Lages, 11/10/2012, Correio Lageano, por Adecir Morais
Só nos últimos dias, quatro lojas foram arrombadas em uma mesma rua
Uma recente onda de arrombamentos e furtos a estabelecimentos
comerciais na Rua Nereu Ramos, no Centro de Lages, tem deixado a
população apreensiva e insegura. Só nos últimos 30 dias, pelo menos
quatro estabelecimentos foram arrombados.
A nora da dona de um restaurante, Evellyn Luíza Amaral, conta que o
estabelecimento foi invadido há 12 dias. Os criminosos escalaram a
parede do prédio, entraram pela janela, e tiveram acesso ao apartamento
dela, no segundo andar, e levaram um televisor 32 polegadas, roupas e
calçados.
A comerciante lembra que o arrombamento ocorreu durante a noite quando
ela, o marido e as filhas estavam passeando. “Eu não consigo acreditar
que uma pessoa sai com uma televisão de 32 polegadas sem ninguém ver”,
relata.
Como medida preventiva, ela instalou um cadeado na janela. Também
registrou um boletim de ocorrência na Delegacia e aguarda as imagens das
câmeras de segurança da rua, para tentar identificar os suspeitos do
furto.
O dono de uma loja de celular, ao lado do restaurante, que prefere não
se identificar, também foi alvo dos marginais. Ele conta que os bandidos
invadiram o estabelecimento, também por uma janela, na noite de
quarta-feira (3), e furtaram vários celulares, dentre outros
equipamentos.
Indignado, ele questiona a eficácia das câmeras de segurança. Afirma
que nenhum dos dois equipamentos instalados na rua, um na esquina do
Terminal Urbano e outro na esquina com rua Correia Pinto, conseguiram
identificar os suspeitos.
“No dia do furto, dá de ver um homem defronte à loja, mas quando ele
atravessa a rua em direção ao alvo, não é possível vê-lo mais devido ao
ponto cego das câmeras”, comenta ele, que também resolveu reforçar a
segurança instalando cadeado e até um cabo de aço na janela usada pelos
criminosos.
Ele revela que outros dois estabelecimentos da rua foram alvos dos
arrombadores. Um deles, uma loja de eletrodomésticos, teve vários
equipamentos furtados, causando um prejuízo de cerca de R$ 18 mil. Outro
foi uma sala comercial em reforma, de onde criminosos levaram várias
ferramentas usadas pelos funcionárias da obra.
O sargento Deivid, que trabalha na Central Regional de Emergência da
Polícia Militar, responsável pelo monitoramento das câmeras, garante que
os equipamentos são eficazes no combate à criminalidade. “As câmeras
são programas para ficar girando em pontos estratégicos. Ou seja, não
conseguem ficar gravando em um só lugar, mas elas são muito
importantes”, diz.
Foto: Adecir Morais