Lages, 06/03/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Sindicato da categoria informa que o protesto será de apenas um dia
Nesta quarta-feira (06), a partir das 8 horas, servidores da Celesc fazem uma paralisação em todo o Estado. Em Lages, o movimento inicia no bairro Pisani, na subestação da empresa. Com isso, apenas serviços emergenciais devem ser feitos e em ritmo lento, já que a maioria dos funcionários deve aderir ao movimento. A princípio, o sindicato informa que a manifestação ocorre somente hoje.
O gerente regional da Celesc, Etamar Eger, diz que se hoje a maioria dos funcionários pararem de trabalhar, o órgão passará ao comando de greve a responsabilidade pelo atendimento das emergências. “Eles farão a escala de acordo com o número de servidores para trabalhar na emergência”, diz.
O ritmo de trabalho da parte administrativa, como o serviço operacional, deve ser mais lento, segundo Eger. De acordo com nota enviada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Energia Elétrica de Lages (Stieel), a empresa não dispõe de quadro ideal para garantir a qualidade dos serviços prestados.
O sindicato diz que o último concurso, realizado no último domingo, foi promovido por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT), para suprir entre outras vagas, 130 de assistente operacional para contratação direta. No entanto, apenas 22 candidatos foram aprovados.
Destes, 17 foram considerados aptos a passar por exame médico, que também tem caráter eliminatório. “Para Lages, passou só uma pessoa (quadro operacional). Nós não temos número de funcionários adequado para atender à população. Todo dia tem queixas”, afirma o diretor do Stieel, Valmir Vestarp de Carvalho.
O sindicato exige um novo concurso, e o presidente da Celesc, Cleverson Siwert, afirma que será feito outro certame. “Provavelmente, dia 28 de abril ou 15 de maio, o concurso será feito novamente – sem ônus para a Celesc – pela empresa Cepev, que realiza diversos concursos em vários órgãos”, frisa.
O presidente afirma que a reivindicação do sindicato é o que a Celesc e governo do Estado querem. “Também queremos o melhor para a empresa. Estamos fazendo um plano de eficiência profissional, que no máximo em junho fica pronto e irá remodelar a empresa. Acredito que a quantidade de gerentes e diretorias irá diminuir”, adianta.
Foto: Susana Küster
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