Brasília, 15/02/2013, Agência Brasil
O governo de Santa Catarina, com apoio da prefeitura de Florianópolis, decidiu reforçar a escolta aos ônibus na Grande Florianópolis para que as empresas de transporte coletivo cumpram o horário mínimo, com linhas atendendo todas as regiões das 6h às 23horas.
O assunto foi discutido na manhã desta sexta-feira (15) em reunião entre o secretário estadual de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, o secretário de Transportes de Florianópolis, Valmir Piacentini, e representantes do sindicato das empresas de transportes urbanos na região.
De acordo com o governo estadual, para preservar a segurança dos motoristas, cobradores e dos passageiros, 80 veículos, sendo 40 cedidos pela prefeitura e 40 pelo Estado, serão usados para escoltar os ônibus a partir das 20horas . O Comando da Polícia Militar vai deslocar os policiais que trabalhavam na Operação Veraneio para reforçar a ação.
Em nota, divulgada no início da tarde de hoje, o secretário Cobalchini admite que a situação é de “anormalidade”, mas destaca que a segurança dos trabalhadores do transporte coletivo e dos usuários “é prioridade absoluta” do governo. Ele acrescentou que o Departamento de Transportes e Terminais e a Secretaria Municipal de Transportes, junto com as empresas, estão finalizando um planejamento de linhas para que nenhuma região fique sem atendimento entre 6h e 23horas.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da Grande Florianópolis, Waldir Gomes, disse que as empresas estão preparadas para cumprir a determinação do governo. Segundo ele, a decisão tomada na qinta-feira (14), pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb), de reduzir o horário especial que já estava sendo adotado pelas empresas de ônibus desde o início dos ataques, de manter a circulação dos ônibus entre 7h e 19horas, não representa a vontade da maioria da categoria, que reúne cerca de cinco mil profissionais.
“A decisão do governo será acatada, até porque quem sofre mais com essa situação são os motoristas e cobradores, que ouvem diretamente da população as reclamações sobre problemas na utilização do serviço”, disse, acrescentando que nove empresas atendem a região.
Waldir Gomes ressaltou que o reforço na escolta será suficiente para evitar os ataques a coletivos e garantir a segurança dos funcionários e passageiros. Desde 30 de janeiro, quando teve início a onda de violência em Santa Catarina, 37 ônibus foram incendiados na região. Nesse período, foram registrados 100 atos violentos em 30 municípios.
Em nota a Assessoria de Imprensa da Amures o governador do Estado Raimundo Colombo se manifesta em público sobre os atentados em Santa Catarina.
Pela primeira vez, desde que se desencadeou em janeiro os ataques incendiários e de disparos de armas de fogo ao patrimônio público e privado em Santa Catarina, o governador Raimundo Colombo se manifestou de público, nesta sexta-feira acerca das ocorrências em Otacílio Costa. “Não vou tratar desse assunto com a imprensa, porque acredito ser estratégico o sigilo”.
E afirmou que as armas mais poderosas e difíceis de serem usadas no enfrentamento ao crime organizado que dissemina o medo e a insegurança é a cautela, a responsabilidade e o sigilo. “Para enfrentarmos os ataques e combate-los na essência e fortalecer a proteção da sociedade temos de agir com inteligência. E inteligência significa ter a informação, trabalhar com ela e não publiciza-la”, declarou.
Ao mesmo tempo em que disse entender do compromisso pela informação dos meios de comunicação com a sociedade, o governador desabafou: “não sou covarde e não fujo da atitude necessária de guardar para mim, governador e para aqueles que têm a responsabilidade de agir, a necessidade do sigilo da informação”. E acrescentou, “assim vamos alcançar os resultados planejados”.
Ao finalizar sua manifestação pública e em tom de firmeza de voz, Colombo disse o populismo fácil e a repercussão irresponsável não são meu papel. “Meu papel, o nosso, o do Estado é agir e as ações que estão em curso alcançarão seus resultados”. Colombo pediu desculpas aos jornalistas por evitar falar sobre os ataques e resumiu, “neste momento o Estado precisa agir muito e falar pouco e vai chegar a hora de falar desse assunto”.
Prefeitos apoiam enfrentamento aos ataques
O presidente da Amures, prefeito de Campo Belo do Sul Edilson José de Souza entregou ao governador Raimundo Colombo, um ofício de apoio ao enfrentamento aos ataques em Santa Catarina. “Não podemos ficar olhando essas barbáries como se não fossem conosco. Somos parte da solução e não nos omitiremos em ajudar o governador em tudo que for possível”, disse Edilson de Souza ao entregar o documento ao governador.
A nota de apoio assinada em nome dos 18 prefeitos da Serra Catarinense diz que, a Amures se solidariza com o governo do Estado no enfrentamento a onda de ataques ao Estado de Direito que abala a segurança pública. E se coloca a inteira disposição e com o aparato que for necessário para barrar provocações que geram clima de insegurança na população.
Ao mesmo tempo em que confia na capacidade resolutiva do Governo do Estado e na parceria federal através do Ministério da Justiça em disponibilizar efetivo da Força Nacional de Segurança, para combater facções criminosas, a Amures está solidária e parceria no cumprimento dos preceitos legais.
Os prefeitos da associação de municípios tornam público desta forma, que estão irmanados neste desafio com o governo do Estado. E ombro a ombro coesos, fortes e esperançosos de que mais uma vez, a sociedade catarinense irá sobrepor às adversidades promovidas por criminosos.
A orientação da Amures aos prefeitos é que redobrem a vigilância e os cuidados com os ônibus que tem sido o alvo maior dos ataques. No caso de Bocaina do Sul, o prefeito Luiz Schmuler está evitando deixar os ônibus no mesmo pátio, como forma de dificultar uma possível ação criminosa. “A orientação é para que os motorista que moram no interior levem os ônibus e redobrem os cuidados. Qualquer suspeito deve ser comunicado a polícia”, explicou.
O governo de Santa Catarina, com apoio da prefeitura de Florianópolis, decidiu reforçar a escolta aos ônibus na Grande Florianópolis para que as empresas de transporte coletivo cumpram o horário mínimo, com linhas atendendo todas as regiões das 6h às 23horas.
O assunto foi discutido na manhã desta sexta-feira (15) em reunião entre o secretário estadual de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, o secretário de Transportes de Florianópolis, Valmir Piacentini, e representantes do sindicato das empresas de transportes urbanos na região.
De acordo com o governo estadual, para preservar a segurança dos motoristas, cobradores e dos passageiros, 80 veículos, sendo 40 cedidos pela prefeitura e 40 pelo Estado, serão usados para escoltar os ônibus a partir das 20horas . O Comando da Polícia Militar vai deslocar os policiais que trabalhavam na Operação Veraneio para reforçar a ação.
Em nota, divulgada no início da tarde de hoje, o secretário Cobalchini admite que a situação é de “anormalidade”, mas destaca que a segurança dos trabalhadores do transporte coletivo e dos usuários “é prioridade absoluta” do governo. Ele acrescentou que o Departamento de Transportes e Terminais e a Secretaria Municipal de Transportes, junto com as empresas, estão finalizando um planejamento de linhas para que nenhuma região fique sem atendimento entre 6h e 23horas.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da Grande Florianópolis, Waldir Gomes, disse que as empresas estão preparadas para cumprir a determinação do governo. Segundo ele, a decisão tomada na qinta-feira (14), pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb), de reduzir o horário especial que já estava sendo adotado pelas empresas de ônibus desde o início dos ataques, de manter a circulação dos ônibus entre 7h e 19horas, não representa a vontade da maioria da categoria, que reúne cerca de cinco mil profissionais.
“A decisão do governo será acatada, até porque quem sofre mais com essa situação são os motoristas e cobradores, que ouvem diretamente da população as reclamações sobre problemas na utilização do serviço”, disse, acrescentando que nove empresas atendem a região.
Waldir Gomes ressaltou que o reforço na escolta será suficiente para evitar os ataques a coletivos e garantir a segurança dos funcionários e passageiros. Desde 30 de janeiro, quando teve início a onda de violência em Santa Catarina, 37 ônibus foram incendiados na região. Nesse período, foram registrados 100 atos violentos em 30 municípios.
Em nota a Assessoria de Imprensa da Amures o governador do Estado Raimundo Colombo se manifesta em público sobre os atentados em Santa Catarina.
Pela primeira vez, desde que se desencadeou em janeiro os ataques incendiários e de disparos de armas de fogo ao patrimônio público e privado em Santa Catarina, o governador Raimundo Colombo se manifestou de público, nesta sexta-feira acerca das ocorrências em Otacílio Costa. “Não vou tratar desse assunto com a imprensa, porque acredito ser estratégico o sigilo”.
E afirmou que as armas mais poderosas e difíceis de serem usadas no enfrentamento ao crime organizado que dissemina o medo e a insegurança é a cautela, a responsabilidade e o sigilo. “Para enfrentarmos os ataques e combate-los na essência e fortalecer a proteção da sociedade temos de agir com inteligência. E inteligência significa ter a informação, trabalhar com ela e não publiciza-la”, declarou.
Ao mesmo tempo em que disse entender do compromisso pela informação dos meios de comunicação com a sociedade, o governador desabafou: “não sou covarde e não fujo da atitude necessária de guardar para mim, governador e para aqueles que têm a responsabilidade de agir, a necessidade do sigilo da informação”. E acrescentou, “assim vamos alcançar os resultados planejados”.
Ao finalizar sua manifestação pública e em tom de firmeza de voz, Colombo disse o populismo fácil e a repercussão irresponsável não são meu papel. “Meu papel, o nosso, o do Estado é agir e as ações que estão em curso alcançarão seus resultados”. Colombo pediu desculpas aos jornalistas por evitar falar sobre os ataques e resumiu, “neste momento o Estado precisa agir muito e falar pouco e vai chegar a hora de falar desse assunto”.
Prefeitos apoiam enfrentamento aos ataques
O presidente da Amures, prefeito de Campo Belo do Sul Edilson José de Souza entregou ao governador Raimundo Colombo, um ofício de apoio ao enfrentamento aos ataques em Santa Catarina. “Não podemos ficar olhando essas barbáries como se não fossem conosco. Somos parte da solução e não nos omitiremos em ajudar o governador em tudo que for possível”, disse Edilson de Souza ao entregar o documento ao governador.
A nota de apoio assinada em nome dos 18 prefeitos da Serra Catarinense diz que, a Amures se solidariza com o governo do Estado no enfrentamento a onda de ataques ao Estado de Direito que abala a segurança pública. E se coloca a inteira disposição e com o aparato que for necessário para barrar provocações que geram clima de insegurança na população.
Ao mesmo tempo em que confia na capacidade resolutiva do Governo do Estado e na parceria federal através do Ministério da Justiça em disponibilizar efetivo da Força Nacional de Segurança, para combater facções criminosas, a Amures está solidária e parceria no cumprimento dos preceitos legais.
Os prefeitos da associação de municípios tornam público desta forma, que estão irmanados neste desafio com o governo do Estado. E ombro a ombro coesos, fortes e esperançosos de que mais uma vez, a sociedade catarinense irá sobrepor às adversidades promovidas por criminosos.
A orientação da Amures aos prefeitos é que redobrem a vigilância e os cuidados com os ônibus que tem sido o alvo maior dos ataques. No caso de Bocaina do Sul, o prefeito Luiz Schmuler está evitando deixar os ônibus no mesmo pátio, como forma de dificultar uma possível ação criminosa. “A orientação é para que os motorista que moram no interior levem os ônibus e redobrem os cuidados. Qualquer suspeito deve ser comunicado a polícia”, explicou.
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