segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fechado há mais de oito meses e sem previsão para restauração

Fechado há mais de oito meses e sem previsão para restauração
Lages, 13/08/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia




Um imóvel construído na época do Brasil Império que tem futuro incerto e corre o risco de desaparecer da paisagem de Lages. Este é o Casarão Juca Antunes, localizado na esquina das ruas Coronel Córdova e Benjamin Constant, no Centro, e está interditado por problemas de estrutura desde o final do ano passado.



O maior receio dos apaixonados por arquitetura antiga e a preservação da história através de prédios tombados, é que o casarão Juca Antunes tenha o mesmo destino do imóvel de Aristiliano Ramos, na rua Nereu Ramos, que estava em condições precárias e desabou no início dos anos 2000.



Tombado pela Fundação Catarinense de Cultura desde 2001, o casarão Juca Antunes é de propriedade de Mirian Maria Reuter Vieira, que o herdou do marido Reno Rogério Vieira, já falecido.



Mirian conta que, à época do tombamento, foi emitido um parecer para a Fundação Catarinense de Cultura alertando para a precariedade do prédio. “Aquilo foi tombado em estado já de demolição”, afirma ela.



Investimento



Em 2006, foram investidos R$ 91 mil em melhorias como a recuperação de um antigo jardim nos fundos da casa, parte elétrica e hidráulica, aberturas, forro, telhado e calçadas, além da construção de banheiros e outros resgates arquitetônicos.



A proprietária relata que, somente com a colocação de tapumes na parte externa e o escoramento interno, foram gastos mais de R$ 11,8 mil. “Além disso, perdi o inquilino que tinha”, diz, referindo-se aos estabelecimentos que funcionavam no local.



Parecer


A proprietária afirma estar esperando um parecer da Fundação Catarinense de Cultura para tomar qualquer medida quanto ao imóvel. “Esta é uma esquina nobre na cidade, com uma construção precária, condenada e perigosa que não tem mais valor algum. Eu não sou contra o tombamento, mas não com uma casa isolada, velha e caindo”, comenta Mirian.



Por sua vez, a Fundação informou por meio de assessoria de imprensa que aguarda a decisão de ação movida pelo Ministério Público, contra os proprietários do imóvel,  para poder tomar as providências cabíveis.



A ação tramita há cerca de dois anos na justiça. “Entendemos serem importantes as obras emergenciais com a finalidade de salvaguardar este patrimônio”, afirmou o órgão, em nota. O promotor do Meio Ambiente, Reneé Cardoso Braga, informou que ainda não há uma resposta sobre a ação.


Foto:Núbia Garcia

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