Só nos últimos dias, quatro lojas foram arrombadas em uma mesma rua
Uma recente onda de arrombamentos e furtos a estabelecimentos comerciais na Rua Nereu Ramos, no Centro de Lages, tem deixado a população apreensiva e insegura. Só nos últimos 30 dias, pelo menos quatro estabelecimentos foram arrombados.
A nora da dona de um restaurante, Evellyn Luíza Amaral, conta que o estabelecimento foi invadido há 12 dias. Os criminosos escalaram a parede do prédio, entraram pela janela, e tiveram acesso ao apartamento dela, no segundo andar, e levaram um televisor 32 polegadas, roupas e calçados.
A comerciante lembra que o arrombamento ocorreu durante a noite quando ela, o marido e as filhas estavam passeando. “Eu não consigo acreditar que uma pessoa sai com uma televisão de 32 polegadas sem ninguém ver”, relata.
Como medida preventiva, ela instalou um cadeado na janela. Também registrou um boletim de ocorrência na Delegacia e aguarda as imagens das câmeras de segurança da rua, para tentar identificar os suspeitos do furto.
O dono de uma loja de celular, ao lado do restaurante, que prefere não se identificar, também foi alvo dos marginais. Ele conta que os bandidos invadiram o estabelecimento, também por uma janela, na noite de quarta-feira (3), e furtaram vários celulares, dentre outros equipamentos.
Indignado, ele questiona a eficácia das câmeras de segurança. Afirma que nenhum dos dois equipamentos instalados na rua, um na esquina do Terminal Urbano e outro na esquina com rua Correia Pinto, conseguiram identificar os suspeitos.
“No dia do furto, dá de ver um homem defronte à loja, mas quando ele atravessa a rua em direção ao alvo, não é possível vê-lo mais devido ao ponto cego das câmeras”, comenta ele, que também resolveu reforçar a segurança instalando cadeado e até um cabo de aço na janela usada pelos criminosos.
Ele revela que outros dois estabelecimentos da rua foram alvos dos arrombadores. Um deles, uma loja de eletrodomésticos, teve vários equipamentos furtados, causando um prejuízo de cerca de R$ 18 mil. Outro foi uma sala comercial em reforma, de onde criminosos levaram várias ferramentas usadas pelos funcionárias da obra.
O sargento Deivid, que trabalha na Central Regional de Emergência da Polícia Militar, responsável pelo monitoramento das câmeras, garante que os equipamentos são eficazes no combate à criminalidade. “As câmeras são programas para ficar girando em pontos estratégicos. Ou seja, não conseguem ficar gravando em um só lugar, mas elas são muito importantes”, diz.
Foto: Adecir Morais
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