Alfredo Wagner, 20/02/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações de moradora da comunidade Rio Adaga em Alfredo Wagner
"A gente passou uma noite de medo". A frase é usada pela professora da rede municipal de Alfredo Wagner, Lucimar de Andrade Klauberg, de 37 anos, para descrever com exclusividade ao portal CLMais, a movimentação provocada em duas comunidades a cinco quilômetros do Centro do município, por um assalto no qual a prima do marido dela teve a casa invadida e foi mantida amarrada junto do esposo.
Os quatro assaltantes chegaram a fugir no carro do casal, um Cross Fox, mas foram baleados em troca de tiros com a polícia e socorridos por três helicópteros da força policial do Estado e duas viaturas do Samu. Tudo diante de moradores das comunidades Rio Adaga e Rio Lessa, surpreendidos por uma cena de violência nada comum em Alfredo Wagner.
"Eu acordei com os tiros, uns 20, 15 (minutos) para às 7 (horas) - desta quarta-feira (20)", conta Lucimar ao comparar: "Parecia uma rajada de fogos". A professora lembra que ela e o marido foram para rua e encontraram vizinhos que tinham acordado antes e, curiosos, acompanhavam a operação policial como se fosse uma cena de cinema. "Os assaltantes estavam do outro lado do rio (Adaga). Um levou um tiro de raspão e se entregou.Outro levou tiro na perna. Os outros (dois) também levaram tiros".
Encorajada por ver os assaltantes rendidos, Lucimar falou com um deles. "Eu perguntei: por que você fez isso? Ele disse que fez por desespero". Lucimar ainda ouviu do assaltante que ele trabalha com carteira assinada. É casado e tem um filho. A professora não entendeu direito a atividade que o assaltante declarou exercer. Só lembra, que tem haver com alguma coisa relacionada a cimento. "Falou que estava indo trabalhar com cimento, quando encontrou os outros três (assaltantes)".
Lucimar ainda não sabia todos os detalhes do assalto. Ouviu falar que os quatro homens presos, descritos por ela como jovens, roubaram um carro em Florianópolis antes de invadir a casa da prima do marido dela, a também professora Alexandra Klauberg, que atualmente está afastada da sala de aula.
Alexandra e o marido Alexsandro, moravam na Suíça e voltaram para o Brasil há dois anos. Escolheram a pacata comunidade Rio Lessa para viver, para ficar perto dos pais de Alexandra. Apesar do susto, os dois saíram do assalto apenas com prejuízos materiais. Além do Cross Fox do casal, a quadrilha teria levado outros objetos da casa. Especialmente eletrônicos trazidos da Suíça, como celulares.
Ao buscar mais detalhes do crime, Lucimar deve descobrir que os quatro assaltantes teriam roubado um Citröen branco de uma revenda de carros de São José, na Grande Florianópolis, na manhã desta terça-feira (19). Eles seguiram no carro até Alfredo Wagner e, em uma estrada de terra da comunidade Rio Adaga, no KM- 94 da BR-282 (Alfredo Wagner), deixaram o Citröen atolar.
Sem veículo, eles esperaram anoitecer e invadiram a casa na comunidade Rio Lessa, no KM-97 da mesma rodovia. Para conseguir outro carro, renderam e amarraram Alexandra e Alexsandro. Na fuga, o pneu do carro teria furado e eles correram para um matagal na região. Enquanto isso, o casal consegui pedir socorro para familiares, que avisaram a polícia.
Policiais militares e civis contaram com ajuda de policiais federais, de cães farejadores e até de pessoas que vivem na região, para procurar os assaltantes em meio ao matagal. Eles se encontraram perto das 6h30min desta quarta-feira, quando começou a troca de tiros que acordou Lucimar.
Os quatro assaltantes foram levados para Florianópolis. Lucimar não sabe se o grupo tem relação com a onda de ataques no Estado. Não ouviu nenhum policial comentar sobre o assunto, mas não vai esquecer a madrugada em que esteve tão perto de um grupo tratado considerado perigoso.
O CLMais fez contato com o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rancho Queimado, que não tinha mais informações sobre o caso. As delegacias da Polícia Federal (PF) em Florinanópolis e Lages negaram ter participado da ação.
Em nota publicada por volta das 17 horas, a Polícia Civil divulgou que a operação foi executada por ela e pela PM. A nota também identifica os quatro presos: William Eduardo da Silva, de 19 anos; Edson Vas, 28 anos, Valdir Felipe do Nascimento, 21 anos, e Thiago (até agora não se sabe o sobrenome dele, devido ao estado grave que se encontra após tiroteio). Os quatro foram detidos pela prática de roubo qualificado.
A nota esclarece que o grupo foi localizado durante uma ronda do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) de Lages. "Eles começaram a atirar e os policiais revidaram, acertando dois deles. Um revólver calibre 38 foi apreendido neste momento. Os outros dois, inicialmente conseguiram fugir, mas foram perseguidos e durante o confronto acabaram também baleados.
Dois deles foram para o Hospital Celso Ramos e outros dois para o Hospital Regional de São José. Thiago, que foi atingido no pulmão está em estado grave e teve três paradas cardíacas. Um deles foi atingido apenas de raspão e hoje mesmo foi liberado do hospital e encaminhado para a Delegacia de Alfredo Wagner, onde será interrogado pelo Delegado Luiz Ângelo de Assis Moreira, responsável pelo flagrante".
A Polícia Civil divulgou fotos de três dos quatro assaltantes, mas não os identificou. Confira na galeria desta notícia.
Fotos: PRF e Polícia Civil de Santa Catarina/Divulgação
"A gente passou uma noite de medo". A frase é usada pela professora da rede municipal de Alfredo Wagner, Lucimar de Andrade Klauberg, de 37 anos, para descrever com exclusividade ao portal CLMais, a movimentação provocada em duas comunidades a cinco quilômetros do Centro do município, por um assalto no qual a prima do marido dela teve a casa invadida e foi mantida amarrada junto do esposo.
Os quatro assaltantes chegaram a fugir no carro do casal, um Cross Fox, mas foram baleados em troca de tiros com a polícia e socorridos por três helicópteros da força policial do Estado e duas viaturas do Samu. Tudo diante de moradores das comunidades Rio Adaga e Rio Lessa, surpreendidos por uma cena de violência nada comum em Alfredo Wagner.
"Eu acordei com os tiros, uns 20, 15 (minutos) para às 7 (horas) - desta quarta-feira (20)", conta Lucimar ao comparar: "Parecia uma rajada de fogos". A professora lembra que ela e o marido foram para rua e encontraram vizinhos que tinham acordado antes e, curiosos, acompanhavam a operação policial como se fosse uma cena de cinema. "Os assaltantes estavam do outro lado do rio (Adaga). Um levou um tiro de raspão e se entregou.Outro levou tiro na perna. Os outros (dois) também levaram tiros".
Encorajada por ver os assaltantes rendidos, Lucimar falou com um deles. "Eu perguntei: por que você fez isso? Ele disse que fez por desespero". Lucimar ainda ouviu do assaltante que ele trabalha com carteira assinada. É casado e tem um filho. A professora não entendeu direito a atividade que o assaltante declarou exercer. Só lembra, que tem haver com alguma coisa relacionada a cimento. "Falou que estava indo trabalhar com cimento, quando encontrou os outros três (assaltantes)".
Lucimar ainda não sabia todos os detalhes do assalto. Ouviu falar que os quatro homens presos, descritos por ela como jovens, roubaram um carro em Florianópolis antes de invadir a casa da prima do marido dela, a também professora Alexandra Klauberg, que atualmente está afastada da sala de aula.
Alexandra e o marido Alexsandro, moravam na Suíça e voltaram para o Brasil há dois anos. Escolheram a pacata comunidade Rio Lessa para viver, para ficar perto dos pais de Alexandra. Apesar do susto, os dois saíram do assalto apenas com prejuízos materiais. Além do Cross Fox do casal, a quadrilha teria levado outros objetos da casa. Especialmente eletrônicos trazidos da Suíça, como celulares.
Ao buscar mais detalhes do crime, Lucimar deve descobrir que os quatro assaltantes teriam roubado um Citröen branco de uma revenda de carros de São José, na Grande Florianópolis, na manhã desta terça-feira (19). Eles seguiram no carro até Alfredo Wagner e, em uma estrada de terra da comunidade Rio Adaga, no KM- 94 da BR-282 (Alfredo Wagner), deixaram o Citröen atolar.
Sem veículo, eles esperaram anoitecer e invadiram a casa na comunidade Rio Lessa, no KM-97 da mesma rodovia. Para conseguir outro carro, renderam e amarraram Alexandra e Alexsandro. Na fuga, o pneu do carro teria furado e eles correram para um matagal na região. Enquanto isso, o casal consegui pedir socorro para familiares, que avisaram a polícia.
Policiais militares e civis contaram com ajuda de policiais federais, de cães farejadores e até de pessoas que vivem na região, para procurar os assaltantes em meio ao matagal. Eles se encontraram perto das 6h30min desta quarta-feira, quando começou a troca de tiros que acordou Lucimar.
Os quatro assaltantes foram levados para Florianópolis. Lucimar não sabe se o grupo tem relação com a onda de ataques no Estado. Não ouviu nenhum policial comentar sobre o assunto, mas não vai esquecer a madrugada em que esteve tão perto de um grupo tratado considerado perigoso.
O CLMais fez contato com o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rancho Queimado, que não tinha mais informações sobre o caso. As delegacias da Polícia Federal (PF) em Florinanópolis e Lages negaram ter participado da ação.
Em nota publicada por volta das 17 horas, a Polícia Civil divulgou que a operação foi executada por ela e pela PM. A nota também identifica os quatro presos: William Eduardo da Silva, de 19 anos; Edson Vas, 28 anos, Valdir Felipe do Nascimento, 21 anos, e Thiago (até agora não se sabe o sobrenome dele, devido ao estado grave que se encontra após tiroteio). Os quatro foram detidos pela prática de roubo qualificado.
A nota esclarece que o grupo foi localizado durante uma ronda do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) de Lages. "Eles começaram a atirar e os policiais revidaram, acertando dois deles. Um revólver calibre 38 foi apreendido neste momento. Os outros dois, inicialmente conseguiram fugir, mas foram perseguidos e durante o confronto acabaram também baleados.
Dois deles foram para o Hospital Celso Ramos e outros dois para o Hospital Regional de São José. Thiago, que foi atingido no pulmão está em estado grave e teve três paradas cardíacas. Um deles foi atingido apenas de raspão e hoje mesmo foi liberado do hospital e encaminhado para a Delegacia de Alfredo Wagner, onde será interrogado pelo Delegado Luiz Ângelo de Assis Moreira, responsável pelo flagrante".
A Polícia Civil divulgou fotos de três dos quatro assaltantes, mas não os identificou. Confira na galeria desta notícia.
Fotos: PRF e Polícia Civil de Santa Catarina/Divulgação
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