Lages, 18/102/13, Correio Lageano
A ideia é construir uma passarela para pedestres, no local onde hoje fica a faixa de segurança. Caminhões não circulariam
Um dos pontos nevrálgicos do trânsito de Lages é a travessia da Rua
Coronel Córdova com o calçadão Túlio Fiuza e a Praça João Costa. É onde
veículos e pedestres se misturam. Embora exista o sinal piscando em
amarelo e a maioria dos motoristas dê a preferência, é onde o risco de
atropelamento é maior.
Aposentado, o arquiteto Antônio Rogério de Macedo bolou uma passagem
prática e segura para os pedestres, além de melhorar o fluxo dos
veículos. Ainda é um esboço e ele não chegou a calcular custos e nem
entrar nos detalhes do projeto de engenharia, mais oferece à cidade uma
proposta a ser analisada. Veja a sugestão escrita por Macedo. As imagens
foram desenhadas por ele para que o leitor possa visualizar a proposta.
Perfil
•Nasceu em Bocaina do Sul, então distrito de Lages, em 20 de setembro de 1940
•Formou-se em arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, tendo executado importantes projetos no Rio Grande do Sul e Santa
Catarina
•Casou-se com Irene Ferreira de Macedo
•É pai de Alexandre, Carla, Zildinha e Melissa
•Autor do livro “Nos caminhos da Serra, no qual relata a origem de sua família
Antônio Rogério de Macedo
"Provavelmente, poucas pessoas tenham percebido que, próximo ao centro
urbano, só existe uma rua de maior trajeto que é transversal às ruas de
mesmo sentido da rua Correia Pinto. Esta rua é a Coronel Córdova, a qual
liga duas grandes avenidas: a Dom Pedro e a Carahá.
Exatamente no Centro da cidade (desde o edifício dos Correios até a
esquina da Agência do Banco do Brasil) é permitido o estacionamento em
ambos os lados.
Neste local existe, ainda, outro obstáculo a impedir o livre fluxo de
veículos: a passagem de pedestres entre os calçadões, em um ponto onde
existe um afunilamento da rua e uma faixa nela pintada, indicando a
preferência para as pessoas que ali circulam a pé.
Para solucionar os problemas desta rua a opção seria eliminar o
estacionamento à direita de quem desce, e reservar o lado esquerdo como
espaço para carga e descarga, além de locais de embarque e desembarque
de passageiros. Com isso, seria possível utilizar duas pistas para
circulação de veículos, de forma contínua, melhorando consideravelmente o
tráfego.
Quanto à passagem de pedestres entre os calçadões, poderia ser feita em
nível diferente ao utilizado pelos veículos. Para tanto, deveria ser
executado um corte na rua, com um metro e vinte centímetros de
profundidade e, em ambos os lados do calçadão, elevar a plataforma de
passagem também em um metro e vinte centímetros, o que totalizaria dois
metros e quarenta centímetros, o suficiente para passagem de veículos
pequenos.
(Ver croqui). O desnível do corte do terreno e mais um peitoril (que
poderia ser de ferro ou mesmo vidro), impediria a passagem de pedestres
fora da plataforma como hoje ocorre. Desta forma o fluxo de pedestres e
de veículos seria ininterrupto.
A previsão é de que o acesso dos pedestres à plataforma de passagem se
faça, de um dos lados do Calçadão, por meio de uma escada com,
aproximadamente, sete degraus, enquanto que, do outro lado, a plataforma
ficará quase ao mesmo nível do calçadão, e, se necessário, o acesso se
fará por meio de uma pequena rampa.
Para assegurar aos portadores de necessidades especiais o acesso a ambos
os lados do Calçadão, haverá uma faixa especialmente demarcada na rua,
logo após a plataforma. Em ambos os lados dessa faixa haverá um tipo
específico de sinaleira que poderá ser ativada pelo próprio deficiente
ou seu acompanhante, por meio de cartão ou de código de acesso.
Quanto a veículos de carga e descarga (devido à altura dos mesmos)
teriam uma passagem no mesmo nível do Calçadão, com piso diferenciado,
passando junto à escada de acesso à plataforma da passagem de nível (à
esquerda de quem desce a rua).
Como é um trânsito eventual e em horário pré-fixado, não criaria
maiores problemas aos pedestres, aos quais o calçadão se destina,
preferencialmente. Fora dos horários pré-fixados, o trânsito de
veículos, neste local, seria interrompido por meio da colocação de
obstáculos.
No entroncamento da rua Coronel Córdova com a Praça (Jardim) Vidal Ramos
Sênior, seria colocado uma sinaleira sincronizada com a existente na
esquina da Rua Nereu Ramos e a Praça (Jardim Vidal Ramos), desta forma
se eliminariam também a dificuldade de acesso da Rua Coronel Córdova,
além de permitir com segurança a passagem de pessoas que querem
atravessar a rua.