Lages, 18/02/2013, Correio Lageano
Abrir uma microempresa se tornou atrativo, e taxa de mortalidade de empreendimentos tem caído
O Sebrae e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) realizaram pesquisa junto ao Global Entrepreneurship Monitor 2012 em que se o percebeu uma mudança no perfil da economia. Hoje, 43,5% dos brasileiros sonham em ter o próprio negócio, frente aos 24,7% que almejam seguir carreira como empregado numa empresa. Na Serra Catarinense, isso reflete no aumento de empreendimentos formalizados, propiciando emprego e renda.
Aos 51 anos, Rosângela Cordeiro Pelegrini realizou o sonho de ser a dona do próprio negócio, tornando-se uma microempreendedora individual (MEI), com o apoio do Sebrae. Ela conta que há um ano começou a customizar alpargatas e isso acabou chamando atenção das amigas, que passaram a fazer encomendas. “Minhas filhas começaram a usar e as amigas gostaram. As alpargatas são diferentes, estilizadas, com brilho”, explica. Com fabricação artesanal, as encomendas aumentaram e foi necessário formar estoque. Por isso, em abril de 2012, ela formalizou o pequeno negócio e hoje conta com uma funcionária registrada e colaborador terceirizado.
Rosângela possui o apoio de suas filhas, Brinna, de 26 anos, e Brenda, de 19, para tocar o negócio. A proximidade da aposentadoria como administradora escolar foi um incentivo para abrir a pequena fábrica de calçados Santíssima Catarina.
Negócio planejado
Para ela, o apoio do Sebrae foi fundamental e continua sendo, com cursos e consultorias sobre a melhor forma de gerir o negócio. “Agora, a gente tem uma contadora, indicada por eles, porque eu tive que contratar uma pessoa aqui, que já está registrada”, acrescenta.
Os planos para o futuro são ampliar as vendas, mas isso precisa ser feito aos poucos, pois para vender mais é preciso produzir mais, e para isso são necessários mais funcionários.
Para a gerente de atendimento individual do Sebrae em Santa Catarina, Soraya Tonelli, os catarinenses são empreendedores, e o número de pessoas que empreendem por oportunidade e não por necessidade aumentou. “De cada dez pessoas, sete são por oportunidade e três por necessidade”, pontua.
Segundo ela, a vontade de empreender representa que as pessoas estão mais confiantes quanto às condições econômicas. “Isso traz geração de emprego e renda e, como consequência, o desenvolvimento regional”, acrescenta. Os fatores que levam a essa constatação são o crescimento econômico do país e aumento do poder aquisitivo.
“Percebe-se também uma redução da taxa de mortalidade das empresas. De cada 100 Micro e Pequenas Empresas (MPEs) abertas no Brasil, 73 permanecem em atividade após os primeiros dois anos de existência”, completa.
Planejamento evita a morte prematura
Antes de abrir a própria empresa, o empreendedor precisa estar atento às dificuldades. Alguns passos são necessários, como o registro na prefeitura ou administração regional da cidade, no Estado, na Receita Federal e na Previdência Social. Dependendo da atividade pode ser necessário o registro em entidade de classe, na Secretaria de Meio-Ambiente e orgãos de fiscalização.
O planejamento é importante, bem como a viabilidade mercado e financeira. O ideal é a elaboração de um plano de negócios. “Esse documento permite que ele faça um estudo para saber o capital necessário, o prazo de retorno do investimento, a taxa de lucratividade, o conhecimento dos clientes, concorrentes e fornecedores”, explica Soraya Tonelli. O empreendedor tem o apoio do programa Negócio Certo, disponibilizado pelo Sebrae/SC: www.sebrae-sc.com.br/negociocerto.
É mais difícil fechar do que abrir empresa
A gerente do Sebrae, Soraya Tonelli, alerta que encerrar uma empresa é mais difícil do que criá-la. “Muita gente simplesmente fecha o estabelecimento mas não o encerra legalmente, seja pela falta de informação ou pela incapacidade de quitação das dívidas do empreendimento”, argumenta.
Se a empresa não é encerrada corretamente, vai acabar respondendo por passivos ou eventuais dívidas. Um dos erros mais comuns é não dar baixa na Junta Comercial. “Isso ocorre, na maioria das vezes, por causa de altos valores devidos em impostos ou dívidas.
Para fechamento da empresa, a Junta Comercial exige o distrato social, negativas de FGTS, INSS e Receita Federal”, completa Soraya. Ainda é necessária apresentação, na prefeitura, dos talões de notas. Essa burocracia varia conforme o tipo da empresa e é fundamental a orientação de um contador.
Foto:Joana Costa
Abrir uma microempresa se tornou atrativo, e taxa de mortalidade de empreendimentos tem caído
O Sebrae e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) realizaram pesquisa junto ao Global Entrepreneurship Monitor 2012 em que se o percebeu uma mudança no perfil da economia. Hoje, 43,5% dos brasileiros sonham em ter o próprio negócio, frente aos 24,7% que almejam seguir carreira como empregado numa empresa. Na Serra Catarinense, isso reflete no aumento de empreendimentos formalizados, propiciando emprego e renda.
Aos 51 anos, Rosângela Cordeiro Pelegrini realizou o sonho de ser a dona do próprio negócio, tornando-se uma microempreendedora individual (MEI), com o apoio do Sebrae. Ela conta que há um ano começou a customizar alpargatas e isso acabou chamando atenção das amigas, que passaram a fazer encomendas. “Minhas filhas começaram a usar e as amigas gostaram. As alpargatas são diferentes, estilizadas, com brilho”, explica. Com fabricação artesanal, as encomendas aumentaram e foi necessário formar estoque. Por isso, em abril de 2012, ela formalizou o pequeno negócio e hoje conta com uma funcionária registrada e colaborador terceirizado.
Rosângela possui o apoio de suas filhas, Brinna, de 26 anos, e Brenda, de 19, para tocar o negócio. A proximidade da aposentadoria como administradora escolar foi um incentivo para abrir a pequena fábrica de calçados Santíssima Catarina.
Negócio planejado
Para ela, o apoio do Sebrae foi fundamental e continua sendo, com cursos e consultorias sobre a melhor forma de gerir o negócio. “Agora, a gente tem uma contadora, indicada por eles, porque eu tive que contratar uma pessoa aqui, que já está registrada”, acrescenta.
Os planos para o futuro são ampliar as vendas, mas isso precisa ser feito aos poucos, pois para vender mais é preciso produzir mais, e para isso são necessários mais funcionários.
Para a gerente de atendimento individual do Sebrae em Santa Catarina, Soraya Tonelli, os catarinenses são empreendedores, e o número de pessoas que empreendem por oportunidade e não por necessidade aumentou. “De cada dez pessoas, sete são por oportunidade e três por necessidade”, pontua.
Segundo ela, a vontade de empreender representa que as pessoas estão mais confiantes quanto às condições econômicas. “Isso traz geração de emprego e renda e, como consequência, o desenvolvimento regional”, acrescenta. Os fatores que levam a essa constatação são o crescimento econômico do país e aumento do poder aquisitivo.
“Percebe-se também uma redução da taxa de mortalidade das empresas. De cada 100 Micro e Pequenas Empresas (MPEs) abertas no Brasil, 73 permanecem em atividade após os primeiros dois anos de existência”, completa.
Planejamento evita a morte prematura
Antes de abrir a própria empresa, o empreendedor precisa estar atento às dificuldades. Alguns passos são necessários, como o registro na prefeitura ou administração regional da cidade, no Estado, na Receita Federal e na Previdência Social. Dependendo da atividade pode ser necessário o registro em entidade de classe, na Secretaria de Meio-Ambiente e orgãos de fiscalização.
O planejamento é importante, bem como a viabilidade mercado e financeira. O ideal é a elaboração de um plano de negócios. “Esse documento permite que ele faça um estudo para saber o capital necessário, o prazo de retorno do investimento, a taxa de lucratividade, o conhecimento dos clientes, concorrentes e fornecedores”, explica Soraya Tonelli. O empreendedor tem o apoio do programa Negócio Certo, disponibilizado pelo Sebrae/SC: www.sebrae-sc.com.br/negociocerto.
É mais difícil fechar do que abrir empresa
A gerente do Sebrae, Soraya Tonelli, alerta que encerrar uma empresa é mais difícil do que criá-la. “Muita gente simplesmente fecha o estabelecimento mas não o encerra legalmente, seja pela falta de informação ou pela incapacidade de quitação das dívidas do empreendimento”, argumenta.
Se a empresa não é encerrada corretamente, vai acabar respondendo por passivos ou eventuais dívidas. Um dos erros mais comuns é não dar baixa na Junta Comercial. “Isso ocorre, na maioria das vezes, por causa de altos valores devidos em impostos ou dívidas.
Para fechamento da empresa, a Junta Comercial exige o distrato social, negativas de FGTS, INSS e Receita Federal”, completa Soraya. Ainda é necessária apresentação, na prefeitura, dos talões de notas. Essa burocracia varia conforme o tipo da empresa e é fundamental a orientação de um contador.
Foto:Joana Costa
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