Lages, 08/11/2012, Correio Lageano
Existe alto risco de incêndio e da queda de assoalhos, forros e telhado
O vereador Adilson Appolinário (PSD) é o primeiro político a defender publicamente a demolição do colégio Aristiliano Ramos. A posição dele se deve a um levantamento feito pelo engenheiro Luiz Fernando Figueiredo, que recomenda a derrubada do prédio.
O engenheiro (que estudou no Aristiliano Ramos) fez o estudo em maio, quando constatou problemas em toda estrutura de madeira. O trabalho foi independente, direcionado para um trabalho de Luiz na pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina.
Ele explica que as paredes, feitas em alvenaria, estão em bom estado, mas a estrutura de madeira está comprometida. “O assoalho está com problemas e o forro está caindo. Algumas tesouras que seguram o telhado estão sem efeito”, conta.
A interdição do prédio pela Defesa Civil foi respaldada por Luiz. Para ele, havia perigo real de incêndio (por conta da antiga fiação elétrica) além de possibilidade de queda da estrutura de madeira. “A reforma custaria o preço da construção de um edifício novo, além de ser inadequado”, explica. Para ele, a reforma seria um contrassenso do uso de dinheiro público.
Entre os exemplos citados, ele diz que o anfiteatro, com piso de madeira, não é ideal. Para o engenheiro, o superdimensionamento das estruturas é que garantiram a vida do prédio até hoje.
Mesmo tendo estudado no Aristiliano, o engenheiro pensa que “tudo tem uma vida útil”.
Em seu relatório, ele explica que há uma recomendação de demolição, mas quem deve efetivamente tomar essa decisão é a população e os agentes públicos.
Manifestação pede a reforma das escolas estaduais
Professores, alunos da rede estadual e o vereador Marcius Machado (PPS) estão encabeçando uma manifestação pedindo a reforma das escolas, no sábado (10), as 10 horas.
Para o vereador a ideia é mobilizar a população de manter uma posição para que as reformas aconteçam. De acordo com ele todos os pedidos de reforma feitos pela Câmara são ignorados pelos órgãos estaduais.
Ele já havia feito dois pedidos por reformas e também foi um dos organizadores da audiência que pedia respostas sobre o prédio do colégio Aristiliano Ramos.
A reforma da Escola de Educação Básica de Lages (antigo colégio Industrial) já têm pedidos protocolados na Câmara em junho de 2010. Na época, o vereador Rodrigo Silva (DEM), chamou de “pavorosa” a situação do educandário.
Flordoardo e antigo Industrial serão reformados em 2013
A Secretaria Regional de Desenvolvimento divulgou a reforma dos prédios da Escola Básica de Lages (antigo Colégio Industrial) e da Flordoardo Cabral. Ao todo, as duas instituições receberiam cerca de R$ 8 milhões para o trabalho. As duas reformas estão incluídas no Pacto por Santa Catarina, que vai injetar R$ 1,2 bilhão em áreas estratégicas no Estado.
Segundo o secretário executivo do Pacto, os recursos serão liberados pelo BNDES. O primeiro aporte será de R$ 719 milhões, sendo que R$ 107 milhões serão usados exclusivamente na educação.
A previsão é que o dinheiro seja liberado no fim do mês. Para não atrasar as obras, o Governo do Estado deve aportar recursos nas escolas. Depois os cofres do Estado serão ressarcidos com os repasses do BNDES. O fato dos dois educandários não possuírem projetos de revitalização não impede que eles recebam as verbas.
Obras de ginásios estão atrasadas
O governo estadual contemplou cinco escolas em Lages com o ‘centro cultural e esportivo padrão’. Na prática, uma mistura de quadra poliesportiva com anfiteatro e salas para atividades. Obras que custam, em média, R$ 1,2 milhões e estão todas atrasadas. O problema, reclama um dos empreiteiros, é que os repasses do Estado estão baixos.
O contrato da construção do complexo na escola Flordoardo Cabral começa dia 27 de janeiro de 2012 e termina 27 de março de 2013. De fato, a construção começou e segundo as medições feitas pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, apenas 5,3% dos trabalhos foram executados.
Isso não tira a empolgação do diretor da escola, Soleu Filho, que comemora o andamento da obra. Apesar dos 5,3% prontos, o trabalho parece estar a todo vapor. Cerca de 20 pessoas trabalham na construção.
O Flordoardo tem 57 anos e ainda não possui um espaço adequado para a prática esportiva. Com o fechamento do Aristiliano Ramos, cerca de 50 alunos passaram a estudar na única instituição de ensino de grande porte da região. Ao total 800 estudantes fazem parte do corpo discente.
Soleu explica que o centro cultural e esportivo vai ser especialmente importante para o desenvolvimento do projeto Mais Educação, onde o ensino médio tem aulas em período integral. Além do anfiteatro e da quadra, existem salas onde poderão ser desenvolvidos vários tipos de atividades. “O Flordoardo está com banda e fanfarra depois de 17 anos, sendo que os ensaios são feitos no pátio coberto ou em praças próximas”, relata o diretor da escola.
A obra que está mais dentro do prazo é a da escola Jorge Augusto Neves Vieira, no bairro Pisani. O atraso ali é de 22%.
Prazos apertados
Os prazos mais apertados são os da escola Nossa Senhora do Rosário e do Visconde de Cairú. Em ambos, a entrega dos complexos deveria ser feita até 20 de dezembro de 2012. Até hoje, as medições indicam que menos de 35% foram feitos em ambos os casos. O Rosário possui outra quadra esportiva e a obra está ‘blindada’ por tapumes, sem prejudicar de forma efetiva as atividades escolares.
Obras dentro do cronograma
Apesar da discrepância entre os prazos dos contratos e o andamento das obras, a Secretaria de Desenvolvimento Regional ressaltou em nota que “todas as obras estão acontecendo dentro do cronograma”. “A SDR Lages está construindo 9 ginásios, sendo 7 em Lages, um em Anita Garibaldi, e um em Otacílio Costa. Todas as obras começaram neste ano, porém, em épocas diferentes, e estão acontecendo dentro do cronograma previsto”. A diretora do Nossa Senhora do Rosário, Elaine Costa, diz que a obra “ao menos está acontecendo”.
Fotos: Thomas Michel
Existe alto risco de incêndio e da queda de assoalhos, forros e telhado
O vereador Adilson Appolinário (PSD) é o primeiro político a defender publicamente a demolição do colégio Aristiliano Ramos. A posição dele se deve a um levantamento feito pelo engenheiro Luiz Fernando Figueiredo, que recomenda a derrubada do prédio.
O engenheiro (que estudou no Aristiliano Ramos) fez o estudo em maio, quando constatou problemas em toda estrutura de madeira. O trabalho foi independente, direcionado para um trabalho de Luiz na pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina.
Ele explica que as paredes, feitas em alvenaria, estão em bom estado, mas a estrutura de madeira está comprometida. “O assoalho está com problemas e o forro está caindo. Algumas tesouras que seguram o telhado estão sem efeito”, conta.
A interdição do prédio pela Defesa Civil foi respaldada por Luiz. Para ele, havia perigo real de incêndio (por conta da antiga fiação elétrica) além de possibilidade de queda da estrutura de madeira. “A reforma custaria o preço da construção de um edifício novo, além de ser inadequado”, explica. Para ele, a reforma seria um contrassenso do uso de dinheiro público.
Entre os exemplos citados, ele diz que o anfiteatro, com piso de madeira, não é ideal. Para o engenheiro, o superdimensionamento das estruturas é que garantiram a vida do prédio até hoje.
Mesmo tendo estudado no Aristiliano, o engenheiro pensa que “tudo tem uma vida útil”.
Em seu relatório, ele explica que há uma recomendação de demolição, mas quem deve efetivamente tomar essa decisão é a população e os agentes públicos.
Manifestação pede a reforma das escolas estaduais
Professores, alunos da rede estadual e o vereador Marcius Machado (PPS) estão encabeçando uma manifestação pedindo a reforma das escolas, no sábado (10), as 10 horas.
Para o vereador a ideia é mobilizar a população de manter uma posição para que as reformas aconteçam. De acordo com ele todos os pedidos de reforma feitos pela Câmara são ignorados pelos órgãos estaduais.
Ele já havia feito dois pedidos por reformas e também foi um dos organizadores da audiência que pedia respostas sobre o prédio do colégio Aristiliano Ramos.
A reforma da Escola de Educação Básica de Lages (antigo colégio Industrial) já têm pedidos protocolados na Câmara em junho de 2010. Na época, o vereador Rodrigo Silva (DEM), chamou de “pavorosa” a situação do educandário.
Flordoardo e antigo Industrial serão reformados em 2013
A Secretaria Regional de Desenvolvimento divulgou a reforma dos prédios da Escola Básica de Lages (antigo Colégio Industrial) e da Flordoardo Cabral. Ao todo, as duas instituições receberiam cerca de R$ 8 milhões para o trabalho. As duas reformas estão incluídas no Pacto por Santa Catarina, que vai injetar R$ 1,2 bilhão em áreas estratégicas no Estado.
Segundo o secretário executivo do Pacto, os recursos serão liberados pelo BNDES. O primeiro aporte será de R$ 719 milhões, sendo que R$ 107 milhões serão usados exclusivamente na educação.
A previsão é que o dinheiro seja liberado no fim do mês. Para não atrasar as obras, o Governo do Estado deve aportar recursos nas escolas. Depois os cofres do Estado serão ressarcidos com os repasses do BNDES. O fato dos dois educandários não possuírem projetos de revitalização não impede que eles recebam as verbas.
Obras de ginásios estão atrasadas
O governo estadual contemplou cinco escolas em Lages com o ‘centro cultural e esportivo padrão’. Na prática, uma mistura de quadra poliesportiva com anfiteatro e salas para atividades. Obras que custam, em média, R$ 1,2 milhões e estão todas atrasadas. O problema, reclama um dos empreiteiros, é que os repasses do Estado estão baixos.
O contrato da construção do complexo na escola Flordoardo Cabral começa dia 27 de janeiro de 2012 e termina 27 de março de 2013. De fato, a construção começou e segundo as medições feitas pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, apenas 5,3% dos trabalhos foram executados.
Isso não tira a empolgação do diretor da escola, Soleu Filho, que comemora o andamento da obra. Apesar dos 5,3% prontos, o trabalho parece estar a todo vapor. Cerca de 20 pessoas trabalham na construção.
O Flordoardo tem 57 anos e ainda não possui um espaço adequado para a prática esportiva. Com o fechamento do Aristiliano Ramos, cerca de 50 alunos passaram a estudar na única instituição de ensino de grande porte da região. Ao total 800 estudantes fazem parte do corpo discente.
Soleu explica que o centro cultural e esportivo vai ser especialmente importante para o desenvolvimento do projeto Mais Educação, onde o ensino médio tem aulas em período integral. Além do anfiteatro e da quadra, existem salas onde poderão ser desenvolvidos vários tipos de atividades. “O Flordoardo está com banda e fanfarra depois de 17 anos, sendo que os ensaios são feitos no pátio coberto ou em praças próximas”, relata o diretor da escola.
A obra que está mais dentro do prazo é a da escola Jorge Augusto Neves Vieira, no bairro Pisani. O atraso ali é de 22%.
Prazos apertados
Os prazos mais apertados são os da escola Nossa Senhora do Rosário e do Visconde de Cairú. Em ambos, a entrega dos complexos deveria ser feita até 20 de dezembro de 2012. Até hoje, as medições indicam que menos de 35% foram feitos em ambos os casos. O Rosário possui outra quadra esportiva e a obra está ‘blindada’ por tapumes, sem prejudicar de forma efetiva as atividades escolares.
Obras dentro do cronograma
Apesar da discrepância entre os prazos dos contratos e o andamento das obras, a Secretaria de Desenvolvimento Regional ressaltou em nota que “todas as obras estão acontecendo dentro do cronograma”. “A SDR Lages está construindo 9 ginásios, sendo 7 em Lages, um em Anita Garibaldi, e um em Otacílio Costa. Todas as obras começaram neste ano, porém, em épocas diferentes, e estão acontecendo dentro do cronograma previsto”. A diretora do Nossa Senhora do Rosário, Elaine Costa, diz que a obra “ao menos está acontecendo”.
Fotos: Thomas Michel
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