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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ex candidato a prefeito de Lages é investigado no desvio de R$ 5,9 milhões na Celesc

Lages, 09/08/2013 Milton Barão DNA Lageano

Mais de dois anos após uma auditoria interna da Celesc identificar um esquema de desvio de R$ 5,9 milhões com notas falsas, os envolvidos continuam impunes.
dossie celesc
A investigação interna foi realizada em 2011, logo após a mudança de governo do PMDB para o PSD. Como lembra o diretor da Sinergia, Mário Jorge Maia, na reportagem, a desconfiança sobre a empreitada fraudulenta surgiu depois que alguns gerentes reclamaram a nova direção sobre a postura do engenheiro Antonio dos Santos, então assistente da diretoria técnica, de pressionar a liberação de pagamentos de notas fiscais.

Candidato

Antonio dos Santos é natural de Tubarão e morou em Lages na década de 90, onde teve grande participação política, tendo inclusive sido o candidato a prefeito pelo PMDB, tendo Benjamin Schultz como vice. Aliás, quem venceu a eleição de 1996 foi Décio da Fonseca Ribeiro, que derrotou Raimundo Colombo, Paulo Duarte e Antonio dos Santos.

Envolvimento

Entre os principais envolvidos apontados pela auditoria estão o ex-assistente da diretoria técnica, Antônio dos Santos e filho Arthur Rosa dos Santos, responsável por orçar os consertos emergenciais, o além do então chefe de telecomunicações, Edu Fagundes e a mulher, Luciane de Aguiar Fagundes, também secretária do setor

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Desvio da Duque causa transtorno antes mesmo da Festa


Um carro com placas de Balneário Camboriú caiu no valo. Os motivos ainda não foram divulgados pelos agentes, mas no local não haviam indícios de acidente, o fato pode ter ocorrido por descuido do motorista.
Imaginem como vai ficar o trecho na festa, que o movimento será bem mais intenso.
Assim que os fatos forem esclarecidos, estaremos postando no blog, aguardem.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Cinco indiciados por desviar televisão



Cinco indiciados por desviar televisão
Lages, 23 e 24/03/2013, Correio Lageano




A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages indiciou cinco homens por estelionato, falsidade ideologia e receptação. Eles foram identificados por desviar, de uma transportadora de Lages, uma televisão 47 polegadas. O crime ocorreu no último dia 14 de fevereiro.



Os indiciados são Everton Fogues Borges, de 25 anos; Altair Lopes de Godoi (25), e seu irmão Adenir Francisco Lopes de Godoi, o “Sapo”; Thiago Fabrício Arruda Hetterich, 28; Ismael da Cruz, 36. Com exceção de Thiago, todos moram no bairro Vila Nova, em Lages.



De acordo com o delegado da DIC, Sérgio Roberto de Sousa, o crime ocorreu dentro do setor carga e descargada Reunidas Cargas. Ismael é funcionário da transportadora e teria se aproveitado da fragilidade do controle de entrega de mercadorias para aplicar o golpe em parcerias com os demais envolvidos.



A televisão, que foi recuperada pelos investigadores da DIC por meio um mandado de busca e apreensão na casa dos irmãos, seria vendida a um valor bem abaixo do de mercado. Pelo preço de mercado, o equipamento vale R$ 2.990,00 e seria comercializado a R$ 1.500. O dinheiro seria dividido pelos envolvidos. O grupo foi ouvido na DIC e vai responder o processo em liberdade.  



Novas investigações serão realizadas para apurar se há o desaparecimento de outros produtos que possam estar vinculados ao mesmo esquema criminoso.



Foto: DIC de Lages/Divulgação

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Denúncia de desvio em Curitibanos


Curitibanos, 13/11/2012,Correio Lageano



Os desvios foram no Legislativo de Curitibanos e, dentre os acusados, estão quatro vereadores.



O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra quatro vereadores pelo desvio de recursos da Câmara de Vereadores de Curitibanos. A ação também alcança outros servidores. A Justiça também determinou a indisponibilidade dos bens dos réus como garantia de ressarcimento dos danos ao erário.



Estão sendo processados os vereadores Valdeci Garcia, Sidnei Furlan, Ângelo Scolaro e Osni Righes; as tesoureiras da casa, Josette Ivana Almeida Closs e Izabel Padilha, além de Jorge Machado Amador, marido da então contadora Ana Maria Correa Carvalho, encontrada morta por disparo de arma de fogo no dia 23 de dezembro de 2011, quando veio à tona o desvio.



Segundo denúncia, Ana passou a desviar valores da conta bancária da Câmara através de transferências eletrônicas, depósitos em sua própria conta e desconto de cheques diretamente no caixa do banco. As investigações apuraram que ela desviou, entre 2009 e 2011, mais de R$ 640 mil, sendo que parte do valor foi repassado diretamente a Jorge.



As investigações identificaram, também, que o vereador Valdeci Garcia, então presidente da Câmara, desviou em torno de R$ 68 mil, descontando cheques diretamente na boca do caixa ou repassando-os a terceiros ou familiares.



De acordo com a promotora de Justiça, Tatiana Rodrigues Borges Agostini, com o intuito de encobrir os desvios praticados, Valdeci comunicou falsamente à polícia o furto de cheques do legislativo. Quando surgiram os indícios da fraude, ele firmou documento declarando que na conta corrente do Legislativo haveria um saldo de R$ 172 mil, quando, na verdade, o valor era de R$ 580.



Os outros três vereadores são processados por serem, enquanto ocuparam a presidência da casa em diferentes períodos, os responsáveis pela assinatura dos cheques, assim como as duas servidoras que ocuparam o cargo de tesoureira. Para o MPSC, eles assinaram sem observar as regras básicas de fiscalização das contas públicas ou a correspondência entre os cheques e as despesas as quais se destinavam.



Ação busca recuperar dinheiro


Os desvios foram descobertos quando, no final de 2011, foi verificado que não havia dinheiro na conta da Câmara para o pagamento do salário de alguns dos vereadores. No mesmo dia, 23 de dezembro, Ana Maria foi encontrada morta. A polícia investigou o caso e concluiu a suspeita de suicídio.



A ação do MPSC objetiva o ressarcimento dos valores aos cofres públicos e a responsabilização dos agentes por ato de improbidade administrativa, com aplicação de penas como perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.



Em outro processo, uma ação penal pública, Valdeci Garcia, Osni Righes, Josette Closs e Jorge Machado Amador foram denunciados devido ao desvio de dinheiro. Os demais também serão denunciados, nos próximos dias, pelos crimes relacionados ao caso em outra ação penal.



Vereadores dizem que foram induzidos ao erro


Por telefone, o vereador Valdeci negou qualquer irregularidade e acha normal a investigação. “Cabe ao Ministério Público investigar e a nós nos defendermos”, destacou. Ele disse que todos os ex-presidentes foram “induzidos ao erro” [pela servidora que morreu]. “Ela era quem cuidava da contabilidade da Câmara”, falou.



Com relação à denúncia de ter desviado R$ 68 mil, disse que o dinheiro foi sacado para o pagamento de despesas da Câmara. Já sobre a falsa comunicação à polícia, afirmou que houve mesmo o extravio de várias cheques, porém, não soube precisar a quantidade de folhas e nem a data do extravio.



O vereador Sidnei disse que não havia sido notificado pela Justiça até o final da tarde de ontem. Ele também atribuiu os problemas à ex-contadora Ana Maria. “Ela era que cuidava das contas da Câmara, além de realizar as movimentações bancárias”.



Também por telefone, o vereador Osni informou que está afastado da Câmara, por motivo de “doença” e, por isso, não poderia responder pelas acusações. Já o vereador Ângelo não foi localizado pelo número do telefone fornecido pelo legislativo.



Apesar de atender a ligação de nossa reportagem, a servidora Josette não quis comentar as acusações. Disse que isso caberia ao seu advogado, que não foi localizado.
Izabel Padilha e Jorge Machado não foram localizados.


Foto: Divulgação

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Polícia prende ex-diretor do Departamento de Recursos Humanos da prefeitura de Lages, André Rau Ávila

Polícia prende ex-diretor do Departamento de Recursos Humanos da prefeitura de Lages, André Rau Ávila
Lages, 21/09/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações repassadas pela Polícia Civil de Lages e do arquivo CL




A Polícia Civil de Lages prendeu o ex-diretor do Departamento de  Recursos Humanos (DRH) da prefeitura, André Rau Ávila, acusado de desviar R$ 820.339,32 enquanto exercia a função. Do total, R$ 232.100,81 representam soma de dinheiro público. O restante teria sido retirado do banco Itaú, de forma ilegal, como empréstimo.




Uma Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no ano passado pela Câmara de Vereadores de Lages, que ficou conhecida como "CPI da Folha", apontou Ávila como o principal articulador de um esquema que incluia não só desvios de recursos públicos, mas também, falta de controle interno sobre os funcionários da prefeitura, especialmente, na questão de horas extras de trabalho e na adulteração de folhas de pagamento.




A CPI  divulgou seu relatório final em 31 de outubro de 2011. O documento, em 81 páginas, relatava o indiciamento de 16 pessoas. Ele foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MP), Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC) e para a prefeitura de Lages.




A CPI ainda cobrou a responsabilização dos secretários  municipais da Administração, Antônio Cesar Arruda; de Finanças, Walter Manfrói; e do prefeito Renato Nunes de Oliveira (Renatinho).




Na época foi observado que Ávila não tinha bens em seu nome. Isso tornava impossível reaver o dinheiro desviado. Então, os vereadores sugeriram indiciar a mulher e o enteado dele. Para a CPI, os dois seriam beneficiados com os valores retirados da prefeitura e do empréstimo no Itaú. A comissão chegou a afirmar que uma casa foi construída no bairro Bom Jesus, em nome da mulher de Ávila, com dinheiro dessa natureza.




Àvila  chegou a ser intimado até pela Polícia Federal (PF), mas sumiu de Lages. Existiam indícios de que ele estaria em Itapema. Na manhã desta sexta-feira, ele foi preso naquela cidade, preventivamente.



Inicialmente, o delegado Márcio Schultz contou que Ávila caminhava por uma rua de Itapema quando um policial o chamou pelo nome e ele atendeu. Ao perceber que se tratava da Polícia Civil, Ávila negou sua identidade e alegou estar sem documentos. Em seguida, se disse injustiçado e declarou não ser o único envolvido no esquema investigado.



O delegado explica que o mandado de prisão foi emitido pela 3ª Vara Crime da Comarca de Lages há aproximadamente duas semanas. Schultz  acompanhou a prisão pessoalmente. Ávila será encaminhado ao Presídio Regional de Lages.



Fotos: Adecir Morais (prisão) e Facebook/Divulgação