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domingo, 17 de agosto de 2014

Criminosos tentam fraudar caixas eletrônicos de agências bancárias em Lages

Lages, 18/08/2014, Correio Lageano



A Polícia Civil investiga uma tentativa de golpe financeiro nas agências da Caixa Econômica Federal de Lages. Na manhã desta domingo (17), duas pessoas tentaram sacar dinheiro nos caixas eletrônicos da agência do bairro Coral e não conseguiram.
Chamaram os responsáveis pelo monitoramento que imediatamente perceberam que as máquinas teriam sido alteradas para o golpe de quadrilha.


A Polícia Militar (PM)foi acionada e encontrou placas falsas, que impediam o saque do dinheiro. Foram encontradas uma placa na agência do Coral, duas na do Centro e uma na da Marechal Floriano. As vítimas conseguiram sacar o dinheiro normalmente. A polícia investiga quem são as pessoas envolvidas no caso.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

MP quer investigar BC por autorizar venda do Banco Panamericano

MP quer investigar BC por autorizar venda do banco de Sílvio Santos
Brasília, 01/08/2014, MSN Notícias


O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a abertura de uma fiscalização sobre o Banco Central por autorizar, entre 2009 e 2010, a compra de uma fatia do Banco Panamericano pela Caixa Econômica Federal (CEF).


A instituição pública pagou R$ 740 milhões no negócio meses antes de o Panamericano quebrar, devido a fraudes financeiras que abriram um rombo de R$ 4,3 bilhões em seu patrimônio.


O procurador Júlio Marcelo de Oliveira sustenta em representação enviada ao ministro do TCU José Múcio Monteiro que, com sinal verde do Banco Central, a Caixa, por meio de uma de suas subsidiárias, fez com o banco de Sílvio Santos uma transação "ruinosa e ilegal".


Caberá à corte, com base nos elementos apresentados pelo Ministério Público e em avaliação de sua área técnica, decidir se abre ou não uma auditoria para apurar a regularidade dos atos praticados pelo Bacen.



"Trata-se da compra de uma instituiçãofalida por um banco público, que trouxe benefícios exclusivos para o antigo grupo empresarial controlador e apenas prejuízos vultosos para a Caixa e para a sociedade brasileira, sem nenhum interesse público a ser atendido e sem a adoção dos procedimentos acautelatórios básicos que qualquer outra instituição financeira adotaria", afirma o procurador na denúncia.



O Grupo Sílvio Santos fechou contrato em dezembro de 2009 que previa a venda de 49% do capital votante e de 21,9% das ações preferenciais do Panamericano para a Caixapar, subsidiária da Caixa. Naquele ano, a instituição pública pagou R$ 517,4 milhões a título de sinal. Em julho de 2010, transferiu os R$ 221,7 milhões restantes dias após o Banco Central dar uma autorização "preliminar" para o negócio. Mesmo com o pagamento integral, a Caixa só passou a integrar o grupo de controle do Panamericano mais de três meses depois.



O Banco Central alega que só detectou fraudes no Panamericano em outubro de 2010, ou seja, após a transação ser concluída. O MP sustenta, contudo, não ser possível atestar que isso é verdade sem uma investigação aprofundada, pois fiscalização sobre eventuais irregularidades no banco de Sílvio Santos já estava em curso no Bacen quando o processo de compra foi avaliado e aprovado. Além disso, já havia fortes indícios no mercado de fragilidades do banco nas suas operações interbancárias.



"O procedimento de fiscalização ocorreu paralelamente. Por que os primeiros indícios de fraude não foram imediatamente comunicados ao setor responsável por avaliar a aquisição? Será que a autorização preliminar foi emitida justamente porque se descobriram graves indícios de irregularidades e era politicamente importante que o pagamento se consumasse logo para criar-se um fato consumado?", questiona, na representação, o procurador.



Segundo ele, o negócio era atípico e os valores envolvidos, muito altos. Por isso, o Banco Central deveria ter iniciado uma investigação já em dezembro de 2009, quando o contrato foi firmado. Na prática, a Caixa fez investimento em um banco que tinha passivo a descoberto quatro vezes superior. Em 2011, após a descoberta das fraudes, o BTG Pactual adquiriu participação com recursos do Fundo Garantidor de Crédito.



Para o MP, cabe ao TCU avaliar com profundidade todos os atos do Banco Central que viabilizaram o negócio. A representação pede ainda que sejam esclarecidos outros aspectos do caso, como o motivo de o Bacen não ter nomeado dirigentes para assumir o Panamericano. Esse procedimento foi adotado em 2013 com o Banco Cruzeiro do Sul, após a constatação de que regras do sistema financeiro estavam sendo descumpridas.



Num processo de acompanhamento já julgado, o TCU isentou em junho ex-gestores da Caixa de multas por supostas irregularidades na compra de participação no Panamericano. O MP recorreu no último dia 18 pedindo a aplicação das penalidades no valor máximo, além da abertura de  processo para apurar quais providências foram tomadas pelo banco público para reaver perdas no negócio.



Em 2012, ao avaliar outros aspectos da atuação do Banco Central no caso, o tribunal entendeu que não houve irregularidades. Procurado pelo Estado, o Bacen informou em nota que naquela ocasião já teve sua atuação julgada pelo TCU, "que a considerou legal e regular, relativamente aos trabalhos de fiscalização e de reorganização societária no Banco Panamericano". "Tal como em relação à primeira representação (do MP), a autarquia está à disposição do TCU para prestar todos os esclarecimentos", acrescentou.



Foto: Eliaria Andrade/Divulgação

quinta-feira, 6 de março de 2014

Correção do FGTS beneficiaria 45 milhões de trabalhadores; mutuário perderia

Quem teve financiamento estudantil também perde, segundo diretor jurídico da Caixa

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Cerca de 45 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados se a Justiça decidir que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve ser corrigido pela inflação a partir de 1999, em vez de pela Taxa Referencial (TR), como manda a lei. 
Esse é o número de pessoas que tiveram ao menos uma conta no fundo desde então, independente de por quanto tempo. É também uma estimativa oficial mais precisa divulgada pela Caixa Econômica Federal (CEF) sobre o possível impacto de uma batalha jurídica na qual é alvo de 76,5 mil ações.
O tamanho da conta ainda é desconhecido.
"Teria de se verificar quem teve saldo em cada período. É quase inviável", diz o diretor jurídico da Caixa, Jaílton Zanon, ao iG. "Quem vai perder são os mutuários do Sistema Financeiro de Habitação [SFH], atuais e futuros."
Na última semana, Zanon liderou a ofensiva junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela suspensão do andamento de todos os processos até que os ministros decidam, em um deles, se o FGTS deve ou não ser corrigido pela inflação. Essa posição será aplicada aos demais casos.
O diretor-jurídico diz apostar numa resposta até meados de 2014. O cenário é positivo, argumenta, pois das 36,1 mil decisões já tomadas, 99% foram favoráveis ao banco.
Leia abaixo os trechos da entrevista.

iG: Qual é o valor estimado do impacto de uma decisão favorável à correção do FGTS pela 
inflação?

Jaílton Zanon: Para fazer essa conta teria de verificar quem teve saldo em cada período. É quase inviável.

Conseguiu-se apurar quantas contas estão ativas desde 1999 e, em tese, teriam o maior impacto 
numa eventual decisão favorável?

Você tem um universo de 45 milhões de trabalhadores com conta nesse período. Como mudam de emprego, fecha[-se] uma conta e abre[-se] outra, você está falando em 200 milhões de contas [em média, cada trabalhador tem quatro contas de FGTS]. [O trabalhador] pode hoje não ter [conta], mas durante o período questionado, teve um emprego com carteira assinada e teve conta no fundo de garantia.

Houve derrota da Caixa em algum Tribunal Regional Federal?

No último levantamento tínhamos 83 julgados, 61 foram favoráveis à Caixa, quatro parcialmente favoráveis 18 desfavoráveis. Boa parte dessas ações, até a maioria delas, corre em Juizado [Especial Federal]. Aí quem decide são as Turmas Recursais. Nessa foram 75 decisões: 74 favoráveis e 1 parcialmente favorável.

Houve decisões na Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais?

Não.

Por que a Caixa resolveu fazer agora a petição que resultou na suspensão dos processos? O recurso especial está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde maio de 2013.

Esses processos vinham numa crescente não muito grande, não havia uma justificativa muito grande para chegar no STJ e pedir isso. A partir de novembro, dezembro [de 2013] o volume de ações começou a aumentar muito. Aí quando chegamos a 50 mil nós decidimos [ir ao STJ]. Aí utilizamos exatamente esse aumento de volume para argumentar com os ministros do STJ essa necessidade de maior celeridade do julgamento. 

É bom para a Caixa que o julgamento ocorra de imediato ou é melhor que leve algum tempo?

No caso da Caixa, a gente mantém a intenção, até por uma questão de lealdade processual, de que seja julgado o mais rápido possível. A definição do assunto é importante para o sistema. A nossa pretensão é que seja julgado neste semestre, mas essa é uma pauta que cabe ao STJ. Do nosso lado, nós temos a convicção de que a melhor tese está do lado da Caixa. 

Tendências

Decisões sobre a correção do FGTS pela inflação nos Tribunais Regionais Federais
Fonte: Caixa Econômica Federal
 
A Caixa trabalha com estratégias de defesa alternativas, de minimização de dano, como os bancos têm feito no caso dos planos econômicos e a poupança?

Há até uma confusão, umas declarações ‘ah, a Caixa vem se apropriando dessa diferença entre TR e outro índice’. A Caixa não se apropria de nada. Ela é o agente operador. A Caixa não fica com nenhum centavo de nada disso. Nesse aspecto, por estar defendendo uma política de Estado, nossa posição é de defendê-la totalmente, não cogitando questões laterais. Na nossa defesa não cogitamos outras hipótese, respeitando a independência do Poder Judiciário. Trabalhamos com a hipótese de ver mantida a íntegra da legislação e a jurisprudência [tendência das decisões] sobre o tema, que atualmente é favorável à Caixa. Como STJ ele trabalha em sede de recurso repetitivo [a decisão se aplicará aos demais processos], a intenção dele é consolidar uma jurisprudência, até por conta disso, como a ampla maioria das decisões é favorável à Caixa, nós temos a expectativa positiva do julgamento favorável ao fundo de garantia.
“ Os bancos não vão ganhar nem perder. Quem vai perder são os mutuários do Sistema Financeiro de Habitação"
 
A Caixa vai entrar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5090, proposta pelo partido Solidariedade para derrubar a correção do FGTS pela TR?

O Fundo de Garantia é uma questão muito importante do Estado brasileiro. Com certeza a Caixa vai atuar nessa Adin, auxiliando na atuação da própria Advocacia-Geral da União (AGU) 

O FGTS já foi objeto de um grande questionamento judicial que resultou no maior acordo do mundo. Existe a possibilidade de realização de um novo acordo na correção pela inflação?

É um posicionamento que nem podemos dar. Isso teria de ser com os próprios representantes do [Conselho Curador do] Fundo de Garantia. Lá no [acordo do] FGTS assim como na poupança, a discussão foi que os planos econômicos teriam ferido direito adquirido dos poupadores e fundistas, pois havia uma regra anterior. Nesse caso não tem nada a ver. A regra é muito clara desde o início, até por isso nós temos conseguido esse grande número de decisões favoráveis.

Divulgação/Caixa Econômica Federal
Jaílton Zanon, diretor-jurídico da Caixa
A Caixa tem dialogado com outros bancos ou pediu apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)?

A rigor, não há prejuízo para a Caixa. Ela cumpre a regra que está prevista em lei. Os bancos também não vão ganhar nem perder com derrota ou vitória nessa questão. Quem vai perder são os mutuários do Sistema Financeiro de Habitação, atuais e futuros. A regra vai ter de ser aplicada para a correção do Fundo de Garantia mas também dos financiamentos habitacionais, porque a maior parte dos FGTS é usada no financiamento habitacional. Sem falar que a TR atualiza outros financiamentos como o estudantil. Para os bancos vai continuar a mesma coisa.

O argumento em algumas decisões favoráveis à correção do FGTS pela inflação é que a Caixa remunera as contas do fundo a 3% e no Minha Casa, Minha Vida empresta a 6,5%. Haveria espaço para uma maior paridade entre o que o trabalhador ganha no FGTS e o que paga no crédito habitacional?

Uma coisa é sair da discussão do índice que atualiza o saldo e o financiamento habitacional e entrar na discussão dos juros. Qualquer banco pode ir no Fundo de Garantia e pegar um valor xis e, a partir desse funding, conceder financiamento imobiliário. Por que? Esses 3% – e esse valor é menor – não é tudo isso para o banco, você tem o custo, os empregados... Apenas uma pequena parte disso é lucro. O que você verifica – e é assim que deve ser na livre iniciativa? Bancos prestam financiamento para média e alta renda, em que há juros maiores. A Caixa tem um lucro muito pequeno, é uma atuação muito mais na lógica social [o banco detém 90% dos financiamentos para baixa renda] do que econômica. De qualquer forma está ligada a juros [e não a índices de correção].

A Caixa tem feito contato com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre condutas claramente irregulares encontradas nessa avalanche de ações do FGTS?

A Caixa respeita totalmente o sagrado direito de qualquer cidadão buscar o Judiciário quando entende que teve os direitos lesados. Agora, sim, nós temos no nosso código de ética [da advocacia] a proibição expressa de captação de clientes para ajuizar qualquer tipo de ação que seja. Quando nós identificamos que isso está acontecendo, fazemos representações junto à OAB. No caso do FGTS, a Caixa já fez representações junto à OAB em alguns Estados.

Fonte: IG

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ruas anitenses recebem calçadas padrão


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Anita Garibaldi, 27/02/2014 Correio dos Lagos

Desde 2010 o projeto para a construção de passeios públicos nas ruas de Anita Garibaldi foi aprovado pelo Ministério Público, junto à liberação do convênio via Caixa Econômica Federal. Já no ano de 2011 o projeto ganhou forma no papel, porém na prática foram encontrados obstáculos, como postes, entradas de garagens entre outros empecilhos que não permitiram a construção das calçadas. Desta forma, passaram-se quatro anos desde a aprovação do projeto até o início dos trabalhos.
As obras no princípio deveriam acontecer na Avenida de acesso principal da cidade, a Av. Idalino Fernandes Sobrinho, porém, devido ao programa do governo que prevê passagem de asfalto por este trecho o projeto foi direcionado a outras ruas. Ainda assim, o primeiro direcionamento foi para a Rua Frei Rogério, mas por conta das dificuldades encontradas, também relacionadas a postes e falta de acessibilidade, foi decidido à transferência para outros lugares.
As construções das calçadas estão acontecendo em três ruas paralelamente, sendo estas a Rua Benjamin Suppi, Avenida Eduardo Salmoria e Rua João Peterle (entorno da lagoa do ginásio). Nesses trechos o prazo para o término é até o final do mês de março, quando de acordo com o prefeito em exercício durante essa matéria, Ivonir Fernandes da Silva, deverão ser apresentadas as prestações de contas na Caixa Econômica Federal.
Segundo informações do departamento de elaboração de projetos do município, o recurso repassado via Caixa Econômica foi de R$ 196. 400,00, sendo que a Prefeitura entrou com contrapartida de R$ 9. 820,00 e mais a mão de obra.
Para isso, uma equipe específica esta focada nesse trabalho. As calçadas obedecem a um padrão de acessibilidade com largura de 1,50 metros, fora a área útil, onde devem estar os postes, placas e inclinações de garagens. Nos lugares onde há passeios adequados apenas uma readequação é feita. “A intenção é implantar este projeto em toda a cidade”, disse o então prefeito.
A dificuldade de implantar os passeios públicos deriva como já mencionada, das formas que se encontram essas passagens. Os postes ao centro impossibilitam a acesso de uma cadeira de rodas, por exemplo, e é um direito da população ter acessibilidade de tráfego. “Na calçada com poste tem que haver uma passagem livre de no mínimo 80 centímetros”, disse Ivonir, que completou: “uma das justificativas pelas passagens estarem assim é por conta de que as ruas foram feitas antes da pavimentação, onde não havia planejamento dessas obras, e hoje ocasiona esse problema”.
Quanto ao projeto de saneamento básico que deve ser implantado no município e que ocasionará no desmanche das calçadas, Ivonir ressalta que o material que está sendo utilizado é próprio para que seja tirado e facilmente reposto. 
Além desse projeto em andamento, mais cinco outros estão em fase de conclusão, como calçamentos e o Parque de exposições. “Queremos dar continuidade nessas obras que trarão benefícios para a comunidade, melhorando o dia a dia das pessoas, através da mobilidade urbana, facilitando o tráfego tanto para as pessoas quanto para os veículos”, finalizou.
De acordo com o setor de projetos, um novo pedido de recursos foi solicitado ao Ministério Público e aguarda definição, além da finalização do projeto, o valor é equivalente a um milhão de reais, o qual será aplicado na continuidade da construção de calçadas.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Assembleia quer solução para problemas

Lages, 16/12/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia


Na tentativa de levar ao conhecimento da Caixa Econômica Federal os problemas enfrentados por moradores de conjuntos residenciais populares, e fazer os moradores serem ouvidos, a Comissão de Proteção Civil da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, promove nesta segunda-feira (16) uma audiência pública, em Florianópolis.


Não é de hoje que os problemas estruturais em condomínios residenciais populares, entregues através do Minha Casa Minha Vida e Programa de Arrendamento Residencial, chamam a atenção. Somente em Lages, mais de 650 famílias sofrem com esta situação.


Eles são moradores dos condomínios Argemiro Wilson Madruga (Madruguinha) e Aristorides Machado de Melo (Lili), no bairro Várzea, além do Valentim Elisboa Anacleto (Tozzo), no bairro Bela Vista, que já enfrentaram diversos problemas.


Os condomínios na Várzea foram entregues há pouco mais de dois anos e já passaram por problemas como vazamento de gás e rachaduras nas paredes. No Bela Vista, entregue em setembro do ano passado, os moradores enfrentaram constante falta de água e, antes da entrega, alguns blocos de prédios precisaram passar por reforma, pois o reboco havia caído.


Audiência Pública acontece hoje


De acordo com o presidente da Comissão de Proteção Civil da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado Jean Kuhlmann (PSD), o problema chama a atenção pela amplitude, pois não é exclusividade dos condomínios em Lages.


A situação já foi registrada em residenciais construídos pelos mesmos programas nas cidades de Joinville, Blumenau e na região Sul. “Temos que trabalhar para tentar amenizar estes problemas e fazer com que aquilo que está errado seja corrigido. Os responsáveis técnicos pelos empreendimentos precisam assumir sua responsabilidade para garantir que os moradores tenham seus direitos respeitados”, afirma.


A Audiência Pública, que acontece hoje a tarde no Auditório da Assembleia Legislativa, em Florianópolis, vai reunir deputados estaduais e federais, membros do Ministério Público, representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Caixa Econômica Federal de várias cidades do estado, além dos síndicos de condomínios que apresentaram defeito nos últimos anos.


“Nosso objetivo é fazer os moradores serem ouvidos, para que possamos realmente discutir este assunto. O que não podemos mais é permitir que haja impunidade”.


Embora os problemas seja recorrentes e tenham acontecido há pelo menos dois anos em todo o estado, esta será a primeira vez que o assunto será debatido de forma tão ampla entre a sociedade civil e autoridades.


Depois desta audiência, a ideia da Comissão de Proteção Civil é conhecer a fundo os casos. A partir de janeiro, será elaborado um roteiro de visitas às cidades onde há empreendimentos afetados, para analisar de perto cada situação.


Jean Kuhlmann, deputado estadual pelo PSD, e presidente da Comissão de Proteção Civil da Alesc


Correio Lageano: Como vai ser acontecer esta audiência pública?


Jean Kuhlmann: A gente vai ouvir a Caixa Econômica Federal e os síndicos de vários condomínios pelo estado, para que eles possam relatar às autoridades o que está acontecendo em cada condomínio. O objetivo é que a população possa se manifestar e apresentar a realidade.


Quais os problemas identificados?


Várias pessoas têm reclamado de problemas estruturais nos condomínios, como rachaduras e vazamento de gás, além da falta de segurança. Queremos, com a audiência, permitir que os representantes dos moradores possam relatar de forma mais detalhada, mostrando exemplos práticos de problemas que aconteceram. A ideia é que as autoridades ouçam e possam tomar alguma providência, que é uma exigência da Comissão de Defesa Civil da Alesc.


Depois de ouvir os síndicos, qual o próximo passo?


Vamos entender o que está acontecendo para tomarmos uma decisão sobre como fazer o encaminhamento. A ideia é fazer um trabalho de cooperação em conjunto com o Ministério Público para encontrar uma solução para estes problemas.



Fotos: Arquivo CL

domingo, 3 de novembro de 2013

Erro no FGTS dá direito ao trabalhador de pedir correção de valores

Lages, 03/11/2013 Brettas & Reis Advogados

Trabalhadores que possuíram dinheiro na conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) entre os anos de 1999 e 2013 têm direito a correção da diferença do saldo atualizada pela TR (Taxa Referencial) e pela inflação.
O FGTS foi instituído em 1966, através dele, todo trabalhador tem direito a uma conta para o fundo na Caixa Econômica Federal, na qual o empregador deve depositar mensalmente o percentual de 8% sobre o salário. Todo ano, a Caixa aplica, sobre o valor depositado na conta do Fundo de Garantia de cada trabalhador, juros de 3% mais correção pela TR (Taxa Referencial), que é aplicada mensalmente. A TR é um valor publicado todo mês pelo governo federal, porém, esta taxa não recompõe a inflação, e isto vem provocando perda para os trabalhadores desde 1999.
Na ação de correção do FGTS, com o pedido de liminar, é argumentado que o incide no cálculo dos juros do FGTS seja revisado. Em média, o trabalhador que tinha R$ 1.000 na conta do FGTS no ano de 1999 tem hoje apenas R$ 1.340,47. Os cálculos corretos indicam que a mesma conta deveria ter R$ 2.586,44. Ou seja, uma diferença de aproximadamente 48%.
Quem tem direito:
Todos os trabalhadores que possuíram dinheiro na conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) entre os anos de 1999 e 2013.
Documentos necessários para ajuizar a ação:
• Cópia da carteira de identidade;
• Comprovante de endereço;
• Carteira de Trabalho, onde conste o nº do PIS/PASEP, ou Cartão do PIS;
• Extratos do FGTS;
• Carta de concessão do benefício (no caso dos aposentados).

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Servidor da prefeitura de Lages leva susto ao ver a conta bancária

Lages, 01/11/2013, Correio Lageano



Na manhã desta quinta-feira (31), os servidores públicos municipais tiveram um susto, pois o salário não estava depositado em suas contas. Isso gerou preocupação, mas o contratempo foi resolvido antes do meio-dia. A situação ocorreu em função do sistema da Caixa, que não creditou o montante em um único lote.




Conforme o decreto nº 13.881 que fixa o calendário do ano de 2013 para o pagamento dos servidores, a data para o pagamento de outubro foi definida para o dia 31.




Uma pessoa que preferiu não se identificar, no início da manhã desta quinta-feira, foi checar a conta e não tinha saldo. Conversando com os colegas, pensou que o pagamento não havia sido depositado.



O assessor administrativo e financeiro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Lages (Sindserv), Célio Guimarães, disse que muitos ligaram ao sindicato para comunicar o fato ou saber do problema. “A falta do lançamento deu um susto no pessoal, mas creio que não deva ocorrer novamente”, afirmou Guimarães.




O mesmo aconteceu com o Sindicato dos Professores de Lages. Segundo a presidente Silvana Arruda Lucena, alguns professores entraram em contato para saber o que havia acontecido.




“Não houve atraso”, explica secretário

Ambos os sindicatos entraram em contato com a prefeitura. Conforme o secretário da Fazenda, Mateus Lunardi, o valor do pagamento foi depositado um dia antes. O montante da folha é de R$ 12 milhões. “Não houve nenhum atraso, apenas o sistema da Caixa não creditou o valor em um lote imediato, mas tudo está regularizado”. Ao meio-dia desta quintqa-feira, todos os servidores receberam o pagamento.




O Correio Lageano procurou a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, mas não conseguiu contato. Um funcionário do banco explicou que esse foi um procedimento normal, o valor é debitado da conta da prefeitura e como a demanda é muito grande, o pagamento é feito por lotes, sem qualquer critério de escolha das contas.


Foto:Divulgação

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Recuperação de asfalto em 50 ruas, será?

 Lages, 24/09/2013 Milton Barão

Motivo de reclamação geral pelas péssimas condições da camada asfáltica, que já não tem mais lugar para remendos e tapa buracos, finalmente a administração municipal garante um programa de recuperação, com recursos da Caixa, que vai ser aplicado em 50 ruas.
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Inicialmente serão quatro, todas no bairro São Cristóvão: Pernambuco, Piauí, Ceará e Alagoas, cuja ordem de serviço foi entregue na manhã desta terça-feira. O prefeito Elizeu garantiu que as outras 47 serão “atacadas” em dezembro. Conversas de bastidores questionavam a escolha dessas ruas, já que tem outras bem pior, como a Avenida Antonio Ribeiro dos Santos, na Varzea.
Também chama atenção é que justamente a CCL, que já toca quatro obras, que nunca terminam: Anastácio da Silva Mota, Cirilo Vieira Ramos, Avenida Santa Catarina e acesso do Aeroporto Regional, é que tenha sido escolhida.

Foto: Jota Damasceno/Radio Guri

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Feirão da Casa Própria oferece mais de mil imóveis

Feirão da Casa Própria oferece mais de mil imóveis
Lages, 07/06/2013, Correio Lageano



São casas e apartamentos de R$ 90 mil a R$ 450 mil que podem ser financiados pela Caixa Econômica Federal.




“Ter uma casa para chamar de sua”, ou ainda “Sonhar não custa nada.” Esses bordões podem se tornar realidade com o Feirão Caixa da Casa Própria, que reunirá em um só local  construtoras, imobiliárias, lojas de material de construção e agentes de crédito. Quem for ao Centro Serra entre os dias 28 e 30 de junho poderá escolher entre mais de mil imóveis, de vários preços, tamanhos e níveis de acabamento.  



Há nove anos, a Caixa Econômica Federal promove o Feirão. Nesta edição, além das capitais, o evento será realizado nas principais cidades do interior do estado. “Já fizemos em Tubarão, junto com a Feira da Casa Própria, em Criciúma será neste final de semana e é a primeira vez que trouxemos o Feirão para Lages,” comenta o superintendente regional da Caixa, para o Sul e Serra de Santa Catarina, Robert Kennedy Lara da Costa.




O objetivo da CEF é incluir o evento no calendário anual de Lages, permitindo que a população possa escolher entre diferentes tipo de imóveis na planta ou imóveis prontos. O feirão permite que a pessoa compare e também barganhe pelo preço dos imóveis. Quem possui renda compatível e não possui restrição cadastral pode se beneficiar com as linhas de financiamentos da Caixa Econômica.  



Dependendo da faixa de valor do imóvel e da renda da família, o interessado pode ainda financiar pelo Programa Federal Minha Casa Minha Vida. “Neste tipo de evento, quem vende também se prepara para oferecer produtos de qualidade e bons preços. A concorrência é muito forte,” diz Robert Costa. Os imóveis são pré-avaliados pela Caixa, o que impede que possuam problemas de documentação.



O superintendente regional da Caixa explica que em Lages o Feirão da Casa Própria será um pouco diferente. Irá agregar além da oferta de imóveis, parceria com lojas de materiais de construção, seguros habitacionais, empresas de arquitetura de interiores e exteriores e consórcio imobiliário, modalidade que a pessoa programa a compra do imóvel sem pagar juros.



Negócios podem ser fechados pós-evento



A experiência da Caixa Econômica Federal aponta que o Feirão Caixa da Casa Própria gera resultados positivos ao longo de seis meses. Muitas pessoas olham os imóveis, aprovam, mas não fecham o negócio sem conhecer o terreno, o bairro ou até o apartamento modelo. Depois procuram o banco para financiar.



“Nosso objetivo é colocar a disposição da população financiamentos habitacionais. A Caixa é considerada o banco habitacional do Brasil, já que detém 75% do mercado de imóveis,” explica o superintendente regional da Caixa, para o Sul e Serra de Santa Catarina, Robert Kennedy Lara da Costa.




Lages é um dos municípios do Brasil que mais acessou o Minha Casa Minha Vida, na faixa 1, até três salários mínimos. O desafio da Caixa Econômica está em desenvolver financiamentos de imóveis para as faixas 2 e 3. “Tem empresas de outras regiões que nos procuraram para construir imóveis para famílias destas faixas de renda. Queremos fazer essa parceria com empresas de Lages,” argumenta Robert.



Somente este ano, em Lages, será entregue outro conjunto com 320 unidades habitacionais e com recursos do PAC serão edificadas mais 200 unidades no Bairro Ferrovia. Atualmente, em obras, a Caixa está financiando mais de R$ 100 milhões na cidade.



Como participar
  • Local: Centro Serra, com entrada franca
  • Dia 28 de junho: das 18 às 21 horas
  • Dia 29 de junho: das 9 às 21 horas
  • Dia 30 de junho: das 10 às 17 horas
Produtos
  • Mais de mil imóveis entre R$ 90 mil e R$ 450 mil;
  • Seguros habitacionais,
  •  Móveis Card - Concebido para adquirir bens duráveis, para quem comprou imóveis pelo Programa Minha Casa Minha Vida.
  •  Construcard - Aquisição de móveis e material de construção.
  •  Financiamentos - Via Caixa Econômica Federal


Foto: Susana Küster

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Obras de residencial serão retomadas


Obras de residencial serão retomadas
Lages, 17/05/2013, Correio Lageano



Em duas semanas a nova construtora deve assinar o contrato para terminar o residencial Pedro Filomeno de Abreu



Desde o dia 27 de março, as obras de construção do residencial Pedro Filomeno de Abreu, no bairro Bela Vista, estão paralisadas. A Caixa Econômica Federal, que financia a obra por meio do programa Minha Casa Minha Vida informa que lançou o edital e uma nova empresa se interessou em concluir o projeto.




O superientende da Caixa Econômica Federal, Robert Kenneddy Lara da Costa, informa que depois que em comum acordo o banco e a construtora Kaufmann decidiram romper o contrato, foi necessário fazer uma avaliação da obra, a fim de saber o que foi construído, o que há de material disponível no local e o que ainda precisa ser feito.




Depois que o relatório da obra foi finalizado, aconteceu a chamada pública, na qual outra empresa se mostrou interessada em concluir o projeto. “A empresa que demonstrou interesse está analisando o nosso relatório”, explica Robert Costa.



Na próxima semana o relatório será entregue à empresa, que tem o prazo de uma semana para responder se aceita continuar os trabalhos. Se não houverem contratempos, a previsão é que a obra reinicie dentro de duas semanas. “Se ela disser que sim, a gente assina o contrato entre os dias 20 e 24 deste mês”, informou o superintendente.



Ainda não existe prazo para a conclusão da obra, mas Costa destaca que o objetivo da Caixa é que isso seja feito o quanto antes. Quem dá o prazo é a construtora. Segundo ele, com a saída da empresa Kaufmann, o objetivo é aumentar a qualidade da construção. “O projeto antes não tinha a previsão de pisos, agora nós queremos que a obra seja entregue com os pisos prontos”, acrescenta o superintendente.




Famílias beneficiadas estão selecionadas



Segundo ele, algumas famílias têm prioridade no recebimento do benefício, como aquelas em que a mulher é a chefe da família. O secretário municipal de Habitação, Ivan Magaldi Junior, informa que as 300 famílias que vão ocupar o residencial estão determinadas.




De acordo com Magaldi, quem faz a triagem para determinar quem são os beneficiados é a equipe da assistentes sociais da prefeitura, atendendo os que se enquadram no Minha Casa Minha Vida. “Quem precisa a gente chama, quem não precisa é retirado”, afirma.
 



Foto: Joana Costa

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Obra da avenida Ponte Grande deve começar em junho

Obra da avenida Ponte Grande deve começar em junho

Lages, 30/04/2013,Correio Lageano, por Suzani Rovaris


Alguns documentos exigidos pelo Governo Federal são os atuais impasses



As obras da avenida Ponte Grande podem começar a partir de junho. A construção só não iniciou até agora em função de documentos pendentes. O canteiro de obras está pronto e a empresa responsável pela execução, a Sulcatarinense, está contratando pessoas para trabalharem.



A ordem de serviço autorizando o início da construção da Avenida Ponte Grande foi assinada pelo prefeito de Lages, Elizeu Mattos, porém, segundo o secretário de Planejamento, Jorge Raineski, posterior a isso, a Caixa fez restrições de documentos federais. Esses documentos, segundo Raineski, são exigidos pelos ministérios associados ao banco.



Um deles é a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para dar início à rede de drenagem pluvial por parte da via férrea. Nesta obra, serão colocados cinco tubos com diâmetro de cinco metros.



Na última sexta-feira (26) foi publicado no Diário Oficial da União, o licenciamento para cumpri-lo. “Essa é a parte mais complexa da Avenida Ponte Grande, que está em andamento”, afirma o secretário.



Outro é um documento ambiental, exigido pelo Ministério do Meio Ambiente. Solicita um levantamento de todas as árvores que estão ao longo do trecho e precisam ser cortadas para a execução da obra. “Temos que contratar um serviço para verificar toda a vegetação e depois apresentar um plano de compensação”, completa.



Ele ainda fala sobre outro documento exigido. Este terceiro é referente a um histórico, certificando que o trecho não possui sítios arqueológicos que possam ser prejudicados pela avenida. “Isso mostra a quantidade de entraves que precisamos enfrentar para iniciarmos a obra”. O secretário ainda explica que essas demandas podiam já ser exigidas assim que os projetos iniciassem, mas não é o que acontece.



“Melhor se os Ministérios já tivessem exigido esses documentos. Por exemplo, estamos contatando a ANTT por diversos dias para nós encaminharmos a autorização e iniciarmos a obra de rede pluvial, só que o órgão possui uma demanda de pedido muito grande e, por isso, não consegue atender o prazo  solicitado.”



Tecnosocial atende famílias trabalhadores



Mesmo que a obra ainda não tenha iniciado, já funciona um departamento social que atende as famílias impactadas pela obra. As pessoas que moram naquela região e estão com dúvidas quanto ao projeto e as áreas atingidas, podem procurar O Tecnosocial, na rua Guerino Omizzolo, nº 287, bairro Caravaggio.



Além disso, a empresa responsável pela execução, a Sulcatarinense, está contratando pessoas para trabalharem na obra. Os interessados devem procurar o Tecnosocial ou o canteiro de obras, no bairro Caça de Tiro, que funciona junto à Estação de Tratamento.




Foto:Suzani Rovaris

terça-feira, 9 de abril de 2013

Com residenciais, aumenta população



Com residenciais, aumenta população
Lages, 09/04/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia



Quando o segundo conjunto habitacional do Pró-Morar estiver pronto, mais de 500 famílias terão se mudado para o bairro



Nas últimas três décadas, o Bela Vista e o Pró-Morar cresceram e passaram por mudanças significativas. De ruas pavimentadas ao crescimento da população e da oferta de serviços para a comunidade, vários fatores contribuíram para o desenvolvimento destes bairros, localizados na parte sudeste da cidade.



Em nove anos, pelo menos oito ruas que eram de chão batido receberam pavimentação. O asfaltamento da avenida Engenheiro Paulo Ribeiro, principal via que liga os dois bairros, possibilitou que coisas simples, como a circulação do ônibus urbano dentro dos bairros, fossem ampliadas.



Recentemente, a população dos dois bairros, que juntas ultrapassavam quatro mil moradores, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), cresceu consideravelmente.



Com a entrega do Residencial Valentim Elisboa Anacleto (Tozzo), um loteamento popular construído através do programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida, em setembro do ano passado, mais 240 famílias (cerca de 720 pessoas) passaram a residir no Pró-Morar.



Após a  conclusão do residencial Pedro Filomeno de Abreu, que está sendo construído ao lado do Tozzo e tem previsão de conclusão para o final deste ano, outras 300 famílias (em torno de 900 pessoas), devem se mudar para o bairro.



O sonho de ter uma casa própria é realizado



A aposentada Celoni Waltrick da Silva, 56 anos, é uma das cerca de 720 pessoas que se mudaram para o Residencial Tozzo, em setembro do ano passado. Assim como a maioria dos vizinhos, através do programa Minha Casa Minha Vida (pelo qual financiou o apartamento onde mora) ela conseguiu realizar o sonho de ter sua casa própria.
“Foram 20 anos com o cadastro na Secretaria da Habitação para conseguir realizar meu sonho e eu nunca perdi a esperança de ter meu cantinho”, diz.



Celoni mora somente com o marido, Antônio Clóvis Mendes da Silva, 53 anos. Antes de se instalar no Tozzo, eles moravam de aluguel, primeiro no Copacabana e por último no Santa Helena, onde morou por três anos. Sobrevivendo com apenas dois salários mínimos, Celoni acredita que não conseguiria comprar um imóvel se não existissem programas como este. “O salário da gente é pequeno e os financiamentos são muito altos”.




Com aluguel, ela gastava em média R$ 250 por mês e agora, paga menos de R$ 60 nas prestações da casa própria. O que sobra de diferença entre o aluguel e a prestação, ela tem guardado para comprar coisas novas para sua casa. “Sou muito feliz de ter realizado este sonho. Até os serviços da casa eu faço com mais gosto hoje em dia”, completa.



Diminuição do déficit habitacional



De acordo com o secretário de Habitação, Ivan Magaldi, a construção dos dois loteamentos populares no Pró-Morar, embora não resolvam o problema, contribuíram para diminuir o déficit habitacional do município, que hoje é de aproximadamente quatro mil moradias.



“Estes loteamentos populares são importantes porque conseguimos retirar pessoas de áreas de risco. Elas passam a ter uma moradia digna e com endereço fixo. Estes projetos do Governo Federal  levam dignidade aos cidadãos”, analisa.



Mais um condomínio



Na última semana, a Caixa Econômica Federal e a Construtora Kaufmann, responsável pela construção dos condomínios populares em Lages, romperam contrato. Após isso, a Caixa assumiu a responsabilidade pelas obras do residencial Pedro Filomeno de Abreu, que deve receber aproximadamente 300 famílias.



Segundo informações do secretário de Habitação Ivan Magaldi, a construção do condomínio deve ser finalizada até outubro e as famílias poderão se mudar ainda este ano. Os empreiteiros contratados pela construtora Kaufmann afirmaram que estão cobrando o pagamento pelos serviços prestados e alegam que o dinheiro deixou de ser repassado desde dezembro de 2012.



Crescimento da população


Residencial Valentim Elisboa Anacleto (Tozzo)

• Entregue em setembro de 2012
• Cerca de 240 famílias (ou 720 pessoas) realizaram o sonho da casa própria


Residencial Pedro Filomeno de Abreu

• Previsão de entrega: outubro de 2013
• Outras 300 famílias (em torno de 900 pessoas) deverão se mudar para o bairro



Fotos: Núbia Garcia

terça-feira, 2 de abril de 2013

Sem dinheiro, empresas paralisam construção



Sem dinheiro, empresas paralisam construção
Lages, 03/04/2013, Correio Lageano



Construtora e Caixa rompem contrato e empreiteiros pedem explicações.



As obras para a construção do residencial Pedro Filomeno de Abreu, no bairro Bela Vista, foram paralisadas na última quarta-feira (27). Os empreiteiros contratados pela construtora Kaufmann cobram o pagamento pelos serviços prestados, alegando que o dinheiro deixou de ser repassado desde dezembro de 2012.



Na manhã de ontem, representantes das cinco empreitas contratadas para trabalhar no residencial se reuniram em frente à obra, cobrando da empresa Kaufmann o repasse de aproximadamente R$ 350 mil, correspondente ao pagamento dos trabalhos prestados desde dezembro, conforme informou o empreiteiro Joanir Antunes de Oliveira.



“A Caixa repassou o dinheiro para a empresa, que levou para Porto Alegre e não repassou para a gente”, afirma Joanir. Os pagamentos às empresas contratadas pela Kaufmann eram realizados a cada 45 dias, mas deixaram de ser pagos no final de 2012. Com o anúncio de que a construtora não vai mais continuar à frente do projeto, os trabalhadores temem que o dinheiro não seja repassado.



O engenheiro civil e empreiteiro Osmar Boiera de Oliveira informa que o grupo conversou com o engenheiro Juliano dos Santos Pucci, que é responsável pela obra, e ele teria assegurado que as contas serão fechadas e o dinheiro será repassado.



“Se a empresa declarou que não tem dinheiro para pagar, nós vamos receber quando? Essa é a pergunta que não quer calar”, questiona. Segundo Osmar Boeira, empreiteiros e funcionários receberam a ordem de retirar os equipamentos do canteiro na semana passada e agora estão impedidos de entrar no local.



Kariziane Aparecida do Rosário é funcionária vinculada diretamente a Kaufmann. Ela declarou que a falta de informações é preocupante. Segundo ela, os salários estão em dia, mas quem saiu de férias e fez a rescisão de contrato ainda não recebeu o pagamento devido. “A gente está a ver navios, esperando o que eles vão fazer”, acrescenta.



Caixa e Kaufmann decidem interromper o contrato



O superintendente da Caixa Econômica Federal, Robert Kennedy Lara da Costa, informou que o banco está implementando projeto de melhorias na qualidade dos empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida e por isso a Caixa e a empresa optaram por fazer um destrato, ou seja, romper o contrato em comum acordo.



“A gente conversou com a Mara (Kaufmann, diretora da empresa) e diante de uma série de situações de implementação de melhorias  entende-se que o destrato era o melhor”, afirmou o superintendente.



Ele assegurou que a obra, que está 90% concluída, vai ser entregue. Uma consulta pública será realizada e outra empresa será contratada para terminar as obras. A sócia-diretora da empresa, Mara Kaufmann declarou que não vai comentar o assunto.
A construção do condomínio Pedro Filomeno de Abreu tem investimento de R$ 12,8 milhões, com financiamento da Caixa Econômica Federal.



Foto:Joana Costa

quarta-feira, 27 de março de 2013

Caixa móvel ocupa Largo da Catedral


Por conta da troca de banco na prefeitura, onde saiu o Itaú e entrou a Caixa, foi alegado necessidade de reforma do posto de serviço que funciona junto ao setor de tributos. A previsão é de que demore tres meses (não sei porque tanto).
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Por conta disso a Caixa trouxe uma agencia móvel, a qual foi instalada exatamente no Largo da Catedral, chegando inclusive a tirar a vista da janela do chefe de gabinete Volnei Constante.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Avenida Ponte Grande: Formado grupo que acompanhará a execução da obra



A equipe acompanhará todo o processo, desde a captação de recursos até a finalização, conforme determinação do prefeito Elizeu Mattos
Foto: Nilton Wolff / Comissão formada quarta-feira para acompanhar e fiscalizar os trabalhos
Uma comissão foi formada, nesta quarta-feira (20), para fazer o acompanhamento e fiscalização das obras de construção da avenida Ponte Grande. Os integrantes do grupo são representantes das Secretarias da Habitação, Infraestrutura, Planejamento e Assistência Social, da Caixa Econômica Federal e as empresas responsáveis pela execução da obra.
O grupo, coordenado pelo secretário do Planejamento, Jorge Raineski, irá acompanhar todo o processo, desde a captação de recursos até a finalização, conforme determinação do prefeito Elizeu Mattos. “A comissão deverá se reunir a cada dois ou três dias para verificar todas as demandas e pendências, a fim de evitar que recursos escapem de nossas mãos”, afirma.
A empresa Prosul, que fará o projeto técnico social, comprometeu-se em um prazo de dez dias instalar um escritório junto ao canteiro de obras da empresa Sulcatarinense, que construirá a avenida. A estrutura será montada no bairro Caça e Tiro, com técnicos da empresa e equipamentos voltados exclusivamente para a obra. “O projeto técnico social é o primeiro a ser desenvolvido, pois é necessário preparar a comunidade antes de iniciar o trabalho efetivamente”, diz Raineski.
A empresa Mara Kaufmann é responsável pelo projeto de realocação das famílias que serão remanejadas, o qual será apresentado nos próximos dias. “Havia sido estudada uma área no bairro Ferrovia, para instalar a parte de apoio, como postos de saúde e creche, mas foi definido que o bairro Caça e Tiro oferece melhores condições para isso”, afirma.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Mais uma agência da Caixa

Lages está ganhando mais uma moderna agência da Caixa Econômica Federal.
O bom de tudo, é que ela fica pertinho de minha casa, na Av. Marechal Floriano. E olha que está ficando bonita, e deve inaugurar em breve.
Fica bem em frente ao Facvest. Portanto bem localizada, com estacionamento sobrando e longe do tumulto do Centro.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Porta giratória irrita cliente, que tira a roupa em agência bancária



Porta giratória irrita cliente, que  tira a roupa em agência bancária
Lages, 01/03/2013, Correio Lageano, por Susana Küster


Segundo o aposentado Flares Varela, porta apitou 10 vezes e ele não conseguiu entrar no banco



O aposentado Flares Roberto Varela, 43 anos, tentou, na quarta-feira, entrar na Caixa Econômica Federal de Lages, mas não conseguiu porque a porta giratória, segundo ele, travou 10 vezes.



Ele diz que se sente humilhado e constrangido com a situação. “Na primeira vez tentei entrar, apitou a porta. Aí coloquei o celular na caixinha. Aí apitou de novo. Saí e outra pessoa conseguiu passar. Nisso, falei para o guarda que tenho prótese de titânio, mas ele disse que isso não influencia na porta. Tentei de novo e travou novamente. Aí veio outra pessoa e a porta travou, mas ao colocar algo na caixa, essa pessoa voltou e conseguiu passar”, lembra.



Depois disso, ele diz que tentou passar novamente e não conseguiu. “O guarda disse para eu tentar na outra porta, mas também travou. Nisso, ele perguntou se o meu coturno tinha ponteira de aço. Apesar de não ter, eu tirei e fiquei descalço. Nisso, ele me disse para eu esperar o gerente”, conta.



Segundo o aposentado, quando o gerente chegou ele já havia tentado entrar 10 vezes na agência. O gerente perguntou se o coturno tinha ferro, como ele já havia colocado os sapatos, os tirou novamente e tentou entrar. “A porta apitou de novo. Aí ele me perguntou se eu tinha algum metal no corpo, eu então tirei a camisa e tentei passar. Mesmo assim, ele me falou que eu tinha metal no corpo. Aí tirei a calça e tentei passar. Fiquei só de cueca na Caixa”, relata.



Flares diz que o gerente se apavorou e saiu junto com o guarda. O apossentado afirma que saiu inconformado e foi procurar um advogado. “Há alguns dias, consegui entrar na Caixa depois que deixei o celular”, diz.



Ele conta que foi em outros dois bancos antes de ir na Caixa e conseguiu entrar sem nenhuma dificuldade. O aposentado registrou boletim de ocorrência e vai entrar com uma ação por danos morais e materiais. Seu advogado, Clineu Antunes Vieira Filho, explica que a ação é também material, porque seu dano moral foi materializado.



O filho de Flares viu o episódio que o pai enfrentou e sua mulher, que estava dentro do banco para trocar um cheque, não soube o que estava ocorrendo. “Fui ao banco para dar segurança à minha esposa, que estava na parte interna trocando um cheque. Todos sabem que os guardas podem liberar a porta. Por que não fizeram isso?”, lamenta, dizendo que nunca mais quer ir à agência.



Gerente diz que sistema é para segurança do cliente


O gerente geral da Caixa Econômica Federal (CEF), Luís Antônio Pacheco de Andrade, afirma que o cliente Flares Roberto Varela não conseguiu passar  porque tinha algo feito de metal no corpo.



Ao ser indagado porque Varela, com platina no cotovelo devido a uma lesão, já havia conseguido entrar na CEF em outro dia e porque não tinha conseguido, o gerente disse que somente próteses grandes travam a porta. “As pessoas que têm marcapasso não conseguem entrar e entram pela porta ao lado”, diz.



Ele afirma que Varela não tentou entrar na agência 10 vezes e sim duas. “A porta tem sensores, se houver muitas moedas, ela trava. Mas se tiver celular e chaves, ele não trava. Há um volume de metal por peso, mas não sei dizer a quantidade”.



O gerente afirma que a porta giratória é uma segurança para os clientes e também para os funcionários do banco. “O guarda-volume existe para as pessoas colocarem seus objetos”.



Ele diz que os vigilantes não podem travar a porta, mas podem liberar. “Para liberar, o vigilante chama o gerente, que libera”. Pacheco diz que quando outro gerente foi chamado, Varela já havia tirado a roupa. “Ele deveria ter falado que tinha platina no cotovelo, a porta pode ter travado por isso”, finaliza.



Em SP, mais de mil ações já ocorreram


Devido ao elevado número de ações judiciais por constrangimentos, danos morais e até mortes, alguns bancos estão optando por retirarem as portas giratórias. No ano passado, só no Tribunal de Justiça de São Paulo, já foram mais de mil ações de clientes pedindo reparação por danos morais em portas giratórias. O equipamento já está sendo retirado de algumas agências de dois dos principais bancos brasileiros.



Apesar de não serem uma obrigatoriedade em agências bancárias, os bancos em Lages não vão retirar esse equipamento de segurança. Santa Catarina e Lages possuem legislação que obriga as agências a terem as portas giratórias com detector de metais.
A Lei Federal que rege a segurança das instituições é a 7.102, de 1983.  



Segundo a legislação, é obrigatório que haja vigilantes, alarme com comunicação e mais um item. Porta giratória com detector de metais, sistema de monitoramento com câmeras e cofre com retarde de abertura são alguns dos itens que se incluem no terceiro mecanismo de segurança.



Instaladas nas décadas de 1980 e 1990 para coibir a ação de criminosos. Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a instalação das portas giratórias reduziu o número de assaltos nas agências metropolitanas.



Foto: Susana Küster e Divulgação