Lages, 25/01/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Dois médicos do Pronto Atendimento Tito Bianchini fizeram manifesto devido ao atraso dos salários de novembro e dezembro
Nesta quinta-feira (23) dois dos três médicos de plantão do Pronto Atendimento Municipal (PAM), decidiram fazer um manifesto, denominado “Operação Lentidão”, que consistia em atender somente quatro pacientes por hora no local. Eles tomaram esta decisão porque estavam sem receber os salários de novembro e dezembro.
O manifesto não durou uma hora, mas causou tumulto no PAM. Pacientes aguardaram até quatro horas para ser atendidos. Eliana da Silva, 56 anos, e seu marido, estavam havia três dias com diarreia. Ela também estava com a pressão alta. “Quando perguntei porque estavam demorando, me disseram que eles estavam sem receber e não estavam atendendo”, reclama.
Outro paciente, José Anselmo Girard, chegou no PAM, próximo das 14 horas e foi atendido às 16h30min. Ele tem depressão aguda e passou mal antes de ser atendido. “Fiquei em desespero, queria ser atendido, aí quando cheguei disseram que não estavam atendendo. Como assim?”, lamenta.
Marcos Godoi Dias levou sua namorada Ana Caroline Padilha, ao meio-dia no local, mas ela foi atendida somente às 16 horas. Ela precisava refazer novamente pontos em sua cabeça, devido a um corte que sofreu.
Por volta das 16 horas, os pacientes começaram a ser atendidos normalmente, porque uma reunião entre os médicos da manifestação e o diretor do pronto atendimento, Osmar Guzatti, foi realizada.
Na medida em que os nomes das pessoas começaram a ser chamados, foi constatado que muitas já haviam ido embora, devido à demora no atendimento. Praticamente todas as cadeiras do pronto atendimento estavam ocupadas, algumas pessoas aguardavam do lado de fora na tarde de quinta.
Medidas disciplinares serão aplicadas
O diretor da atenção especializada do Pronto Atendimento Municipal (PAM), Osmar Guzatti, ressalta que os médicos têm direito de se manifestar, desde que comuniquem o Conselho Regional de Medicina (CRM), e a ele, a decisão e com antecedência.
“Depois de 30 minutos do movimento deles, fui para o local e resolvi a situação. Não deixo nada para depois”, frisa. Guzatti afirma que os salários de novembro e dezembro, que ainda não foram feitos, serão pagos nesta sexta-feira (25). Serão tomadas medidas disciplinares contra os dois médicos que participaram do movimento.
Foto: Susana Küster
Dois médicos do Pronto Atendimento Tito Bianchini fizeram manifesto devido ao atraso dos salários de novembro e dezembro
Nesta quinta-feira (23) dois dos três médicos de plantão do Pronto Atendimento Municipal (PAM), decidiram fazer um manifesto, denominado “Operação Lentidão”, que consistia em atender somente quatro pacientes por hora no local. Eles tomaram esta decisão porque estavam sem receber os salários de novembro e dezembro.
O manifesto não durou uma hora, mas causou tumulto no PAM. Pacientes aguardaram até quatro horas para ser atendidos. Eliana da Silva, 56 anos, e seu marido, estavam havia três dias com diarreia. Ela também estava com a pressão alta. “Quando perguntei porque estavam demorando, me disseram que eles estavam sem receber e não estavam atendendo”, reclama.
Outro paciente, José Anselmo Girard, chegou no PAM, próximo das 14 horas e foi atendido às 16h30min. Ele tem depressão aguda e passou mal antes de ser atendido. “Fiquei em desespero, queria ser atendido, aí quando cheguei disseram que não estavam atendendo. Como assim?”, lamenta.
Marcos Godoi Dias levou sua namorada Ana Caroline Padilha, ao meio-dia no local, mas ela foi atendida somente às 16 horas. Ela precisava refazer novamente pontos em sua cabeça, devido a um corte que sofreu.
Por volta das 16 horas, os pacientes começaram a ser atendidos normalmente, porque uma reunião entre os médicos da manifestação e o diretor do pronto atendimento, Osmar Guzatti, foi realizada.
Na medida em que os nomes das pessoas começaram a ser chamados, foi constatado que muitas já haviam ido embora, devido à demora no atendimento. Praticamente todas as cadeiras do pronto atendimento estavam ocupadas, algumas pessoas aguardavam do lado de fora na tarde de quinta.
Medidas disciplinares serão aplicadas
O diretor da atenção especializada do Pronto Atendimento Municipal (PAM), Osmar Guzatti, ressalta que os médicos têm direito de se manifestar, desde que comuniquem o Conselho Regional de Medicina (CRM), e a ele, a decisão e com antecedência.
“Depois de 30 minutos do movimento deles, fui para o local e resolvi a situação. Não deixo nada para depois”, frisa. Guzatti afirma que os salários de novembro e dezembro, que ainda não foram feitos, serão pagos nesta sexta-feira (25). Serão tomadas medidas disciplinares contra os dois médicos que participaram do movimento.
Foto: Susana Küster
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