funcionários serão os primeiros. Se não tiver dinheiro para todos, nós vamos estabelecer, 90% para cada um ou 80% para cada um. Mas não posso pagar 100% para uns e, lá na frente, o pessoal que trabalhava em São Paulo ou Minas Gerais receber somente 60%, por exemplo, não é justo”, afirma o juiz.
Junckes explica, também, que deu um despacho determinando que a empresa publicasse edital em jornal de circulação nacional, a fim de fazer um levantamento geral dos credores e levar ao conhecimento de todos os funcionários e credores (que estão em vários estados do país) a tramitação do processo de recuperação judicial, quais são os créditos declarados e quais são os credores.
“Eles [Binotto] fizeram um levantamento de custos para publicação do edital e acharam muito caro. Pediram para publicar na internet e eu não aceitei, pois é necessário que seja publicado também em um jornal”, explica o juiz.
A Binotto recorreu e um desembargador do Tribunal de Justiça suspendeu o processo. “Porque se eles não publicassem o edital iriam decretar falência. Então, o processo parou. Por isso, não posso dar andamento”, salienta.
O juiz afirma, ainda, que está recebendo quase que diariamente a comunicação de juízes das Varas de Trabalho do Brasil inteiro pedindo para que sejam reservados valores para credores de seus estados. “Esses valores serão reservados, mas vou precisar ter praticamente todos para dizer quanto cada um tem direito a receber. A quantidade de relações comerciais da empresa era muito grande, as ações bancárias são imensas, somente caminhões financiados são mais de 200”, concluiu o juiz, lamentando a paralização do processo e o fato de não poder dar continuidade ao trabalho.
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