Lages, 15/11/2012, Correio Lageano
Um comunicado suspostamente do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao
Crime Organizado (Gaeco) revela que criminosos do Litoral do Estado estariam se
organizado para efetuar ataques em cidades da Serra Catarinense. Desde a última
segunda-feira (12). As polícias da região estão em estado de alerta máximo.
A mensagem foi distribuída para autoridades policiais da região e, além
de mencionar possíveis atos de vandalismo, também coloca como alvo dos bandidos
unidades policiais, como destacamentos e delegacias. Observa que as informações
são “confiáveis” e classifica a situação de “delicada”. Não há como ter certeza
da procedência do comunicado e nem saber sobre a sua veracidade.
Desde a última segunda-feira (12), Santa Catarina vive uma onda de
ataques. Foram registrados ataques em Florianópolis, Criciúma, Itajaí Palhoça,
Blumenau, Camboriú e Navegantes. Ônibus foram incendiados e bases da polícia e
presídios alvejadas a tiros, por exemplo.
Não há uma confirmação, mas os atentados podem estar sendo promovidos por
integrantes da facção criminosa conhecida como Primeiro Grupo de Capital (PGC),
que age principalmente dentro e fora dos presídios.
Em Lages, assim como em outros municípios do Estado, o comando-geral da
PM determinou atenção redobrada como prevenção a possíveis ataques. A Polícia
Civil também está em alerta e promete responder à altura qualquer ato de
vandalismo. Segundo informações, nas unidades prisionais da cidade havia
integrantes do PGC detidos, mas todos foram transferidos recentemente.
Os atentados provocaram ontem, uma série de reuniões. Logo cedo, o
governador Raimundo Colombo se reuniu com os secretários da Segurança Pública,
César Grubba, e da Justiça e Cidadania, Ada de Lucca, para avaliar as ações das
duas áreas no combate à criminalidade.
Colombo recebeu um relatório preparado pela Diretoria de Informação e
Inteligência da SSP sobre os ataques contra agentes, patrimônios públicos e
privados ocorridos entre às 18 horas de terça e às 6 horas de quarta-feira (14).
“Os ataques contra o estado de direito são graves”, afirmou o governador, ao
destacar que as polícias Civil e Militar têm estrutura para combater a
criminalidade.
De acordo com balanço do governo, até ontem 27 suspeitos dos ataques
foram presos em todo Estado, sendo 15 maiores e 12 adolescente. Foram atendidas
22 ações criminosas contra agentes públicos e prédios policiais e privados.
Foto: Reprodução
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