Lages, 23 e 24/02/2013, Correio Lageano
Mulher de um dos principais envolvidos nos atentados a ônibus no estado teria sido responsável por ataque em Lages
A prisão de Suelen Patrícia Andrade, de 25 anos, na manhã de sexta-feira liga o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) aos ataques na Serra. Acusada de ser a mandante do ataque à Base da Polícia Comunitária do Setor 3, no bairro Araucária, em Lages, Suelen é mulher de Aparecido dos Santos, o Neguinho, um dos principais envolvidos nos ataques a ônibus na cidade de Gaspar. Ele foi preso na quinta-feira (21), em Brusque.
Foram presos também Rose Marli Tanaka, de 58 anos, irmã de Suelen, e Vanderlei da Silva, vulgo Cavalo, de 32 anos, pelo envolvimento no ataque em Lages. A prisão do trio aconteceu exatamente um dia após autoridades anunciarem mudanças nos critérios para classificar ataques no estado.
Após uma intensa investigação que durou dois dias e foi feita conjuntamente entre a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil em Lages, Polícia Militar (PM) e Grupos de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, as autoridades chegaram até o trio, que foi preso no bairro Santo Antônio, vizinho à comunidade onde fica a base.
Suelen já era monitorada por ter ligação com Neguinho, integrante do PGC, que teria iniciado os ataques à ônibus urbanos em Gaspar, no final de janeiro. Após o atentado, o casal precisou sair do município e, enquanto Neguinho passou por diversas cidades, Suelen se abrigou na casa da família em Lages.
Ao investigar o furto de um carro nas proximidades do Hospital Tereza Ramos, na noite de terça-feira (19), a polícia encontrou mais indícios que ligaram a mulher de Neguinho ao atentado em Lages.
De acordo com a Polícia, o veículo foi encontrado abandonado, no dia seguinte, nas proximidades da casa onde Suelen estava hospedada, e continha uma mochila, uma camiseta e duas garrafas plásticas de 600 ml vazias. S
egundo o delegado de Polícia Civil Márcio Schutz, a investigação apontou que Suelen tria incitado os comparsas a realizarem o ataque semelhante aos executados pelo marido para impressioná-lo e tentar conseguir reconhecimento do PGC. “Os três vão responder por crime de incêndio, formação de quadrilha, e furto de veículo”, afirma o delegado.
Suelen não tinha passagem pela polícia, mas sua irmã já era fichada por tráfico em São Paulo, e Cavalo, conhecido ladrão de carros na região, tem várias passagens por furto.
Os presos foram encaminhados ao Presídio de Lages, no bairro São Cristóvão, onde cumprem prisão temporária.
PM acreditava em acidente
O ataque à base da Polícia Comunitária do Setor 3 do bairro Araucária aconteceu na madrugada da quarta-feira (20). Segundo informações do comandante da PM, Adilson Moreira, a perícia inicial apresentada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), não teria encontrado nenhum vestígio de que se tratava de um crime, por isso, inicialmente a PM informou que o incêndio foi acidental.
“Foi na hora da limpeza que o pessoal encontrou restos de garrafas de plástico. Contatamos novamente o IGP, que identificou o material. Ao levantarmos a suspeita, imediatamente demos início à investigação, que nos levou ao nome de Suelen”, completa.
Sobe para 112 número de ataques em SC
Com a confirmação do ataque à base da PM em Lages, subiu para dois o número de atentados na Serra Catarinense. Além de Lages, Bom Retiro também foi alvo. Também houve um ataque a um ônibus escolar em São Joaquim, mas as autoridades não o colocam no rol dos atentados que assolam o Estado desde 30 de janeiro.
Em Bom Retiro, o ônibus particular foi incendiado na madrugada do dia 7. Segundo testemunhas, dois homens passaram de moto e atearam fogo no veículo, que estava estacionado em frente à uma churrascaria às margens da BR-282.
Dois dias depois, a polícia prendeu, preventivamente, Victor Goedert, de 20 anos, suspeito de ser o responsável pelo incêndio. O suspeito, porém, foi liberado por falta de provas e está respondendo o processo em liberdade.
Até agora, Santa Catarina registrou 112 ataques em 37 municípios. Membros do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que agem dentro e fora dos presídios, estariam por trás das ações. Os criminosos estariam descontentes com as forças de segurança no combate ao tráfico de drogas, além dos regimes adotados dentro do sistema prisional do Estado.
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Mulher de um dos principais envolvidos nos atentados a ônibus no estado teria sido responsável por ataque em Lages
A prisão de Suelen Patrícia Andrade, de 25 anos, na manhã de sexta-feira liga o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) aos ataques na Serra. Acusada de ser a mandante do ataque à Base da Polícia Comunitária do Setor 3, no bairro Araucária, em Lages, Suelen é mulher de Aparecido dos Santos, o Neguinho, um dos principais envolvidos nos ataques a ônibus na cidade de Gaspar. Ele foi preso na quinta-feira (21), em Brusque.
Foram presos também Rose Marli Tanaka, de 58 anos, irmã de Suelen, e Vanderlei da Silva, vulgo Cavalo, de 32 anos, pelo envolvimento no ataque em Lages. A prisão do trio aconteceu exatamente um dia após autoridades anunciarem mudanças nos critérios para classificar ataques no estado.
Após uma intensa investigação que durou dois dias e foi feita conjuntamente entre a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil em Lages, Polícia Militar (PM) e Grupos de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, as autoridades chegaram até o trio, que foi preso no bairro Santo Antônio, vizinho à comunidade onde fica a base.
Suelen já era monitorada por ter ligação com Neguinho, integrante do PGC, que teria iniciado os ataques à ônibus urbanos em Gaspar, no final de janeiro. Após o atentado, o casal precisou sair do município e, enquanto Neguinho passou por diversas cidades, Suelen se abrigou na casa da família em Lages.
Ao investigar o furto de um carro nas proximidades do Hospital Tereza Ramos, na noite de terça-feira (19), a polícia encontrou mais indícios que ligaram a mulher de Neguinho ao atentado em Lages.
De acordo com a Polícia, o veículo foi encontrado abandonado, no dia seguinte, nas proximidades da casa onde Suelen estava hospedada, e continha uma mochila, uma camiseta e duas garrafas plásticas de 600 ml vazias. S
egundo o delegado de Polícia Civil Márcio Schutz, a investigação apontou que Suelen tria incitado os comparsas a realizarem o ataque semelhante aos executados pelo marido para impressioná-lo e tentar conseguir reconhecimento do PGC. “Os três vão responder por crime de incêndio, formação de quadrilha, e furto de veículo”, afirma o delegado.
Suelen não tinha passagem pela polícia, mas sua irmã já era fichada por tráfico em São Paulo, e Cavalo, conhecido ladrão de carros na região, tem várias passagens por furto.
Os presos foram encaminhados ao Presídio de Lages, no bairro São Cristóvão, onde cumprem prisão temporária.
PM acreditava em acidente
O ataque à base da Polícia Comunitária do Setor 3 do bairro Araucária aconteceu na madrugada da quarta-feira (20). Segundo informações do comandante da PM, Adilson Moreira, a perícia inicial apresentada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), não teria encontrado nenhum vestígio de que se tratava de um crime, por isso, inicialmente a PM informou que o incêndio foi acidental.
“Foi na hora da limpeza que o pessoal encontrou restos de garrafas de plástico. Contatamos novamente o IGP, que identificou o material. Ao levantarmos a suspeita, imediatamente demos início à investigação, que nos levou ao nome de Suelen”, completa.
Sobe para 112 número de ataques em SC
Com a confirmação do ataque à base da PM em Lages, subiu para dois o número de atentados na Serra Catarinense. Além de Lages, Bom Retiro também foi alvo. Também houve um ataque a um ônibus escolar em São Joaquim, mas as autoridades não o colocam no rol dos atentados que assolam o Estado desde 30 de janeiro.
Em Bom Retiro, o ônibus particular foi incendiado na madrugada do dia 7. Segundo testemunhas, dois homens passaram de moto e atearam fogo no veículo, que estava estacionado em frente à uma churrascaria às margens da BR-282.
Dois dias depois, a polícia prendeu, preventivamente, Victor Goedert, de 20 anos, suspeito de ser o responsável pelo incêndio. O suspeito, porém, foi liberado por falta de provas e está respondendo o processo em liberdade.
Até agora, Santa Catarina registrou 112 ataques em 37 municípios. Membros do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que agem dentro e fora dos presídios, estariam por trás das ações. Os criminosos estariam descontentes com as forças de segurança no combate ao tráfico de drogas, além dos regimes adotados dentro do sistema prisional do Estado.
Foto: Polícia Civil/Divulgação
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