Santa Catarina, 10/07/2012, Correio Lageano
No entroncamento com a BR-101, motoristas precisam de paciência para enfrentar os horários de pico
A rótula entre a
BR-282
e a BR-101 é o grande problema de quem vai do Oeste para o Litoral. Com
pouca sinalização, muito movimento e uma dose de imprudência por parte
dos motoristas, o local é palco de acidentes diversos e origem de filas
constantes.
Quem sai da
BR-282
tem a preferência para rotular e entrar na BR-101. Na prática, não é
assim que funciona. O frentista Adriano Sbaedelotto, que trabalha em uma
das esquinas das duas
rodovias, explica que quem está nas vias marginais não respeita a preferencial da
BR-282.
Quem trafega pela
rodovia,
acaba se precavendo quando cruza com as marginais. Para antes de entrar
na rótula e quando vai entrar na BR-101. O resultado é o
interrompimento do tráfego. “Todo dia das 7 às 9h30min, das 11h30min às
14h30min e das 17h30min até as 21 horas tem fila”, enumera o vendedor de
carros (que também trabalha no entroncamento das vias), Sérgio Adriano
Fernandes.
Os acidentes são comuns na área, tanto que a placa da prefeitura de
Palhoça, no meio da rótula, está amassada. Resultado de uma batida.
Os moradores de
Palhoça
não seguem os horários tradicionais do comércio para chegar ao
trabalho. Sérgio, por exemplo, já se diz “experiente” no assunto e foge
dos horários de pico, pois sabe do stress que vai enfrentar.
Além do trânsito e da forma da rótula, o lugar já é naturalmente
movimentado por conta do comércio local. Em uma das esquinas fica o
posto em que Adriano trabalha. Na outra fica a revenda de carros de
Sérgio, e ainda há uma distribuidora de gás em outra esquina, com
bastante movimento de caminhões. O único lugar vago é um terreno com uma
placa indicando a construção de um grande supermercado. “O dia que
construírem, vai ser o caos”, opina Sérgio.
Tanto Sérgio quanto Adriano dizem que a solução seria a construção de um elevado ligando as duas
rodovias, assim como é feito no entroncamento da BR-101 com a Via Expressa (
BR-282)
.
Como são os outros entroncamentos
Nas ligações da
BR-282 com outras
rodovias
federais, as soluções de entroncamento são geralmente feitas por
rótulas de grande porte. Entre as ligações mais importantes, a de Lages
(com a
BR-116) é feita dessa forma. O local é perigoso, com uma média de um acidente por semana, a maioria sem gravidade.
Ainda assim, não é o entroncamento mais perigoso. Este fica em
Irani, e faz o cruzamento da
BR-282 com a BR-153, principal ligação da região Oeste paranaense com o Rio Grande do Sul.
Conhecido por ‘trevão de
Irani’,
o local, além de registrar acidentes, também era famoso pelos assaltos.
As batidas ocorrem, majoritariamente por falta de atenção dos
motoristas. Ali a
BR-282
perde a preferencial e os motoristas precisam parar. Quem vem atrás, se
não perceber a sinalização, pode causar uma colisão traseira.
Outro entroncamento com
rodovia federal bastante movimentado é com a
BR-470, em Campos Novos. A preferência é da
BR-282,
mas o motorista precisa ficar atento com a quantidade de caminhões e
com o mato alto, que dificulta a visão de quem está no trevo.
O outro cruzamento é com a
BR-163,
na entrada de São Miguel do Oeste. Não existe grandes problemas neste
entroncamento, uma vez que o local foi revitalizado quando o trecho que
vai até a fronteira com a Argentina foi construído.
Fotos: Thomas Michel