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sábado, 22 de dezembro de 2012

Greve termina e Lages ganha 24 leitos

Greve termina e Lages ganha 24 leitos
Lages, 22 e 23/12/2012, Correio Lageano


A partir de hoje às 7 horas, todos os servidores da saúde que estavam em greve no Estado, voltam a trabalhar



Um dia antes de completar dois meses de greve, os servidores do Estado da Saúde aceitaram a proposta feita pelo governo e decidiram pelo fim da greve.  Os grevistas reivindicavam gratificação de 50%, negociação dos dias parados e salários bloqueados. O governo aceitou o pagamento dos 50% parcelados em três vezes.



A proposta que foi levada para aprovação da categoria, em assembleia realizada na sexta-feira, em Florianópolis, inclui gratificação de 50% do vencimento dos servidores ativos e inativos a ser paga em abril de 2013 (30%); outubro de 2013 (35%); e abril de 2014 (35%); desbloqueio dos salários de novembro, dezembro, janeiro e do 13º salário; anistia dos dias parados, as faltas dos dias parados não implicarão em processos disciplinares, manutenção da escala de férias e licenças prêmio previamente estabelecias em 2013; os servidores não serão transferidos de setor, turno ou unidade, em virtude da greve; e instalação de uma mesa de negociação para tratar das pendências não abordadas na proposta, inclusive os processos judiciais. A volta dos servidores ao trabalho acontece neste sábado, a partir das 7 horas.



Segundo o diretor do Sindisaúde em Lages, Luiz Henrique Leão, o governo prometeu, ainda, contratar mais funcionários e dar condições de trabalho, mantendo o estoque de remédios e material.



O pagamento das horas-plantão não ficou definido, apesar de a greve terminar, as negociações não encerraram, porque esta é a principal reivindicação e não foi acatada .




Em Lages o  fim da greve dos servidores da Saúde representa 43 funcionários a mais no atendimento a pacientes do Hospital Tereza Ramos e a abertura de 24 leitos, no quinto andar da mesma entidade, que estavam fechados por falta de funcionários.


Propostas do governo


•Gratificação de 50% do vencimento dos servidores ativos e inativos a ser paga em abril de 2013 (30%); outubro de 2013 (35%); e abril de 2014 (35%);
•Desbloqueio dos salários de novembro, dezembro, janeiro e do 13º salário;
•Anistia dos dias parados;
•As faltas dos dias parados não implicarão em processos disciplinares;
•Manutenção da escala de férias e licenças prêmio previamente estabelecias em 2013;
•Os servidores não serão transferidos de setor, turno ou unidade, em virtude da greve;
•Instalação de uma mesa de negociação para tratar das pendências não abordadas na proposta, inclusive os processos judiciais.



Foto: Arquivo CL

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Dois sindicatos apresentam propostas aos grevistas

Dois sindicatos apresentam propostas aos grevistas
Lages, 21/12/2012, Corrreio Lageano, por Núbia Garcia




Na tentativa de por fim à greve dos servidores da saúde, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Lages e Região (Stessla) convocou os trabalhadores do Hospital Tereza Ramos para apresentar uma proposta elaborada por eles e por representantes do Governo do Estado. A assembleia deveria ter acontecido na manhã de ontem, entretanto, o SindSaúde interveio, alegando que o Stessla não tem legitimidade para representar a categoria nas questões desta greve.



Somente no HTR, são cerca de 50 servidores que aderiram à greve, menos de 10% do total de funcionários. De acordo com a secretária do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Pública Estadual e Privado (SindSaúde), Edileuza Garcia Fortuna, o Stessla pertence à iniciativa privada, por isso, não teria legitimidade para representar os servidores públicos.



“Para o comando de greve e o sindicato do serviço público estadual, era necessário vir para esta assembleia explicar que quem representa o Tereza Ramos somos nós, e dizer que a proposta que o Stessla estava trazendo, não contempla os servidores que estão em greve. Também falamos sobre a nova proposta do governo, apresentada na quarta-feira (19) à noite”.



Ontem pela manhã, no início da assembleia, grevistas de Lages e Florianópolis tentaram participar da solenidade e, diante da recusa deles em sair, a presidente do Stessla, Maria Goretti Vieira de Arruda Branco, cancelou a assembleia.




Maria Goretti explica que o Stessla elaborou uma nova proposta, que deveria ter sido apresentada aos servidores ontem. “Dentre as nossas conquistas está o pagamento dos dias parados aos grevistas, por escala gradativa, a partir de fevereiro. Também temos uma cláusula que especifica que, caso a negociação do SindSaúde seja melhor para os trabalhadores, passa a valer a deles e a nossa é anulada”.




A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde confirmou que no dia 14, o coordenador da comissão de negociação do Governo, Décio Vargas, esteve em Lages para negociar com o Stessla. Segundo a assessoria, Décio Vargas teria afirmado que “para o governo, o mais importante não é a representatividade dos sindicatos, mas sim o diálogo com os servidores”


Greve pode acabar


A secretária do SindSaúde, Edileuza Garcia Fortuna, informou que, em negociação com representantes do Governo do Estado, realizada na quarta-feira (19), o governo teria garantido a gratificação de 50% do vencimento, continuação da contratação de pessoal, compra de medicamentos e equipamentos para manter o atendimento à população e nenhum corte na hora-plantão, que já é feita há mais de 20 anos.



A proposta, segundo ela, foi formalmente entregue ao SindSaúde na manhã de ontem (20) e hoje, a partir 14 horas, será discutida em assembleia do sindicato. Ela afirma que há grandes chances de que a greve, que já dura 59 dias, possa ter fim.



“A categoria tem tudo para aceitar esta proposta, que contempla nossa pauta e também pela necessidade que se vê de atendimento à população”, completa. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde não divulgou o teor da proposta apresentada pelo governo, apenas confirmou que, caso a categoria aceite, a greve pode estar próxima do fim.



Foto: Núbia Garcia

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Por falta de negociação, a greve continua


Por falta de negociação, a greve continua

Lages, 09/11/2012,Correio Lageano, por Francielli Campiolo


Servidores da saúde afirmam que nenhum item da pauta de reivindicação foi atendido e cobram prioridade para o setor



A greve dos servidores da saúde acontece desde o dia 23 de outubro e ainda não houve negociação com o governo de estado. Todos os profissionais de Lages continuam em frente ao Hospital Tereza Ramos em regime de revezamento para manter 70% dos serviços à população. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado de Florianópolis (Sindsaúde), a urgência e emergência vêm sendo mantidos, além do atendimento aos pacientes já internados.



Na quarta-feira (7), a audiência pública convocada pela Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa para discutir as reivindicações terminou sem uma decisão final sobre a greve. Representantes do governo afirmaram ser impossível a concessão de reajustes e mantiveram a posição de não negociar enquanto a categoria não voltar ao trabalho. Mas isso não foi aceito pelas entidades que representam os servidores.



As consultas, exames e as cirurgias eletivas já agendadas não estão acontecendo. Duas liminares da Justiça determinam a manutenção de 70% dos serviços de saúde e que os grevistas se mantenham a 200 metros das unidades hospitalares. Porém o diretor do SindSaúde em Lages, Luiz Henrique Leão, afirma que não chegou notificação oficial sobre essa exigência dos grevistas se manterem longe do hospital.



Se for o caso, eles saem do Tereza Ramos, mas vai dificultar o atendimento à população. Ele explica que como o governador, Raimundo Colombo, está viajando, o pessoal que ficou não tem autonomia para decidir as questões da greve. “A gente fica sem saber o que fazer”, conta Leão. O Sindsaúde informa ainda que a falta de materiais e medicamentos nos hospitais é obrigação do Estado fornecer e não é uma reivindicação dos servidores.



A secretária do Sindsaúde, Edileuza Garcia Fortuna, diz que mil servidores participaram da assembleia. Ela ressalta que há falta de remédios em todo o Estado. Em Lages, o buscopan utilizado para amenizar as dores das grávidas e remédios para pressão não atendem à demanda. O jurídico do sindicato irá mover uma ação contra o Estado.




As reivindicações dos servidores


A secretária do SindSaúde, Edileuza Garcia Fortuna, afirmou que está havendo um desvirtuamento das reivindicações da categoria como tática. O movimento repassou uma pauta emergencial de reivindicações ao governo, em que constam a reestruturação da carreira, reposição salarial e contratação de servidores por meio de concurso público.



Ainda pedem a suspensão de medidas que causem impacto financeiro negativo aos servidores, como a interrupção do pagamento de horas-plantão. Nada foi negociado até o momento. Fortuna lembra que, em Lages, falta aparelho de mamografia que está quebrado há mais de um ano. O setor de radioterapia não funciona e já foi inaugurado.



Foto:Francielli Campiolo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Greve de servidores da saúde continua

Santa Catarina, 31/10/2012, Correio Lageano


De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado, a greve continua e será obedecida a determinação judicial de manter 70% dos serviços de saúde e as demais determinações judiciais. O sindicato esclarece também que o movimento é constitucional e legítimo pelo Judiciário, ou seja, a greve não é ilegal. Em nota divulgada à imprensa, o SindSaúde informa que a justiça reconheceu o direito à greve dos servidores da saúde, fixando apenas os limites de como a paralisação deve ocorrer.


O Presidente do SindSaúde, Pedro Paulo das Chagas, explica que apesar de o Governo do Estado ter solicitado ao Tribunal de Justiça de Santa Catariana que determinasse o fim da greve, ela continua, com os respaldos legais. “A greve está firme e forte com mais adesões. Agora aguardamos propostas do Estado”, finaliza.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Governo entra na Justiça mas greve dos servidores continua


Governo entra na Justiça mas greve dos servidores continua
Lages, 29/10/2012, Correio Lageano



A greve dos servidores da saúde de Santa Catarina completa uma semana amanhã. O Governo dos Estado pediu ao Tribunal de Justiça de Santa Catariana que determinasse o fim da greve. Mas segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Públicos e Privados (Sindsaúde), a decisão do  desembargador de plantão, Paulo Henrique Moritz Martins da Silva, na sexta-feira (26), apenas estabeleceu alguns critérios: não barrar funcionários que não aderiram a greve e manter o atendimento em, no mínimo, 70% e fixou multa de R$ 1 mil por dia de descumprimento da decisão.



A secretária do Sindsaúde, Edileusa Garcia Fortuna, que esteve em Lages no fim de semana, reunida com o comando de greve, informa que hoje o sindicato vai pedir na Justiça que o Governo do Estado seja obrigado a negociar durante a greve. “Lei de greve vale para nós e para eles, se temos parâmetros para agir o Governo também deve ter, não é possível que o governo não respeite a greve”, questiona.



Ela acrescenta que o governo pediu duas vezes a ilegalidade da greve, mas não conseguiu. “Vim para Lages para explicar a decisão do desembargador, pois algumas mídias no estado noticiaram que nossa greve é ilegal, mas não é”, explica. Em Lages os atendimentos estão superando os 70% determinados pela Justiça. Inclusive na UTI onde existem 10 leitos, todos estão ocupados, segundo Edileusa o comando de greve poderia atender apenas sete, mas não pretende deixar a população sem amparo. “Ao que parece os médicos do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres entraram em greve porque estão mandando os pacientes para o Hospital Geral”, comenta a secretária.



Questionado, na tarde de ontem, por telefone, sobre os atendimentos no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, o diretor clínico Paulo Duarte Filho, disse que estão dentro da capacidade. “Temos uma limitação, tem dias que não cabe mais ninguém, não sei se aconteceu isso no fim de semana, não fico lá o dia todo, mas se chegou ao limite é possível que não tenham conseguido atender todos”, salienta.



O comando de greve estadual explica que Joinville, Florianópolis e Lages aderiam à greve, o que representa 60% da categoria. No Hospital Geral Tereza Ramos, referência em emergência obstétrica, os funcionários se revezam numa tenda montada ao lado da entrada principal do Hospital. Para passar o tempo jogam dominó e cartas. Alguns não gostam de comentar sobre a greve, acham que se falarem podem comprometer o movimento. Embora alguns servidores estaduais fiquem na tenda, no sábado à tarde, eram cinco, e ontem à tarde 10, os trabalhos não estão comprometidos.



O comando de greve local informa que 70% dos concursados participam do movimento, mas em modo de revezamento para não atingir a população com a falta de prestação de serviço. Uma senhora que está com o marido internado desde a quarta-feira (24), conta que ele é bem atendido. “Só tivemos problemas no dia que chegou por falta de leito, mas graças a Deus foi resolvido”, comenta.



Para a diretora local do Sindsaúde, Rita Gonçalves, a relação com a direção do Hospital está tranquila. Ela acredita que seja pelo fato de estarem atendendo os pacientes “Estamos conversando com os pacientes e acompanhantes sobre nossas reivindicações, e entendem que somente queremos receber de forma justa”, conta.


Saiba mais
 


Manutenção dos valores salariais enquanto a categoria estiver em negociação;

Concessão de Gratificação por Atividade de Saúde (GAS) aos servidores;

Manutenção da reposição de novos funcionários para a abertura de leitos nos hospitais do estadual, garantindo a ampliação de serviços e melhoria de atendimento à população;
Reposição de materiais e medicamentos para melhoria do atendimento à população.






Foto: Suzane Faita

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Governo de SC não negocia e servidores entram em greve

Florianópolis, 22/10/2012, Sindsaúde SC



Nesta segunda-feira encerra o prazo que o próprio Governo do Estado de Santa Catarina solicitou para apresentar uma proposta para a categoria da saúde. Durante toda a semana passada a comissão de negociação ficou na expectativa de ser chamada para reunião, mas não foi, e alega que o Governo continuou tocando seus compromissos como se a movimento da saúde não existisse.



A categoria da saúde diz que cumpriu sua parte no acordo: suspendeu a greve e continuou atendendo integralmente à população. Para o Sindsaúde, o Governo, prova mais uma vez que não tem habilidade para resolver as demandas dos servidores na mesa de negociação e empurra mais uma vez a categoria para a greve.




Em seu site, o sindicato afirma que o próprio secretário adjunto afirmou à imprensa estadual no dia 09 de outubro que há verba disponível para conceder a gratificação dos servidores.


"Para nós servidores, só resta um caminho, o de buscarmos com nossa força e nossa união o que nos é de direito: a gratificação que outras secretarias do Estado já possuem e que é necessária para valorizar nossos salários, pelo respeito das 30 horas semanais", declara nota no site, anunciando greve em todo Estado.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Greve da Saúde começa na terça-feira se proposta do Governo de SC não agradar

Greve da Saúde começa na terça-feira se proposta do Governo de SC não agradar
Lages, 19/10/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da equipe do CL na cobertura de manifesto em Lages e do Sindsaúde SC



Aproximadamente 150 servidores da Secretaria da Saúde de Santa Catarina participaram de um manifesto em frente ao Hospital Tereza Ramos, em Lages, no início da tarde desta sexta-feira (19). A mobilização acentua o estado de greve mantido pela categoria, com paralisações diárias, de uma hora, em todas as unidades.




Além de trabalhadores lotados no hospital e no Hemocentro de Lages, servidores de São José e de Florianópolis colaboraram com a atividade, prevista em calendário de ações. A intenção é sensibilizar a população para que apoie a classe e suas reivindicações. A principal delas, a concessão de Gratificação por Atividade de Saúde (GAS).


A próxima segunda-feira (22) é o "Dia D" do movimento. Na data, o Governo de Santa Catarina, através da Secretaria da Saúde, deve apresentar uma contraprosta para os servidores. Foi em troca desse documento que a categoria adiou a greve e manteve apenas o estado de greve, sem prejuízo ao atendimento da população. Caso essa contraproposta não agrade, a greve inicia na terça-feira (23), em todo o Estado.




Carta do Sindsaúde à população catarinense


"Nós servidores da Saúde do Estado de Santa Catarina vimos através desta carta informar à população o que estamos reivindicando:

1- A manutenção dos valores salariais enquanto estivermos em negociação;

2- A concessão de Gratificação por Atividade de Saúde (GAS) aos servidores públicos da saúde, lotados na Secretaria Estadual da Saúde (SES);

3- Manutenção da reposição de novos funcionários para a abertura de leitos nos hospitais da SES, garantindo a ampliação de serviços e melhoria de atendimento à população;


4- A reposição de materiais e medicamentos para melhoria do atendimento à população.

Para que isso aconteça, desde o dia 31 de agosto nos mobilizamos, e como não houve avanço nas negociações com o Governo, decidimos entrar em greve no dia 9 de outubro.

Na véspera do início da greve o Governo encaminhou um documento solicitando a suspensão da greve e um prazo de 15 dias para apresentar uma proposta sobre a nossa pauta de reivindicação.

Suspendemos a greve até o dia 22 de outubro, e se não tivermos nenhuma proposta digna vinda do Governo, retomaremos a greve no dia 23 de outubro de 2012 às 7 horas.


Esperamos que a população esteja do nosso lado, nos apoiando, já que fazem parte de nossa reivindicação e defendemos os Hospitais Públicos com atendimento 100% SUS. Desde já agradecemos seu apoio e nos colocamos à disposição para mais esclarecimentos."



Foto:Adecir Morais

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Servidores da Saúde de SC paralisam uma hora nesta quarta-feira

Florianópolis, 16/10/2012, Sindasaúde SC



Até o fim do prazo estipulado pela Secretaria de Estado da Saúde para apresentação de proposta, a categoria da saúde segue mobilizada


Nesta quarta-feira (17), às 14 horas, é a vez dos servidores da Saúde do Estado realizarem ato público em Florianópolis. A atividade faz parte de um calendário de ações aprovado em assembleia geral da categoria, junto com a proposta da Secretaria Estadual da Saúde (SES) que pedia prazo de 15 dias para retornar a pauta de reivindicações.



A greve, até o dia 22 de outubro, foi suspensa. Mas a união e mobilização continuam sustentando o movimento. As paralisações diárias de uma hora demonstram que a categoria não dispersou com o tempo solicitado para elaboração de uma proposta. Pelo contrário, os comandos de greve estão ainda mais empenhados nas bases, convocando os trabalhadores e cientes que a greve pode ser retomada, caso a SES não atenda a pauta da saúde.



O ato público que será realizado nesta quarta-feira, na Praça Tancredo Neves, é também espaço para falar diretamente com a população e esclarecer que esta luta não pede apenas valorização salarial, também qualidade e condições de atendimento digno aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Está suspensa a greve dos servidores da Saúde em Santa Catarina

Florianópolis, 10/10/2012, Sindsaúde SC



A categoria da Saúde em Santa Catarina, em assembleia nesta terça-feira (09), em Florianópolis, avaliou e votou pela suspensão da greve iniciada às 7 horas de ontem. A decisão foi tomada depois da Secretaria de Estado da Saúde (SES) solicitar prazo de 15 dias para a elaboração e apresentação de uma proposta.



Até a data, o movimento formado por servidores catarinenses se mantém em estado de greve. A expectativa é que a SES apresente uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. Caso contrário, no dia 23 de outubro, a saúde volta a paralisar suas atividades.



Além da aprovação da proposta, os servidores deliberaram sobre outros pontos do movimento. Entre eles, a manutenção das paralisações de uma hora diária nas unidades, assembleia em aberto, a possibilidade de convocação de assembleia extraordinária e moção de repúdio diante à atitude da administração do Hospital Florianópolis, que está solicitando oficialmente às chefias os nomes dos grevistas. “É importante que os servidores continuem unidos, mostrem a força das paralisações nas unidades. O canal de negociação foi reaberto e devemos mostrar nossa unidade mais do que nunca para conseguirmos vitória”, declara Pedro Paulo das Chagas, presidente do SindSaúde.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Em Lages servidores não aderem à greve

Em Lages servidores não aderem à greve
Lages, 09/10/2012, Correio Lageano




Saúde continua em estado de greve com as paralisações de uma hora.



Os servidores da saúde de Lages que trabalham no Hospital Tereza Ramos decidiram, por enquanto, não aderirem à greve da categoria que inicia hoje em todo o Estado.


O Hospital Tereza Ramos conta com 450 servidores que decidiram continuar apenas em estado de greve com paralisações de uma hora por dia. “Estamos aguardando que membros do sindicato em Florianópolis venham até Lages para fazermos uma reunião e decidir que rumo tomar. Mas esperamos que a secretaria de saúde volte a abrir o canal de negociações. Somente iremos aderir à greve em última alternativa”, explica a representante do SindSaúde em Lages, Rita Gonsalves.


Ela ressalta, ainda, que a categoria não está brigando pela hora plantão, mas reivindicando um reajuste salarial digno e melhores condições de trabalho. “Queremos continuar prestando um serviço de qualidade, mas para isso precisamos de mais leitos, medicamentos e estrutura”, afirma Rita.


A decisão da greve é resultado da assembleia realizada no começo do mês que deliberou pela paralisação na rede pública estadual que pede mais atenção à saúde.


“Não é novidade que a saúde pública está em estado de descaso total. As filas, a espera por atendimento e estrutura dos hospitais revelam o cenário. O índice de afastamento para tratamento de saúde ou aposentadoria por invalidez entre servidores é um dos maiores do Estado. Mais uma vez a categoria decidiu pela greve para tentar exigir do Governo melhorias nos hospitais e nas condições de trabalho e salário dos trabalhadores”, lembra o presidente do SindSaúde/SC, Pedro Paulo das Chagas.


Secretaria da Saúde suspende negociações


Em nota oficial publicada no site da Secretaria de Estado da Saúde, o secretário da pasta esclarece que o governo tomará todas as medidas para garantir o acesso ao serviço e o atendimento à população.


“As negociações foram interrompidas pelo sindicato da categoria, uma vez que o Governo do Estado, disposto ao diálogo, garantiu a manutenção do pagamento da hora plantão dos servidores enquanto as negociações estivessem em andamento, ratificando, desta forma, que não haveria perda salarial”, afirma o secretário de Estado da Saúde em exercício, Acélio Casagrande.


Foto: Silviane Mannrich

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Servidores da Saúde em Santa Catarina entram em greve no dia 09

Servidores da Saúde em Santa Catarina entram em greve no dia 09
Florianópolis, 03/10/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações do Sindsaúde SC



Os servidores da Secretaria da Saúde de Santa Catarina devem entrar em greve na próxima terça-feira (09). A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na tarde desta terça-feira (02), em Florianópolis.



A categoria alerta que na próxima terça-feira, a partir das 7 horas, todos os hospitais públicos catarinenses serão afetados pelo movimento. O Sindicato dos Trabalhadores na Saúde de Florianópolis e Região (Sindsaúde/SC) justifica em seu site que a greve vai acontecer porque as negociações entre a categoria e o Governo de Santa Catarina não avançaram.



O servidores estão em estado de greve desde 12 de setembro, em resposta ao anúncio do fim do pagamento da Hora Plantão. Eles alegam que para maioria dos trabalhadores o valor do benefício representa 75% da remuneração.



Além da continuidade de pagamento da Hora Plantão, a catagoria apresentou uma pauta de reivindicações, tratada como emergencial. Confira abaixo:


1) A suspensão de implementação de quaisquer medidas de impacto financeiro desfavoráveis ao servidor, enquanto a categoria estiver em negociação;


2) A Concessão de Gratificação por Atividades de Saúde (GAS) aos servidores públicos da saúde com lotação na Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e suas unidades hospitalares e assistenciais, que corresponderá ao percentual de 100% dos valores da GAF (Secretaria da Fazenda), com a incorporação da aposentadoria;



3) A Concessão de Gratificação por Atividades de Saúde (GAS) será implementada a partir de agora, independente do corte das horas plantões;



4) O Governo do Estado deverá manter a continuidade de reposição de pessoal para abertura de leitos, ampliação dos serviços e melhoria do atendimento à populção;



5) O Governo do Estado deverá fazer a reposição da falta de materiais e medicamentos para melhor atendimento à população, em quantidades suficientes, aquisição planejada e de acordo com a legislação de licitação.




Foto:estadodegreve.blogspot.com.br/Divulgação

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Servidores da saúde podem decretar greve na próxima assembleia

Servidores da saúde podem decretar greve na próxima assembleia
Florianópolis, 28/09/2012, SindSaúde SC





A segunda reunião da Comissão Paritária da saúde, criada para avançar na proposta de reivindicação da categoria, não rendeu o quanto os representantes dos trabalhadores esperavam. Servidores aguardam por uma solução concreta por parte do Governo para ser avaliada na próxima assembleia geral. A greve é cogitada



Que fique bem claro: a saúde está prestes a entrar em greve. E a decisão é consequência direta do anúncio de corte de salários emitido pelo Governo. Que fique claro também que as contratações de novos servidores são bem-vindas, inclusive, esse continua a ser ponto de cobrança da categoria. O que não é admissível nesta situação atual que se encontra a saúde é a diminuição brusca nos salários, que podem chegar até a 75%.



Com a redução da Hora Plantão, - já acordada com a SES que a medida está suspensa por 90 dias enquanto a negociação prosseguir – os servidores se deram conta de que a luta tem que ser por melhores salários, pela efetivação das 30 horas – com a HP a jornada de trabalho ultrapassa as 45 horas semanais - , por condições de atendimento digno à população.



Nas paralisações que integram o calendário de mobilizações aprovado em assembleia geral, trabalhadores denunciam indignados a falta de materiais básicos nos hospitais. Não há condições para oferecer atendimento de qualidade à população e até agora nada está sendo feito para melhorar a situação neste sentido.




Na próxima terça-feira, dia 02 de outubro, às 13h30, na Praça Tancredo Neves, a categoria da saúde volta a deliberar sobre o rumo do movimento. Em estado de greve há mais de duas semanas, a greve pode ser decretada caso o Governo do estado não apresente uma proposta para resolver o corte nos salários.



Foto:SindSaúde SC/Divulgação