Lages, 05 e 06/07/2014, Correio Lageano, por Vinicius Prado
A discussão em torno da retirada do monumento a Getúlio Vargas traz um outro viés. Alterações relevantes, próximas a bens tombados, devem passar pela aprovação da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
A Igreja Catedral, a prefeitura Municipal, mais as três construções localizadas ao lado da Praça João Ribeiro são bens tombados pela FCC desde 2001. A instituição protege a memória e cultura histórica do Estado. Por isso precisa analisar alterações em locais com patrimônios. Isto serve para evitar eventuais danos na visualização e ambiência dos imóveis tombados.
O arquiteto e urbanista da fundação, Fabiano Teixeira, explica que apesar do monumento a Vargas ser uma construção posterior aos imóveis em seu entorno, a obra possuí uma arquitetura modernista brasileira. E também foi inaugurado em 1958, 43 anos anteriores ao tombamento dos patrimônios, que estão a sua volta.
“A questão aqui é avaliar o objetivo da retirada do monumento do local. Pois, por um lado, ele já está integrado historicamente no contexto da praça, e da memória coletiva dos lageanos. Porém, é um elemento que compromete, ao menos em parte, a visualização da Catedral, sobretudo, quando vista a partir da rua Nereu Ramos”, complementa o arquiteto.
Além disso, Teixeira ressalta que se for do interesse da administração pública retirar o monumento do local, o ideal seria realmente não colocar nada no lugar. E deixar a visualização da fachada da Catedral totalmente livre a partir da rua Nereu Ramos.
Iphan
Pelo fato de o monumento não ser tombado, a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não pode se declarar a respeito do assunto. Porém, ressaltou que qualquer manutenção no entorno de bens tombados, deve passar pela aprovação da fundação.
Fotos: Vinicius Prado
A discussão em torno da retirada do monumento a Getúlio Vargas traz um outro viés. Alterações relevantes, próximas a bens tombados, devem passar pela aprovação da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
A Igreja Catedral, a prefeitura Municipal, mais as três construções localizadas ao lado da Praça João Ribeiro são bens tombados pela FCC desde 2001. A instituição protege a memória e cultura histórica do Estado. Por isso precisa analisar alterações em locais com patrimônios. Isto serve para evitar eventuais danos na visualização e ambiência dos imóveis tombados.
O arquiteto e urbanista da fundação, Fabiano Teixeira, explica que apesar do monumento a Vargas ser uma construção posterior aos imóveis em seu entorno, a obra possuí uma arquitetura modernista brasileira. E também foi inaugurado em 1958, 43 anos anteriores ao tombamento dos patrimônios, que estão a sua volta.
“A questão aqui é avaliar o objetivo da retirada do monumento do local. Pois, por um lado, ele já está integrado historicamente no contexto da praça, e da memória coletiva dos lageanos. Porém, é um elemento que compromete, ao menos em parte, a visualização da Catedral, sobretudo, quando vista a partir da rua Nereu Ramos”, complementa o arquiteto.
Além disso, Teixeira ressalta que se for do interesse da administração pública retirar o monumento do local, o ideal seria realmente não colocar nada no lugar. E deixar a visualização da fachada da Catedral totalmente livre a partir da rua Nereu Ramos.
Iphan
Pelo fato de o monumento não ser tombado, a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não pode se declarar a respeito do assunto. Porém, ressaltou que qualquer manutenção no entorno de bens tombados, deve passar pela aprovação da fundação.
Fotos: Vinicius Prado
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