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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Servidor da prefeitura de Lages leva susto ao ver a conta bancária

Lages, 01/11/2013, Correio Lageano



Na manhã desta quinta-feira (31), os servidores públicos municipais tiveram um susto, pois o salário não estava depositado em suas contas. Isso gerou preocupação, mas o contratempo foi resolvido antes do meio-dia. A situação ocorreu em função do sistema da Caixa, que não creditou o montante em um único lote.




Conforme o decreto nº 13.881 que fixa o calendário do ano de 2013 para o pagamento dos servidores, a data para o pagamento de outubro foi definida para o dia 31.




Uma pessoa que preferiu não se identificar, no início da manhã desta quinta-feira, foi checar a conta e não tinha saldo. Conversando com os colegas, pensou que o pagamento não havia sido depositado.



O assessor administrativo e financeiro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Lages (Sindserv), Célio Guimarães, disse que muitos ligaram ao sindicato para comunicar o fato ou saber do problema. “A falta do lançamento deu um susto no pessoal, mas creio que não deva ocorrer novamente”, afirmou Guimarães.




O mesmo aconteceu com o Sindicato dos Professores de Lages. Segundo a presidente Silvana Arruda Lucena, alguns professores entraram em contato para saber o que havia acontecido.




“Não houve atraso”, explica secretário

Ambos os sindicatos entraram em contato com a prefeitura. Conforme o secretário da Fazenda, Mateus Lunardi, o valor do pagamento foi depositado um dia antes. O montante da folha é de R$ 12 milhões. “Não houve nenhum atraso, apenas o sistema da Caixa não creditou o valor em um lote imediato, mas tudo está regularizado”. Ao meio-dia desta quintqa-feira, todos os servidores receberam o pagamento.




O Correio Lageano procurou a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, mas não conseguiu contato. Um funcionário do banco explicou que esse foi um procedimento normal, o valor é debitado da conta da prefeitura e como a demanda é muito grande, o pagamento é feito por lotes, sem qualquer critério de escolha das contas.


Foto:Divulgação

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Prefeito assina portaria e contraria lei

Lages, 18/09/2013 Edson Varela

"Como é possível um gestor público passar por cima da lei? Faz de conta que ele (Elizeu) não sabe que portaria não pode suspender efeito de lei. Portaria não revoga lei. É vergonhoso e humilhante saber como estão sendo tratados os servidores públicos do nosso município. Chega prefeito! Se não tiver recursos financeiros, começa a demitir os comissionados. É isto o que a lei prevê (…) A indignação está tomando conta dos servidores públicos de Lages."

O desabafo é da vereadora Aida Hoffer (PSD) devido a medidas como essa abaixo:
Choquez 
Quem fez questão de compartilhar o conteúdo foi o vereador Juliano Polese (PP) por entender que choque de gestão não pode ser feito no lombo dos servidores.
*
TENHAMOS CLARO QUE…

Uma coisa é direito. E o que for de direito não pode se quer ser ameaçado. Mas o que for vício, jeitinho, ajudinha, isso deve ser combatido, cortado. E pronto. Agora o que é lei e o que é jeitinho cabe aos sindicatos dos servidores (Simproel e Sindserv) e aos vereadores debaterem e chegar a uma conclusão cobrando do prefeito, se for o caso.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Professores de São Joaquim anunciam greve nas escolas municipais

São Joaquim - Escola
São Joaquim, 23/08/2013 São Joaquim Online

Os professores da rede municipal de educação de São Joaquim, através do sindicato, anunciaram que entrarão em greve a partir do dia 26 (próxima segunda-feira). São diversos os motivos da paralisação, mas o principal enfoque é as negociações com o Poder Público municipal.
Segundo os professores, a prefeitura já havia marcado uma reunião para terça-feira (27) para discutir o assunto, mas com a paralisação os professores esperam antecipar a reunião para segunda.
Os professores querem que alguns itens sejam constados no Plano de Carreira dos Professores, entre eles: O enquadramento em porcentagem de progressão vertical, a regência de classe, triênios e licença premio).

Veja na íntegra a Carta Aberta divulgada pelo Professores da rede municipal de ensino:

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO

Prezados(as) cidadãos e cidadãs. Novamente estamos mobilizados, pelos seguintes motivos:
1 A Lei Federal nº 11.738/2008, do Piso Nacional Salarial do Magistério, garantiu direitos aos educadores. Procuramos sensibilizar o Executivo, para adequar o Plano de Carreira do Magistério de São Joaquim, com remuneração condizente aos Níveis de Graduação e Hora Atividade.
2 Foram inúmeras reuniões com gestores anteriores e com o atual prefeito para discutirmos a proposta do Plano de Carreira.
3 O sindicato apresentou diversas propostas ao Executivo e recebeu contrapropostas restando somente os seguintes itens: A (%) Porcentagem da Progressão Vertical, ou seja, reenquadramento respeitando os respectivos níveis de titulação, Triênios, Regência de Classe e Licença Prêmio.
4    A categoria cansou de promessas e decidiu pela greve, esta é a última tentativa de chamarmos  a atenção das autoridades para resolvermos a situação. ESTAREMOS EM GREVE ATÉ A RESOLUÇÃO DAS QUESTÕES ACIMA CITADAS.
5 Não temos qualquer pretensão de prejudicar alunos, pais e comunidade, no entanto, queremos somente a VALORIZAÇÃO.
6 Esperamos que nossas reivindicações sejam atendidas com a maior brevidade, evitando maiores prejuízos para todos, especialmente para os nossos alunos.
7 Esperamos contar com o seu apoio, pois estamos apenas exigindo o cumprimento de um direito já determinado na Lei Federal citada.
8 Agradecemos sua atenção e sua compreensão, contando com seu apoio e aproveitamos para nos desculparmos pelo transtorno.



Aos pais ,mães e responsáveis

1 Pelo exposto informamos que estamos lutando pelos direitos dos profissionais da educação, previsto em lei específica.
2 Em nossa assembleia, realizada no dia 19 de agosto do corrente ano, decidimos, por unanimidade, iniciar a segunda greve dos profissionais da educação de São Joaquim.
3 DIANTE DISSO, informamos que a greve terá início na segunda, dia 26 de agosto, em ambos os turnos, em todas as unidades escolares da rede municipal.
4 PORTANTO, senhores pais e responsáveis, esclarecemos que as crianças não devem ser encaminhadas para as unidades escolares, centros de educação infantil (Creches) segunda feira dia 26/08/2013 sem a devida comunicação do sindicato.
5 As atividades voltarão ao normal tão logo a categoria tenha suas reivindicações atendidas, BEM COMO DO COMPROMISSO ASSUMIDO E ASSINADO PELO PREFEITO QUANDO EM CAMPANHA ELEITORAL.
6 Agradecemos a compreensão e aproveitamos para nos desculparmos pelo transtorno, no entanto não sendo todas as nossas solicitações atendidas, restou A GREVE como única alternativa, pois estamos em Estado de Greve desde 27 de outubro de 2012.
Leonilda Tortelli para Agência de Notícias São Joaquim Online

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Funcionários públicos municipais fazem paralisação e buscam direitos

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Anita Garibaldi, 08/08/2013 Correio dos Lagos

 Em busca de respostas para o atraso dos salários de dezembro de 2012 e julho deste ano nos salários, funcionários públicos municipais de Anita Garibaldi paralisaram os serviços na manhã de terça-feira (6), através do Sindicato dos Servidores Municipais.
Após reunirem-se, os funcionários foram à câmara de vereadores ouvir o prefeito Ivonir Fernandes, que apresentou a situação em que o município se encontra e destacou que os salários  do mês de julho dos servidores da educação e saúde já foram pagos, porém os demais servidores terão que aguardar a liberação  de recursos. “Eu acho interessante a movimentação dos funcionários e todos têm direitos de reivindicar. Penso que este tipo de posicionamento são formas de pressionar quando não há diálogo e nós estamos sempre em contato, conversando e resolvendo, e sempre passo ao pessoal todos os passos que estamos dando. Acredito que essa semana saia o dinheiro que vai resolver essa situação”, enfatizou o prefeito.
Segundo Ivonir a receita do município caiu muito. “Temos uma estrutura e precisamos mantê-la trabalhando, mas quando cai a arrecadação é difícil mudar essa estrutura. No começo acreditamos que a arrecadação seria suficiente para sanar essa dívida com o decorrer dos meses, porém, vimos que não era possível e por isso recorremos ao crédito bancário e nos deparamos com uma série de restrições, mas estamos correndo atrás e a nossa parte estamos fazendo, agora depende do banco liberar os recursos”, frisou Ivonir.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Milton Claudio Borges, este foi um dia muito importante. “A paralisação foi para chamar a atenção das autoridades, dos políticos, para que acompanhem a nossa situação e que queremos respeito, e não ficarmos em segundo plano. Na minha opinião a prioridade deveria ser o salário dos funcionários e esta paralização deveria ser reconhecida por todos, pois é um ato democrático”, comentou o presidente, colocando que o que ele poderia fazer como presidente da associação ele fez, agora as pessoas envolvidas deverão decidir juntas. 
Cerca de cinquenta funcionários participaram do ato  e após a reunião com o prefeito reuníram-se novamente em frente à prefeitura com faixas pedindo para que a administração não enrole mais e que não sejam esquecidos por ela. Uma das faixas destacou que a situação vivida por eles é culpa da administração passada, que não pagou salário, 13º e rescisões de contrato. 
De acordo com informações repassadas pela presidência do sindicato através de decisão unânime de todos os presentes na manifestação foi decidido pelo bloqueio das contas da prefeitura municipal, o que constou em ata e será levado ao conhecimento dos órgãos competentes..
O vereador Miguel Dutra acompanhou a paralisação e parabenizou aos que participaram do ato, colocando-se¬ a disposição para ajudar no que estiver ao seu alcance.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sindicato convoca servidores públicos estaduais de Santa Catarina para paralisação na quinta-feira



Sindicato convoca servidores públicos estaduais de Santa Catarina para paralisação na quinta-feira
Florianópolis, 23/04/2013, Sintespe




O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Santa Catarina (Sintespe/SC) está convocando os servidores públicos estaduais das Secretarias, Autarquias e Fundações a paralisarem as atividades e a comparecerem em frente ao Centro Administrativo do Governo do Estado, na capital, nesta quinta-feira (25), às 14 horas, em protesto ao não cumprimento da data-base pelo governador Raimundo Colombo até agora.




Prevista na lei estadual nº 15.695 a data-base dos servidores públicos deve ser janeiro, no entanto, a categoria alega que o governador tentou dar "calote" nos funcionários públicos.



 
Também para esta quinta-feira, às 14 horas, está marcada uma reunião de negociação entre representantes dos servidores, o secretário da Fazenda Antônio Gavazzoni, o secretário da Administração Derly Anunciação e Décio Vargas, da Coordenação Executiva de Negociação e Relações do Estado de Santa Catarina (Coner). Na oportunidade será discutida a pauta dos trabalhadores com representantes do Governo.  Antônio Battisti, presidente do Sindicato, alerta: "Ou o Governo abre as portas para negociar ou vamos deliberar por greve, ou por um calendário de mobilizações e paralisações". 




A categoria se queixa de descaso. Afirma que mesmo após o Sintespe protocolar ofício pedindo audiência com secretário Derly de Anunciação para o dia 17 - ofício apresentado com cópia ao Coner -, o Governo ignorou e sequer designou alguém para receber os servidores.



Ficou a cargo do tenente coronel Nido Teixeira, chefe da Casa Militar, receber a Comissão Estadual de Mobilização, entrar em contato com Décio Vargas e solicitar documento de Vargas em que se comprometia a receber os servidores com a presença dos secretários da SEA e da Fazenda no dia 25. 



Leia nota publicada pelo Sintespe


"Falta vontade política 

Após a renúncia fiscal de R$ 4,7 bilhões para empresários em 2012, de financiar R$ 200 milhões via Badesc para implantação da BMW em Santa Catarina, depois de garantir reajuste de quase 80% no auxílio moradia dos deputados estaduais, o Governo alega não ter dinheiro nem para revisão da inflação no vencimento de 30 mil servidores que já acumulam perdas salariais de 40%. 



"O Governo tem dinheiro pra muita coisa, mas nunca tem para pagar o servidor", reclama o agente penitenciário Paulo de Bem, presidente da Associação dos funcionários do Complexo Penitenciário Estadual, em São Pedro de Alcântara.  




A presença de servidores da Agesc, Iprev, Deter, Deinfra, Fatma, Secretaria de Educação, da Fundação Catarinense de Educação Especial, Jucesc, Secretaria de Assistência Social Trabalho e Habitação, Secretaria de Justiça e Cidadania, Secretaria de Turismo Cultura e Esporte, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, entre outros, demonstrou força e organização da categoria para seguir a luta pelos direitos. Em protesto ao descaso do Governo, a rodovia SC-401 foi bloqueada por dez minutos. Novo bloqueio deve acontecer no dia 25 (nesta quinta-feira).





Servidores da SJC paralisam atividades

Cansados de tanta promessa não cumprida e, principalmente, de acumular perdas salariais, servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania deliberaram por paralisação das atividades de 18 a 25 de abril e, caso o governador não abra negociação referente à Campanha Salarial, a greve por tempo indeterminado pode ser o próximo passo na luta por direitos.



Até o dia 25 (quinta-feira), somente serviços de alimentação dos presos, escolta para  atendimentos de saúde, alvarás e saída temporária estão sendo cumpridos pelos trabalhadores nos presídios e penitenciárias. O banho de sol, escolta, serviços relativos à entrada de visitantes, compras, assim como retirada dos presos para atendimento de advogados não  serão efetuados.



Após a Assembleia Geral, servidores da SJC foram protestar também em frente à Secretaria. Poucos minutos depois foram convidados a se reunir com a secretária da pasta, Ada de Lucca, Leandro Lima (Deap) e o consultor jurídico Lauro Linhares, onde expuseram, mais uma vez, suas exigências e a falta de condições de trabalho, entre elas: a falta de efetivo, descaso com estrutura, terceirizações e falta de um plano de cargos e salários justo para os técnicos administrativo. 



Na ocasião, Linhares disse que já no dia seguinte (18) começariam a ser chamados para trabalhar praticamente todos os concursados para agentes com Mandado de Segurança. 



Reivindicações urgentes

A pauta tem como principal item o cumprimento da data-base, que deveria acontecer em janeiro e até agora foi ignorada pelo governador, o reajuste da inflação nos vencimentos, a reposição das perdas de 40% nos vencimentos, acumuladas desde 2006, isonomia de gratificações, implementação das promoções e progressões previstas em leis de cargos e salários; auxílio-alimentação aos servidores que estão em licença por motivo de saúde sem que seja preciso buscar o direito no Judiciário; elaboração de um novo plano de cargos e salários justo; aumento do valor das diárias e alimentação em viagens para os servidores; fim do Imposto Sindical."
 

Foto:Sintesp/Divulgação

domingo, 21 de abril de 2013

Servidores prometem parar nesta segunda-feira



Servidores prometem parar nesta segunda-feira
Lages, 22/04/2013, Correio Lageano



Os servidores municipais de Lages prometem greve a partir de hoje, conforme decisão tomada na semana passada. Já os professores decidiram parar a partir de quinta-feira



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O vice-presidente do  sindicato dos servidores, Tomaes de Lacerda Machado, comenta que a greve da categoria deve ter boa adesão. “Passamos em todos os setores e a expectativa é boa. Esperamos uma nova proposta da prefeitura, e estamos abertos à negociação”, afirma. Segundo ele, as principais áreas atingidas devem ser saúde, obras e meio ambiente.



Já a presidente do sindicato dos professores, Silvana Lucena, é possível que a categoria não paralise as atividades na quinta-feira, como ficou decidido na assembleia do dia 18, desde que a prefeitura avance no diálogo. “Desde que até esse dia se apresente uma proposta concreta à categoria”, comenta. Segundo ela, é necessário que o prefeito garanta uma saída às demandas requeridas pelos profissionais da educação.




Foto:Arquivo/CL

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Prefeitura aposta em baixa adesão à greve



Lages, 20 e 21/04/2013, Correio Lageano



Servidores municipais param nesta segunda-feira e o magistério na quinta.



A Prefeitura de Lages prevê baixa adesão à greve dos servidores. A perspectiva é do Secretário de Administração de Lages, Pedro Marcos Ortiz. Neste semana, os servidores municipais decidiram parar a partir de segunda-feira e os professores a partir de quinta. Dentro do quadro da educação, o secretário acredita que merendeiras e motoristas não devam paralisar as atividades.



De acordo com Ortiz, não há possibilidade de atender à principal reivindicação do Sindicato Municipal dos Profissionais da Educação de Lages (Simproel), que é a reposição salarial de 7,95%. “O município tem o posicionamento de responsabilidade com os números, com a gestão e com os gastos. Os professores exigem o repasse na carreira, que é 7,95%, mas achamos impossível pagar, até porque foi demonstrado que há uma deficiência orçamentária”, comentou.



Uma das principais questões que geraram perdas, de acordo com o secretário, foi a queda de 58% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), afetando a Receita Corrente Líquida. “Dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, existe um limite percentual para o empenho da folha de pagamento. Projetamos o índice em cima de uma receita. Quando a receita não atinge o previsto há um afunilamento desse índice”, disse.



O que é possível fazer, afirma Ortiz, é o repasse do abono salarial proposto, de R$ 122, 00 “Hoje, o que é possível, para ser mais justo com as categorias, foi transformar isso em abono a partir de junho”, avalia.



A proposta busca aproximar o piso e o teto dos servidores, com um empenho de forma permanente e incorporado ao salário em janeiro de 2014. Os servidores municipais, porém, lembram que a última proposta foi rejeitada pelo sindicato.  



Setores essenciais não devem parar



Áreas primordiais, como saúde e limpeza urbana, não devem ser afetados. “Ainda precisamos tomar o posicionamento da Secretaria da Saúde, mas o indicativo é de que não haja paralisação dessas áreas”, afirmou Ortiz.



Foto: Afonso Rodrigues

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sem acordo, servidores de Lages fazem greve a partir de segunda



Lages, 18/04/2013, Correio Lageano


Prefeitura ofereceu um abono de R$ 122, na folha de junho, com incorporação em janeiro de 2014




A partir das 13 horas de segunda-feira, os servidores do município de Lages iniciam movimento de greve. A decisão foi tomada em assembleia, na noite de terça-feira, no Teatro Marajoara. Cerca de 500 pessoas participaram.



O presidente do sindicato dos Servidores Municipais de Lages – Sindiserv, Luiz Carlos Reis, disse que a última proposta da prefeitura foi rejeitada pelos servidores que estiveram na assembleia. “Na segunda-feira, estaremos em frente à prefeitura.” Se até lá houver nova proposta, o sindicato passará aos servidores para votação.



Inicialmente, a reivindicação do sindicato era de 10% de reajuste no salarial. Com a negativa da prefeitura, foi pedida a reposição da inflação, de 6,19%, o que também não foi acatado.



Proposta da prefeitura



A última proposta da prefeitura é conceder abono de R$ 122, a partir do mês de junho, a todos os servidores, independentemente da faixa salarial. O valor seria incorporado aos vencimentos em janeiro de 2014. O abono não se estenderia aos comissionados.



O secretário de Administração, Pedro Marcos Ortiz, argumenta que, para a maioria dos servidores esse abono representa bem mais do que o reivindicado pelo sindicato. “Para aqueles que ganham salário mínimo, o aumento real seria de 28,61%, considerando-se os vencimentos do mês de dezembro de 2012”, exemplificou. “É claro que para quem ganha R$ 10 mil, o abono não representa muito, mas o fato é que 82% dos servidores ganham até R$ 2 mil, mais R$ 210 em vale-alimentação. Essas pessoas seriam as mais beneficiadas. Estamos tentando construir novas políticas para diminuir as diferenças entre o maior e menor salário”, explicou.



O secretário de Administração informou, também, que apenas 796 servidores (equivalente a 17%) ganham mais de R$ 2 mil, em um universo de 4.500. “Muitos não conseguiram enxergar os benefícios da proposta”, disse. Reforçando que aqueles que em dezembro de 2012 ganhavam R$ 622 (salário mínimo nacional), mais R$ 210 de vale-alimentação; com o reajuste do mínimo mais o abono oferecido para o mês de junho, passarão a ter rendimentos de R$ 1.010. “Sabemos que os servidores que ganham até R$ 2 mil estão satisfeitos com a proposta”, concluiu.



Ortiz disse que ainda não dá para prever como ficarão os atendimentos à população, pois isso depende da adesão dos servidores ao movimento.



Benefícios segundo o secretário


Mês/Ano          vencimento          vale-alimentação    abono            total

Dez/2012              R$ 622               R$ 210                  -             R$ 732
Jan/2013               R$ 678               R$ 210                  -             R$ 888
Jun/2013               R$ 678               R$ 210               R$ 122       R$ 1010



Foto:Arquivo/CL

quarta-feira, 27 de março de 2013

Prefeito explica a situação e nega aumento



Prefeito explica a situação e nega aumento
Lages, 28/03/2013, Correio Lageano



Trabalhadores querem reajustes mas prefeitura afirma não ter dinheiro para repassar. Negociações continuam sem sucesso.




Sem chegar a um acordo nas tratativas com a prefeitura, professores e servidores públicos municipais continuam em estado de greve. Enquanto professores pedem a incorporação do piso ao plano de carreira,  os servidores brigam pelo reajuste anual, que tem como data base o mês de janeiro, mas ainda não foi definido.



Representantes das categorias foram recebidos pelo prefeito Elizeu Mattos ontem, mas as negociações não avançaram. Os servidores passaram o dia em vigília em frente à prefeitura, na tentativa de pressionar o prefeito para apresentar uma solução.



Os professores receberam o reajuste anual de 7,97% do piso que passou de R$ 1.451,00 para R$ 1.567,00. Em assembleia, a categoria definiu que não abre mão da incorporação do reajuste ao plano de carreira.



“O reajuste beneficiou cerca de 200 professores dos quase 2 mil. Os que receberão são, na maioria, contratados e isso está prejudicando quem tem carreira. Queremos que toda a categoria seja beneficiada e não apenas uma parcela”, explica a presidente do Sindicato Municipal dos Profissionais em Educação de Lages (Simproel), Silvana Arruda Lucena.



A secretária de Educação, Marimilia Casa Costa Coelho, destaca que o prefeito Elizeu Mattos sinalizou boa vontade em fazer o pagamento, mas não esconde que não há verba para tal. “Vamos fazer um estudo minucioso de todos os projetos da secretaria para ver onde podemos fazer cortes de gastos e reverter para a folha dos professores”.



Segundo ela, atualmente, o valor proveniente para o município através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é destinado integralmente para o pagamento de salários dos professores. “Para se ter uma ideia do que investimos em folha, o município ainda precisa injetar mais R$ 2,3 milhões para dar conta de pagar”, afirma.



O secretário da Fazenda, Mateus Lunardi, explica que, como no ano passado a prefeitura concedeu um reajuste de R$ 22%, incorporado ao plano de carreira, acabou deixando de repassar R$ 22 milhões para o LagesPrevi e ao INSS. “Nosso desafio neste ano, além de manter os salários em dia, é não repassar cheques sem fundo para a previdência”, completa.



Sindicato quer a proposta salarial escrita



Os servidores públicos municipais esperam desde janeiro pelo reajuste anual. Em três meses, diversas reuniões foram realizadas, com o pedido de 10% de reajuste, mas as negociações não avançaram.



De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores (SindServ), Luiz Calos Vieira Reis (Risco), na última terça-feira (26), representantes da categoria foram recebidos pelo prefeito Elizeu Mattos, que teria apresentado uma proposta de reajuste em 6%, divididos em três vezes. “Esta proposta foi de boca, não está no papel. Só vamos debater a proposta quando ela for apresentada em documento oficial. O que a categoria decidir, o sindicato vai acatar”, afirma.



Segundo Risco, caso uma proposta não fosse apresentada até a noite de ontem, a categoria poderia entrar em greve. “Vamos entrar em assembleia independente de receber uma resposta e definir os rumos a tomar. Se tiver proposta, vamos decidir se aceitamos ou não. Sem proposta, definiremos por aderir a greve ou não”.



O secretário da Fazenda, Mateus Lunardi, explica que a prefeitura precisa ter muita cautela na hora de repassar reajustes, pois está no limite da Lei Fiscal, no que tange a gastos com folhas. “Vontade de passar o reajuste nos sobra, o que falta é dinheiro e condições legais. Além dos reajustes de salários, temos os R$ 25 milhões em dívidas que ficaram”.


Foto: Núbia Garcia

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

“Operação Lentidão” no Pronto Socorro

“Operação Lentidão” no Pronto Socorro
Lages, 25/01/2013, Correio Lageano, por Susana Küster



Dois médicos do Pronto Atendimento Tito Bianchini fizeram manifesto devido ao atraso dos salários de novembro e dezembro



Nesta quinta-feira (23)  dois dos três médicos de plantão do Pronto Atendimento Municipal (PAM), decidiram fazer um manifesto, denominado “Operação Lentidão”, que consistia em atender somente quatro pacientes por hora no local. Eles tomaram esta decisão porque estavam sem receber os salários de novembro e dezembro.



O manifesto não durou uma hora, mas causou tumulto no PAM. Pacientes aguardaram até quatro horas para ser atendidos. Eliana da Silva, 56 anos, e seu marido, estavam havia três dias com diarreia. Ela também estava com a pressão alta. “Quando perguntei porque estavam demorando, me disseram que eles estavam sem receber e não estavam atendendo”, reclama.



Outro paciente, José Anselmo Girard, chegou no PAM, próximo das 14 horas e foi atendido às 16h30min. Ele tem depressão aguda e passou mal antes de ser atendido. “Fiquei em desespero, queria ser atendido, aí quando cheguei disseram que não estavam atendendo. Como assim?”, lamenta.



Marcos Godoi Dias levou sua namorada Ana Caroline Padilha, ao meio-dia no local, mas ela foi atendida somente às 16 horas. Ela precisava refazer novamente pontos em sua cabeça, devido a um corte que sofreu.



Por volta das 16 horas, os pacientes começaram a ser atendidos normalmente, porque uma reunião entre os médicos da manifestação e o diretor do pronto atendimento, Osmar Guzatti, foi realizada.



Na medida em que os nomes das pessoas começaram a ser chamados, foi constatado que muitas já haviam ido embora, devido à demora no atendimento. Praticamente todas as cadeiras do pronto atendimento estavam ocupadas, algumas pessoas aguardavam do lado de fora na tarde de quinta.



Medidas disciplinares serão aplicadas



O diretor da atenção especializada do Pronto Atendimento Municipal (PAM), Osmar Guzatti, ressalta que os médicos têm direito de se manifestar, desde que comuniquem o Conselho Regional de Medicina (CRM), e a ele, a decisão e com antecedência.



“Depois de 30 minutos do movimento deles, fui para o local e resolvi a situação. Não deixo nada para depois”, frisa. Guzatti afirma que os salários de novembro e dezembro, que ainda não foram feitos, serão pagos nesta sexta-feira (25). Serão tomadas medidas disciplinares contra os dois médicos que participaram do movimento.



Foto: Susana Küster

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Dois sindicatos apresentam propostas aos grevistas

Dois sindicatos apresentam propostas aos grevistas
Lages, 21/12/2012, Corrreio Lageano, por Núbia Garcia




Na tentativa de por fim à greve dos servidores da saúde, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Lages e Região (Stessla) convocou os trabalhadores do Hospital Tereza Ramos para apresentar uma proposta elaborada por eles e por representantes do Governo do Estado. A assembleia deveria ter acontecido na manhã de ontem, entretanto, o SindSaúde interveio, alegando que o Stessla não tem legitimidade para representar a categoria nas questões desta greve.



Somente no HTR, são cerca de 50 servidores que aderiram à greve, menos de 10% do total de funcionários. De acordo com a secretária do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Pública Estadual e Privado (SindSaúde), Edileuza Garcia Fortuna, o Stessla pertence à iniciativa privada, por isso, não teria legitimidade para representar os servidores públicos.



“Para o comando de greve e o sindicato do serviço público estadual, era necessário vir para esta assembleia explicar que quem representa o Tereza Ramos somos nós, e dizer que a proposta que o Stessla estava trazendo, não contempla os servidores que estão em greve. Também falamos sobre a nova proposta do governo, apresentada na quarta-feira (19) à noite”.



Ontem pela manhã, no início da assembleia, grevistas de Lages e Florianópolis tentaram participar da solenidade e, diante da recusa deles em sair, a presidente do Stessla, Maria Goretti Vieira de Arruda Branco, cancelou a assembleia.




Maria Goretti explica que o Stessla elaborou uma nova proposta, que deveria ter sido apresentada aos servidores ontem. “Dentre as nossas conquistas está o pagamento dos dias parados aos grevistas, por escala gradativa, a partir de fevereiro. Também temos uma cláusula que especifica que, caso a negociação do SindSaúde seja melhor para os trabalhadores, passa a valer a deles e a nossa é anulada”.




A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde confirmou que no dia 14, o coordenador da comissão de negociação do Governo, Décio Vargas, esteve em Lages para negociar com o Stessla. Segundo a assessoria, Décio Vargas teria afirmado que “para o governo, o mais importante não é a representatividade dos sindicatos, mas sim o diálogo com os servidores”


Greve pode acabar


A secretária do SindSaúde, Edileuza Garcia Fortuna, informou que, em negociação com representantes do Governo do Estado, realizada na quarta-feira (19), o governo teria garantido a gratificação de 50% do vencimento, continuação da contratação de pessoal, compra de medicamentos e equipamentos para manter o atendimento à população e nenhum corte na hora-plantão, que já é feita há mais de 20 anos.



A proposta, segundo ela, foi formalmente entregue ao SindSaúde na manhã de ontem (20) e hoje, a partir 14 horas, será discutida em assembleia do sindicato. Ela afirma que há grandes chances de que a greve, que já dura 59 dias, possa ter fim.



“A categoria tem tudo para aceitar esta proposta, que contempla nossa pauta e também pela necessidade que se vê de atendimento à população”, completa. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde não divulgou o teor da proposta apresentada pelo governo, apenas confirmou que, caso a categoria aceite, a greve pode estar próxima do fim.



Foto: Núbia Garcia

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Falta sangue em Santa Catarina


Falta sangue em Santa Catarina

Lages, 21/11/2012, Correio Lageano



Historicamente, os bancos de sangue do Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc) passam por uma situação delicada na primeira quinzena do mês de novembro. Isto porque, com a Semana do Doador, que neste ano será comemorada entre os dias 26 e 30, muitos doadores se resguardam para efetivar as doações neste período, o que defasa o banco nas semanas que antecedem a comemoração.



A greve dos servidores da saúde em todo o Estado, que conta com a adesão dos profissionais do Hemosc de Florianópolis, deixou a situação ainda mais crítica. “Com isso, as doações em Florianópolis foram drasticamente reduzidas, o que reflete na hemorrede de todo o estado”, comenta o gerente técnico do Hemosc em Lages, Antônio Jacob Backes.



Florianópolis é o principal ponto de captação no estado, coletando entre 200 e 250 doações por dia. Com a adesão à greve, atualmente têm captado algo entre 50 e 70 bolsas de sangue por dia, um terço do normal.



A situação está tão crítica que, segundo Jacob, na manhã de ontem o Hemosc de Lages recebeu um e-mail da coordenação estadual, solicitando o cancelamento de todas as cirurgias dependentes de plaquetas, pois já há falta deste componente sanguíneo no Estado.



Em Lages, sensibilizados com o problema, os servidores em greve se uniram e doaram sangue na terça-feira (20). O técnico de enfermagem, Jefferson Oliveira Medeiros, 34 anos, aproveitou a oportunidade para colocar em dia seu calendário de doações. “É uma forma de tentar ajudar a suprir a defasagem que estamos enfrentando nos bancos de sangue”, comenta ele, que é doador de repetição (doa com frequência) há cerca de 10 anos.


Foto: Núbia Garcia

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Por falta de negociação, a greve continua


Por falta de negociação, a greve continua

Lages, 09/11/2012,Correio Lageano, por Francielli Campiolo


Servidores da saúde afirmam que nenhum item da pauta de reivindicação foi atendido e cobram prioridade para o setor



A greve dos servidores da saúde acontece desde o dia 23 de outubro e ainda não houve negociação com o governo de estado. Todos os profissionais de Lages continuam em frente ao Hospital Tereza Ramos em regime de revezamento para manter 70% dos serviços à população. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado de Florianópolis (Sindsaúde), a urgência e emergência vêm sendo mantidos, além do atendimento aos pacientes já internados.



Na quarta-feira (7), a audiência pública convocada pela Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa para discutir as reivindicações terminou sem uma decisão final sobre a greve. Representantes do governo afirmaram ser impossível a concessão de reajustes e mantiveram a posição de não negociar enquanto a categoria não voltar ao trabalho. Mas isso não foi aceito pelas entidades que representam os servidores.



As consultas, exames e as cirurgias eletivas já agendadas não estão acontecendo. Duas liminares da Justiça determinam a manutenção de 70% dos serviços de saúde e que os grevistas se mantenham a 200 metros das unidades hospitalares. Porém o diretor do SindSaúde em Lages, Luiz Henrique Leão, afirma que não chegou notificação oficial sobre essa exigência dos grevistas se manterem longe do hospital.



Se for o caso, eles saem do Tereza Ramos, mas vai dificultar o atendimento à população. Ele explica que como o governador, Raimundo Colombo, está viajando, o pessoal que ficou não tem autonomia para decidir as questões da greve. “A gente fica sem saber o que fazer”, conta Leão. O Sindsaúde informa ainda que a falta de materiais e medicamentos nos hospitais é obrigação do Estado fornecer e não é uma reivindicação dos servidores.



A secretária do Sindsaúde, Edileuza Garcia Fortuna, diz que mil servidores participaram da assembleia. Ela ressalta que há falta de remédios em todo o Estado. Em Lages, o buscopan utilizado para amenizar as dores das grávidas e remédios para pressão não atendem à demanda. O jurídico do sindicato irá mover uma ação contra o Estado.




As reivindicações dos servidores


A secretária do SindSaúde, Edileuza Garcia Fortuna, afirmou que está havendo um desvirtuamento das reivindicações da categoria como tática. O movimento repassou uma pauta emergencial de reivindicações ao governo, em que constam a reestruturação da carreira, reposição salarial e contratação de servidores por meio de concurso público.



Ainda pedem a suspensão de medidas que causem impacto financeiro negativo aos servidores, como a interrupção do pagamento de horas-plantão. Nada foi negociado até o momento. Fortuna lembra que, em Lages, falta aparelho de mamografia que está quebrado há mais de um ano. O setor de radioterapia não funciona e já foi inaugurado.



Foto:Francielli Campiolo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Greve de servidores da saúde continua

Santa Catarina, 31/10/2012, Correio Lageano


De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado, a greve continua e será obedecida a determinação judicial de manter 70% dos serviços de saúde e as demais determinações judiciais. O sindicato esclarece também que o movimento é constitucional e legítimo pelo Judiciário, ou seja, a greve não é ilegal. Em nota divulgada à imprensa, o SindSaúde informa que a justiça reconheceu o direito à greve dos servidores da saúde, fixando apenas os limites de como a paralisação deve ocorrer.


O Presidente do SindSaúde, Pedro Paulo das Chagas, explica que apesar de o Governo do Estado ter solicitado ao Tribunal de Justiça de Santa Catariana que determinasse o fim da greve, ela continua, com os respaldos legais. “A greve está firme e forte com mais adesões. Agora aguardamos propostas do Estado”, finaliza.

Professores municipais de São Joaquim estão em estado de greve


Professores municipais de São Joaquim estão em estado de greve

São Joaquim, 30/10/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da Agência de Notícias São Joaquim Online e do Sindicato dos Professores Municipais de São Joaquim (Simproesj)


Professores da rede municipal de São Joaquim estão em estado de greve desde esta segunda-feira (29). Eles reivindicam plano de carreira, ajustes nos salários e o cumprimento de direitos trabalhistas da categoria.



A presidente do Sindicato dos Professores Municipais de São Joaquim (Simproesj), Leomar Cechinel Rodrigues, diz que a categoria busca o atendimento da pauta desde o ano 2000 e que a decisão pelo estado de greve foi tomada em assembleia geral no último sábado (27).


O sindicato listou e divulgou uma série de ações que devem ser adotadas durante o movimento. Entre elas estão a apresentação de uma carta aberta à população sobre a situação da categoria; reuniões nos locais de trabalho; paralisações parciais para discussões em assembleia e pedidos de audiências com a prefeita Marlene Kayser, secretária de Educação e vereadores.



Foto:Agência de Noticias São Joaquim Online/Divulgação

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Governo entra na Justiça mas greve dos servidores continua


Governo entra na Justiça mas greve dos servidores continua
Lages, 29/10/2012, Correio Lageano



A greve dos servidores da saúde de Santa Catarina completa uma semana amanhã. O Governo dos Estado pediu ao Tribunal de Justiça de Santa Catariana que determinasse o fim da greve. Mas segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Públicos e Privados (Sindsaúde), a decisão do  desembargador de plantão, Paulo Henrique Moritz Martins da Silva, na sexta-feira (26), apenas estabeleceu alguns critérios: não barrar funcionários que não aderiram a greve e manter o atendimento em, no mínimo, 70% e fixou multa de R$ 1 mil por dia de descumprimento da decisão.



A secretária do Sindsaúde, Edileusa Garcia Fortuna, que esteve em Lages no fim de semana, reunida com o comando de greve, informa que hoje o sindicato vai pedir na Justiça que o Governo do Estado seja obrigado a negociar durante a greve. “Lei de greve vale para nós e para eles, se temos parâmetros para agir o Governo também deve ter, não é possível que o governo não respeite a greve”, questiona.



Ela acrescenta que o governo pediu duas vezes a ilegalidade da greve, mas não conseguiu. “Vim para Lages para explicar a decisão do desembargador, pois algumas mídias no estado noticiaram que nossa greve é ilegal, mas não é”, explica. Em Lages os atendimentos estão superando os 70% determinados pela Justiça. Inclusive na UTI onde existem 10 leitos, todos estão ocupados, segundo Edileusa o comando de greve poderia atender apenas sete, mas não pretende deixar a população sem amparo. “Ao que parece os médicos do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres entraram em greve porque estão mandando os pacientes para o Hospital Geral”, comenta a secretária.



Questionado, na tarde de ontem, por telefone, sobre os atendimentos no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, o diretor clínico Paulo Duarte Filho, disse que estão dentro da capacidade. “Temos uma limitação, tem dias que não cabe mais ninguém, não sei se aconteceu isso no fim de semana, não fico lá o dia todo, mas se chegou ao limite é possível que não tenham conseguido atender todos”, salienta.



O comando de greve estadual explica que Joinville, Florianópolis e Lages aderiam à greve, o que representa 60% da categoria. No Hospital Geral Tereza Ramos, referência em emergência obstétrica, os funcionários se revezam numa tenda montada ao lado da entrada principal do Hospital. Para passar o tempo jogam dominó e cartas. Alguns não gostam de comentar sobre a greve, acham que se falarem podem comprometer o movimento. Embora alguns servidores estaduais fiquem na tenda, no sábado à tarde, eram cinco, e ontem à tarde 10, os trabalhos não estão comprometidos.



O comando de greve local informa que 70% dos concursados participam do movimento, mas em modo de revezamento para não atingir a população com a falta de prestação de serviço. Uma senhora que está com o marido internado desde a quarta-feira (24), conta que ele é bem atendido. “Só tivemos problemas no dia que chegou por falta de leito, mas graças a Deus foi resolvido”, comenta.



Para a diretora local do Sindsaúde, Rita Gonçalves, a relação com a direção do Hospital está tranquila. Ela acredita que seja pelo fato de estarem atendendo os pacientes “Estamos conversando com os pacientes e acompanhantes sobre nossas reivindicações, e entendem que somente queremos receber de forma justa”, conta.


Saiba mais
 


Manutenção dos valores salariais enquanto a categoria estiver em negociação;

Concessão de Gratificação por Atividade de Saúde (GAS) aos servidores;

Manutenção da reposição de novos funcionários para a abertura de leitos nos hospitais do estadual, garantindo a ampliação de serviços e melhoria de atendimento à população;
Reposição de materiais e medicamentos para melhoria do atendimento à população.






Foto: Suzane Faita

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Governo de SC não negocia e servidores entram em greve

Florianópolis, 22/10/2012, Sindsaúde SC



Nesta segunda-feira encerra o prazo que o próprio Governo do Estado de Santa Catarina solicitou para apresentar uma proposta para a categoria da saúde. Durante toda a semana passada a comissão de negociação ficou na expectativa de ser chamada para reunião, mas não foi, e alega que o Governo continuou tocando seus compromissos como se a movimento da saúde não existisse.



A categoria da saúde diz que cumpriu sua parte no acordo: suspendeu a greve e continuou atendendo integralmente à população. Para o Sindsaúde, o Governo, prova mais uma vez que não tem habilidade para resolver as demandas dos servidores na mesa de negociação e empurra mais uma vez a categoria para a greve.




Em seu site, o sindicato afirma que o próprio secretário adjunto afirmou à imprensa estadual no dia 09 de outubro que há verba disponível para conceder a gratificação dos servidores.


"Para nós servidores, só resta um caminho, o de buscarmos com nossa força e nossa união o que nos é de direito: a gratificação que outras secretarias do Estado já possuem e que é necessária para valorizar nossos salários, pelo respeito das 30 horas semanais", declara nota no site, anunciando greve em todo Estado.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Greve da Saúde começa na terça-feira se proposta do Governo de SC não agradar

Greve da Saúde começa na terça-feira se proposta do Governo de SC não agradar
Lages, 19/10/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da equipe do CL na cobertura de manifesto em Lages e do Sindsaúde SC



Aproximadamente 150 servidores da Secretaria da Saúde de Santa Catarina participaram de um manifesto em frente ao Hospital Tereza Ramos, em Lages, no início da tarde desta sexta-feira (19). A mobilização acentua o estado de greve mantido pela categoria, com paralisações diárias, de uma hora, em todas as unidades.




Além de trabalhadores lotados no hospital e no Hemocentro de Lages, servidores de São José e de Florianópolis colaboraram com a atividade, prevista em calendário de ações. A intenção é sensibilizar a população para que apoie a classe e suas reivindicações. A principal delas, a concessão de Gratificação por Atividade de Saúde (GAS).


A próxima segunda-feira (22) é o "Dia D" do movimento. Na data, o Governo de Santa Catarina, através da Secretaria da Saúde, deve apresentar uma contraprosta para os servidores. Foi em troca desse documento que a categoria adiou a greve e manteve apenas o estado de greve, sem prejuízo ao atendimento da população. Caso essa contraproposta não agrade, a greve inicia na terça-feira (23), em todo o Estado.




Carta do Sindsaúde à população catarinense


"Nós servidores da Saúde do Estado de Santa Catarina vimos através desta carta informar à população o que estamos reivindicando:

1- A manutenção dos valores salariais enquanto estivermos em negociação;

2- A concessão de Gratificação por Atividade de Saúde (GAS) aos servidores públicos da saúde, lotados na Secretaria Estadual da Saúde (SES);

3- Manutenção da reposição de novos funcionários para a abertura de leitos nos hospitais da SES, garantindo a ampliação de serviços e melhoria de atendimento à população;


4- A reposição de materiais e medicamentos para melhoria do atendimento à população.

Para que isso aconteça, desde o dia 31 de agosto nos mobilizamos, e como não houve avanço nas negociações com o Governo, decidimos entrar em greve no dia 9 de outubro.

Na véspera do início da greve o Governo encaminhou um documento solicitando a suspensão da greve e um prazo de 15 dias para apresentar uma proposta sobre a nossa pauta de reivindicação.

Suspendemos a greve até o dia 22 de outubro, e se não tivermos nenhuma proposta digna vinda do Governo, retomaremos a greve no dia 23 de outubro de 2012 às 7 horas.


Esperamos que a população esteja do nosso lado, nos apoiando, já que fazem parte de nossa reivindicação e defendemos os Hospitais Públicos com atendimento 100% SUS. Desde já agradecemos seu apoio e nos colocamos à disposição para mais esclarecimentos."



Foto:Adecir Morais

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Servidores da Saúde de SC paralisam uma hora nesta quarta-feira

Florianópolis, 16/10/2012, Sindasaúde SC



Até o fim do prazo estipulado pela Secretaria de Estado da Saúde para apresentação de proposta, a categoria da saúde segue mobilizada


Nesta quarta-feira (17), às 14 horas, é a vez dos servidores da Saúde do Estado realizarem ato público em Florianópolis. A atividade faz parte de um calendário de ações aprovado em assembleia geral da categoria, junto com a proposta da Secretaria Estadual da Saúde (SES) que pedia prazo de 15 dias para retornar a pauta de reivindicações.



A greve, até o dia 22 de outubro, foi suspensa. Mas a união e mobilização continuam sustentando o movimento. As paralisações diárias de uma hora demonstram que a categoria não dispersou com o tempo solicitado para elaboração de uma proposta. Pelo contrário, os comandos de greve estão ainda mais empenhados nas bases, convocando os trabalhadores e cientes que a greve pode ser retomada, caso a SES não atenda a pauta da saúde.



O ato público que será realizado nesta quarta-feira, na Praça Tancredo Neves, é também espaço para falar diretamente com a população e esclarecer que esta luta não pede apenas valorização salarial, também qualidade e condições de atendimento digno aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Está suspensa a greve dos servidores da Saúde em Santa Catarina

Florianópolis, 10/10/2012, Sindsaúde SC



A categoria da Saúde em Santa Catarina, em assembleia nesta terça-feira (09), em Florianópolis, avaliou e votou pela suspensão da greve iniciada às 7 horas de ontem. A decisão foi tomada depois da Secretaria de Estado da Saúde (SES) solicitar prazo de 15 dias para a elaboração e apresentação de uma proposta.



Até a data, o movimento formado por servidores catarinenses se mantém em estado de greve. A expectativa é que a SES apresente uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. Caso contrário, no dia 23 de outubro, a saúde volta a paralisar suas atividades.



Além da aprovação da proposta, os servidores deliberaram sobre outros pontos do movimento. Entre eles, a manutenção das paralisações de uma hora diária nas unidades, assembleia em aberto, a possibilidade de convocação de assembleia extraordinária e moção de repúdio diante à atitude da administração do Hospital Florianópolis, que está solicitando oficialmente às chefias os nomes dos grevistas. “É importante que os servidores continuem unidos, mostrem a força das paralisações nas unidades. O canal de negociação foi reaberto e devemos mostrar nossa unidade mais do que nunca para conseguirmos vitória”, declara Pedro Paulo das Chagas, presidente do SindSaúde.