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domingo, 17 de agosto de 2014

Possível membro do PGC é preso em Lages

Possível membro do PGC é preso em Lages
Lages, 18/08/2014, Correio Lageano



A Polícia Militar (PM) em Lages,  prendeu um homem de 29 anos, que segundo a guarnição, é um possível membro da facção Primeiro Grupo da Capital (PGC). Ele estava em Lages para trazer drogas e armas.



Durante todo o sábado (16), a polícia observou o suspeito que  estava na casa de familiares da namorada, de 22 anos, no bairro Petrópolis.



À tarde, por volta das 16 horas, ele foi até outra residência, no bairro Guadalupe. A polícia o abordou quando dirigia um veículo Golf, com placas de Timbó, na Avenida Duque de Caxias. Ele portava 500 gramas de maconha.



Em seguida, a polícia foi até as outras duas residências e encontrou 100 gramas de maconha e quatro gramas de cocaína, em uma; e mais de R$ 2 mil, em outra.

terça-feira, 9 de abril de 2013

PRF prende integrantes do PCC



PRF prende integrantes do PCC
Santa Catarina, 09/04/2013, Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina



Durante Operação Sentinela realiza pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta da zero hora, na BR-101, em Barra Velha, foi abordado o veículo L200 Triton 3.2D, onde encontravam-se dois integrantes da cúpula da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital - tratado pela PRF em Santa Cataririna como "Primeiro Grupo Catarinense" - PGC). O veículo era conduzido por Moacir Levi Correa, de 34 anos, tendo como passageira Viviane Moia Novaes da Silva, de 30 anos.



Após solicitação da documentação ao casal ocupante do veículo, foram entregues aos policiais, RG e CNH falsificados. A descoberta foi feita depois de consulta aos sistemas e verificação da autenticidade dos documentos. No interior do veículo também foi encontrado uma pequena quantidade de maconha.


Correia é um dos chefes da cúpula do PGC e possui uma extensa ficha criminal. Viviane  estava foragida da Penitenciária Feminina do Butantã, onde cumpria pena pela participação no assassinato do Juiz Corregedor de Presidente Prudente (SP), Antônio José Machado Dias, em 14/03/2003, crime este ordenado pelo PGC.
 


Segundo informações o casal residia atualmente na cidade de Balneário Camboriú e tinha como destino Santos (SP). Eles foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Joinville.





Foto: PRF/SC / Divulgação

segunda-feira, 25 de março de 2013

Suspeito de comandar PGC na Serra é réu confesso de homicídio



Suspeito de comandar PGC na Serra é réu confesso de homicídio
Lages, 25/03/2013, CLMais, com informações da equipe do Correio Lageano



Fernando de Oliveira, conhecido como "Bilei" foi preso na manhã desta segunda-feira (25), pela Polícia Civil (PC) de Lages. Ele confessou à polícia que matou Edilson Silva Borges, de 31 anos, conhecido como "Careca". O crime ocorreu na noite de sábado (23), na rua João Lemos Machado, bairro Morro Grande, em Lages. A vítima possuia passagem na polícia por furto e roubo e foi executada com três tiros na nuca, morrendo no local.


Oliveira também é suspeito de liderar  Primeiro Grupo Catarinense (PGC) na Serra, que supostamente ordenava ataques em Santa Catarina. Ele foi preso na casa de Walter Hugo Keller, o "Waltão", que também faria parte do PGC na região, de acordo com a Polícia Civil (PC). "Waltão" não teve envolvimento com o assassinato, mas foi preso por porte de arma e drogas.



Foto: Núbia Garcia

sexta-feira, 1 de março de 2013

Polícia de Santa Catarina garante que está mobilizada para possíveis ataques no fim de semana



Polícia de Santa Catarina garante que está mobilizada para possíveis ataques no fim de semana
Brasília, 01/03/2013, Agência Brasil


Autoridades de segurança pública de Santa Catarina acreditam ter desarticulado parcialmente o crime organizado no Estado com a transferência de pelo menos 40 detentos suspeitos de comandar ataques de dentro dos presídios. Mesmo assim, eles garantem que as forças de segurança pública estão mobilizadas e em alerta para a possível ocorrência de novos atos violentos durante o fim de semana.



Antes do início da onda de violência no Estado, em 30 de janeiro, o serviço de inteligência da Polícia Civil já havia detectado a necessidade de monitorar as ações da facção responsável pela série de atos violentos. O grupo criminoso completa dez anos neste domingo (3) e as investigações indicavam a possibilidade de ataques nesse período.



O diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap) de Santa Catarina, Leandro Lima, disse que as autoridades estão trabalhando “como se todos os dias fossem o próximo dia 3”. “Estamos preparados para qualquer eventualidade e atuando de maneira integrada com os demais órgãos de segurança”, disse.



Ele lembrou que integrantes da Força Nacional de Segurança, enviada a Santa Catarina no último dia 15, estão mobilizados dentro das seis unidades prisionais no Estado e reforçam as ações das equipes locais.



Lima ressaltou que o Governo Estadual está desenvolvendo um conjunto de ações para conter a onda de violência e combater as causas dos ataques. Uma das hipóteses apontadas pela polícia é a insatisfação com as condições do sistema prisional, que enfrenta problemas de superlotação e suspeitas de agressões de agentes penitenciários contra detentos.



 
De acordo com o diretor do Deap, serão criadas, nos próximos dois anos, 6.436 vagas nas penitenciárias para eliminar o déficit prisional, estimado em 5 mil vagas. Com capacidade para dez mil pessoas, o sistema prisional catarinense abriga 17 mil detentos. Entre eles, 15 mil estão encarcerados e 2 mil, em regime aberto.



Na quinta-feira (28), cerca de 200 agentes fizeram uma operação pente-fino na Penitenciária São Pedro de Alcântara, na grande Florianópolis, e na de Chapecó. O resultado da ação, que estava prevista antes do início dos ataques, demonstra, na avaliação de Lima, que a situação está sob controle dentro dos presídios.



“Foi uma grande operação, estabelecida com antecedência, para evitar a circulação de objetos e materiais proibidos no interior dos presídios. O saldo foi positivo, já que os agentes apreenderam, principalmente, documentos, cartas e bilhetes", ressaltou.



Desde 30 de janeiro, a Polícia Militar registrou 113 atentados em 37 municípios e mais de 50 atos de vandalismo. No início da manhã desta sexta-feira hoje (01), um caminhão que transportava farelo de soja foi incendiado no Sul do Estado, após o motorista ser rendido por uma dupla. Não houve vítimas e ninguém foi detido. A polícia investiga se o episódio está associado à série de atos violentos.



O total de presos e suspeitos apreendidos por envolvimento nos ataques chega a 197, entre adultos e adolescentes, de acordo com a Polícia Civil. Além disso, 88 pessoas foram denunciadas à Justiça pelo Ministério Público de Santa Catarina pelo mesmo motivo. Segundo promotores de Justiça, o número deve aumentar conforme avancem as investigações.




Foto:Band UOL/Divulgação

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Força Nacional está em Lages atuando junto aos presídios

Força Nacional está em Lages atuando junto aos presídios
Lages, 26/02/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



A PM também está executando ações paralelas nas ruas da cidade para inibir a criminalidade




Agentes da Força Nacional estão em Lages atuando nos presídios regionais. O objetivo principal é prevenir e combater possíveis motins ou rebeliões a partir da transferência de criminosos apontados como líderes do Primeiro Grupo da Catarinense (PGC), que estariam por trás dos atentados em Santa Catarina. Nenhum preso de Lages, contudo, foi removido.



Os agentes estão distribuídos nos presídios dos bairros Santa Clara e São Cristóvão, mas não há informações de quantos estão na cidade. Fortemente armados, alguns podem ser vistos na parte de fora das unidades. Eles ficarão na cidade por tempo indeterminado, segundo o Departamento de Administração Prisional (Deap).




No começo deste mês, como parte das ações para prevenir a violência, foi realizada uma operação “pente fino” no presídio do bairro São Cristóvão. Na ocasião, foram apreendidos dentro das celas diversos objetos ilícitos, como nove aparelhos de telefone celular, carregadores, baterias e chips de telefonia móvel.




Além disso, foram localizados na unidade dois pendrives, 250 gramas de maconha e oito facas artesanais. Todo o procedimento foi acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Lages. Segundo o Deap, a  operação foi feita “dentro da legalidade, sem quaisquer violações dos direitos dos presos”.




Em Santa Catarina, os agentes federais estão divididos em todas as unidades prisionais, algumas com maior número de soldados que outras. O grupamento conta com aproximadamente 350 homens. Além de ajuda na segurança dos presídios, eles estão auxiliando em atividades de rotina das unidades.



Um total de 40 presos foram transferidos do Estado para penitenciárias federais. Destes, 22 saíram do presídio São Pedro de Alcântara; quatro de Joinville; dois de Blumenau; dois de Chapecó; sete de Criciúma; dois de Florianópolis e um de Itajaí. A transferência ocorreu entre 16 e 19 de fevereiro. Todos são apontados por pertencer ao PGC.



Operação da trânsito



Ações paralelas para combater a criminalidade, que assolam os catarinenses desde o dia 30 de janeiro, também estão sendo realizadas pela Polícia Militar. Em Lages, a PM realizou operações de trânsito nos quatro cantos da cidade.



Durante quatro dias foram abordadas 244 pessoas; 179 veículos, sendo 18 destes removidos, e 78 notificações emitidas. Além disso, 13 pessoas foram conduzidas à delegacia, cinco documentos de carros recolhidos e três carteiras de habilitação apreendidas.



Segundo o aspirante da PM Gabriel Fernandes, as operações resumiram-se, basicamente, em barreiras policiais e varreduras nos 10 setores da Polícia Comunitária. Para ele, o saldo foi positivo.  “Durante as operações não tivemos nenhuma ocorrência grave na cidade”, avaliou, observando que um dos objetivos da ação, também foi aumentar a sensação de segurança da população.



Prisões



A polícia já identificou 178 suspeitos de participação nos atentados em Santa Catarina. Na Serra, onde foram registrados ataques em Lages e Bom Retiro, quatro pessoas foram detidas, sendo três em Lages, indiciados por atearem fogo à base da PM, no bairro Araucária.



Foto: Adecir Morais

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Prisões ligam ataques em Lages ao PGC

Prisões ligam ataques em Lages ao PGC
Lages, 23 e 24/02/2013, Correio Lageano


Mulher de um dos principais envolvidos nos atentados a ônibus no estado teria sido responsável por ataque em Lages



A prisão de Suelen Patrícia Andrade, de 25 anos, na manhã de sexta-feira liga o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) aos ataques na Serra. Acusada de ser a mandante do ataque à Base da Polícia Comunitária do Setor 3, no bairro Araucária, em Lages, Suelen é mulher de Aparecido dos Santos, o Neguinho, um dos principais envolvidos nos ataques a ônibus na cidade de Gaspar. Ele foi preso na quinta-feira (21), em Brusque.



Foram presos também Rose Marli Tanaka, de 58 anos, irmã de Suelen, e Vanderlei da Silva, vulgo Cavalo, de 32 anos, pelo envolvimento no ataque em Lages. A prisão do trio aconteceu exatamente um dia após autoridades anunciarem mudanças nos critérios para classificar ataques no estado.



Após uma intensa investigação que durou dois dias e foi feita conjuntamente entre a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil em Lages, Polícia Militar (PM) e Grupos de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, as autoridades chegaram até o trio, que foi preso no bairro Santo Antônio, vizinho à comunidade onde fica a base.



Suelen já era monitorada por ter ligação com Neguinho, integrante do PGC, que teria iniciado os ataques à ônibus urbanos em Gaspar, no final de janeiro. Após o atentado, o casal precisou sair do município e, enquanto Neguinho passou por diversas cidades, Suelen se abrigou na casa da família em Lages.



Ao investigar o furto de um carro nas proximidades do Hospital Tereza Ramos, na noite de terça-feira (19), a polícia encontrou mais indícios que ligaram a mulher de Neguinho ao atentado em Lages.



De acordo com a Polícia, o veículo foi encontrado abandonado, no dia seguinte, nas proximidades da casa onde Suelen estava hospedada, e continha uma mochila, uma camiseta e duas garrafas plásticas de 600 ml vazias. S



egundo o delegado de Polícia Civil Márcio Schutz, a investigação apontou que Suelen tria incitado os comparsas a realizarem o ataque semelhante aos executados pelo marido para impressioná-lo e tentar conseguir reconhecimento do PGC. “Os três vão responder por crime de incêndio, formação de quadrilha, e furto de veículo”, afirma o delegado.



Suelen não tinha passagem pela polícia, mas sua irmã já era fichada por tráfico em São Paulo, e Cavalo, conhecido ladrão de carros na região, tem várias passagens por furto.
Os presos foram encaminhados ao Presídio de Lages, no bairro São Cristóvão, onde cumprem prisão temporária.



PM acreditava em acidente


O ataque à base da Polícia Comunitária do Setor 3 do bairro Araucária aconteceu na madrugada da quarta-feira (20). Segundo informações do comandante da PM, Adilson Moreira, a perícia inicial apresentada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), não teria encontrado nenhum vestígio de que se tratava de um crime, por isso, inicialmente a PM informou que o incêndio foi acidental.



“Foi na hora da limpeza que o pessoal encontrou restos de garrafas de plástico. Contatamos novamente o IGP, que identificou o material. Ao levantarmos a suspeita, imediatamente demos início à investigação, que nos levou ao nome de Suelen”, completa.


Sobe para 112 número de ataques em SC


Com a confirmação do ataque à base da PM em Lages, subiu para dois o número de atentados na Serra Catarinense. Além de Lages, Bom Retiro também foi alvo. Também houve um ataque a um ônibus escolar em São Joaquim, mas as autoridades não o colocam no rol dos atentados que assolam o Estado desde 30 de janeiro.



Em Bom Retiro, o ônibus particular foi incendiado na madrugada do dia 7. Segundo testemunhas, dois homens passaram de moto e atearam fogo no veículo, que estava estacionado em frente à uma churrascaria às margens da BR-282.



Dois dias depois, a polícia prendeu, preventivamente, Victor Goedert, de 20 anos, suspeito de ser o responsável pelo incêndio. O suspeito, porém, foi liberado por falta de provas e está respondendo o processo em liberdade.



Até agora, Santa Catarina registrou 112 ataques em 37 municípios. Membros do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que agem dentro e fora dos presídios, estariam por trás das ações. Os criminosos estariam descontentes com as forças de segurança no combate ao tráfico de drogas, além dos regimes adotados dentro do sistema prisional do Estado.




Foto: Polícia Civil/Divulgação

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

PM realiza ações preventivas na Serra

PM realiza ações preventivas na Serra
Lages, 20/02/2013,Correio Lageano, por Susana Küster



Em Lages, medidas preventivas são tomadas desde o início dos atentados



Desde o dia 30 de janeiro, Santa Catarina tem sido alvo de ataques de criminosos do Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Até o fechamento desta edição foram contabilizados 111 atentados em 36 cidades catarinenses. Os crimes são organizados por facções e segundo o governo, a maioria é chefiada de dentro dos presídios do Estado.



Em Lages, a polícia efetua ações preventivas para continuar mantendo a cidade longe dos ataques. Dos 111, apenas um aconteceu próximo de Lages. Ocorreu em Bom Retiro, no dia 7 de fevereiro, quando um ônibus que estava estacionado foi incendiado nas margens da BR-282



 Depois deste, o ataque mais próximo da Serra aconteceu em Campos Novos, no dia 16, em outro ônibus que também foi incendiado quando estava estacionado. O governo pediu apoio da Força Nacional de Segurança que deve atuar por 90 dias no Estado. Além de apoiar na prisão de criminosos, o reforço vai transferir presos para presídios federais e prevenir reações nas cadeias.



Em Lages, ações preventivas vêm sendo realizadas desde o início dos ataques, segundo o major Fernando dos Anjos. “Algumas viaturas fazem o acompanhamento de ônibus que vão para os locais mais ermos. Mas sem muito alarde, não seria uma escolta porque o acompanhamento é discreto”, explica.



O major afirma que foi reforçado o número de policiais à paisana nas ruas, principalmente em locais considerados mais perigosos. “Eles não atuam, somente observam e passam informações para as guarnições. Estamos nos precavendo é só olhar na rua, que é visível o aumento no número de policiais”, comenta.



Ele diz que também estão sendo feitas barreiras nas entradas da cidade. Com este tipo de ação preventiva, outras ocorrências acabam sendo realizadas. “Pegamos droga, arma branca, embriagados no volante, entre outras situações somente neste final de semana”.



Além dessas ações preventivas, foi orientado aos proprietários de postos de combustíveis que avisem se alguém for ao posto, querendo comprar combustível para levar em embalagens. “Apesar de ser ilegal este tipo de venda, sabemos que ocorre e orientamos todos os postos”, completa. Ele acredita que nenhum atentado ocorreu em Lages, porque o número de policiais nas ruas intimida a ação de criminosos.



Foto: Divulgação/Ascom

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Polícia prende suspeito de ordenar ataques em Santa Catarina

Polícia prende suspeito de ordenar ataques em Santa Catarina
São Paulo, 19/02/2013, Pop News Brasil




A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira, dia 19, o homem considerado o maior traficante em operação em Florianópolis, Maicom Aurélio Saturnino. Um dos mentores da onda de violência que tem atingido Santa Catarina, ele estava em uma cobertura num bairro nobre da capital.




Maicom é cunhado do traficante Rodrigo de Oliveira, o Rodrigo da Pedra, que é apontado pela polícia como um dos líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção que ordena os ataques. A mãe e a irmã dele foram presas no sábado, dia 16, por repassarem informações entre membros presos e em liberdade do PGC.




De acordo com o delegado Akira Sato, coordenador da operação, Maicom comanda o tráfico no morro do Horácio, no centro da cidade. Em seu apartamento foram encontradas munições de calibre não permitido e lança-perfume.




Até o momento, 72 pessoas foram presas por envolvimento nos 111 atentados em 36 cidades desde o dia 30 de janeiro.



Foto:

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Indícios mostram que PGC age na Serra Catarinense

Indícios mostram que PGC age na Serra Catarinense
Serra Catarinense, 16 e 17/02/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais


A facção criminosa, que atua dentro e fora dos presídios catarinenses, é apontada por espalhar o terror por todo o Estado




Os atentados a ônibus em Bom Retiro e em São Joaquim colocaram a Serra na indesejada linha de tiro dos ataques que começaram no litoral e se alastraram pelo interior catarinense. As ações podem ter sido orquestradas pelo Primeiro Grupo Catarinense (PGC).



O PGC é uma facção criminosa surgida no presídio de São Pedro de Alcântara há 10 anos e que tem imposto o pânico na população. Possui ramificações em todo o Estado. Quando houve a primeira onda de violência, em novembro de 2012, um telefonema entre bandidos, interceptado pela polícia, fazia menção a São Joaquim.



No diálogo, a Polícia Civil identificou dois presos fazendo menção aos ataques. Um em Blumenau e outro em São Joaquim. Os criminosos deram ordens para que os atentados fossem amenizados a partir de 15 de novembro, dias depois, as ações cessaram.



O texto faz comentários sobre como se organizam os membros da fação criminosa no Estado. Trechos fazem menção ao dízimo, no valor de R$ 100,00, pago pelo integrante em liberdade para financiar as atividades da facção, como compra de droga e armas. O estatuto também faz ameaças à polícia.



As investigações policiais para elucidar as ações na Serra estão em curso. Por isso, até pode ser precipitado vincular os dois atentados daqui às ordens dadas pelo PGG. Por outro lado, seria muito otimismo imaginar que os ataques em Bom Retiro e São Joaquim não têm nada a ver com a onda de terror que assola o estado.



Na ação em Bom Retiro, um homem foi preso – e depois libertado por falta de provas. Ele teria sido visto próximo ao ônibus incendiado. Além disso, também tem amizade com um detento de São Pedro de Alcântara, de onde estaria partindo as ordens dos atentados.




Em São Joaquim, a polícia ainda não tem pistas de quem cometeu o crime, que deixou a população assustada e com medo.



Policial confirma  suspeita de relação do PGC

Um policial civil da região afirma que existe, na Unidade Prisional Avançada de São Joaquim (UPA), pelo menos dez presos suspeitos de integrarem e estarem ligados ao PGC. Alguns são de alta periculosidade e cumprem pena por crimes como roubo, tráfico de droga e associação ao tráfico.



Outro fator que reforça a tese de que membros do PGC agem  na Serra foi registrado em fevereiro do ano passado. Um detento do Presídio Regional de Lages, que havia sido beneficiado com a saída temporária, foi preso pela PM no bairro Habitação. Com ele a polícia encontrou um estatuto do PGC.




Trechos do diálogo interceptado pela polícia ano passado, que colocaram um preso de São Joaquim como responsável pelos ataques:

"Amanhã já pode normalizar tudo, tá, meu irmão" (preso Blumenau)
— Firmeza! (São Joaquim).
— Agora eu vou chegar ali na [cadeia] Pública [de Florianópolis] e passo um salve ali, tá? (Blumenau).
— Firmeza. Eu vou passar um salve para [o presídio de] Biguaçu também (São Joaquim).
— Fica o agradecimento de nós todo, tá ligado, irmão?, pelo apoio que os irmãos deram. (Blumenau).





Força Nacional está no Estado

Desde sexta-feira (15), soldados da Força Nacional estão no estado para reforçar o combate aos ataques. O grupo chegou a de avião por volta das 14h. No final de tarde, autoridades da cúpula da Segurança Pública se reuniram para discutir como será a operação nas cidades catarinenses.



Uma das funções da Força será auxiliar na transferência de presos do Estado, que estariam por trás dos ataques, para penitenciárias federais. Não foi divulgado o número de oficiais que vieram ao Estado e nem em quais cidades eles vão concentrar os trabalhos.



Fotos:Divulgação

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Governo reforça escolta policial de ônibus noturnos em Florianópolis

Brasília, 15/02/2013, Agência Brasil



O governo de Santa Catarina, com apoio da prefeitura de Florianópolis, decidiu reforçar a escolta aos ônibus na Grande Florianópolis para que as empresas de transporte coletivo cumpram o horário mínimo, com linhas atendendo todas as regiões das 6h às 23horas.



O assunto foi discutido na manhã desta sexta-feira  (15) em reunião entre o secretário estadual de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, o secretário de Transportes de Florianópolis, Valmir Piacentini, e representantes do sindicato das empresas de transportes urbanos na região.



De acordo com o governo estadual, para preservar a segurança dos motoristas, cobradores e dos passageiros, 80 veículos, sendo 40 cedidos pela prefeitura e 40 pelo Estado, serão usados para escoltar os ônibus a partir das 20horas . O Comando da Polícia Militar vai deslocar os policiais que trabalhavam na Operação Veraneio para reforçar a ação.



Em nota, divulgada no início da tarde de hoje, o secretário Cobalchini admite que a situação é de “anormalidade”, mas destaca que a segurança dos trabalhadores do transporte coletivo e dos usuários “é prioridade absoluta” do governo. Ele acrescentou que o Departamento de Transportes e Terminais e a Secretaria Municipal de Transportes, junto com as empresas, estão finalizando um planejamento de linhas para que nenhuma região fique sem atendimento entre 6h e 23horas.



O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da Grande Florianópolis, Waldir Gomes, disse que as empresas estão preparadas para cumprir a determinação do governo. Segundo ele, a decisão tomada na qinta-feira  (14), pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb), de reduzir o horário especial que já estava sendo adotado pelas empresas de ônibus desde o início dos ataques, de manter a circulação dos ônibus entre 7h e 19horas, não representa a vontade da maioria da categoria, que reúne cerca de cinco mil profissionais.



“A decisão do governo será acatada, até porque quem sofre mais com essa situação são os motoristas e cobradores, que ouvem diretamente da população as reclamações sobre problemas na utilização do serviço”, disse, acrescentando que nove empresas atendem a região.



Waldir Gomes ressaltou que o reforço na escolta será suficiente para evitar os ataques a coletivos e garantir a segurança dos funcionários e passageiros. Desde 30 de janeiro, quando teve início a onda de violência em Santa Catarina, 37 ônibus foram incendiados na região. Nesse período, foram registrados 100 atos violentos em 30 municípios.




Em nota a Assessoria de Imprensa da Amures o governador do Estado Raimundo Colombo se manifesta em público sobre os atentados em Santa Catarina.



Pela primeira vez, desde que se desencadeou em janeiro os ataques incendiários e de disparos de armas de fogo ao patrimônio público e privado em Santa Catarina, o governador Raimundo Colombo se manifestou de público, nesta sexta-feira acerca das ocorrências em Otacílio Costa. “Não vou tratar desse assunto com a imprensa, porque acredito ser estratégico o sigilo”.



E afirmou que as armas mais poderosas e difíceis de serem usadas no enfrentamento ao crime organizado que dissemina o medo e a insegurança é a cautela, a responsabilidade e o sigilo. “Para enfrentarmos os ataques e combate-los na essência e fortalecer a proteção da sociedade temos de agir com inteligência. E inteligência significa ter a informação, trabalhar com ela e não publiciza-la”, declarou.



Ao mesmo tempo em que disse entender do compromisso pela informação dos meios de comunicação com a sociedade, o governador desabafou: “não sou covarde e não fujo da atitude necessária de guardar para mim, governador e para aqueles que têm a responsabilidade de agir, a necessidade do sigilo da informação”. E acrescentou, “assim vamos alcançar os resultados planejados”.



Ao finalizar sua manifestação pública e em tom de firmeza de voz, Colombo disse o populismo fácil e a repercussão irresponsável não são meu papel. “Meu papel, o nosso, o do Estado é agir e as ações que estão em curso alcançarão seus resultados”. Colombo pediu desculpas aos jornalistas por evitar falar sobre os ataques e resumiu, “neste momento o Estado precisa agir muito e falar pouco e vai chegar a hora de falar desse assunto”.




Prefeitos apoiam enfrentamento aos ataques




O presidente da Amures, prefeito de Campo Belo do Sul Edilson José de Souza entregou ao governador Raimundo Colombo, um ofício de apoio ao enfrentamento aos ataques em Santa Catarina. “Não podemos ficar olhando essas barbáries como se não fossem conosco. Somos parte da solução e não nos omitiremos em  ajudar o governador em tudo que for possível”, disse Edilson de Souza ao entregar o documento ao governador.



A nota de apoio assinada em nome dos 18 prefeitos da Serra Catarinense diz que, a Amures se solidariza com o governo do Estado no enfrentamento a onda de ataques ao Estado de Direito que abala a segurança pública. E se coloca a inteira disposição e com o aparato que for necessário para barrar provocações que geram clima de insegurança na população.




Ao mesmo tempo em que confia na capacidade resolutiva do Governo do Estado e na parceria federal através do Ministério da Justiça em disponibilizar efetivo da Força Nacional de Segurança, para combater facções criminosas, a Amures está solidária e parceria no cumprimento dos preceitos legais.




Os prefeitos da associação de municípios tornam público desta forma, que estão irmanados neste desafio com o governo do Estado. E ombro a ombro coesos, fortes e esperançosos de que mais uma vez, a sociedade catarinense irá sobrepor às adversidades promovidas por criminosos.




A orientação da Amures aos prefeitos é que redobrem a vigilância e os cuidados com os ônibus que tem sido o alvo maior dos ataques. No caso de Bocaina do Sul, o prefeito Luiz Schmuler está evitando deixar os ônibus no mesmo pátio, como forma de dificultar uma possível ação criminosa. “A orientação é para que os motorista que moram no interior levem os ônibus e redobrem os cuidados. Qualquer suspeito deve ser comunicado a polícia”, explicou.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Suspeito de atear fogo em ônibus é liberado

Suspeito de ater fogo em ônibus é liberado
Bom Retiro, 15/02/2013,Correio Lageano



Victor Goedert, de 20 anos, suspeito de atear fogo em um ônibus em Bom Retiro, na Serra Catarinense, no último dia 7, foi liberado pela Justiça do Presídio Regional de Lages por falta de provas. Ele estava preso desde sábado (9) e agora vai responder o processo em liberdade.



Segundo a polícia, o suspeito teria sido visto de motocicleta, próximo ao ônibus queimado, no momento do incêndio. A prisão preventiva foi decretada pelo delegado Luiz Ângelo, da 1ª Delegacia de Lages.



Até o momento, sabe-se que Goedert tem amizade com um detento de Bom Retiro, que está recluso em São Pedro de Alcântara. Outros dois envolvidos no crime estão sendo investigados pela polícia.



Em 17 dias, a onda de ataques em Santa Catarina já atingiu 30 municípios, totalizando quase 100 atentados. A suspeita é que os ataques sejam a mando do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que age dentro e fora dos presídios catarinenses.



Nos próximos dias, o Governo do Estado deverá receber apoio da Governo Federal para conter a violência. Além de Bom Retiro, São  Joaquim, na Serra, também foi alvo dos ataques. Um ônibus que estava na garagem da prefeitura foi incendiado na madrugada do dia 11. A polícia, porém, não reconhece a ação como um dos atentados que vêm ocorrendo no Estado. Supeitos do crime estão sendo investigados.





Foto:Arquivo/CL

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Serra Catarinense pode ser alvo de ataques

Lages, 15/11/2012, Correio Lageano






Um comunicado suspostamente do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) revela que criminosos do Litoral do Estado estariam se organizado para efetuar ataques em cidades da Serra Catarinense. Desde a última segunda-feira (12). As polícias da região estão em estado de alerta máximo.






A mensagem foi distribuída para autoridades policiais da região e, além de mencionar possíveis atos de vandalismo, também coloca como alvo dos bandidos unidades policiais, como destacamentos e delegacias. Observa que as informações são “confiáveis” e classifica a situação de “delicada”. Não há como ter certeza da procedência do comunicado e nem saber sobre a sua veracidade.






Desde a última segunda-feira (12), Santa Catarina vive uma onda de ataques. Foram registrados ataques em Florianópolis, Criciúma, Itajaí Palhoça, Blumenau, Camboriú e Navegantes. Ônibus foram incendiados e bases da polícia e presídios alvejadas a tiros, por exemplo.






Não há uma confirmação, mas os atentados podem estar sendo promovidos por integrantes da facção criminosa conhecida como Primeiro Grupo de Capital (PGC), que age principalmente dentro e fora dos presídios.






Em Lages, assim como em outros municípios do Estado, o comando-geral da PM determinou atenção redobrada como prevenção a possíveis ataques. A Polícia Civil também está em alerta e promete responder à altura qualquer ato de vandalismo. Segundo informações, nas unidades prisionais da cidade havia integrantes do PGC detidos, mas todos foram transferidos recentemente.






Os atentados provocaram ontem, uma série de reuniões. Logo cedo, o governador Raimundo Colombo se reuniu com os secretários da Segurança Pública, César Grubba, e da Justiça e Cidadania, Ada de Lucca, para avaliar as ações das duas áreas no combate à criminalidade.






Colombo recebeu um relatório preparado pela Diretoria de Informação e Inteligência da SSP sobre os ataques contra agentes, patrimônios públicos e privados ocorridos entre às 18 horas de terça e às 6 horas de quarta-feira (14). “Os ataques contra o estado de direito são graves”, afirmou o governador, ao destacar que as polícias Civil e Militar têm estrutura para combater a criminalidade.






De acordo com balanço do governo, até ontem 27 suspeitos dos ataques foram presos em todo Estado, sendo 15 maiores e 12 adolescente. Foram atendidas 22 ações criminosas contra agentes públicos e prédios policiais e privados.




Foto: Reprodução