Lages, 04/02/2013,Correio Lageano, por Susana Küster
Chuva de sábado causou alagamentos, destelhamentos e queda de energia. Prefeito diz que será feita limpeza em rios
O temporal da tarde de sábado (02), em Lages, causou destelhamentos, quedas de muros e árvores, além de pontos de alagamento em praticamente todas as ruas e baixadas. Apesar de o Corpo de Bombeiros atender 250 ocorrências, ninguém ficou ferido. O caso mais grave foi no posto Ouro Preto no bairro Coral, onde grande parte da cobertura desabou com os ventos.
Um dos proprietários do posto, Celso Montemezzo, ficou aliviado por ninguém ter se ferido. “É a primeira vez que acontece, vimos que ía cair quando balançou e subiu. Apesar de a estrutura ser forte, o vento era mais ainda”, comenta.
O maior alagamento ocorreu na avenida Belisário Ramos (Carahá). Em alguns pontos o rio transbordou e inundou os dois lados da via. Muitas ruas paralelas também alagaram e a água invadiu as casas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Adilson Paneck, as residências ficaram alagadas por uma hora e ninguém precisou ser removido por mais tempo.
Além da Carahá, a avenida Dom Pedro II, teve trechos de alagamentos, devido à água que desce do bairro Vila Nova. No bairro Várzea, o morador José Castanheiro, tirou a tampa de um bueiro para a água escoar mais rápido. A rua estava alagada e algumas residências também. “Aqui a água arrebenta os muros e entra nas casas. Já alagou cinco vezes, tem que fazer mais bueiros”, diz.
Hospital destelhado
No Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), a calha não deu conta de tanta água e estourou, atingindo o forro da copa que caiu. Na Curva da Morte, a água ficou empoçada, deixando a via em meia pista. Uma equipe da construtora CCL, que estava fazendo a recuperação da via abriu uma vala para o escoamento da água.
Tunnel Liner
Na rua Rio Grande do Norte, no bairro São Cristóvão, o Tunnel Liner, mostrou mais uma vez que não cumpre o seu objetivo. A rua ficou alagada na parte baixa e atingiu diversas residências.
No Petrópolis, na rua Criciúma, o morador André Luis Vieira, conta que foram tirados os paralelepípedos da rua que asfaltaram e foram colocados em uma passagem de pedestres. “Como a chuva não tinha para onde escoar, entrou água na casa da minha vizinha e o muro caiu”, lamenta.
No final de semana, equipes da Secretaria do Meio Ambiente, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, distribuíram lonas nas casas atingidas com o destelhamento. A partir desta egunda-feira (04), telhas devem ser entregues para as famílias mais carentes.
O prefeito Elizeu Mattos, fala sobre os alagamentos.
Correio Lageano: Porque ocorrem tantos alagamentos em Lages?
Elizeu: Deter a fúria das águas é impossível, mas podemos evitar maiores transtornos se houver a colaboração de todos e não apenas do poder público. O maior problema continua sendo a grande quantidade de lixo jogada em locais impróprios o que acaba obstruindo bocas -de-lobo e invadindo os rios.
CL: O que será feito?
Elizeu: Além da operação limpeza que estaremos desenvolvendo em toda a cidade, nos próximos dias, vamos trabalhar também numa grande campanha de conscientização junto à comunidade.
Lages ficou sem luz
A queda de árvores, o vento e os raios, deixaram 26 mil unidades consumidoras sem luz em Lages. O número passa para 30 mil se contar os consumidores de Curitibanos, Urupema, Painel e Urubici.
De acordo com o gerente regional da Celesc, Etamar Eger, se as árvores mais altas fossem cortadas até ficarem com no máximo dois metros de altura, os danos poderiam ser menores.
A energia foi restabelecida por volta das 18 horas em alguns bairros, já em outros locais somente às 23 horas a luz voltou.
Fotos: Susana Küster e Silviane Mannrich
Chuva de sábado causou alagamentos, destelhamentos e queda de energia. Prefeito diz que será feita limpeza em rios
O temporal da tarde de sábado (02), em Lages, causou destelhamentos, quedas de muros e árvores, além de pontos de alagamento em praticamente todas as ruas e baixadas. Apesar de o Corpo de Bombeiros atender 250 ocorrências, ninguém ficou ferido. O caso mais grave foi no posto Ouro Preto no bairro Coral, onde grande parte da cobertura desabou com os ventos.
Um dos proprietários do posto, Celso Montemezzo, ficou aliviado por ninguém ter se ferido. “É a primeira vez que acontece, vimos que ía cair quando balançou e subiu. Apesar de a estrutura ser forte, o vento era mais ainda”, comenta.
O maior alagamento ocorreu na avenida Belisário Ramos (Carahá). Em alguns pontos o rio transbordou e inundou os dois lados da via. Muitas ruas paralelas também alagaram e a água invadiu as casas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Adilson Paneck, as residências ficaram alagadas por uma hora e ninguém precisou ser removido por mais tempo.
Além da Carahá, a avenida Dom Pedro II, teve trechos de alagamentos, devido à água que desce do bairro Vila Nova. No bairro Várzea, o morador José Castanheiro, tirou a tampa de um bueiro para a água escoar mais rápido. A rua estava alagada e algumas residências também. “Aqui a água arrebenta os muros e entra nas casas. Já alagou cinco vezes, tem que fazer mais bueiros”, diz.
Hospital destelhado
No Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), a calha não deu conta de tanta água e estourou, atingindo o forro da copa que caiu. Na Curva da Morte, a água ficou empoçada, deixando a via em meia pista. Uma equipe da construtora CCL, que estava fazendo a recuperação da via abriu uma vala para o escoamento da água.
Tunnel Liner
Na rua Rio Grande do Norte, no bairro São Cristóvão, o Tunnel Liner, mostrou mais uma vez que não cumpre o seu objetivo. A rua ficou alagada na parte baixa e atingiu diversas residências.
No Petrópolis, na rua Criciúma, o morador André Luis Vieira, conta que foram tirados os paralelepípedos da rua que asfaltaram e foram colocados em uma passagem de pedestres. “Como a chuva não tinha para onde escoar, entrou água na casa da minha vizinha e o muro caiu”, lamenta.
No final de semana, equipes da Secretaria do Meio Ambiente, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, distribuíram lonas nas casas atingidas com o destelhamento. A partir desta egunda-feira (04), telhas devem ser entregues para as famílias mais carentes.
O prefeito Elizeu Mattos, fala sobre os alagamentos.
Correio Lageano: Porque ocorrem tantos alagamentos em Lages?
Elizeu: Deter a fúria das águas é impossível, mas podemos evitar maiores transtornos se houver a colaboração de todos e não apenas do poder público. O maior problema continua sendo a grande quantidade de lixo jogada em locais impróprios o que acaba obstruindo bocas -de-lobo e invadindo os rios.
CL: O que será feito?
Elizeu: Além da operação limpeza que estaremos desenvolvendo em toda a cidade, nos próximos dias, vamos trabalhar também numa grande campanha de conscientização junto à comunidade.
Lages ficou sem luz
A queda de árvores, o vento e os raios, deixaram 26 mil unidades consumidoras sem luz em Lages. O número passa para 30 mil se contar os consumidores de Curitibanos, Urupema, Painel e Urubici.
De acordo com o gerente regional da Celesc, Etamar Eger, se as árvores mais altas fossem cortadas até ficarem com no máximo dois metros de altura, os danos poderiam ser menores.
A energia foi restabelecida por volta das 18 horas em alguns bairros, já em outros locais somente às 23 horas a luz voltou.
Fotos: Susana Küster e Silviane Mannrich
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