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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Alterações devem passar por análise da Fundação Cultural Catarinense

Alterações devem passar por análise
Lages, 05 e 06/07/2014, Correio Lageano, por Vinicius Prado




A discussão em torno da retirada do monumento a Getúlio Vargas traz um outro viés. Alterações relevantes, próximas a bens tombados, devem passar pela aprovação da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).


A Igreja Catedral, a prefeitura Municipal, mais as três construções localizadas ao lado da Praça João Ribeiro são bens tombados pela FCC desde 2001. A instituição protege a memória e cultura histórica do Estado. Por isso precisa analisar alterações em locais com patrimônios. Isto serve para evitar eventuais danos na visualização e ambiência dos imóveis tombados.



O arquiteto e urbanista da fundação, Fabiano Teixeira, explica que apesar do monumento a Vargas ser uma construção posterior aos imóveis em seu entorno, a obra possuí uma arquitetura modernista brasileira. E também foi inaugurado em 1958, 43 anos anteriores ao tombamento dos patrimônios, que estão a sua volta.



“A questão aqui é avaliar o objetivo da retirada do monumento do local. Pois, por um lado, ele já está integrado historicamente no contexto da praça, e da memória coletiva dos lageanos. Porém, é um elemento que compromete, ao menos em parte, a visualização da Catedral, sobretudo, quando vista a partir da rua Nereu Ramos”, complementa o arquiteto.



Além disso, Teixeira ressalta que se for do interesse da administração pública retirar o monumento do local, o ideal seria realmente não colocar nada no lugar. E deixar a visualização da fachada da Catedral totalmente livre a partir da rua Nereu Ramos.


Iphan


Pelo fato de o monumento não ser tombado, a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não pode se declarar a respeito do assunto. Porém, ressaltou que qualquer manutenção no entorno de bens tombados, deve passar pela aprovação da fundação.




Fotos: Vinicius Prado

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Projeto busca a preservação de patrimônios culturais de Lages

Projeto busca a preservação de patrimônios culturais de Lages
Lages, 15/10/2013, Correio Lageano, por Joana Costa




Reunir a comunidade, entidades e o poder público para incentivar a preservação de patrimônios e bens culturais é o desejo da Fundação Cultural de Lages (FCL). A iniciativa busca conscientizar sobre a importância de conservação de prédios tombados da cultura lageana.



O diretor de Bens Culturais da FCL, Felipe Xafranski, coordena o projeto  e destaca que a preservação dos bens não pedente exclusivamente do poder público. “Nem sempre os patrimônios pertencem ao poder público. São prédios particulares e residencias”, explica.



Esses locais são tombados pelo Fundação Catarinense de Cultura (FCC), que vai fazer um levantamento dos bens, observando o que pode ser feito e melhorado. A FCL buscará conscientizar proprietários, população da importância da manutenção desses locais, evitando depredação e buscando a manutenção constante. “De um buraco na calha que custa R$ 15 para ser consertado, surge um vazamento que pode comprometer a estrutura e necessitará de restauro mais caro no futuro”, exemplifica Xafranski.



O projeto inclui o resgate do paisagismo da cidade, limpeza das fachadas de prédios como Catedral, Prefeitura e Cacimba da Santa Cruz, volta do bondinho no centro da cidade, levantamento da biblioteca do Convento Franciscano, e da Santa Cruz, que passa por restauração.



Jeito de ser lageano será resgatado nas escolas


O projeto de preservação do patrimônio cultural foca ainda nos bens imateriais, que são os costumes, tradições e crenças dos lageanos. A ideia é trabalhar junto aos alunos da rede pública e privada o resgate de histórias, causos, receitas típicas da região, por meio de entrevistas feitas pelos próprios alunos com os seus pais e avós. “Vamos registrar os saberes das pessoas. O modo de fazer a taipa, uma benzedura, a receita de um xarope de guaco. Isso tem se perdido e a gente quer trazer de volta”, explica Felipe Xafranski, da FCL.



A Semana Farroupilha vai ganhar uma apostila especial que será trabalhada nas escolas, mostrando a participação de Lages na revolução dos Farrapos. A secretária de Educação, Marimilia Casa Costa Coelho, explica que o cronograma de atividades será discutido com a FCL e será interessante trazer para as escolas pessoas que falem da história local. “O resgate é fundamental. Somos fruto da nossa história”, acrescenta.



Foto: Joana Costa

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fechado há mais de oito meses e sem previsão para restauração

Fechado há mais de oito meses e sem previsão para restauração
Lages, 13/08/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia




Um imóvel construído na época do Brasil Império que tem futuro incerto e corre o risco de desaparecer da paisagem de Lages. Este é o Casarão Juca Antunes, localizado na esquina das ruas Coronel Córdova e Benjamin Constant, no Centro, e está interditado por problemas de estrutura desde o final do ano passado.



O maior receio dos apaixonados por arquitetura antiga e a preservação da história através de prédios tombados, é que o casarão Juca Antunes tenha o mesmo destino do imóvel de Aristiliano Ramos, na rua Nereu Ramos, que estava em condições precárias e desabou no início dos anos 2000.



Tombado pela Fundação Catarinense de Cultura desde 2001, o casarão Juca Antunes é de propriedade de Mirian Maria Reuter Vieira, que o herdou do marido Reno Rogério Vieira, já falecido.



Mirian conta que, à época do tombamento, foi emitido um parecer para a Fundação Catarinense de Cultura alertando para a precariedade do prédio. “Aquilo foi tombado em estado já de demolição”, afirma ela.



Investimento



Em 2006, foram investidos R$ 91 mil em melhorias como a recuperação de um antigo jardim nos fundos da casa, parte elétrica e hidráulica, aberturas, forro, telhado e calçadas, além da construção de banheiros e outros resgates arquitetônicos.



A proprietária relata que, somente com a colocação de tapumes na parte externa e o escoramento interno, foram gastos mais de R$ 11,8 mil. “Além disso, perdi o inquilino que tinha”, diz, referindo-se aos estabelecimentos que funcionavam no local.



Parecer


A proprietária afirma estar esperando um parecer da Fundação Catarinense de Cultura para tomar qualquer medida quanto ao imóvel. “Esta é uma esquina nobre na cidade, com uma construção precária, condenada e perigosa que não tem mais valor algum. Eu não sou contra o tombamento, mas não com uma casa isolada, velha e caindo”, comenta Mirian.



Por sua vez, a Fundação informou por meio de assessoria de imprensa que aguarda a decisão de ação movida pelo Ministério Público, contra os proprietários do imóvel,  para poder tomar as providências cabíveis.



A ação tramita há cerca de dois anos na justiça. “Entendemos serem importantes as obras emergenciais com a finalidade de salvaguardar este patrimônio”, afirmou o órgão, em nota. O promotor do Meio Ambiente, Reneé Cardoso Braga, informou que ainda não há uma resposta sobre a ação.


Foto:Núbia Garcia

terça-feira, 9 de abril de 2013

MP mantém posição sobre Aristiliano Ramos



MP mantém posição sobre Aristiliano Ramos
Lages, 10/04/2013,Correio Lageano, por Afonso Rodrigues



SDR havia informado que órgão havia dado o sinal verde à demolição



Inquéritos do Ministério Público de Lages, embasados em parecer da Fundação Catarinense de Cultura, atestam a manutenção do prédio do Colégio Aristiliano Ramos, no centro da cidade. É o que informa o promotor de Justiça Renee Cardoso Braga, em ofício enviado na terça-feira (09) ao Correio Lageano.




Na nota, o promotor comenta sobre os quatro inquéritos instaurados sobre o colégio. Dois deles já foram arquivados. Um, da área de Infância e Juventude, visava a apurar as condições estruturais e de ensino aos alunos.



Desde dezembro de 2011 – quando laudo da Defesa Civil apontou problemas na estrutura do prédio, recomendando a desocupação – o espaço não é mais utilizado. O arquivamento se deu pela transferência dos alunos e consequente “cessação da situação de risco a estes”.   



Falta de provas motivaram o arquivamento de outro inquérito, no dia 4 de abril, que tinha como objetivo apurar possíveis irregularidades na Escola de Educação Básica Aristiliano Ramos envolvendo computadores estocados, não distribuição de uniformes e a licença médica de uma professora.



Aplicação de verba



Outros dois inquéritos, que permanecem abertos, relacionam-se a suspeitas de irregularidades na administração do colégio e questões relativas ao patrimônio histórico. O primeiro trata de apurar eventuais problemas na aplicação de verbas públicas destinadas a reforma do prédio”.



Já o relativo ao patrimônio histórico visa a apurar a existência de possíveis danos ao prédio onde funcionava a Escola de Educação Básica Aristiliano Ramos, bem considerado patrimônio histórico municipal.



No dia 25 de março deste ano, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Lages (Compac) decidiu, por unanimidade, que a reforma do colégio seria inviável, não se opondo, assim, à demolição da escola.



O promotor Renee Cardoso Braga comenta que a recomendação do Ministério Público é de que o Governo Estadual não promova a demolição do prédio. “Foi recomendado que o Estado não intervenha. Os inquéritos ainda estão em trâmite regular. Nosso avaliação, embasado em parecer da Fundação Catarinense de Cultura, é pela manutenção do prédio do colégio”.



A Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Lages havia informado, na sexta-feira passada, que o Ministério Público havia encaminhado indicação favorável à demolição do prédio.



A SDR comentou que já há consenso entre a Prefeitura de Lages e o Governo Estadual para colocar o prédio do colégio no chão. A preocupação da SDR é pelo encaminhamento sobre o que será implantado no local, para que ele não fique vazio.


Foto:Arquivo/CL

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Parecer da Fundação de Cultura reconhece valor histórico

Parecer da Fundação de Cultura reconhece valor histórico
Lages, 09/01/2013, Correio Lageano


Entidade emitiu parecer prévio recomendando preliminarmente a reforma do prédio da João Costa




Mais de um ano após o fechamento, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) emitiu um parecer em que  constata a importância do valor histórico e cultural do prédio onde ficava a escola Aristiliano Ramos. No entanto, não há definição do futuro da edificação.



Fechada no final de 2011, o Aristiliano Ramos já foi alvo de debates, estudos técnicos e manifestações. De prático, nada foi feito. Ano passado, a Defesa Civil deu prazo para a Secretaria Regional de Desenvolvimento iniciar a limpeza e dar uma solução para questões estruturais do prédio.



O secretário regional Jurandi Agostini disse que existe a possibilidade de o prédio ser repassado para o município, se houver interesse. O prefeito Elizeu Mattos (PMDB) diz que não tem conhecimento de tal intenção e prefere conversar com representantes do estado para dar uma reposta.



As pombas, que geravam um problema de saúde e sujeira para o local antes do fechamento, continuam. Agora fazem companhia para gatos e ratos que invadiram o local, incomodando vizinhos e comerciantes. Ontem, a reportagem do Correio Lageano checou e confirmou que não há nenhum serviço sendo feito no local.



Perto da entrada principal, cresceu vegetação em uma calha e a madeira do forro começa a quebrar, ameaçando cair. Enquanto nada acontece, o promotor do meio ambiente, Renee Cardoso Braga, fez um requerimento à Fundação Catarinense de Cultura (FCC) para avaliar o valor histórico e cultural do prédio.



A FCC, em nota, diz que a recuperação do prédio constitui a preservação de patrimônio lageano. Uma reforma também traria economia aos recursos públicos, uma vez que poderia ser utilizado funcionalmente. A fundação reconhece que a área pode ter outra utilização, por conta do tamanho e da localização do prédio.



Possibilidades de destinação do Aristiliano Ramos
– Reforma para voltar a ser escola (destinação descartada pelo governo estadual)
– Reforma para outro uso público
– Demolição para ampliação do calçadão João Costa
– Demolição para construção de outro prédio público no local



Foto:Thomas Michel