segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Travessia da BR-282: Administração tomará providências em Índios



Quem mora em Índios, distrito cortado pela BR-282, em Lages, corre risco iminente ao atravessar a rodovia, sobretudo as crianças de idade pré-escolar da rede municipal que estudam na escola da localidade. Apenas de um lado (para quem segue destino a Florianópolis) existe escada, e ainda assim, está fora do padrão, havendo desníveis de degraus e inexistência destes em alguns pontos. Na outra margem não existe acesso definido e quando chove o perigo aumenta. O secretário de Obras, Joel Netto Momm, acompanhado da coordenadora de Assuntos Comunitários, Mauren Santos, fez uma vistoria no local. O pedido da comunidade é que seja construída uma passarela.
A ação de emergência é providenciar a escadaria dos dois lados da BR-282. O primeiro passo será analisar a topografia da área, verificando desníveis, número de degraus e fazer o desenho. Em algumas semanas as primeiras ações serão levadas a efeito. “Não será tão difícil resolver o problema”, disse Momm. Quanto a passarela, Momm fez um projeto há alguns anos. Ele vai analisar e fazer adaptações. Depois, buscar recursos. A ideia é conseguir dinheiro junto ao governo federal.
De acordo com o secretário, existem verbas para construir portais nas entradas das cidades. O que poderá ser feito é adequar o projeto de passarela com portal na BR-282, a exemplo do que fez o município de Bom Jardim da Serra. “É uma reclamação antiga da comunidade a falta de segurança para descer os dois morros e faz muito tempo também que se pede a construção de uma passarela”, comentou Mauren, lembrando que nas visitas à comunidade, no período eleitoral, este foi um dos principais pedidos ao agora prefeito Elizeu Mattos.

Riscos de acidentes amenizados por voluntária

Os riscos de acidentes são amenizados graças a Valéria Soares. Ela tem quatro netos e precisa acompanhá-los na travessia da rodovia para evitar que sejam colhidos por automóveis. “Aí eu aproveito e acompanho as outras crianças, e fico aqui, auxiliando, principalmente os pequeninos”, descreve. Ela é uma espécie de “atravessadora oficial”, ou ainda, “anjo da guarda” dos alunos. Os riscos de subir e descer as escadas (de um lado) ou o terreno íngreme sem degraus (no outro extremo) crescem em dias de chuva. E foi num destes dias que a própria Valéria foi vítima das péssimas condições do lugar. Ela caiu e fraturou um dos braços recentemente.


Redator: Assessoria de Comunicação PML
Foto: Divulgação

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