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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Preço dos imóveis em Otacílio Costa dispara

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Otacílio Costa, 09/12/2013 Correio Otaciliense

 Na última década, o preço dos imóveis em Otacílio Costa, uma das maiores cidades da Serra, acelerou. A valorização ocorreu principalmente de oito anos para cá. Os terrenos são os mais procurados. Segundo o corretor de imóveis, Anderson Venturi, antes um terreno no Centro Administrativo - considerado uma área nobre da cidade, custava em torno de R$ 100 mil. Hoje, porém, o mesmo imóvel não custa menos que R$ 400 mil.
Para ele, o desenvolvimento econômico da cidade explica esta valorização. Nos últimos anos, o comércio local expandiu-se e novas empresas, sobretudo dos setores têxteis e compensados, se instalaram na cidade, contribuindo para o crescimento. O bairro Poço Rico é um dos mais procurados para a construção de moradias. Venturi afirma que um terreno no local de 400 metros quadrados, que há 12 anos custava cerca de R$ 6 mil, não é vendido hoje por menos de R$ 100 mil.
Já por parte dos investidores, o Centro Administrativo é o ponto mais procurado. Além da infraestrutura existente, o local é estratégico, pois fica no coração da cidade, sendo cortado pela avenida principal do município. Para ele, a valorização imobiliária em Otacílio Costa vai continuar. “Investir em imóveis é um bom negócio, eles sempre vão valorizar, diferente de um carro que perde valor com o tempo”, ressalta.
O termômetro dos bons preços, diz o corretor, é o número expressivo de construções que podem ser vistas na cidade.  “Tem muitas construções na cidade. São pessoas que apostam no município”, completa Venturi. 

Infraestrutura

A melhoria na infraestrutura urbana dos últimos anos, pode ter ajudado no aumento dos valores imobiliários. Otacílio Costa conta, hoje, com centenas de ruas asfaltadas. As obras ocorreram graças a uma parceria entre o município e moradores.
Nos últimos anos, também foram investidos em passeios públicos, ajudando a atrair mais gente para a cidade. As obras valorizaram os imóveis e elevaram a autoestima da população que acabou investindo em melhorias residenciais e comerciais.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Feirão da Casa Própria oferece mais de mil imóveis

Feirão da Casa Própria oferece mais de mil imóveis
Lages, 07/06/2013, Correio Lageano



São casas e apartamentos de R$ 90 mil a R$ 450 mil que podem ser financiados pela Caixa Econômica Federal.




“Ter uma casa para chamar de sua”, ou ainda “Sonhar não custa nada.” Esses bordões podem se tornar realidade com o Feirão Caixa da Casa Própria, que reunirá em um só local  construtoras, imobiliárias, lojas de material de construção e agentes de crédito. Quem for ao Centro Serra entre os dias 28 e 30 de junho poderá escolher entre mais de mil imóveis, de vários preços, tamanhos e níveis de acabamento.  



Há nove anos, a Caixa Econômica Federal promove o Feirão. Nesta edição, além das capitais, o evento será realizado nas principais cidades do interior do estado. “Já fizemos em Tubarão, junto com a Feira da Casa Própria, em Criciúma será neste final de semana e é a primeira vez que trouxemos o Feirão para Lages,” comenta o superintendente regional da Caixa, para o Sul e Serra de Santa Catarina, Robert Kennedy Lara da Costa.




O objetivo da CEF é incluir o evento no calendário anual de Lages, permitindo que a população possa escolher entre diferentes tipo de imóveis na planta ou imóveis prontos. O feirão permite que a pessoa compare e também barganhe pelo preço dos imóveis. Quem possui renda compatível e não possui restrição cadastral pode se beneficiar com as linhas de financiamentos da Caixa Econômica.  



Dependendo da faixa de valor do imóvel e da renda da família, o interessado pode ainda financiar pelo Programa Federal Minha Casa Minha Vida. “Neste tipo de evento, quem vende também se prepara para oferecer produtos de qualidade e bons preços. A concorrência é muito forte,” diz Robert Costa. Os imóveis são pré-avaliados pela Caixa, o que impede que possuam problemas de documentação.



O superintendente regional da Caixa explica que em Lages o Feirão da Casa Própria será um pouco diferente. Irá agregar além da oferta de imóveis, parceria com lojas de materiais de construção, seguros habitacionais, empresas de arquitetura de interiores e exteriores e consórcio imobiliário, modalidade que a pessoa programa a compra do imóvel sem pagar juros.



Negócios podem ser fechados pós-evento



A experiência da Caixa Econômica Federal aponta que o Feirão Caixa da Casa Própria gera resultados positivos ao longo de seis meses. Muitas pessoas olham os imóveis, aprovam, mas não fecham o negócio sem conhecer o terreno, o bairro ou até o apartamento modelo. Depois procuram o banco para financiar.



“Nosso objetivo é colocar a disposição da população financiamentos habitacionais. A Caixa é considerada o banco habitacional do Brasil, já que detém 75% do mercado de imóveis,” explica o superintendente regional da Caixa, para o Sul e Serra de Santa Catarina, Robert Kennedy Lara da Costa.




Lages é um dos municípios do Brasil que mais acessou o Minha Casa Minha Vida, na faixa 1, até três salários mínimos. O desafio da Caixa Econômica está em desenvolver financiamentos de imóveis para as faixas 2 e 3. “Tem empresas de outras regiões que nos procuraram para construir imóveis para famílias destas faixas de renda. Queremos fazer essa parceria com empresas de Lages,” argumenta Robert.



Somente este ano, em Lages, será entregue outro conjunto com 320 unidades habitacionais e com recursos do PAC serão edificadas mais 200 unidades no Bairro Ferrovia. Atualmente, em obras, a Caixa está financiando mais de R$ 100 milhões na cidade.



Como participar
  • Local: Centro Serra, com entrada franca
  • Dia 28 de junho: das 18 às 21 horas
  • Dia 29 de junho: das 9 às 21 horas
  • Dia 30 de junho: das 10 às 17 horas
Produtos
  • Mais de mil imóveis entre R$ 90 mil e R$ 450 mil;
  • Seguros habitacionais,
  •  Móveis Card - Concebido para adquirir bens duráveis, para quem comprou imóveis pelo Programa Minha Casa Minha Vida.
  •  Construcard - Aquisição de móveis e material de construção.
  •  Financiamentos - Via Caixa Econômica Federal


Foto: Susana Küster

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ministério Público alerta população sobre registros em cartórios

Ministério Público alerta população sobre registros em cartórios
São Joaquim, 02 e 03/02/2013, Correio Lageano



O Ministério Público está recomendando que usuários que registraram títulos ou obtêm certidões no Cartório de Registros de Imóveis em São Joaquim, na Serra Catarinense, sobretudo a partir de 2010, confiram se o negócio a que se refere a certidão foi devidamente registrado.



Em 19 de dezembro do ano passado, o funcionário do cartório Marcos Martins foi preso por suspeita de fraudar documentos. Ele foi solto dias depois por força de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça. Um inquérito policial foi instaurado para averiguar o crime.



 Com a revisão, o MP quer  verificar se todos os títulos emitidos pelo cartório estão devidamente legalizados, uma vez que há suspeita de fraude na emissão dos documentos. A polícia apura os crimes de falsificação de documento público, estelionato e peculato, ocorridos no cartório.



A conferência pode ser feita diretamente no Cartório de Imóveis ou no endereço eletrônico www: selo.tjsc.jus.br, no qual a pesquisa deve ser feita com base no selo digital, código de letras e números colocado sobre a certidão entregue ao usuário.


Se a certidão entregue ao usuário não conferir com o ato registrado, o cliente lesado deve procurar a Delegacia de Polícia de São Joaquim e prestar depoimento sobre os fatos.




Foto:Divulgação

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mutuário deve registrar ocorrência se banco condicionar financiamento habitacional à compra de produtos

Mutuário deve registrar ocorrência se banco condicionar financiamento habitacional à compra de produtos
Brasília, 04/07/2012, Agência Brasil



Clientes bancários que buscam financiamento habitacional devem registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia se o gerente da instituição condicionar a assinatura do contrato à compra de produtos financeiros. A orientação é do presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), Geraldo Tardin.


Segundo ele, o mutuário deve pedir ao gerente que coloque no papel os produtos que está oferecendo, assim como o condicionamento da assinatura do contrato a outros serviços. “Ele deverá ir à delegacia de polícia e fazer um boletim de ocorrência reclamando de extorsão, mesmo que o gerente não faça o documento. A prática de venda casada é crime e contraria o Código de Defesa do Consumidor”, disse à Agência Brasil.


Geraldo Tardin ressaltou que essa é uma prática comum e abusiva. Ele citou o exemplo de um casal com renda familiar de aproximadamente R$ 3 mil que foi comprar uma residência de R$ 73 mil por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida. “Com o subsídio do governo, a casa foi para R$ 62 mil, algo assim. Na hora [de fechar o contrato], o gerente do banco queria vender um seguro de vida de R$ 1,2 mil. Como uma pessoa que ganha R$ 3 mil pode comprar um seguro de R$ 1,2 mil?”, indagou.



De acordo com o presidente do Ibedec, o casal recusou a proposta, mas só conseguir fechar o contrato porque o corretor que intermediava a negociação conhecia o funcionário do banco. “Mesmo assim, o corretor teve que comprar um título de capitalização de R$ 25 em nome da mulher para que o contrato fosse assinado”, disse.



Segundo Geraldo Tardin, esse tipo de prática abusiva também vem ocorrendo com o financiamento de veículos, pois há concessionárias que condicionam a liberação do crédito para a compra de carro à contração de despachante indicado pelo vendedor. “Na verdade, não é preciso despachante. É só pegar a nota fiscal da venda do carro, ir ao Departamento de Trânsito e registrar. São cobrados R$ 300, R$ 400 de serviço de despachante. Essa pratica é comum e abusiva”, reforçou.





Ele sugeriu a aprovação de um projeto de lei que obrigue os bancos a colocar em local de destaque nas agências o aviso de que a prática de venda casada é crime. “Passaria a ser uma ação institucional”, defendeu.



Esta semana, o Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, informou que pediu à Justiça o pagamento de indenização para clientes que tiveram de adquirir outro produto no momento de contratar financiamento na Caixa Econômica Federal. O MPF também quer que a Caixa dê publicidade por meio da imprensa da condenação que proibiu o banco de exercer a prática abusiva.



Em nota, o MPF informou ainda que o caso refere-se ao condicionamento da liberação de financiamentos, em especial habitacionais, à aquisição de outros produtos financeiros, sejam eles obrigatórios (seguros) ou não (abertura de conta, poupança, planos de capitalização etc.). O autor do parecer, o procurador regional da República Roberto Thomé, lembra que a venda casada é vedada pelo Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor.



A Caixa informou à Agência Brasil que recorreu da decisão e que o processo está no Tribunal Regional Federal da 4ª Região aguardando julgamento dos recursos.



Foto: Divulgação/Ilustrativa