Curitibanos, 13/11/2012,Correio Lageano
Os desvios foram no Legislativo de Curitibanos e, dentre os acusados, estão quatro vereadores.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra quatro vereadores pelo desvio de recursos da Câmara de Vereadores de Curitibanos. A ação também alcança outros servidores. A Justiça também determinou a indisponibilidade dos bens dos réus como garantia de ressarcimento dos danos ao erário.
Estão sendo processados os vereadores Valdeci Garcia, Sidnei Furlan, Ângelo Scolaro e Osni Righes; as tesoureiras da casa, Josette Ivana Almeida Closs e Izabel Padilha, além de Jorge Machado Amador, marido da então contadora Ana Maria Correa Carvalho, encontrada morta por disparo de arma de fogo no dia 23 de dezembro de 2011, quando veio à tona o desvio.
Segundo denúncia, Ana passou a desviar valores da conta bancária da Câmara através de transferências eletrônicas, depósitos em sua própria conta e desconto de cheques diretamente no caixa do banco. As investigações apuraram que ela desviou, entre 2009 e 2011, mais de R$ 640 mil, sendo que parte do valor foi repassado diretamente a Jorge.
As investigações identificaram, também, que o vereador Valdeci Garcia, então presidente da Câmara, desviou em torno de R$ 68 mil, descontando cheques diretamente na boca do caixa ou repassando-os a terceiros ou familiares.
De acordo com a promotora de Justiça, Tatiana Rodrigues Borges Agostini, com o intuito de encobrir os desvios praticados, Valdeci comunicou falsamente à polícia o furto de cheques do legislativo. Quando surgiram os indícios da fraude, ele firmou documento declarando que na conta corrente do Legislativo haveria um saldo de R$ 172 mil, quando, na verdade, o valor era de R$ 580.
Os outros três vereadores são processados por serem, enquanto ocuparam a presidência da casa em diferentes períodos, os responsáveis pela assinatura dos cheques, assim como as duas servidoras que ocuparam o cargo de tesoureira. Para o MPSC, eles assinaram sem observar as regras básicas de fiscalização das contas públicas ou a correspondência entre os cheques e as despesas as quais se destinavam.
Ação busca recuperar dinheiro
Os desvios foram descobertos quando, no final de 2011, foi verificado que não havia dinheiro na conta da Câmara para o pagamento do salário de alguns dos vereadores. No mesmo dia, 23 de dezembro, Ana Maria foi encontrada morta. A polícia investigou o caso e concluiu a suspeita de suicídio.
A ação do MPSC objetiva o ressarcimento dos valores aos cofres públicos e a responsabilização dos agentes por ato de improbidade administrativa, com aplicação de penas como perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.
Em outro processo, uma ação penal pública, Valdeci Garcia, Osni Righes, Josette Closs e Jorge Machado Amador foram denunciados devido ao desvio de dinheiro. Os demais também serão denunciados, nos próximos dias, pelos crimes relacionados ao caso em outra ação penal.
Vereadores dizem que foram induzidos ao erro
Por telefone, o vereador Valdeci negou qualquer irregularidade e acha normal a investigação. “Cabe ao Ministério Público investigar e a nós nos defendermos”, destacou. Ele disse que todos os ex-presidentes foram “induzidos ao erro” [pela servidora que morreu]. “Ela era quem cuidava da contabilidade da Câmara”, falou.
Com relação à denúncia de ter desviado R$ 68 mil, disse que o dinheiro foi sacado para o pagamento de despesas da Câmara. Já sobre a falsa comunicação à polícia, afirmou que houve mesmo o extravio de várias cheques, porém, não soube precisar a quantidade de folhas e nem a data do extravio.
O vereador Sidnei disse que não havia sido notificado pela Justiça até o final da tarde de ontem. Ele também atribuiu os problemas à ex-contadora Ana Maria. “Ela era que cuidava das contas da Câmara, além de realizar as movimentações bancárias”.
Também por telefone, o vereador Osni informou que está afastado da Câmara, por motivo de “doença” e, por isso, não poderia responder pelas acusações. Já o vereador Ângelo não foi localizado pelo número do telefone fornecido pelo legislativo.
Apesar de atender a ligação de nossa reportagem, a servidora Josette não quis comentar as acusações. Disse que isso caberia ao seu advogado, que não foi localizado.
Izabel Padilha e Jorge Machado não foram localizados.
Foto: Divulgação
Os desvios foram no Legislativo de Curitibanos e, dentre os acusados, estão quatro vereadores.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra quatro vereadores pelo desvio de recursos da Câmara de Vereadores de Curitibanos. A ação também alcança outros servidores. A Justiça também determinou a indisponibilidade dos bens dos réus como garantia de ressarcimento dos danos ao erário.
Estão sendo processados os vereadores Valdeci Garcia, Sidnei Furlan, Ângelo Scolaro e Osni Righes; as tesoureiras da casa, Josette Ivana Almeida Closs e Izabel Padilha, além de Jorge Machado Amador, marido da então contadora Ana Maria Correa Carvalho, encontrada morta por disparo de arma de fogo no dia 23 de dezembro de 2011, quando veio à tona o desvio.
Segundo denúncia, Ana passou a desviar valores da conta bancária da Câmara através de transferências eletrônicas, depósitos em sua própria conta e desconto de cheques diretamente no caixa do banco. As investigações apuraram que ela desviou, entre 2009 e 2011, mais de R$ 640 mil, sendo que parte do valor foi repassado diretamente a Jorge.
As investigações identificaram, também, que o vereador Valdeci Garcia, então presidente da Câmara, desviou em torno de R$ 68 mil, descontando cheques diretamente na boca do caixa ou repassando-os a terceiros ou familiares.
De acordo com a promotora de Justiça, Tatiana Rodrigues Borges Agostini, com o intuito de encobrir os desvios praticados, Valdeci comunicou falsamente à polícia o furto de cheques do legislativo. Quando surgiram os indícios da fraude, ele firmou documento declarando que na conta corrente do Legislativo haveria um saldo de R$ 172 mil, quando, na verdade, o valor era de R$ 580.
Os outros três vereadores são processados por serem, enquanto ocuparam a presidência da casa em diferentes períodos, os responsáveis pela assinatura dos cheques, assim como as duas servidoras que ocuparam o cargo de tesoureira. Para o MPSC, eles assinaram sem observar as regras básicas de fiscalização das contas públicas ou a correspondência entre os cheques e as despesas as quais se destinavam.
Ação busca recuperar dinheiro
Os desvios foram descobertos quando, no final de 2011, foi verificado que não havia dinheiro na conta da Câmara para o pagamento do salário de alguns dos vereadores. No mesmo dia, 23 de dezembro, Ana Maria foi encontrada morta. A polícia investigou o caso e concluiu a suspeita de suicídio.
A ação do MPSC objetiva o ressarcimento dos valores aos cofres públicos e a responsabilização dos agentes por ato de improbidade administrativa, com aplicação de penas como perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.
Em outro processo, uma ação penal pública, Valdeci Garcia, Osni Righes, Josette Closs e Jorge Machado Amador foram denunciados devido ao desvio de dinheiro. Os demais também serão denunciados, nos próximos dias, pelos crimes relacionados ao caso em outra ação penal.
Vereadores dizem que foram induzidos ao erro
Por telefone, o vereador Valdeci negou qualquer irregularidade e acha normal a investigação. “Cabe ao Ministério Público investigar e a nós nos defendermos”, destacou. Ele disse que todos os ex-presidentes foram “induzidos ao erro” [pela servidora que morreu]. “Ela era quem cuidava da contabilidade da Câmara”, falou.
Com relação à denúncia de ter desviado R$ 68 mil, disse que o dinheiro foi sacado para o pagamento de despesas da Câmara. Já sobre a falsa comunicação à polícia, afirmou que houve mesmo o extravio de várias cheques, porém, não soube precisar a quantidade de folhas e nem a data do extravio.
O vereador Sidnei disse que não havia sido notificado pela Justiça até o final da tarde de ontem. Ele também atribuiu os problemas à ex-contadora Ana Maria. “Ela era que cuidava das contas da Câmara, além de realizar as movimentações bancárias”.
Também por telefone, o vereador Osni informou que está afastado da Câmara, por motivo de “doença” e, por isso, não poderia responder pelas acusações. Já o vereador Ângelo não foi localizado pelo número do telefone fornecido pelo legislativo.
Apesar de atender a ligação de nossa reportagem, a servidora Josette não quis comentar as acusações. Disse que isso caberia ao seu advogado, que não foi localizado.
Izabel Padilha e Jorge Machado não foram localizados.
Foto: Divulgação
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