sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Por falta de negociação, a greve continua


Por falta de negociação, a greve continua

Lages, 09/11/2012,Correio Lageano, por Francielli Campiolo


Servidores da saúde afirmam que nenhum item da pauta de reivindicação foi atendido e cobram prioridade para o setor



A greve dos servidores da saúde acontece desde o dia 23 de outubro e ainda não houve negociação com o governo de estado. Todos os profissionais de Lages continuam em frente ao Hospital Tereza Ramos em regime de revezamento para manter 70% dos serviços à população. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado de Florianópolis (Sindsaúde), a urgência e emergência vêm sendo mantidos, além do atendimento aos pacientes já internados.



Na quarta-feira (7), a audiência pública convocada pela Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa para discutir as reivindicações terminou sem uma decisão final sobre a greve. Representantes do governo afirmaram ser impossível a concessão de reajustes e mantiveram a posição de não negociar enquanto a categoria não voltar ao trabalho. Mas isso não foi aceito pelas entidades que representam os servidores.



As consultas, exames e as cirurgias eletivas já agendadas não estão acontecendo. Duas liminares da Justiça determinam a manutenção de 70% dos serviços de saúde e que os grevistas se mantenham a 200 metros das unidades hospitalares. Porém o diretor do SindSaúde em Lages, Luiz Henrique Leão, afirma que não chegou notificação oficial sobre essa exigência dos grevistas se manterem longe do hospital.



Se for o caso, eles saem do Tereza Ramos, mas vai dificultar o atendimento à população. Ele explica que como o governador, Raimundo Colombo, está viajando, o pessoal que ficou não tem autonomia para decidir as questões da greve. “A gente fica sem saber o que fazer”, conta Leão. O Sindsaúde informa ainda que a falta de materiais e medicamentos nos hospitais é obrigação do Estado fornecer e não é uma reivindicação dos servidores.



A secretária do Sindsaúde, Edileuza Garcia Fortuna, diz que mil servidores participaram da assembleia. Ela ressalta que há falta de remédios em todo o Estado. Em Lages, o buscopan utilizado para amenizar as dores das grávidas e remédios para pressão não atendem à demanda. O jurídico do sindicato irá mover uma ação contra o Estado.




As reivindicações dos servidores


A secretária do SindSaúde, Edileuza Garcia Fortuna, afirmou que está havendo um desvirtuamento das reivindicações da categoria como tática. O movimento repassou uma pauta emergencial de reivindicações ao governo, em que constam a reestruturação da carreira, reposição salarial e contratação de servidores por meio de concurso público.



Ainda pedem a suspensão de medidas que causem impacto financeiro negativo aos servidores, como a interrupção do pagamento de horas-plantão. Nada foi negociado até o momento. Fortuna lembra que, em Lages, falta aparelho de mamografia que está quebrado há mais de um ano. O setor de radioterapia não funciona e já foi inaugurado.



Foto:Francielli Campiolo

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