A dose era tão pequena que acabou matando o paciente. Pois foi assim que aconteceu com a Uniplac, ou seja, em 2008, 2009 e 2010 não teve reajuste das mensalidades, numa tentativa de se manter alunos, já que a evasão era grande. Enquanto isso havia o reajuste de salários e da despesa de manutenção.
Então em 2012 o reajuste das mensalidades foi de 10,35% e em 2013 o mesmo percentual. O que acabou gerando o protesto da semana passada, onde segundo a presidente do Conselho de Administração, Luci Ramos: “as mesmas pessoas que usavam nariz de palhaço no protesto do Aristiliano Ramos, também estavam presentes no protesto da Uniplac, ou seja, parece que tem profissionais especializados em protestos”.
Intervenção
Mas esse não é o único problema da instituição, pois some-se a isso a dívida bancária, superior a R$ 38 milhões, devida à 12 bancos. Seis já negociaram e ainda falta outro tanto.
“Enquanto a Uniplac estiver sob intervenção judicial, os bancos não podem “meter a mão” no dinheiro em caixa, mas no dia que acabar a intervenção, os bancos levam até o dinheiro dos salários”, lembrou Walter Manfroi. Aliás, o Banco Bic chegou a conseguir isso tempos atrás, porém teve de devolver.
Hora Atividade
Só que negociação da dívida bancária e mensalidades são apenas parte dos problemas da instituição, que tem ainda a questão da chamada “hora atividade”. Uma perícia solicitada pelo sindicato constatou que até 2016 a Uniplac não tem como arcar com mais essa despesa na folha, o que significaria um aumento de 18%.
Mensalidade
“A mensalidade é a única fonte de recursos da Uniplac, que é uma universidade comunitária, portanto, quem quiser estudar de graça, tem de fazer vestibular nas federais ou na Udesc. Ou então escolher os cursos de licenciatura, que são gratuitos, bancados pelo governo do Estado”, resumiu o interventor durante a coletiva desta quarta-feira, com a presença do Conselho de Administração.
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