sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Arquiteto sugere melhoria na Coronel Córdova

Lages, 18/102/13, Correio Lageano


A ideia é construir uma passarela para pedestres, no local onde hoje fica a faixa de segurança. Caminhões não circulariam



Um dos pontos nevrálgicos do trânsito de Lages é a travessia da Rua Coronel Córdova com o calçadão Túlio Fiuza e a Praça João Costa. É onde veículos e pedestres se misturam. Embora exista o sinal piscando em amarelo e a maioria dos motoristas dê a preferência, é onde o risco de atropelamento é maior.



Aposentado, o arquiteto Antônio Rogério de Macedo bolou uma passagem prática e segura para os pedestres, além de melhorar o fluxo dos veículos. Ainda é um esboço e ele não chegou a calcular custos e nem entrar nos detalhes do projeto de engenharia, mais oferece à cidade uma proposta a ser analisada. Veja a sugestão escrita por Macedo. As imagens foram desenhadas por ele para que o leitor possa visualizar a proposta.

Perfil
•Nasceu em Bocaina do Sul, então distrito de Lages, em 20 de setembro de 1940
•Formou-se em arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tendo executado importantes projetos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina
•Casou-se com Irene Ferreira de Macedo
•É pai de Alexandre, Carla, Zildinha e Melissa
•Autor do livro “Nos caminhos da Serra, no qual relata a origem de sua família



Antônio Rogério de Macedo


"Provavelmente, poucas pessoas tenham percebido que, próximo ao centro urbano, só existe uma rua de maior trajeto que é transversal às ruas de mesmo sentido da rua Correia Pinto. Esta rua é a Coronel Córdova, a qual liga duas grandes avenidas: a Dom Pedro e a Carahá.         



Exatamente no Centro da cidade (desde o edifício dos Correios até a esquina da Agência do Banco do Brasil) é permitido o estacionamento em ambos os lados.
Neste local existe, ainda, outro obstáculo a impedir o livre fluxo de veículos: a passagem de pedestres entre os calçadões, em um ponto onde existe um afunilamento da rua e uma faixa nela pintada, indicando a preferência para as pessoas que ali circulam a pé. 



Para solucionar os problemas desta rua a opção seria eliminar o estacionamento à direita de quem desce, e reservar o lado esquerdo como espaço para carga e descarga, além de locais de embarque e desembarque de passageiros. Com isso, seria possível utilizar duas pistas para circulação de veículos, de forma contínua, melhorando consideravelmente o tráfego.



Quanto à passagem de pedestres entre os calçadões, poderia ser feita em nível diferente ao utilizado pelos veículos. Para tanto, deveria ser executado um corte na rua, com um metro e vinte centímetros de profundidade e, em ambos os lados do calçadão, elevar a plataforma de passagem também em um metro e vinte centímetros, o que totalizaria dois metros e quarenta centímetros, o suficiente para passagem de veículos pequenos.


(Ver croqui). O desnível do corte do terreno e mais um peitoril (que poderia ser de ferro ou mesmo vidro), impediria a passagem de pedestres fora da plataforma como hoje ocorre. Desta forma o fluxo de pedestres e de veículos seria ininterrupto.



A previsão é de que o acesso dos pedestres à plataforma de passagem se faça, de um dos lados do Calçadão, por meio de uma escada com, aproximadamente, sete degraus, enquanto que, do outro lado, a plataforma ficará quase ao mesmo nível do calçadão, e, se necessário, o acesso se fará por meio de uma pequena rampa.



Para assegurar aos portadores de necessidades especiais o acesso a ambos os lados do Calçadão, haverá uma faixa especialmente demarcada na rua, logo após a plataforma. Em ambos os lados dessa faixa haverá um tipo específico de sinaleira que poderá ser ativada pelo próprio deficiente ou seu acompanhante, por meio de cartão ou de código de acesso.



Quanto a veículos de carga e descarga (devido à altura dos mesmos) teriam uma passagem no mesmo nível do Calçadão, com piso diferenciado, passando junto à escada de acesso à plataforma da passagem de nível (à esquerda de quem desce a rua).



Como é um trânsito eventual e em horário pré-fixado, não criaria maiores problemas aos pedestres, aos quais o calçadão se destina, preferencialmente. Fora dos horários pré-fixados, o trânsito de veículos, neste local, seria interrompido por meio da colocação de obstáculos.



No entroncamento da rua Coronel Córdova com a Praça (Jardim) Vidal Ramos Sênior, seria colocado uma sinaleira sincronizada com a existente na esquina da Rua Nereu Ramos e a Praça (Jardim Vidal Ramos), desta forma se eliminariam também a dificuldade de acesso da Rua Coronel Córdova, além de permitir com segurança a passagem de pessoas que querem atravessar a rua.

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