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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Presídios de Lages deverão receber bloqueadores de celular



Presídios de Lages deverão receber bloqueadores de celular
Lages, 06 e 07/04/2013, Correio Lageano



Recentemente, o Corrreio Lageano denunciou que, apenas de uma unidade, foram mais de 3 mil telefonemas




A direção do Conselho da Comunidade de Lages aguarda a visita de uma equipe técnica de telefonia móvel de São Paulo para analisar a viabilidade da instalação de bloqueadores de sinal de celular nos presídios regionais da cidade. A instalação dos aparelhos tem como objetivo impedir que os presos usem aparelhos celulares de dentro das unidades.



No mês passado, o Correio Lageano divulgou, com exclusividade, a farra do uso de celulares de dentro do presídio do bairro São Cristóvão, que abriga cerca de 300 detentos. Somente num final de semana, segundo apurou a reportagem, foram feitas mais de 3 mil ligações da unidade.



Um mês antes, este mesmo presídio foi alvo de uma operação “pente-fino” do Departamento de Administração Prisional (Deap). Na ocasião, foram apreendidos, dentro das celas, nove aparelhos de celular, carregadores e chips de telefonia móvel, além de outros materiais ilícitos, como droga e facas artesanais.



Pela proposta, serão contempladas as duas unidades penais, nos bairros São Cristóvão e Santa Clara. Cada um receberá um aparelho tipo cortina, que bloqueia o sinal em um determinado espaço. O custo para implantação dos serviços ficará em torno de R$ 24 mil, com recursos do Conselho da Comunidade.



O presidente do conselho, Afrânio Camargo, esclarece que a avaliação técnica visa a avaliar se a instalação dos bloqueadores não irá interferir no sinal dos estabelecimentos próximos dos presídios, como o Corpo de Bombeiros e PM, no São Cristóvão. “Ainda não há nada definitivo. Vamos, primeiro, esperar essa avaliação para ver se é possível a implantação dos aparelhos”, observou Camargo, explicando que a aquisição será feita somente após este estudo.



O CL tentou conversar com o juiz corregedor dos presídios, Geraldo Corrêa Bastos, mas ele não foi encontrado para comentar o caso.



Lei obriga operadoras a oferecerem os serviços



Santa Catarina possui uma lei estadual que exige que as operadoras de telefonia arquem com os custos para a instalação de bloqueadores de sinal nas unidades prisionais do Estado. Entretanto, as empresas entram na justiça com ação direta de inconstitucionalidade e o caso está no Superior Tribunal Federal (STF).



O assessor de gabinete do Deap, Marcelo Souza, explica que, enquanto não resolver essa briga judicial, não existe a possibilidade de o Governo do Estado comprar os aparelhos para a instalação nas unidades. “No caso de Lages, a medida é legal e válida”, aprova.



Atualmente, o Estado tem 71 estabelecimentos penais, como presídios, penitenciárias, por exemplo. Destas, apenas cinco têm bloqueadores de celular. Aproximadamente 17 mil presos compõem a população carcerária catarinense.



Conforme a Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel), a lei padece de “gravíssimos vícios formal e material”. O órgão sustenta que a norma é formalmente inconstitucional por usurpar a competência privativa da União para legislar em matéria de telecomunicações.



Segurança de prisão está em xeque



A prisão de um agente de segurança que atuava no Presídio Masculino de Lages, no bairro Santa Clara, suspeito de envolvimento com o crime, além da apreensão de oito buchas de maconha que estava com o preso Ernesto de Oliveira Pereira, colocaram em xeque a eficiência da segurança na unidade. As irregularidades foram descobertas esta semana.



O agente foi flagrado pelo Departamento de Administração Prisional (Deap) saindo da unidade com cartas de presos e valores em dinheiro. A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia, investigou o caso e descobriu que, além dele, outros dois homens visitavam Pereira na cadeia com frequência.



Inaugurado em dezembro de 2011, o presídio tem atualmente cerca de 350 internos. É administrado em regime de co-gestão pela empresa Reviver. O rigor aplicado aos presos é considerado diferenciado. Pelas normas, lá não deveria entrar produtos ilícitos, como droga.



O diretor da unidade, Márcio Oliveira, afirma que o agente trabalhava no setor de disciplina e já foi demitido. Ele discorda que o fato coloque em dúvida a segurança da unidade, uma vez que a suspeita é que o agente “agia sozinho e nem sempre é possível fiscalizar a conduta de todos os funcionários”.



Oliveira esclarece que a unidade possui um trabalho de inteligência para identificar possíveis atos ilícitos envolvendo, tanto os funcionários, como os presos.


Foto: Arquivo/CL

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Funcionário do Presídio Masculino de Lages é apontado como "mula" de presos



Funcionário do Presídio Masculino de Lages é apontado como "mula" de presos
Lages, 04/04/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da 3ª Delegacia de Polícia Civil em Lages e da empresa Reviver, que presta serviço de operacionalização de unidades prisionais em Santa Catarina



Um agente de segurança que atuava no Presídio Masculino de Lages, no bairro Santa Clara, foi preso temporariamente na manhã desta quinta-feira (04). Ele é suspeito de atuar como "mula" de presos da unidade e de facilitar a ação de um grupo ligado a um condenado por tráfico. Ainda nesta quinta, a 3ª Delegacia de Polícia de Lages com apoio operacional do Pelotaão de Policiamento Tático (PPT) do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM) e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil cumpriram mais três mandados de prisão temporária, um de prisão preventiva e outros quatro de busca e apreensão.



A operação foi relaizada depois que agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap) encontraram oito buchas de maconha escondidas no colchão do preso Ernesto de Oliveira Pereira, que cumpria pena por tráfico de drogas e esta semana passaria a ter o benefício de progressão, estando até com saída temporária programada.



Dias depois do flagrante, agentes do Deap surpreenderam o agente de segurança saindo da unidade com cartas de presos e valores em dinheiro. Ao investigar o caso, a 3ª Delegacia de Polícia identificou outras três pessoas que visitavam Pereira na cadeia com frequência e pediu que a Justiça emitisse mandados de prisão temporária para elas e para o agente de segurança e de prisão preventiva para Pereira.



Nesta quinta os mandados foram cumpridos nos bairros Habitação, Ferrovia e Conta Dinheiro. Nas buscas foram apreendidos 15 aparelhos celulares; uma quantia pequena de dinheiro em moeda estrangeira; cartas; uniformes da empresa que presta serviços no Presídio Masculino e uma espingarda calibre 22.




O delegado responsável pela 3ª DP, Márcio Schütz, explica que todos devem ser ouvidos no Inquérito Policial que tramita na delegacia, e se comprovado o envolvimento, devem ser indiciados por crime de tráfico de drogas e associação ao tráfico. O agente de segurança também deve ser indiciado por posse ilegal de arma de fogo. Os nomes das pessoas presas não foram divulgados para não prejudicar as investigações.





Agente de segurança foi demitido pela Reviver
O gerente operacional da empresa Reviver, que presta serviços de operacionalização no Presídio Masculino, Fabiano  Luis Alves, disse ao CLMais que o agente de segurança foi demitido.





Alves esclarece que os funcionários contratados pela empresa para trabalhar na unidade prisional passam por seleção que envolve investigação social e triagem de antecedentes criminais, como acontece em qualquer empresa de segurança. Segundo ele, o agente não tinha antecedentes criminais.





Prisão Temporária
A prisão temporária tem duração de 30 dias, mas segundo o delegado Márcio Schütz, pode ser seguida por uma prisão preventiva. Esta modalidade é uma pena aplicada antecipadamente ao julgamento de processo, por se tratar de uma medida cautelar. Por isso, pode se estender até terminar o inquérito ou até o final do processo.




Foto:3ª Delegacia de Polícia Civil de Lages/Divuklgação

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Força Nacional está em Lages atuando junto aos presídios

Força Nacional está em Lages atuando junto aos presídios
Lages, 26/02/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



A PM também está executando ações paralelas nas ruas da cidade para inibir a criminalidade




Agentes da Força Nacional estão em Lages atuando nos presídios regionais. O objetivo principal é prevenir e combater possíveis motins ou rebeliões a partir da transferência de criminosos apontados como líderes do Primeiro Grupo da Catarinense (PGC), que estariam por trás dos atentados em Santa Catarina. Nenhum preso de Lages, contudo, foi removido.



Os agentes estão distribuídos nos presídios dos bairros Santa Clara e São Cristóvão, mas não há informações de quantos estão na cidade. Fortemente armados, alguns podem ser vistos na parte de fora das unidades. Eles ficarão na cidade por tempo indeterminado, segundo o Departamento de Administração Prisional (Deap).




No começo deste mês, como parte das ações para prevenir a violência, foi realizada uma operação “pente fino” no presídio do bairro São Cristóvão. Na ocasião, foram apreendidos dentro das celas diversos objetos ilícitos, como nove aparelhos de telefone celular, carregadores, baterias e chips de telefonia móvel.




Além disso, foram localizados na unidade dois pendrives, 250 gramas de maconha e oito facas artesanais. Todo o procedimento foi acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Lages. Segundo o Deap, a  operação foi feita “dentro da legalidade, sem quaisquer violações dos direitos dos presos”.




Em Santa Catarina, os agentes federais estão divididos em todas as unidades prisionais, algumas com maior número de soldados que outras. O grupamento conta com aproximadamente 350 homens. Além de ajuda na segurança dos presídios, eles estão auxiliando em atividades de rotina das unidades.



Um total de 40 presos foram transferidos do Estado para penitenciárias federais. Destes, 22 saíram do presídio São Pedro de Alcântara; quatro de Joinville; dois de Blumenau; dois de Chapecó; sete de Criciúma; dois de Florianópolis e um de Itajaí. A transferência ocorreu entre 16 e 19 de fevereiro. Todos são apontados por pertencer ao PGC.



Operação da trânsito



Ações paralelas para combater a criminalidade, que assolam os catarinenses desde o dia 30 de janeiro, também estão sendo realizadas pela Polícia Militar. Em Lages, a PM realizou operações de trânsito nos quatro cantos da cidade.



Durante quatro dias foram abordadas 244 pessoas; 179 veículos, sendo 18 destes removidos, e 78 notificações emitidas. Além disso, 13 pessoas foram conduzidas à delegacia, cinco documentos de carros recolhidos e três carteiras de habilitação apreendidas.



Segundo o aspirante da PM Gabriel Fernandes, as operações resumiram-se, basicamente, em barreiras policiais e varreduras nos 10 setores da Polícia Comunitária. Para ele, o saldo foi positivo.  “Durante as operações não tivemos nenhuma ocorrência grave na cidade”, avaliou, observando que um dos objetivos da ação, também foi aumentar a sensação de segurança da população.



Prisões



A polícia já identificou 178 suspeitos de participação nos atentados em Santa Catarina. Na Serra, onde foram registrados ataques em Lages e Bom Retiro, quatro pessoas foram detidas, sendo três em Lages, indiciados por atearem fogo à base da PM, no bairro Araucária.



Foto: Adecir Morais

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

90 presos recebem saída temporária em Lages

90 presos recebem saída temporária em Lages
Lages, 28/12/2012,Correio Lageano



Ao todo, 90 presos sairão temporariamente por sete dias do presídio regional, do bairro São Cristovão, em Lages, durante este mês. A saída temporária é concedida para presos que possuem bom comportamento e que estão em regimes aberto e semiaberto.



Os detentos do presídio masculino que fica no bairro Santa Clara, não recebem saída temporária, porque estão no regime fechado e provisório (que são os que aguardam o processo preso).



Dos 90 presos soltos temporariamente,  apenas dois voltaram antes do prazo terminar, porque foram presos por tentativa de furto. Nestes dois casos, se for comprovado o delito, o regime deles pode regredir.



O diretor do presídio, Quintino Lauri Einecke, lembra que 45 presos devem voltar no dia 10 de janeiro. Uma portaria do juiz corregedor Geraldo Bastos, concedeu liberdade do dia 22 de dezembro até 10 de janeiro para esses presos. “Vamos reformar a ala deles e como já trabalham fora da prisão e só vem para dormir, eles foram escolhidos”, explica.



Einecke acredita que a maioria dos presos volte. “Todos os anos, a maioria volta no prazo certo. Para eles, não é vantagem fugir agora, justo  no final da pena, porque ela pode regredir para o regime fechado”, explica.



Foto:Susana Küster