Lages, 18/01/2013,Correio Lageano, por Suzani Rovaris
Moradores estão preocupados com o perigo de ficar à beira do asfalto
Desde que as obras das marginais na BR-282 começaram, moradores e comerciantes daquela região têm reclamado sobre os constantes transtornos. Um dos problemas apontados é o curto espaço entre os terrenos particulares e o asfalto das vias laterais.
Um corredor com largura de até um metro de distância separa algumas casas das marginais da BR-282. Uma cerca de madeira foi instalada para a proteção dos pedestres. Mesmo assim, ainda há perigo no local, pois os carros passam muito próximo das casas.
A moradora Roselane Duarte do Carmo conta que antes havia mais segurança, pois além da calçada maior, havia uma trecho com grama. Ao todo, uma distância de dois metros separava as casas da rua. “Dificilmente passava carro por aqui, agora o tráfego é constante e está mais perto de onde moramos”.
Sua vizinha Patrocínia Silva de Oliveira mora no local há 30 anos e vive o mesmo drama. A cerca de madeira também passa em frente a sua casa. A maior preocupação da dona de casa é com a neta de oito anos. “Tenho medo de ela brincar fora de casa e cair para o asfalto”, afirma.
Comércio também se sente prejudicado
Cinco estabelecimentos que ficavam próximos à BR-282, entre a avenida Luis de Camões e o viaduto da avenida Duque de Caxias, fecharam. Outros comerciantes também pensam em parar com a atividade ou se mudar. Quem ainda atende, reclama que o número de clientes diminuiu consideravelmente.
O proprietário da Churrascaria Boi na Brasa, Aldori Oliveira da Costa, afirma que perdeu 80% da clientela. Antes, atendia no almoço e à noite, mas desde novembro começou a atender só no almoço porque a procura é baixa e pela falta de iluminação pública se torna perigoso. “Penso em me mudar, mas não tenho para onde ir”. Segundo ele, a churrascaria requer um local acessível para atender as pessoas.
Outros dois comércios pensam em sair do local. O proprietário da empresa Bombas Injetoras Lages, Flávio Amado Cesário, atende há 31 anos e é a primeira vez que pensa em fechar o estabelecimento. Perto dali, uma revendedora de carros registrou queda de mais da metade das vendas, se piorar também pensa em se mudar.
Dnit reconhece transtornos, mas benefícios serão maiores
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que tem procurado dar o mínimo de transtorno aos moradores e comerciantes ao longo da BR-282. Segundo o engenheiro, Ênio Spieker, as calçadas que foram quebradas serão reconstruídas e nos locais onde exige proteção será feito um estudo para a construção de muros.
Embora a aplicação dessas medidas, o engenheiro salienta que esses imóveis estão ilegais, pois conforme a lei 6.766/79, nos dois lados de uma rodovia deve haver uma faixa de 15 metros não-edificável.
De acordo com Spieker, 99% dos estabelecimentos ao longo da BR-282 não possuem autorização do Dnit para o uso desta faixa de domínio. Ele acrescenta que, com o término desta obra, o Dnit pretende regularizar todos os imóveis sem custo nenhum. “Vamos agregar valor aos terrenos que atualmente estão irregularizados”.
Foto: Suzani Rovaris
Moradores estão preocupados com o perigo de ficar à beira do asfalto
Desde que as obras das marginais na BR-282 começaram, moradores e comerciantes daquela região têm reclamado sobre os constantes transtornos. Um dos problemas apontados é o curto espaço entre os terrenos particulares e o asfalto das vias laterais.
Um corredor com largura de até um metro de distância separa algumas casas das marginais da BR-282. Uma cerca de madeira foi instalada para a proteção dos pedestres. Mesmo assim, ainda há perigo no local, pois os carros passam muito próximo das casas.
A moradora Roselane Duarte do Carmo conta que antes havia mais segurança, pois além da calçada maior, havia uma trecho com grama. Ao todo, uma distância de dois metros separava as casas da rua. “Dificilmente passava carro por aqui, agora o tráfego é constante e está mais perto de onde moramos”.
Sua vizinha Patrocínia Silva de Oliveira mora no local há 30 anos e vive o mesmo drama. A cerca de madeira também passa em frente a sua casa. A maior preocupação da dona de casa é com a neta de oito anos. “Tenho medo de ela brincar fora de casa e cair para o asfalto”, afirma.
Comércio também se sente prejudicado
Cinco estabelecimentos que ficavam próximos à BR-282, entre a avenida Luis de Camões e o viaduto da avenida Duque de Caxias, fecharam. Outros comerciantes também pensam em parar com a atividade ou se mudar. Quem ainda atende, reclama que o número de clientes diminuiu consideravelmente.
O proprietário da Churrascaria Boi na Brasa, Aldori Oliveira da Costa, afirma que perdeu 80% da clientela. Antes, atendia no almoço e à noite, mas desde novembro começou a atender só no almoço porque a procura é baixa e pela falta de iluminação pública se torna perigoso. “Penso em me mudar, mas não tenho para onde ir”. Segundo ele, a churrascaria requer um local acessível para atender as pessoas.
Outros dois comércios pensam em sair do local. O proprietário da empresa Bombas Injetoras Lages, Flávio Amado Cesário, atende há 31 anos e é a primeira vez que pensa em fechar o estabelecimento. Perto dali, uma revendedora de carros registrou queda de mais da metade das vendas, se piorar também pensa em se mudar.
Dnit reconhece transtornos, mas benefícios serão maiores
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que tem procurado dar o mínimo de transtorno aos moradores e comerciantes ao longo da BR-282. Segundo o engenheiro, Ênio Spieker, as calçadas que foram quebradas serão reconstruídas e nos locais onde exige proteção será feito um estudo para a construção de muros.
Embora a aplicação dessas medidas, o engenheiro salienta que esses imóveis estão ilegais, pois conforme a lei 6.766/79, nos dois lados de uma rodovia deve haver uma faixa de 15 metros não-edificável.
De acordo com Spieker, 99% dos estabelecimentos ao longo da BR-282 não possuem autorização do Dnit para o uso desta faixa de domínio. Ele acrescenta que, com o término desta obra, o Dnit pretende regularizar todos os imóveis sem custo nenhum. “Vamos agregar valor aos terrenos que atualmente estão irregularizados”.
Foto: Suzani Rovaris
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