Saúde continua em estado de greve com as paralisações de uma hora.
Os servidores da saúde de Lages que trabalham no Hospital Tereza Ramos decidiram, por enquanto, não aderirem à greve da categoria que inicia hoje em todo o Estado.
O Hospital Tereza Ramos conta com 450 servidores que decidiram continuar apenas em estado de greve com paralisações de uma hora por dia. “Estamos aguardando que membros do sindicato em Florianópolis venham até Lages para fazermos uma reunião e decidir que rumo tomar. Mas esperamos que a secretaria de saúde volte a abrir o canal de negociações. Somente iremos aderir à greve em última alternativa”, explica a representante do SindSaúde em Lages, Rita Gonsalves.
Ela ressalta, ainda, que a categoria não está brigando pela hora plantão, mas reivindicando um reajuste salarial digno e melhores condições de trabalho. “Queremos continuar prestando um serviço de qualidade, mas para isso precisamos de mais leitos, medicamentos e estrutura”, afirma Rita.
A decisão da greve é resultado da assembleia realizada no começo do mês que deliberou pela paralisação na rede pública estadual que pede mais atenção à saúde.
“Não é novidade que a saúde pública está em estado de descaso total. As filas, a espera por atendimento e estrutura dos hospitais revelam o cenário. O índice de afastamento para tratamento de saúde ou aposentadoria por invalidez entre servidores é um dos maiores do Estado. Mais uma vez a categoria decidiu pela greve para tentar exigir do Governo melhorias nos hospitais e nas condições de trabalho e salário dos trabalhadores”, lembra o presidente do SindSaúde/SC, Pedro Paulo das Chagas.
Secretaria da Saúde suspende negociações
Em nota oficial publicada no site da Secretaria de Estado da Saúde, o secretário da pasta esclarece que o governo tomará todas as medidas para garantir o acesso ao serviço e o atendimento à população.
“As negociações foram interrompidas pelo sindicato da categoria, uma vez que o Governo do Estado, disposto ao diálogo, garantiu a manutenção do pagamento da hora plantão dos servidores enquanto as negociações estivessem em andamento, ratificando, desta forma, que não haveria perda salarial”, afirma o secretário de Estado da Saúde em exercício, Acélio Casagrande.
Foto: Silviane Mannrich
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